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Comparação de medidas de comprimento: o aluno inverte maior e menor

Comparar comprimentos parece simples, mas alunos podem inverter maior e menor, ignorar unidades ou atender só a um critério. Veja como diagnosticar esses erros e planejar intervenções com questões reais.

Comparação de medidas de comprimento: o aluno inverte maior e menor

Outro dia, em uma turma de 3º ano, pedi que os alunos comparassem dois corredores da escola: um de 12 metros e outro de 10 metros. Um menino levantou a mão com total convicção e disse que o corredor de 10 metros era o mais comprido. Ele não estava chutando. Tinha lido os dois números, mas aplicou uma lógica invertida, como se o número menor representasse a maior distância.

Esse tipo de cena se repete em quase todas as turmas em que trabalho esse conteúdo. O aluno sabe que existem medidas, sabe que existem palavras como mais longo e mais curto, mas na hora de decidir qual é qual, a ordem dos números parece escapar. Este guia nasce dessas observações e também de uma análise cuidadosa de oito questões reais de comparação de medidas de comprimento, com dados pedagógicos registrados para cada uma delas.

O que é comparação de medidas de comprimento, explicado para o professor?

Comparar medidas de comprimento é identificar, entre dois ou mais objetos ou distâncias, qual é maior, qual é menor ou se são iguais, a partir de medidas expressas em uma unidade. O aluno precisa entender que um comprimento é uma grandeza, e que o número associado a ela indica quantas unidades cabem naquele trecho. Quando comparamos 12 metros com 10 metros, estamos dizendo que o primeiro trecho contém mais unidades de metro do que o segundo.

Exemplos típicos incluem comparar a altura de duas crianças, a largura de duas fitas, o comprimento de duas tábuas ou a distância de dois percursos. Em todos eles a lógica é a mesma, mas o contexto muda, e isso importa para o aluno. Quando a situação é do cotidiano, como a fita de 40 cm e a de 35 cm, a criança tende a acertar mais. Quando o enunciado tem várias informações, como cinco caibros com medidas em centímetros, a leitura se torna um obstáculo extra.

No currículo, esse conteúdo aparece do 1º ao 8º ano, com enfoques diferentes em cada etapa. Nos anos iniciais, o foco está na comparação direta e na noção de maior e menor. No 3º ano, a habilidade EF03MA19 trata de medidas de comprimento não padronizadas e padronizadas, com a comparação entre elas. No 4º ano, a EF04MA03 avança para situações que envolvem operações com medidas. No 5º ano, a EF05MA05 trabalha com a comparação de números decimais aplicada a medidas. No 2º ano, a EF02MA16 aparece na estimativa e comparação de comprimentos com unidades de medida. No 1º ano, a EF01MA15 trata da comparação de medidas de comprimento, altura e massa de objetos. No 6º ano, a EF06MA01 amplia o trabalho com comparação e ordenação de números naturais e de medidas. No 8º ano, a EF08MA02 chega aos números irracionais e à sua localização na reta numérica, o que também se conecta à comparação de comprimentos.

Uma observação importante: o conteúdo é o mesmo, mas a dificuldade muda. Comparar 40 cm com 35 cm é uma tarefa; comparar 3,5 vezes raiz de 2 com 3,5 metros é outra, que exige estimativa. Por isso, as questões de diagnóstico devem ser escolhidas com cuidado para a série.

O que o aluno precisa saber antes?

Ao analisar as fichas das oito questões, encontramos pré-requisitos que se repetem com frequência. O mais citado é a comparação de números naturais, presente em quatro das oito questões. Se o aluno não sabe dizer, sem hesitar, que 40 é maior que 35 ou que 110 é menor que 120, a comparação de medidas vai falhar, porque ela depende exatamente disso.

Outro pré-requisito recorrente é a noção da unidade de medida: metro, centímetro, quilômetro. Sem ela, o aluno compara números que representam unidades diferentes sem perceber. Em duas questões, a conversão entre quilômetros e metros aparece como condição para a resposta correta. A leitura de números naturais também surge em várias fichas, e isso costuma passar despercebido: um aluno que lê 1,05 km como "um ponto cinco" não tem como comparar esse valor com 850 m.

