GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Combinações de roupas: por que tantos alunos somam em vez de multiplicar

Nas questões do acervo, o erro que se repete é somar camisetas e calças quando é preciso combinar cada peça com todas as opções da outra categoria. Veja como diagnosticar e ensinar essa ideia.

Combinações de roupas: por que tantos alunos somam em vez de multiplicar

Lembro bem de uma aula de terceiro ano em que uma menina, a Júlia, levantou a mão com cara de quem tinha resolvido tudo. Eu tinha perguntado quantas roupas diferentes ela conseguiria montar com três camisetas e duas calças. Ela pensou um pouco, sorriu e respondeu: cinco. Quando perguntei como tinha chegado nisso, ela disse, com a naturalidade de quem faz a conta mais óbvia do mundo: três mais dois.

Esse momento se repetiu tantas vezes ao longo dos anos que hoje eu o reconheço de longe. O aluno não está errado por preguiça nem por falta de atenção. Ele está usando a ferramenta que conhece melhor, a soma, num problema que pede outra coisa. Este texto é sobre esse desencontro, e sobre como diagnosticá-lo e superá-lo em sala de aula.

O que é combinações de roupas, explicado para o professor?

Combinações de roupas é a situação clássica de contagem em que cada escolha de um grupo pode ser associada a cada escolha de outro grupo. Se você tem quatro camisetas e três calças, cada camiseta pode aparecer com qualquer uma das três calças. O total de conjuntos possíveis não é a soma dos dois grupos, mas o produto deles: 4 × 3 = 12. Esse raciocínio é conhecido como princípio multiplicativo da contagem, e é exatamente o que as questões deste guia exploram.

No currículo, o tema aparece de forma progressiva. Nos anos iniciais, nos primeiros anos do ensino fundamental, a criança trabalha com contagem de elementos e agrupamentos, habilidades que aparecem na BNCC em EF01MA02. No segundo ano, o problema passa a envolver mais de uma peça de roupa e a leitura de enunciados com várias informações. No terceiro ano, a habilidade EF03MA07 trata de multiplicação ligada a situações de contagem. No quarto ano, EF04MA08 reforça a multiplicação em contextos cotidianos. No quinto ano, EF05MA09 aprofunda a ideia de contagem de possibilidades. No sexto ano, EF06MA03 conecta o raciocínio a problemas com mais variáveis. No sétimo ano, EF07MA01 trabalha com números inteiros e operações, e o princípio de contagem aparece como ferramenta de organização. No oitavo ano, EF08MA03 fecha o ciclo com problemas que exigem raciocínio combinatório mais elaborado.

O conceito atravessa a matemática escolar, aparece em matérias como Matemática e serve de base para probabilidade mais adiante. Por isso vale a pena dedicar tempo a ele com calma, e não tratá-lo como um exercício isolado de um dia.

O que o aluno precisa saber antes?

Os pré-requisitos mais recorrentes nas fichas das questões são a multiplicação simples, a noção de conjuntos e a contagem de elementos. Em cinco das oito questões analisadas, o pré-requisito central é a multiplicação simples, seja ela chamada de multiplicação, multiplicação de conjuntos ou princípio multiplicativo. Em outras, a base é a contagem de elementos ou a ideia de combinações básicas.

Antes de propor qualquer questão de combinações, vale verificar se a turma domina a multiplicação como soma de grupos iguais. Se o aluno ainda precisa desenhar cada elemento para contar, o problema não é combinatório, é de multiplicação. Uma forma simples de checar é pedir que a turma represente 3 grupos de 2 objetos e depois descreva a operação. Quem responde com soma de parcelas iguais está no caminho certo; quem só consegue contar um a um ainda precisa de mais prática com grupos.

Um segundo diagnóstico útil é perguntar quantas combinações existem com duas camisetas e duas calças, pedindo que a criança liste todas. Quem lista as quatro possibilidades e depois percebe a regra está pronto para o princípio multiplicativo. Quem lista só duas ou três ainda não estruturou a ideia de cada elemento com cada outro.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Nas fichas, o erro típico aparece com clareza: confundir a soma com a multiplicação ao contar as combinações. Em praticamente todas as questões, a alternativa somada é a mais escolhida pelos alunos. Em outras palavras, o distrator mais provável costuma ser justamente o resultado da adição. Isso não é coincidência: é o caminho que a criança já conhece.

