GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Decomposição de plásticos: o erro de confundir fragmentação com biodegradação

Rachaduras e fragmentos não provam que o plástico foi biodegradado. Veja como diagnosticar essa confusão, recuperar pré-requisitos e escolher questões adequadas para cada etapa da aprendizagem.

Decomposição de plásticos: o erro de confundir fragmentação com biodegradação

Eu lembro bem do dia em que uma aluna do 8º ano levantou a mão, muito convicta, e disse: "professora, o plástico já está sumindo, olha, ele está todo rachado e virando pedacinhos". Ela tinha visto na praia, numa foto que circulava na internet, sacolas e garrafas esfarelando na areia, e concluiu que o problema estava se resolvendo sozinho.

Quem dá aula de Ciências já ouviu algo parecido. Quando discutimos a decomposição de plásticos, a turma quase sempre mistura três ideias diferentes: o material que se quebra, o material que desaparece e o material que é transformado em substâncias simples pela ação de microrganismos. Para o aluno, tudo parece "ir embora". Neste guia eu organizo como esse erro aparece, por que ele acontece e o que eu faço em sala para desfazê-lo, usando as questões validadas do GeraProva e os dados pedagógicos de cada uma.

O que é decomposição de plásticos, explicado para o professor?

Decomposição, no sentido científico, é a transformação de um material em substâncias mais simples por processos físicos, químicos ou biológicos. No caso dos plásticos comuns, como o polietileno das sacolas e o PET das garrafas, esse processo é muito lento. Eles são polímeros sintéticos derivados do petróleo, e os microrganismos têm dificuldade para reconhecê-los como alimento. O resultado é que um plástico pode permanecer no ambiente por décadas ou séculos. Nas questões que analisamos, o tempo citado para uma garrafa plástica chega a 450 anos, e o plástico comum aparece com até 400 anos de permanência.

O tema aparece no 4º ano em situações de cálculo com contexto ambiental, no 5º ano na discussão de consumo e descarte, no 8º ano como impacto ambiental de resíduos, no 9º ano em análises experimentais e no ENEM na relação entre estrutura química e degradação. No currículo, ele conversa com a habilidade EF08CI16, que trata de impactos ambientais e consumo, com a EF05CI04, sobre o tempo de decomposição de materiais, com a EF04MA06, em problemas de multiplicação com grandezas do cotidiano, com a EM13CNT101, que pede análise de transformações químicas em contextos reais, com a EF05CI05, sobre fenômenos de transformação e propriedades dos materiais, e com a EF09CI01, que envolve interpretação de evidências e avaliação de conclusões científicas.

Um ponto que eu sempre destaco: decomposição não é o mesmo que desaparecimento. Um material pode perder massa, mudar de cor e se partir sem ser biodegradado. Esse é exatamente o ponto de confusão que este guia trata.

O que o aluno precisa saber antes?

Nas fichas técnicas das oito questões, os pré-requisitos se repetem. O primeiro é a noção de decomposição de materiais, que é a base para entender que nem tudo se transforma no mesmo ritmo. O segundo é o impacto ambiental dos resíduos e dos plásticos, sem o qual o aluno não percebe por que o tempo de permanência importa. Em algumas questões aparecem também multiplicação e adição (para problemas de quantidades acumuladas), unidades de tempo (anos e meses), tipos de plástico e reações de degradação, mais avançadas e típicas do ensino médio.

Como verificar se a turma tem essa base? Eu faço uma pergunta de diagnóstico simples antes de qualquer conteúdo: "Um pedaço de plástico que se partiu em mil pedacinhos desapareceu?". Se mais da metade responde que sim, o problema não é de vocabulário, é de modelo mental. Para o 4º e 5º ano, vale uma questão de cálculo com tempo, como quantos anos são 450, para fixar a escala. Para o 9º ano e o ENEM, peça que o aluno justifique com dados quais evidências seriam necessárias para afirmar que um material é biodegradável.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Os erros que aparecem nas questões têm causas parecidas. Vou separá-los em quatro, porque cada um pede uma intervenção diferente.