Para verificar se a turma tem essa base, sugiro três tarefas rápidas. Primeiro, peça que ordenem cinco números naturais de três algarismos. Segundo, apresente duas medidas em centímetros e pergunte qual é maior, sem enunciado longo. Terceiro, mostre uma medida em metros e outra em centímetros e veja se algum aluno tenta comparar os números diretamente. Essas três atividades costumam revelar em poucos minutos onde está o problema.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Os dados das fichas técnicas mostram padrões claros. O erro mais frequente é a inversão da ordem: o aluno identifica corretamente as duas medidas, mas escolhe o contrário do que a comparação indica. Ele não está desconhecendo o conceito de mais longo; está cometendo um deslize de leitura ou de raciocínio no último passo. Em cinco das oito questões, o distrator mais escolhido foi justamente aquele que inverte a relação entre os números.

O segundo erro é comparar algarismos isolados. Esse aparece muito no 3º ano, quando a criança olha apenas para o último dígito ou para o primeiro e decide com base nisso. Comparando 120 com 110, ela pode concluir que 120 é menor porque o zero aparece depois. Esse erro revela que o aluno ainda não percebe o valor posicional como um todo.

O terceiro erro é ignorar a unidade. Em problemas com quilômetros e metros, o aluno compara 1,2 com 950 e decide com base nisso. Ele tem um número, mas não sabe que precisa colocá-lo na mesma unidade do outro antes de comparar.

Erro 1: inverter maior e menor

A causa mais comum é a confusão entre os termos e a posição dos números. O aluno lembra que existe "maior" e "menor", mas não associa a palavra ao valor correto. A intervenção mais eficaz é pedir que ele represente as medidas com barras de mesmo tamanho ou com fitas desenhadas. Quando vê as barras lado a lado, a criança percebe visualmente qual é mais comprida. Depois, peça que ela justifique em voz alta: "12 é maior que 10, então este é o mais longo". A verbalização ajuda a fixar a relação.

Erro 2: comparar só algarismos isolados

Esse erro surge porque o aluno ainda não consolidou o valor posicional. A intervenção passa por trabalhar com números de mesma quantidade de algarismos, depois com números de quantidades diferentes, sempre usando material de base dez. Quando a criança entende que a centena pesa mais que a dezena, ela para de olhar apenas para o último dígito.

Erro 3: esquecer a conversão de unidades

Aqui a causa é conceitual: o aluno trata o número como se fosse absoluto, independentemente da unidade. A intervenção mais útil é desenhar, na lousa, dois segmentos: um em metros e outro em centímetros, e pedir que a turma os coloque na mesma escala. Quando aparecem os 100 centímetros dentro de 1 metro, a relação fica visível. Depois, proponha que os alunos convertam sempre antes de comparar.

Erro 4: confundir o critério quando há dois requisitos

Em questões com dois critérios simultâneos, como comprimento maior e largura menor, o aluno frequentemente testa apenas um deles ou aceita um item que atende a metade da condição. A intervenção é pedir que ele marque, para cada candidato, um sim ou não para cada critério, antes de decidir.

Como ensinar passo a passo

A sequência que mais funciona na sala é esta. Comece com comparação concreta: dois objetos reais, como lápis e régua, lado a lado. Pergunte qual é mais comprido e peça que a turma explique como sabe. Depois, passe para medidas representadas por números, sempre na mesma unidade, como 40 cm e 35 cm. A dica de resolução que costumo usar é simples: compare os números na mesma unidade e identifique o maior valor. Em seguida, introduza situações com unidades diferentes, em que a conversão se torna necessária. Para o 4º e o 5º ano, acrescente operações: some 200 m a um percurso e compare com outro. Para o 6º ano, trabalhe com critérios múltiplos. Por fim, no 8º ano, leve a comparação para números irracionais e para a reta numérica.

Em cada etapa, peça que os alunos verbalizem o raciocínio. A verbalização é o melhor diagnóstico que um professor tem, porque mostra onde o pensamento se desvia. Quando um aluno diz "10 é maior porque é mais alto que 12", você já sabe exatamente onde intervir.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão serve para o mesmo propósito. Os dados das fichas mostram diferenças importantes entre elas. Questões de abertura de prova, com baixo nível de leitura e sem cálculo, funcionam bem como diagnóstico rápido: são curtas, têm tempo de resolução baixo e servem para verificar se a turma domina a comparação direta. Nesse grupo estão as questões com a fita de 40 cm, o corredor de 12 metros e os caibros de 110 a 145 centímetros. Como têm poder de discriminação baixo, elas dizem mais sobre o que a turma sabe do que sobre quem sabe mais.