Somar em vez de multiplicar

Esse é o erro dominante. O aluno lê "3 camisetas e 2 calças" e faz 3 + 2 = 5, porque o enunciado menciona duas listas e a soma parece a operação natural para juntá-las. A causa é que a soma é trabalhada muito antes da multiplicação e fica como resposta padrão para qualquer problema com dois números. Para intervir, não basta dizer que está errado. Peça que o aluno desenhe cada camiseta ligada a cada calça com um traço. Quando ele vê que a primeira camiseta gera duas combinações, a segunda gera mais duas e a terceira também, a multiplicação aparece como consequência do desenho, não como regra decorada.

Fixar uma peça e esquecer as outras

Outro erro frequente é contar apenas uma das listas, ou fixar uma camiseta e não variar a calça, como se a escolha de uma peça fosse suficiente. Isso acontece porque o aluno tenta resolver o problema por um atalho visual, olhando só para o primeiro item do enunciado. A intervenção é trabalhar com tabelas: uma coluna para as camisetas e uma linha para as calças, preenchendo cada célula com uma combinação. A tabela torna visível que existem tantas células quanto o produto das quantidades.

Ignorar uma das peças do enunciado

Em problemas com três tipos de peça, como camisa, calça e saia, é comum o aluno esquecer uma delas. Nas fichas, esse erro aparece principalmente em questões de segundo ano, em que o enunciado acrescenta uma terceira opção de roupa de baixo. O aluno soma as camisas e uma das peças de baixo e desconsidera a outra. A causa é a leitura apressada e a dificuldade de manter várias informações na memória. Intervenha com um checklist: antes de calcular, o aluno deve listar em voz alta cada grupo de roupas e marcar o número de opções de cada um.

Confundir combinação com permutação

Em algumas questões de quinto e sétimo ano, o aluno mistura a ideia de escolher um par com a de ordenar os elementos. Ele pensa em "quantas maneiras de organizar" quando o problema pede "quantos conjuntos". Aqui a intervenção é separar as duas perguntas: primeiro perguntar quantos pares existem, depois perguntar em quantas ordens eles podem aparecer, mostrando que só a primeira é a resposta pedida.

Como ensinar passo a passo

A sequência que mais funciona na minha experiência tem quatro etapas. Na primeira, trabalhe com objetos concretos: dê três cartas de uma cor e duas de outra, e peça que as alunas montem pares. Na segunda, passe para o desenho: cada peça vira um ponto e cada combinação vira um traço ligando dois pontos. Na terceira, introduza a tabela de dupla entrada, que organiza as combinações em linhas e colunas. Na quarta, formalize a regra: o número de combinações é o produto das quantidades de cada grupo.

As dicas de resolução que aparecem nas fichas resumem bem esse caminho: multiplique o número de camisetas pelo número de calças, e, quando houver mais peças, multiplique todas as quantidades. Mas a regra só faz sentido se o aluno já viu o produto aparecer nas tabelas e nos desenhos. Por isso não pule as etapas concretas.

Depois de formalizar, proponha variações: troque o número de peças, acrescente um terceiro grupo, peça o cálculo de quantos conjuntos existem se uma peça específica for excluída. Essas variações mostram que a regra é geral e não depende dos números do exemplo. Vale também discutir com a turma de onde vem o erro da soma: perguntar por que "3 + 2" parece natural e por que não funciona aqui ajuda o aluno a pensar sobre a própria estratégia.

Uma atividade que costuma engajar é montar um "guarda-roupa" da sala, com cartolinas representando camisetas e calças, e pedir que os alunos calculem quantos looks diferentes a turma consegue formar. A discussão sobre o resultado costuma ser mais rica do que qualquer exercício de caderno.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão serve para o mesmo momento. As fichas mostram diferenças claras de papel na prova, tempo de resolução e poder de discriminação. Questões de consolidação, com enunciado direto e cálculo curto, funcionam bem em atividades de fixação e em lições de casa. Já questões de progressão, com mais peças e leitura um pouco maior, servem melhor para verificar se o aluno transferiu a ideia para um contexto novo.