Confundir fragmentação com biodegradação

Este é o erro central deste guia. Quando o plástico racha, perde brilho e se fragmenta, o aluno entende que ele está se decompondo. Na questão do 9º ano sobre a praia, a alternativa que afirma que os plásticos deixaram de representar riscos aos ecossistemas aparece como o distrator mais provável. Ela é atraente porque parece lógica: se o material sumiu, o problema acabou. A causa é visual: a fragmentação é observável e a biodegradação não. Minha intervenção é mostrar que os pedaços continuam no ambiente, agora menores, e que a fragmentação pode até aumentar o problema por gerar partículas menores.

Achar que todos os plásticos se degradam igualmente

Em duas questões do 5º ano e do 9º ano, o erro típico é tratar diferentes plásticos como se fossem iguais. Na questão do grupo que comparou amostras, o aluno precisa perceber que a espessura muda a velocidade de perda de massa, e que a conclusão deve ser limitada ao que foi observado. A causa é a generalização: o aluno aprendeu que "plástico demora muito" e transfere isso a todos os casos. Minha intervenção é pedir sempre a comparação explícita entre duas amostras, com a mesma variável controlada.

Tomar o plástico biodegradável como solução universal

Na questão do 9º ano sobre embalagens, o distrator mais escolhido sustenta que ambos os materiais têm o mesmo impacto. Já em outras questões, o aluno acredita que a biodegradabilidade resolve tudo, sem pensar no consumo. Esse erro mistura a questão química com a questão de hábito. Eu intervenho lembrando que o plástico biodegradável reduz o tempo de decomposição, mas que reduzir o uso e separar corretamente continuam sendo as práticas mais eficazes.

Confundir a equação de oxidação com reações de adição ou combustão

Na questão do ENEM sobre polietileno, o distrator mais provável é a equação de decomposição simples em carbono e hidrogênio. O aluno que não reconhece o papel do oxigênio escolhe alternativas que parecem químicas, mas não representam a oxidação completa. A causa é a falta de balanceamento e de noção de que a luz favorece a degradação, mas o oxigênio participa como reagente. Minha intervenção é balancear uma equação juntos, contando átomos de oxigênio dos dois lados, antes de discutir o contexto.

Como ensinar passo a passo

Minha sequência, que refino a cada ano, tem cinco etapas. Primeiro, diagnóstico com a pergunta do desaparecimento, sem correção ainda. Segundo, uma atividade de observação: pegue um pedaço de plástico e registre como ele muda com o tempo, distinguindo mudança de aparência de mudança de composição. Terceiro, uma discussão de tempo de decomposição usando cálculos simples, como multiplicar a produção mensal de garrafas por doze para chegar ao total anual, o que trabalha a multiplicação e dá sentido à escala. Quarto, a análise de evidências: a turma deve listar o que precisaria ser medido para afirmar que um material é biodegradável. Quinto, uma conversa sobre consumo e descarte, ligando a ciência às escolhas do dia a dia.

A dica de resolução que eu uso para os alunos mais jovens é direta: "pense sobre o impacto ambiental do uso de plásticos". Para os mais velhos, eu acrescento: "considere o que precisa acontecer com a substância, e não só com a aparência do objeto".

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão serve para todo momento. Nas fichas técnicas, as questões de interpretação situacional, como a da praia e a das amostras, têm papel de progressão e poder de discriminação médio a alto. Elas são boas para diagnóstico e atividades, porque revelam o modelo mental do aluno. As questões calculativas, como a da produção de garrafas, têm papel de consolidação e discriminação alta, e funcionam bem em prova e simulado, porque separam quem domina a multiplicação de quem só associa números. As questões do ENEM sobre reações químicas são mais difíceis, com nível de leitura médio mas exigência de raciocínio químico, e servem para avaliação e simulado.