Questões de progressão, com cálculo e enunciado mais longo, discriminam melhor. A questão do percurso de 850 m e 1,05 km exige conversão e adição, e costuma separar os alunos que dominam a unidade daqueles que não dominam. Já a questão dos perfis de madeira, com dois critérios, tem tempo médio e nível de leitura médio, e serve bem para avaliações e simulados.

Para o 8º ano, a questão do salto com a raiz de 2 tem poder de discriminação alto e é adequada para avaliações, mas não para lição de casa, pois exige estimativa cuidadosa. Como regra prática: use as questões curtas no início do bimestre para diagnóstico, as de cálculo no meio para acompanhar a progressão e as de dois critérios ao final para avaliar a consolidação.

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O que ensinar antes deste conteúdo?

Antes de comparar medidas de comprimento, o aluno precisa dominar a comparação de números naturais, que é a base de quase tudo. Depois, vem a comparação de números decimais, fundamental para os 5º e 6º anos, quando as medidas passam a ter vírgula. Como já mencionamos, muitos alunos tratam 1,05 e 1,5 como se fossem números de mesma ordem de grandeza. Um bom ponto de partida é o texto sobre Comparação de números decimais, que trata exatamente desse erro.

A leitura de números naturais também precisa estar consolidada, assim como o entendimento das unidades de medida. A adição de números naturais aparece nas questões em que é preciso somar um valor a uma medida, como os 200 m no percurso. Quando o aluno esquece as parcelas, a resposta falha mesmo que a comparação esteja correta; por isso vale revisar o conteúdo sobre adição de números naturais. A subtração de números naturais é usada para calcular diferenças entre medidas, e também deve ser verificada antes de avançar.

Para onde este conceito leva?

Comparar medidas de comprimento é a porta de entrada para vários outros temas. A congruência de figuras depende da capacidade de comparar lados e concluir que eles têm a mesma medida. Ao trabalhar com unidades de medida, o aluno aprende a converter e comparar em escalas diferentes, o que é essencial. Os temas de altura do Sol, comparação de tamanhos e capacidade de recipientes também usam a mesma lógica, mudando apenas o objeto medido. Para os anos finais, a comparação de comprimentos chega ao Teorema de Pitágoras, quando o aluno precisa decidir qual de dois segmentos é maior a partir de um cálculo. Por isso, vale reforçar o texto sobre unidades de medida e comparação, que mostra como o aluno compara números sem converter e por que isso falha.

Ligações com outros temas

Os dados das fichas indicam conexões interessantes com outros eixos. Uma das questões do 2º ano tem tema transversal de educação ambiental, ao tratar do reaproveitamento de materiais em uma oficina escolar. Outra, do 8º ano, tem tema de ciência e tecnologia, com a competição de salto e a reta numérica. Essas conexões ajudam a dar sentido ao conteúdo e a manter o interesse dos alunos.

No campo socioemocional, todas as oito questões trabalham a habilidade de tomada de decisão. O aluno precisa escolher uma resposta, justificá-la e lidar com a possibilidade de errar. Isso vale para a criança que escolhe o caibro mais curto e para o adolescente que decide qual atleta saltou mais. Ao corrigir as questões, vale perguntar não só "qual é a resposta", mas também "como você decidiu". Esse hábito fortalece a autonomia.

Quanto ao contexto de aplicação, a maioria das questões é de cotidiano: fitas, tábuas, percursos, caibros, lápis e livros. Esse contexto é positivo, porque conecta a matemática com objetos que o aluno conhece. Vale aproveitar isso em sala, trazendo objetos reais para medir e comparar.

8 questões comentadas sobre Comparação de medidas de comprimento

A seguir estão oito questões validadas, cada uma com alternativas, a justificativa do gabarito e o que o erro revela sobre o aluno. Use-as como diagnóstico, como atividade ou como base para discussão em sala.

