Plano de aula: Transformações dos sistemas - Ensino Médio
Sequência didática de Biologia para o Ensino Médio sobre transformações e conservações em sistemas, com foco em matéria, energia e movimento em situações do cotidiano e da vida produtiva. O aluno sai capaz de analisar exemplos concretos, prever comportamentos e relacionar essas transformações ao uso consciente dos recursos naturais e à preservação da vida.
Analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de aplicativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões sobre seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável, o uso consciente dos recursos naturais e a preservação da vida em todas as suas formas.
Ciências da Natureza
A sequência, aula a aula
1
O que muda e o que se conserva
50 min
A turma começa identificando o que é sistema, transformação e conservação em exemplos do dia a dia. A aula organiza a base para entender matéria, energia e movimento nas próximas etapas.
Objetivos
Identificar o que é sistema em exemplos biológicos e cotidianos.Compreender
Reconhecer transformações e conservações de matéria e energia em situações simples.Lembrar
Relacionar essas ideias ao funcionamento de seres vivos e ao uso de recursos naturais.Analisar
2
Matéria que entra, matéria que sai
50 min
A turma analisa como a matéria circula em sistemas vivos, principalmente no corpo humano e nas plantas. O foco é perceber que a matéria não desaparece, ela é transformada e reaproveitada.
Objetivos
Explicar o caminho da matéria no corpo humano e nas plantas.Compreender
Representar entradas, transformações e saídas de matéria em um esquema simples.Aplicar
Analisar como alimentação, água e luz interferem no funcionamento dos seres vivos.Analisar
3
Energia no corpo e no ambiente
50 min
Os estudantes analisam como a energia se transforma nos seres vivos e nos ecossistemas. A aula conecta alimentação, respiração, movimento e calor ao dia a dia do aluno.
Objetivos
Descrever como a energia se transforma no corpo humano e nas plantas.Compreender
Relacionar alimentação, respiração e movimento como processos dependentes de energia.Aplicar
Analisar situações de desperdício de energia e seus impactos ambientais.Analisar
4
Movimento, esforço e equilíbrio do corpo
50 min
A turma aplica o que aprendeu para analisar movimento no corpo humano e em uma situação de esforço cotidiano. A aula mostra que o corpo conserva a vida ajustando gasto de energia, postura e circulação.
Objetivos
Explicar como o corpo ajusta o funcionamento diante de esforço, calor e falta de água.Compreender
Aplicar os conceitos de transformação de energia e matéria a uma situação de esforço físico.Aplicar
Analisar fatores que afetam o equilíbrio do corpo em situações cotidianas.Analisar
5
Fechar o sistema: prever e propor soluções
50 min
Os alunos usam tudo o que aprenderam para resolver um problema-situação ligado à sustentabilidade. A aula finaliza com uma produção curta em que eles analisam transformações e conservações em um caso real.
Objetivos
Analisar um sistema real, identificando entradas, transformações, saídas e conservação.Analisar
Avaliar uma situação cotidiana ou produtiva e propor uma solução mais sustentável.Avaliar
Criar um esquema ou explicação curta com base nos conceitos estudados.Criar
O que vem no plano completo
21etapas de metodologia, com o minuto de cada uma
5textos de leitura prontos para o aluno
15recursos listados por aula
11critérios de avaliação com peso
Questões deste tema
Do banco do GeraProva, com gabarito.
1Média
ENEM - 2009 Em um experimento, preparou-se um conjunto de plantas por técnica de clonagem a partir de uma planta original que apresentava folhas verdes. Esse conjunto foi dividido em dois grupos, que foram tratados de maneira idêntica, com exceção das condições de iluminação, sendo um grupo exposto a ciclos de iluminação solar natural e outro mantido no escuro. Após alguns dias, observou-se que o grupo exposto à luz apresentava folhas verdes como a planta original e o grupo cultivado no escuro apresentava folhas amareladas. Ao final do experimento, os dois grupos de plantas apresentaram
Ao final do experimento, os dois grupos de plantas apresentaram
AOs genótipos e os fenótipos idênticos.
BOs genótipos idênticos e os fenótipos diferentes.
CDiferenças nos genótipos e fenótipos.
DO mesmo fenótipo e apenas dois genótipos diferentes.
EO mesmo fenótipo e grande variedade de genótipos.
2Média
ENEM - 2009 O ciclo biogeoquímico do carbono compreende diversos compartimentos, entre os quais a Terra, a atmosfera e os oceanos, e diversos processos que permitem a transferência de compostos entre esses reservatórios. Os estoques de carbono armazenados na forma de recursos não renováveis, por exemplo, o petróleo, são limitados, sendo de grande relevância que se perceba a importância da substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de fontes renováveis. A utilização de combustíveis fósseis interfere no ciclo do carbono, pois provoca
A utilização de combustíveis fósseis interfere no ciclo do carbono, pois provoca
AAumento da porcentagem de carbono contido na Terra.
BRedução na taxa de fotossíntese dos vegetais superiores.
CAumento da produção de carboidratos de origem vegetal.
DAumento na quantidade de carbono presente na atmosfera.
ERedução da quantidade global de carbono armazenado nos oceanos.