Na prática, eu uso as questões de diagnóstico no começo do bimestre, as de interpretação no meio e as calculativas e de análise no fim. Algumas dessas questões também funcionam como lição de casa, o que me permite acompanhar a evolução sem tomar a aula inteira.

O que ensinar antes

Antes de decomposição de plásticos, eu recomendo revisar alguns conceitos que o acervo mostra como pré-requisito. O primeiro é a decomposição de matéria orgânica, porque ela ensina que decompor é transformar em substâncias simples, e não simplesmente sumir. O segundo é o impacto ambiental do plástico, que separa o problema da reciclagem do problema da permanência. O terceiro são os materiais biodegradáveis, que mostram que reciclável e biodegradável são propriedades diferentes. Para a parte quantitativa, a multiplicação e adição dá a base para os cálculos de produção e acúmulo. Por fim, a mudança física e química é essencial para entender que rachar é uma mudança física e que oxidar é uma mudança química. E o impacto ambiental dos materiais conecta durabilidade e sustentabilidade, um dos erros mais frequentes nas questões de escolha de embalagens.

Ligações com outros temas

O tema transversal dominante nas fichas é a educação ambiental, com algumas questões ligadas a ciência e tecnologia, sobretudo as do ENEM. Em termos socioemocionais, as questões trabalham principalmente o pensamento crítico, porque exigem avaliar evidências e não aceitar a primeira impressão, e em algumas, a tomada de decisão, quando o aluno precisa escolher uma atitude diante de um problema. Esses são justamente os objetivos que eu mais quero desenvolver: que o aluno pergunte "o que foi observado de fato?" antes de concluir.

Os contextos de aplicação são cotidianos, como sacolas, garrafas e praias, e científicos, como a análise de polímeros em laboratório. Essa variedade ajuda a mostrar que o mesmo conceito aparece no quintal de casa e na bancada de química.

8 questões comentadas sobre decomposição de plásticos

Questão 1: por que plásticos demoram a se decompor e qual prática de descarte ajuda

Explique por que muitos plásticos comuns demoram a se decompor no ambiente e indique uma prática de descarte mais consciente para reduzir impactos.

  • ❌ A) Uma prática consciente é jogar plásticos no lixo reciclável sem separação. — Colocar plásticos recicláveis sem separação é ineficaz; deve-se separar corretamente. Esse distrator revela que o aluno associa descarte consciente apenas a jogar no lugar certo, sem entender a separação.
  • ✅ B) Plásticos são polímeros sintéticos pouco biodegradáveis; prática: reduzir uso e promover reciclagem seletiva. — Polímeros derivados do petróleo resistem à degradação microbiana e física; reduzir consumo e encaminhar para reciclagem diminui acúmulo e poluição.
  • ❌ C) Eles se decompõem porque são produzidos a partir de materiais naturais. — Plásticos são derivados do petróleo, não de materiais naturais, o que impede a decomposição. Esse erro revela confusão entre origem natural e origem fóssil.
  • ❌ D) Usar plásticos biodegradáveis que se decompõem em dias é a solução. — Nem todos os plásticos são biodegradáveis; muitos plásticos comuns não se decompõem. Este é o erro de tomar a biodegradabilidade como solução universal.
  • ❌ E) Plásticos se decompõem rapidamente devido à sua natureza orgânica. — Plásticos sintéticos não são orgânicos e demoram décadas para se decompor. Revela que o aluno ainda não distingue orgânico de sintético.

Esta questão serve bem ao diagnóstico porque o distrator mais provável é o que mistura descarte com biodegradação.

Questão 2: qual atitude reduz o impacto das garrafas plásticas

Durante uma campanha na escola, Ana pesquisou o tempo de decomposição de diferentes materiais. Ela descobriu que uma garrafa plástica pode levar até 450 anos para se decompor. Por isso, a turma decidiu discutir hábitos de consumo e descarte antes de organizar a coleta de garrafas. Com base nessa informação, qual atitude contribui para diminuir o impacto ambiental das garrafas plásticas no dia a dia?