Para diagnóstico no início do bimestre, prefira questões de tempo curto e nível de leitura baixo, que permitem identificar rapidamente quem soma e quem multiplica. Para simulado e prova, combine questões de poder de discriminação médio e alto, para separar quem domina o princípio de quem apenas decorou a fórmula. Em avaliação rápida, uma ou duas questões de consolidação bastam para ter um retrato da turma.

Um cuidado importante é não usar apenas questões do tipo "quantas combinações" com os mesmos números. Quando o padrão se repete, o aluno aprende a reconhecer o formato e não a pensar sobre o problema. Variar o contexto, o número de peças e a forma de perguntar faz a avaliação medir compreensão de fato.

Se você ainda não tem um banco de questões com essas características, pode gerar provas e atividades sob medida no gerador de provas do GeraProva, escolhendo o nível de dificuldade e o tipo de cada questão. Quem quiser testar sem compromisso pode fazer o cadastro grátis.

O que ensinar antes: multiplicação e princípio multiplicativo

O conceito de combinações depende diretamente da multiplicação. Se a turma ainda não compreende a multiplicação simples como soma de grupos iguais, o princípio multiplicativo vira mais uma regra decorada. Vale retomar o tema com calma, usando exemplos de grupos e de tabelas antes de falar em combinações. Um bom ponto de partida é o texto sobre multiplicação simples, que trata do erro de tratar a multiplicação como uma soma qualquer.

Depois disso, o princípio multiplicativo pode ser apresentado de forma explícita: quando uma escolha pode ser feita de m maneiras e outra de n maneiras, e as escolhas são independentes, o total de pares é m × n. Essa formulação é o coração do tema e merece ser repetida com exemplos variados, sempre com a pergunta de controle: "cada uma com cada uma?". Se a resposta for sim, é multiplicação.

Ligações com outros temas

Combinações de roupas dialogam com outros temas do currículo. Na área de ciências e tecnologia, o raciocínio de contagem aparece em situações de organização de dados, programação e probabilidade. Em questões de aplicação cotidiana, o tema serve para discutir consumo, planejamento e escolhas, o que abre espaço para conversas sobre orçamento e consciência de compra.

Do ponto de vista socioemocional, o tema trabalha a tomada de decisão. Quando o aluno percebe que tem várias opções e precisa escolher uma combinação, ele exercita a ideia de que decidir envolve olhar para as alternativas com método. Essa leitura ajuda a conectar a matemática com a vida fora da escola, sem forçar uma moral pronta.

Contextos de aplicação variados, como a escolha de lanches, a montagem de pratos, a combinação de cores ou a organização de uniformes, mantêm o interesse dos alunos e mostram que o princípio multiplicativo não é exclusivo de roupas.

8 questões comentadas sobre combinações de roupas

As questões a seguir foram validadas e reúnem enunciado, alternativas e explicações. Em cada uma, a alternativa correta está marcada com ✅ e as erradas com ❌, junto com o motivo do erro e o que ele revela sobre a compreensão do aluno.

Questão 1 – Campanha de conscientização ambiental com camisetas e calças

Para participar de uma campanha de conscientização ambiental, uma escola disponibilizou quatro modelos de camiseta e três modelos de calça. Cada participante deve escolher um modelo de camiseta e um modelo de calça, podendo combinar livremente qualquer camiseta com qualquer calça. As peças escolhidas não precisam ser iguais às de outros participantes.

Considerando todas as combinações possíveis entre os modelos de camiseta e de calça, quantas opções diferentes de vestimenta um participante pode formar?