Questão 1: corredores da escola (3º ano)

Dois corredores da escola foram medidos para uma atividade. O corredor A tem 12 metros e o corredor B tem 10 metros.

— Com base nas medidas, qual corredor é o mais longo?

  • ❌ A) Os dois corredores têm o mesmo comprimento. — A criança pode confundir as medidas diferentes e pensar que os corredores têm o mesmo comprimento. Essa escolha revela que o aluno não percebeu que os números são diferentes.
  • ❌ B) Não dá para comparar os corredores. — A criança pode pensar que não é possível comparar comprimentos, mesmo tendo as duas medidas. Esse erro indica insegurança com a própria ideia de comparação.
  • ❌ C) O corredor B é o mais longo. — A criança pode comparar os números ao contrário e achar que 10 é maior que 12. Este é o distrator mais escolhido e revela inversão da ordem numérica.
  • ❌ D) O corredor A é o mais curto. — A criança pode trocar o sentido da comparação e chamar de mais curto o corredor que mede 12 metros. Mostra confusão entre os termos mais longo e mais curto.
  • ✅ E) O corredor A é o mais longo. — 12 metros é mais do que 10 metros. Por isso, o corredor A é o mais longo.

Esta questão é ótima para diagnóstico rápido no início do bimestre. Se muitos alunos marcarem C, a turma precisa de trabalho com a ordem dos números naturais.

Questão 2: percursos ao redor do lago (4º ano)

Dados ilustrativos: Quatro percursos de caminhada foram demarcados em torno de um lago urbano. O percurso A mede 850 m; o B, 1,2 km; o C, 950 m; e o D, 1,05 km. Trilhas oferecem pontos de observação e bancos para descanso. Os organizadores destacam a variação de comprimento para atender a diferentes níveis de preparo físico dos visitantes.

A partir do texto, identifique qual rota apresenta comprimento 200 m maior que o percurso A.

  • ❌ A) Nenhuma das rotas descritas — Ignora que a Rota D satisfaz a condição de ser 200 m maior que A. Revela que o aluno não converteu os valores para a mesma unidade.
  • ❌ B) Rota C — A Rota C mede 950 m, apenas 100 m maior que A, não 200 m. Indica que o aluno fez a diferença sem atenção ao valor exato.
  • ✅ C) Rota D — A Rota D mede 1,05 km, ou seja, 1050 m, que é exatamente 200 m a mais que os 850 m de A.
  • ❌ D) Rota A — Considera incorretamente o próprio percurso A, sem aumento de 200 m. Mostra que o aluno não leu a condição do enunciado.
  • ❌ E) Rota B — A Rota B mede 1,2 km, ou 1200 m, 350 m maior que A, não 200 m. Esse erro sugere que o aluno comparou 1,2 com 850 sem converter.

Esta questão exige conversão e adição. Ela separa bem os alunos que dominam as unidades daqueles que tratam 1,05 e 850 como se estivessem na mesma escala.

Questão 3: tábuas para a viga mestra (5º ano)

— Precisamos de tábuas mais compridas para esta estrutura, — comentou o carpinteiro. Em seguida, ele listou as medidas das cinco tábuas selecionadas: Tábua A: 2,70 m de comprimento e 0,15 m de largura; Tábua B: 1,80 m e 0,20 m; Tábua C: 2,10 m e 0,18 m; Tábua D: 2,50 m e 0,12 m; Tábua E: 1,95 m e 0,25 m. Ele pretende escolher apenas uma tábua para atuar como viga mestra, que deve ser a mais comprida disponível.

Identifique qual tábua atende ao requisito de ser a mais comprida disponível.

  • ❌ A) Tábua D — A tábua D possui 2,50 m, menor que os 2,70 m da tábua A. O erro sugere que o aluno comparou corretamente, mas não até o fim.
  • ❌ B) Tábua E — A tábua E mede 1,95 m, bem inferior aos 2,70 m da tábua A. Pode indicar que o aluno se guiou pela largura maior da tábua E, que é 0,25 m.
  • ❌ C) Tábua C — A tábua C mede 2,10 m, comprimento inferior ao da tábua A.
  • ✅ D) Tábua A — A tábua A tem 2,70 m, valor superior a todos os outros comprimentos listados.
  • ❌ E) Tábua B — A tábua B tem apenas 1,80 m, comprimento menor que o da tábua A.