  • ❌ A) Descartar garrafas plásticas no ambiente. — Esse distrator representa o erro de ignorar as consequências ambientais do longo tempo de decomposição. O descarte no ambiente favorece o acúmulo do material por muitos anos.
  • ❌ B) Manter o mesmo uso de garrafas plásticas descartáveis. — Esse distrator representa o erro de considerar irrelevante a informação sobre o tempo de decomposição. Entretanto, o dado oferece uma razão para rever os hábitos de consumo.
  • ❌ C) Aumentar o uso de garrafas plásticas descartáveis. — Esse distrator representa o erro de concluir que o longo tempo de decomposição não é um problema ou que ele justificaria maior consumo. O efeito seria aumentar a quantidade de plástico descartado.
  • ✅ D) Reduzir o uso de garrafas plásticas descartáveis. — Como uma garrafa plástica pode permanecer no ambiente por até 450 anos, diminuir o consumo de garrafas descartáveis reduz a quantidade desse material que precisa ser descartada e pode se acumular no ambiente.
  • ❌ E) Considerar desnecessária a coleta de garrafas. — Esse distrator representa o erro de concluir que a coleta não tem relação com o problema apresentado. A campanha foi organizada justamente para discutir o consumo e o descarte de um material persistente no ambiente.

O distrator mais provável é o da letra C, que sugere aumentar o consumo. Quando um aluno escolhe essa opção, ele está lendo o dado de tempo como se fosse uma licença, e não como um alerta.

Questão 3: quantas garrafas são descartadas em um ano

Uma empresa produz garrafas plásticas. Se cada garrafa leva cerca de 100 anos para se decompor e a empresa produz 1 milhão de garrafas por mês, quantas garrafas são descartadas em um ano?

  • ❌ A) 10 milhões — 10 milhões é o total de garrafas em 10 meses. Esse é o erro mais provável: o aluno para de multiplicar antes do fim do ano.
  • ✅ B) 12 milhões — 12 milhões é o total de garrafas em um ano.
  • ❌ C) 5 milhões — 5 milhões é incorreto, pois é menos que a produção mensal multiplicada por seis meses, o que revela uma leitura apressada do enunciado.
  • ❌ D) 1 milhão — 1 milhão é a produção mensal, não anual. Aqui o aluno não converte a unidade de tempo.
  • ❌ E) 15 milhões — 15 milhões é mais do que a produção anual correta, sinal de confusão na multiplicação.

Essa questão é calculativa e tem alto poder de discriminação. Ela funciona bem em prova e simulado porque separa quem domina a conversão de unidades de quem apenas opera com os números.

Questão 4: qual o impacto de plástico comum versus biodegradável nas embalagens

Em uma pesquisa, foram analisados diferentes tipos de plásticos e suas taxas de decomposição no meio ambiente. O plástico biodegradável apresentou uma decomposição em 2 anos, enquanto o plástico comum leva até 400 anos. Que impacto isso pode ter na escolha de materiais para produção de embalagens?

  • ❌ A) Embalagens de plástico comum são melhores. — Plásticos comuns aumentam a poluição ambiental. O erro revela que o aluno ignora o tempo de permanência.
  • ✅ B) Plásticos biodegradáveis são mais sustentáveis. — Eles reduzem o tempo de decomposição e o impacto ambiental.
  • ❌ C) Ambos têm o mesmo impacto ambiental. — A diferença de decomposição gera impactos distintos. Este é o distrator mais provável, porque o aluno confunde durabilidade com sustentabilidade.
  • ❌ D) Não há diferença significativa entre eles. — A diferença no tempo de decomposição é relevante. O aluno não percebe que 2 anos e 400 anos são ordens de grandeza diferentes.
  • ❌ E) Embalagens plásticas são sempre ruins. — Depende do tipo de plástico e seu tratamento. Revela a generalização de que todo plástico é igual.