  • ❌ A) 3 combinações diferentes, pois o número de combinações deve ser igual ao número de modelos de calça. — O estudante fixa o número de calças e desconsidera as quatro possibilidades de escolha de camiseta para cada calça.
  • ❌ B) 4 combinações diferentes, pois o número de combinações deve ser igual ao número de modelos de camiseta. — O estudante fixa o número de camisetas e desconsidera as três possibilidades de escolha de calça para cada camiseta.
  • ❌ C) 7 combinações diferentes, pois se devem somar os quatro modelos de camiseta aos três modelos de calça. — O estudante aplica a adição de quantidades quando deveria usar o princípio multiplicativo, pois cada camiseta pode ser combinada com cada calça.
  • ✅ D) 12 combinações diferentes. — Para cada uma das quatro camisetas, o participante pode escolher qualquer uma das três calças. Pelo princípio multiplicativo da contagem, o total de combinações é 4 × 3 = 12.
  • ❌ E) 1 combinação diferente, pois é preciso escolher uma camiseta e uma calça ao mesmo tempo. — O estudante considera apenas uma escolha conjunta e ignora que existem várias possibilidades para cada peça.

Esta questão é a mais completa do conjunto, porque o enunciado já traz a ideia de liberdade de combinação. O distrator B revela um aluno que percebe que precisa de um número de combinações, mas não sabe de onde ele vem. Vale perguntar à criança o que ela faria com a primeira camiseta.

Questão 2 – Lia e seus conjuntos de camiseta e calça

Lia tem 3 camisetas e 2 calças. Ela vai escolher 1 camiseta e 1 calça para se vestir. Quantos conjuntos diferentes ela pode formar?

  • ❌ A) 9 conjuntos. — A criança multiplica 3 por 3, repetindo a quantidade de camisetas em vez de usar a quantidade de calças.
  • ❌ B) 4 conjuntos. — A criança subtrai a quantidade de calças da quantidade de camisetas, sem considerar todas as combinações.
  • ✅ C) 6 conjuntos. — Cada camiseta pode ser usada com as 2 calças. Assim, fazemos 3 vezes 2: 3 × 2 = 6.
  • ❌ D) 5 conjuntos. — A criança soma 3 camisetas com 2 calças, em vez de formar pares entre elas.
  • ❌ E) 3 conjuntos. — A criança conta apenas as camisetas e não combina cada uma delas com as duas calças.

Aqui o nome da personagem ajuda a aproximar o problema da realidade do aluno. O erro mais revelador é o D, que mostra a soma como operação automática. A intervenção é pedir que a criança desenhe os pares antes de qualquer conta.

Questão 3 – Loja com três cores de camiseta e dois modelos de calça

Uma loja tem 3 cores de camiseta e 2 modelos de calça. Quantos conjuntos (camiseta + calça) diferentes podem ser formados?

  • ❌ A) 7 conjuntos (incluindo uma combinação extra) — O total não inclui combinações adicionais não especificadas.
  • ❌ B) 3 conjuntos (apenas uma cor com um modelo cada) — Considerar apenas uma cor e um modelo desconsidera outras combinações.
  • ❌ C) 9 conjuntos (considerando cada cor com 3 modelos de calça) — O erro está em multiplicar a quantidade de modelos erroneamente.
  • ✅ D) 6 — Aplicando o princípio multiplicativo: para cada uma das 3 cores há 2 modelos de calça, então 3 × 2 = 6 combinações.
  • ❌ E) 5 conjuntos (3 cores e 2 modelos tem que contar um a menos) — Faltou considerar todos os pares possíveis, 3 cores × 2 modelos.

Esta questão tem um distrator C que aparece com frequência: o aluno multiplica o número de cores pelo número de modelos de calça, mas com uma quantidade errada, revelando que sabe que deve multiplicar mas ainda não identifica bem os grupos. Peça que ele nomeie cada grupo antes de calcular.

Questão 4 – Feira com três modelos de camiseta e dois tipos de calça

Uma feira vende 3 modelos de camiseta (A, B, C) e 2 tipos de calça (X, Y). Quantas combinações diferentes de camiseta + calça um cliente pode comprar?

  • ❌ A) 4 combinações, assumindo que não se pode repetir a camiseta. — As camisetas podem ser combinadas com as calças sem restrições.
  • ❌ B) 6 combinações, mas só se a camiseta A for escolhida. — Todas as camisetas podem ser combinadas com todas as calças, não apenas A.
  • ❌ C) 5 combinações, pois é 3 + 2. — Adição não se aplica, pois o princípio é multiplicativo para combinações.
  • ✅ D) 6 — Pelo princípio multiplicativo, cada escolha de camiseta (3) pode ser combinada com cada escolha de calça (2), totalizando 3×2=6 combinações.
  • ❌ E) 12 combinações, pois 3 × 4 = 12. — O número de calças é duas, não quatro, portanto o cálculo está incorreto.