Esta questão mostra um padrão: o aluno pode se distrair com outras informações do enunciado, como a largura. Vale perguntar à turma o que o problema pede antes de começar a comparar.

Questão 4: fitas da oficina (2º ano)

Em uma oficina escolar sobre reaproveitamento de materiais, os estudantes prepararam duas fitas para decorar um painel. A fita vermelha mede 40 cm, e a fita amarela mede 35 cm. Com base nas medidas apresentadas, qual fita é mais longa?

  • ❌ A) As duas fitas têm o mesmo comprimento. — Desconsidera que as medidas são diferentes: uma fita mede 40 cm e a outra mede 35 cm.
  • ❌ B) A fita amarela é mais longa. — Resulta da comparação invertida entre as medidas: 35 cm foi considerado maior que 40 cm. É o distrator mais escolhido e revela inversão da ordem.
  • ❌ C) A fita amarela é 5 cm mais longa. — Calcula corretamente a diferença de 5 cm, mas atribui a maior medida à fita amarela, invertendo a comparação.
  • ✅ D) A fita vermelha é mais longa. — Como 40 cm é maior que 35 cm, a fita vermelha tem o maior comprimento. A diferença entre as medidas é de 5 cm.
  • ❌ E) A fita vermelha é mais curta. — Identifica a fita vermelha, mas inverte a relação de ordem entre os comprimentos, tratando 40 cm como menor que 35 cm.

Uma questão simples, mas que concentra o erro mais comum deste conteúdo. Se a turma errar aqui, não adianta avançar para operações; é preciso voltar à comparação de números naturais.

Questão 5: livro e lápis (1º ano)

Se um livro tem 25 cm de altura e você quer compará-lo com um lápis que mede 15 cm, qual dos dois é mais alto?

  • ✅ A) O livro — O livro tem 25 cm, que é maior.
  • ❌ B) O lápis — O lápis tem 15 cm, que é menor. Este é o distrator mais escolhido e indica que a criança ainda não associou maior medida a maior altura.
  • ❌ C) São iguais — Os comprimentos são diferentes.
  • ❌ D) Nem um nem outro — Um é maior que o outro.
  • ❌ E) Ambos têm 20 cm — Os comprimentos são diferentes.

No 1º ano, o objetivo é diagnóstico e de discriminação alta. Use-a para verificar se a criança entende a palavra mais alto em situações concretas, com objetos que ela conhece.

Questão 6: perfis de madeira (6º ano)

No porão de uma antiga carpintaria, marceneiros organizam quatro perfis de madeira para fabricar móveis sob medida. Cada perfil foi etiquetado e medido, registrando-se comprimento e largura: Perfil A tem 2,5 m de comprimento e 0,15 m de largura; Perfil B tem 3,0 m de comprimento e 0,12 m de largura; Perfil C tem 2,8 m de comprimento e 0,18 m de largura; Perfil D tem 2,6 m de comprimento e 0,14 m de largura. Os profissionais precisam escolher o perfil que reúna dois critérios ao mesmo tempo.

Com base no texto, identifique o perfil de madeira que tem comprimento maior que o Perfil D e largura menor que o Perfil C.

  • ❌ A) Perfil A — Tem comprimento menor que D (2,5 m < 2,6 m), não satisfaz o critério de comprimento maior. Este é o distrator mais escolhido e revela que o aluno testou apenas um dos critérios.
  • ❌ B) Nenhum dos perfis — Há pelo menos um perfil, o Perfil B, que atende aos dois critérios simultaneamente.
  • ❌ C) Perfil D — O Perfil D não tem comprimento maior que ele mesmo, falhando no primeiro critério.
  • ❌ D) Perfil C — O Perfil C tem comprimento maior que D, mas sua largura (0,18 m) não é menor que a própria largura, ou seja, o aluno comparou com o critério de forma invertida.
  • ✅ E) Perfil B — O Perfil B (3,0 m > 2,6 m e 0,12 m < 0,18 m) é o único que satisfaz ambos os critérios.

Esta questão exige que o aluno mantenha dois critérios na cabeça. A intervenção mais útil é a tabela de verificação, com sim ou não para cada critério.