Use esta questão para discutir a diferença entre durabilidade e sustentabilidade, sem transformar a resposta em uma regra absoluta.

Questão 5: equação da oxidação completa do polietileno

Em um projeto de reaproveitamento de resíduos para a fabricação de bancos de praça, uma cooperativa utiliza polietileno, plástico formado por unidades repetidas de fórmula C2H4. Durante o armazenamento desses materiais ao ar livre, a radiação ultravioleta inicia a quebra das cadeias poliméricas. Na presença de gás oxigênio, parte dos fragmentos pode ser oxidada até formar dióxido de carbono e água. Para representar esse processo de modo simplificado, considera-se a oxidação completa do polietileno, sem levar em conta as etapas intermediárias. Com base no texto, qual equação representa corretamente a oxidação completa, favorecida pela luz e dependente do oxigênio, de uma quantidade n de unidades de polietileno?

  • ❌ A) (C2H4)n + 3n H2 —luz→ 2n C2H6 — A equação representa uma adição de hidrogênio ao material, não uma oxidação. Além disso, não forma dióxido de carbono nem água e não utiliza oxigênio.
  • ❌ B) (C2H4)n —luz→ 2n C + 2n H2 — A equação representa uma decomposição simples do polímero em carbono e hidrogênio, sem participação do oxigênio e sem formação dos produtos de oxidação descritos no texto. Este é o distrator mais provável, pois o aluno foca na quebra da cadeia e esquece o oxigênio.
  • ❌ C) (C2H4)n + 3n H2O —luz→ 2n CO2 + 4n H2 — Este enunciado troca o papel do oxigênio: apresenta a água como reagente e produz hidrogênio, em vez de representar uma oxidação completa com formação de água.
  • ❌ D) (C2H4)n + n O2 —luz→ 2n CO2 + 2n H2O — Embora contenha os reagentes e produtos esperados, a equação não está balanceada: há apenas 2n átomos de oxigênio nos reagentes e 6n nos produtos.
  • ✅ E) (C2H4)n + 3n O2 —luz→ 2n CO2 + 2n H2O — Cada unidade C2H4 contém dois átomos de carbono, quatro de hidrogênio e, na oxidação completa, origina 2 CO2 e 2 H2O. Para fornecer os seis átomos de oxigênio presentes nesses produtos, são necessários 3 O2 por unidade. Assim, para n unidades, a equação fica (C2H4)n + 3n O2 → 2n CO2 + 2n H2O. A luz atua como fator que inicia ou favorece a degradação, enquanto o oxigênio participa como reagente.

Esta é a questão mais difícil do conjunto e tem papel de progressão. Eu a uso no ensino médio, depois de treinar o balanceamento com exemplos menores.

Questão 6: comparação de dois plásticos em perda de massa

Um grupo comparou dois plásticos feitos do mesmo material e deixou amostras deles nas mesmas condições durante uma semana. O plástico A era mais fino e perdeu 30% de sua massa. O plástico B era mais espesso e perdeu 10% de sua massa. Qual conclusão pode ser tirada sobre a degradação dos plásticos comparados?

  • ❌ A) Os dois plásticos não apresentaram degradação durante a semana. — A alternativa contradiz os dados do experimento, pois as duas amostras perderam parte de suas massas.
  • ❌ B) Os dois plásticos degradaram-se com a mesma rapidez. — A alternativa desconsidera a diferença entre as perdas de massa das duas amostras durante a semana.
  • ✅ C) O plástico A degradou-se mais rapidamente que o plástico B. — Como as amostras eram do mesmo material e ficaram nas mesmas condições, a maior perda de massa do plástico A indica que ele se degradou mais rapidamente. A diferença observada está relacionada à espessura das amostras.
  • ❌ D) O plástico B degradou-se mais rapidamente que o plástico A. — A alternativa inverte os resultados observados: o plástico A perdeu 30% da massa, enquanto o plástico B perdeu 10%.
  • ❌ E) O plástico A e o plástico B degradaram-se completamente na semana. — Perder parte da massa não significa que as amostras tenham desaparecido ou se degradado completamente. Este é o distrator mais provável, porque o aluno confunde perda parcial com desaparecimento.