3Média
ENEM - 2009 A fotossíntese é importante para a vida na Terra. Nos cloroplastos dos organismos fotossintetizantes, a energia solar é convertida em energia química que, juntamente com água e gás carbônico (CO2), é utilizada para a síntese de compostos orgânicos (carboidratos). A fotossíntese é o único processo de importância biológica capaz de realizar essa conversão. Todos os organismos, incluindo os produtores, aproveitam a energia armazenada nos carboidratos para impulsionar os processos celulares, liberando CO2 para a atmosfera e água para a célula por meio da respiração celular. Além disso, grande fração dos recursos energéticos do planeta, produzidos tanto no presente (biomassa) como em tempos remotos (combustível fóssil), é resultante da atividade fotossintética. As informações sobre obtenção e transformação dos recursos naturais por meio dos processos vitais de fotossíntese e respiração, descritas no texto, permitem concluir que
As informações sobre obtenção e transformação dos recursos naturais por meio dos processos vitais de fotossíntese e respiração, descritas no texto, permitem concluir que
AO CO2 e a água são moléculas de alto teor energético.
BOs carboidratos convertem energia solar em energia química.
CA vida na Terra depende, em última análise, da energia proveniente do Sol.
DO processo respiratório é responsável pela retirada de carbono da atmosfera.
EA produção de biomassa e de combustível fóssil, por si, é responsável pelo aumento de CO2 atmosférico.
4Média
ENEM - 2009 Uma pesquisadora deseja reflorestar uma a´rea de mata ciliar quase que totalmente desmatada. Essa formac¸a~o vegetal e´ um tipo de floresta muito comum nas margens de rios dos cerrados no Brasil central e, em seu cli´max, possui vegetac¸a~o arbo´rea perene e apresenta dossel fechado, com pouca incide^ncia luminosa no solo e nas pla^ntulas. Sabe-se que a incide^ncia de luz, a disponibilidade de nutrientes e a umidade do solo sa~o os principais fatores do meio ambiente fi´sico que influenciam no desenvolvimento da planta. Para testar unicamente os efeitos da variac¸a~o de luz, a pesquisadora analisou, em casas de vegetac¸a~o com condic¸o~es controladas, o desenvolvimento de plantas de 10 espe´cies nativas da regia~o desmatada sob quatro condic¸o~es de luminosidade: uma sob sol pleno e as demais em diferentes ni´veis de sombreamento. Para cada tratamento experimental, a pesquisadora relatou se o desenvolvimento da planta foi bom, razoa´vel ou ruim, de acordo com crite´rios especi´ficos. Os resultados obtidos foram os seguintes: Para o reflorestamento da regia~o desmatada,
Para o reflorestamento da regia~o desmatada,
AA espécie 8 é mais indicada que a 1, uma vez que aquela possui melhor adaptação a regiões com maior incidência de luz.
BRecomenda-se a utilização de espécies pioneiras, isto é, aquelas que suportam alta incidência de luz, como as espécies 2, 3 e 5.
CSugere-se o uso de espécies exóticas, pois somente essas podem suportar a alta incidência luminosa característica de regiões desmatadas.
DEspécies de comunidade clímax, como as 4 e 7, são as mais indicadas, uma vez que possuem boa capacidade de aclimatação a diferentes ambientes.
EÉ recomendado o uso de espécies com melhor desenvolvimento à sombra, como as plantas das espécies 4, 6, 7, 9 e 10, pois essa floresta, mesmo no estágio de degradação referido, possui dossel fechado, o que impede a entrada de luz.
5Média
ENEM - 2009 Sabe-se que o olho humano não consegue diferenciar componentes de cores e vê apenas a cor resultante, diferentemente do ouvido, que consegue distinguir, por exemplo, dois instrumentos diferentes tocados simultaneamente. Os raios luminosos do espectro visível, que têm comprimento de onda entre 380 nm e 780 nm, incidem na córnea, passam pelo cristalino e são projetados na retina. Na retina, encontram-se dois tipos de fotorreceptores, os cones e os bastonetes, que convertem a cor e a intensidade da luz recebida em impulsos nervosos. Os cones distinguem as cores primárias: vermelho, verde e azul, e os bastonetes diferenciam apenas níveis de intensidade, sem separar comprimentos de onda. Os impulsos nervosos produzidos são enviados ao cérebro por meio do nervo óptico, para que se dê a percepção da imagem. Um indivíduo que, por alguma deficiência, não consegue captar as informações transmitidas pelos cones, perceberá um objeto branco, iluminado apenas por luz vermelha, como
Um indivíduo que, por alguma deficiência, não consegue captar as informações transmitidas pelos cones, perceberá um objeto branco, iluminado apenas por luz vermelha, como
AUm objeto indefinido, pois as células que captam a luz estão inativas.
BUm objeto rosa, pois haverá mistura da luz vermelha com o branco do objeto.
CUm objeto verde, pois o olho não consegue diferenciar componentes de cores.
DUm objeto cinza, pois os bastonetes captam luminosidade, porém não diferenciam cor.
EUm objeto vermelho, pois a retina capta a luz refletida pelo objeto, transformando-a em vermelho.
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