Questão 7: salto em distância (8º ano)

Em uma competição de salto em distância, um atleta salta 3,5 m e outro 3,5v2 m. Qual atleta saltou mais? Estime a localização de 3,5v2 na reta numérica.

  • ❌ A) O atleta que saltou 3,5 m. — 3,5v2 é maior que 3,5.
  • ✅ B) O atleta que saltou 3,5v2 m. — 3,5v2 é aproximadamente 4,95 m.
  • ❌ C) Ambos saltaram a mesma distância. — As distâncias são diferentes.
  • ❌ D) Não é possível comparar os saltos. — É possível comparar os saltos usando a reta numérica.
  • ❌ E) O atleta que saltou 4 m. — 4 m não é uma das distâncias saltadas. Este é o distrator mais provável e indica que o aluno estimou o valor de 3,5v2 de forma imprecisa e buscou uma resposta com número redondo.

Aqui o desafio é estimar um número irracional e localizá-lo na reta. Questões assim têm poder de discriminação alto e são ótimas para avaliações do 8º ano.

Questão 8: caibros da marcenaria (3º ano)

Dados ilustrativos: uma marcenaria analisou cinco caibros rotulados de A a E para determinar qual apresenta o menor comprimento. O caibro A mede 120 cm, o B mede 145 cm, o C mede 110 cm, o D mede 130 cm e o E mede 125 cm. Os marceneiros precisam escolher o caibro mais curto para ajustar no suporte de prateleira.

Compare os comprimentos dos cinco caibros descritos e identifique qual deles apresenta o menor comprimento.

  • ✅ A) O caibro C. — O caibro C, com 110 cm, é o menor valor entre os cinco comprimentos.
  • ❌ B) O caibro B. — Escolher B ignora que 145 cm é o maior, não o mais curto. Revela inversão entre maior e menor.
  • ❌ C) O caibro D. — Escolher D ignora que 130 cm é maior que 110 cm do caibro C.
  • ❌ D) O caibro E. — Escolher E ignora que 125 cm é maior que 110 cm do caibro C. Este é o distrator mais provável e sugere que o aluno pode ter comparado apenas parte dos valores.
  • ❌ E) O caibro A. — Escolher A ignora que 120 cm é maior que 110 cm do caibro C.

Esta questão mostra que a comparação de vários números exige método. Peça aos alunos que ordenem os cinco valores antes de responder, e eles verão o menor sem precisar adivinhar.

Perguntas frequentes

Com que idade a criança deve aprender a comparar medidas de comprimento?

A comparação direta de comprimentos começa já no 1º ano, com objetos concretos e termos como mais alto e mais baixo. A comparação com números e unidades padronizadas aparece no 2º e no 3º ano, e se amplia nos anos seguintes. Respeite a progressão: a criança precisa primeiro entender o conceito com objetos reais antes de operar com números.

Por que meus alunos sempre invertem maior e menor?

Porque, muitas vezes, a palavra maior não está associada ao valor do número na cabeça do aluno. Ele decora as palavras, mas não as relaciona ao conceito de quantidade. A intervenção mais eficaz é usar representações visuais, como barras ou fitas, e pedir que a criança verbalize a comparação antes de marcar a resposta.

Devo ensinar conversão de unidades antes ou depois da comparação?

Ensine a comparação com a mesma unidade primeiro, para que o aluno consolide o conceito. Depois, introduza situações com unidades diferentes, como metros e centímetros, e mostre que é preciso converter antes de comparar. Esse caminho evita que a conversão se torne um obstáculo antes que o conceito esteja firme.

Como saber se uma questão de comparação está no nível certo para minha turma?

Observe o nível de leitura, a presença de cálculo e o tempo de resolução. Questões curtas, com leitura simples e sem cálculo, são boas para diagnóstico no início. Questões com cálculo e dois critérios servem para avaliar a consolidação. Se a maioria da turma acerta todas as questões curtas, avance para as mais complexas.

Qual é a melhor forma de corrigir o erro de comparar só o último algarismo?

Trabalhe com números de mesma quantidade de algarismos e, em seguida, com quantidades diferentes, usando material dourado ou material de base dez. Quando a criança percebe que a centena pesa mais que a dezena, deixa de olhar apenas para o último dígito. Reforce com perguntas do tipo: qual número tem mais centenas?

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