Use esta questão para trabalhar a interpretação de dados comparativos e a limitação das conclusões ao que foi medido.

Questão 7: conclusão adequada sobre a deterioração de plásticos na praia

Em uma pesquisa sobre resíduos encontrados em uma praia brasileira, estudantes separaram amostras de garrafas de PET, sacolas de polietileno e fragmentos de PVC. Após seis meses expostas à luz solar, à chuva e à água salgada, algumas amostras apresentaram rachaduras, perda de brilho e fragmentação. Entretanto, a análise não verificou a ação de microrganismos nem a transformação dos materiais em água, gás carbônico e outras substâncias simples. Com base nas observações e nos procedimentos descritos, qual conclusão é cientificamente adequada sobre a deterioração dos plásticos analisados?

  • ❌ A) A deterioração observada indica que os plásticos deixaram de representar riscos aos ecossistemas marinhos. — A fragmentação não elimina necessariamente o material do ambiente e pode gerar partículas menores. Além disso, o texto não apresenta avaliação dos impactos ecológicos das amostras. Este é o distrator mais provável, pois o aluno confunde o sumiço visual com a eliminação do risco.
  • ✅ B) A deterioração observada indica alterações físicas nos plásticos, mas não comprova que eles sejam biodegradáveis. — Rachaduras, perda de brilho e fragmentação podem resultar de processos físicos e químicos, como a ação da radiação solar, da água e do oxigênio. A biodegradabilidade exige evidências de que microrganismos decomponham o material, transformando-o em substâncias mais simples. Como essa análise não foi realizada, não é possível concluir que os plásticos sejam biodegradáveis.
  • ❌ C) A deterioração observada comprova que os microrganismos transformaram os plásticos em substâncias simples. — O texto informa justamente que a ação de microrganismos não foi verificada. Portanto, não há evidência para atribuir a deterioração à biodegradação.
  • ❌ D) A deterioração observada demonstra que os plásticos foram rapidamente decompostos no ambiente marinho. — O distrator confunde fragmentação e desgaste superficial com decomposição completa. O texto apenas registra alterações visíveis após seis meses, sem demonstrar que os materiais foram transformados em substâncias simples.
  • ❌ E) A deterioração observada mostra que os diferentes plásticos possuem a mesma resistência ambiental. — As amostras pertenciam a materiais diferentes, e o texto informa apenas que algumas apresentaram alterações. Não há dados que permitam afirmar que todos possuem a mesma resistência.

Esta é a questão central para o tema deste guia. Ela treina exatamente a distinção entre fragmentação e biodegradação, e é a que eu mais recomendo para diagnóstico.

Questão 8: impactos do plástico que demora 450 anos para se decompor

Em um experimento, foi observado que o plástico leva cerca de 450 anos para se decompor. Quais impactos isso pode ter no meio ambiente?

  • ❌ A) Não causa impactos significativos. — A poluição causada pelo plástico é significativa.
  • ❌ B) Promove a preservação dos ecossistemas. — O plástico polui e prejudica os ecossistemas.
  • ❌ C) Contribui para a acidificação dos oceanos. — Embora o plástico polua, não causa acidificação. Este é o distrator mais provável: o aluno associa "ambiente marinho" a qualquer efeito químico negativo.
  • ❌ D) Atraí animais marinhos, beneficiando a biodiversidade. — Na verdade, o plástico prejudica a fauna marinha.
  • ✅ E) Contamina solo e água, afetando a saúde das espécies. — A decomposição lenta do plástico contamina o meio ambiente.

Uma questão de análise de impactos que funciona bem em diagnóstico, porque revela se o aluno consegue ligar tempo de permanência a efeitos concretos.

Perguntas frequentes

Plástico que se fragmenta já está se decompondo?

Não necessariamente. A fragmentação significa que o material se divide em pedaços menores, o que pode ocorrer por ação da luz, da água e do desgaste mecânico. Os pedaços continuam no ambiente e podem até aumentar a poluição, por serem mais difíceis de recolher. A decomposição, no sentido científico, exige que o material seja transformado em substâncias mais simples, geralmente com participação de microrganismos.

Como explicar a diferença entre biodegradável e reciclável para alunos?

Biodegradável é a capacidade de um material ser decomposto por microrganismos em substâncias simples. Reciclável é a possibilidade de ser reprocessado e transformado novamente em produto. Um material pode ser reciclável e não ser biodegradável, como o PET, e um material biodegradável pode não ser reciclável. Eu costumo usar duas caixas separadas no quadro para que os alunos vejam que são propriedades independentes.

Quais questões usar para diagnosticar essa confusão?

As questões de interpretação situacional são as mais indicadas, como a da praia e a da comparação de amostras. Elas exigem que o aluno distinga o que foi observado do que se conclui, e revelam o modelo mental de decomposição que ele construiu.

Como tratar o tempo de decomposição sem assustar a turma?

Eu trato o número como uma escala e não como um veredito. Comparo com o tempo de vida de uma pessoa e com o intervalo entre uma geração e outra, e depois discuto o que a turma pode fazer no dia a dia, como reduzir o consumo e separar corretamente os resíduos. A ideia é que o dado gere ação, e não apenas medo.

Por que o oxigênio aparece nas equações de degradação do plástico?

Porque a oxidação completa depende do oxigênio como reagente. A luz ultravioleta inicia a quebra das cadeias, mas é o oxigênio que permite a formação de dióxido de carbono e água. Se o aluno não balanceia a equação, ele não percebe que o oxigênio é consumido e não apenas um espectador.

Se você quer criar questões assim para a sua turma, com a mesma ficha pedagógica, cadastro grátis e use o gerador de provas do GeraProva para montar atividades e avaliações em minutos.

Se este guia te ajudou a ver o erro de fragmentação com mais clareza, experimente levar as questões para sua próxima aula. Você pode começar pelo diagnóstico da pergunta do desaparecimento e ver o que a sua turma pensa. Cadastre-se grátis no GeraProva e monte o seu primeiro material hoje mesmo.

Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Questões deste artigo com resolução completa

  1. Explique por que muitos plásticos comuns demoram a se decompor no ambiente e indique uma prática de descarte…
  2. Durante uma campanha na escola, Ana pesquisou o tempo de decomposição de diferentes materiais. Ela descobriu…
  3. Uma empresa produz garrafas plásticas. Se cada garrafa leva cerca de 100 anos para se decompor e a empresa…
  4. Em uma pesquisa, foram analisados diferentes tipos de plásticos e suas taxas de decomposição no meio ambiente…
  5. Em um projeto de reaproveitamento de resíduos para a fabricação de bancos de praça, uma cooperativa utiliza…
  6. Um grupo comparou dois plásticos feitos do mesmo material e deixou amostras deles nas mesmas condições durante…
  7. Em uma pesquisa sobre resíduos encontrados em uma praia brasileira, estudantes separaram amostras de garrafas…
  8. Em um experimento, foi observado que o plástico leva cerca de 450 anos para se decompor. Quais impactos isso…

Fontes

  • Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
  • Questões do acervo GeraProva sobre Clima, com resolução comentada e análise de cada alternativa.

Artigos relacionados

0 comentários

Nome
E-mail (não é publicado)
Comentário
Questões resolvidas Resolução passo a passo, gabarito e o erro de cada alternativa315.890 questões
Ver todas as questões →
Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.