A letra A mostra um aluno que cria restrições que o enunciado não impõe. Isso é comum quando a criança lê o problema com uma ideia prévia de "escolha sem repetição". Vale discutir com a turma o que o enunciado permite e o que ele proíbe.

Questão 5 – Estudante com três camisas e quatro calças

Uma estudante tem 3 camisas distintas e 4 calças distintas. Ela deve escolher uma camisa e uma calça para usar no mesmo dia. De quantas maneiras diferentes ela pode fazer essa escolha?

  • ❌ A) 15 maneiras, pois cada camisa pode formar 5 combinações. — Esse resultado usa cinco combinações para cada camisa, mas há somente quatro calças disponíveis para serem combinadas com cada uma delas.
  • ❌ B) 7 maneiras, pois somamos as 3 camisas às 4 calças. — Esse resultado usa uma adição, mas a escolha envolve combinar cada camisa com cada calça. Nessa situação, deve-se multiplicar as quantidades.
  • ❌ C) 10 maneiras, pois juntamos as 3 camisas e escolhemos 7 pares. — Esse cálculo mistura a quantidade de camisas com uma quantidade de pares que não foi obtida a partir das escolhas apresentadas. Cada par deve ser formado por uma camisa e uma calça.
  • ✅ D) 12 maneiras, pois cada uma das 3 camisas pode ser combinada com cada uma das 4 calças. — Para cada camisa escolhida, há 4 possibilidades de calça. Pelo princípio multiplicativo, calculamos 3 × 4 = 12. Portanto, existem 12 combinações possíveis.
  • ❌ E) 9 maneiras, pois combinamos as 3 camisas com apenas 3 calças. — Esse resultado considera somente três calças, embora o enunciado informe que existem quatro calças distintas disponíveis.

Esta questão de sétimo ano exige leitura cuidadosa do número de calças, e o distrator E mostra exatamente o erro de ler a informação errada. Trabalhe com a criança a checagem dos dados do enunciado antes do cálculo.

Questão 6 – Lia com camisas, calças e uma saia

Lia tem 3 camisas, 2 calças e 1 saia. Ela pode usar uma camisa com uma peça de baixo. Quantas combinações de roupa ela pode fazer?

  • ❌ A) 6 combinações — A criança soma todas as peças, em vez de formar combinações de roupas.
  • ❌ B) 4 combinações — A criança conta apenas as 3 camisas e a 1 saia, esquecendo as calças.
  • ❌ C) 7 combinações — A criança multiplica as 3 camisas pelas 2 calças e acrescenta a 1 saia apenas uma vez.
  • ✅ D) 9 combinações — Cada uma das 3 camisas pode ser usada com cada uma das 3 peças de baixo: 2 calças e 1 saia. Então, 3 × 3 = 9 combinações.
  • ❌ E) 5 combinações — A criança soma as 3 camisas e as 2 calças e esquece a saia.

O distrator B, que esquece as calças, é um sinal de que a criança perdeu uma das peças. Como este problema tem três tipos de roupa, ele é útil para observar se o aluno organiza a leitura do enunciado. Peça que ela liste os grupos antes de calcular.

Questão 7 – Camisetas azul, verde e vermelha com duas calças

Se você tem 3 camisetas (azul, verde e vermelha) e 2 calças (jeans e de moletom), quantas combinações diferentes de roupas você pode usar?

  • ❌ A) 4 combinações — Errado. O total é 6, não 4.
  • ❌ B) 5 combinações — Errado. O total é 6, não 5.
  • ✅ C) 6 combinações — Correto! 3 camisetas x 2 calças = 6 combinações.
  • ❌ D) 7 combinações — Errado. O total é 6, não 7.
  • ❌ E) 8 combinações — Errado. O total é 6, não 8.

Esta questão de primeiro ano usa cores para tornar o problema concreto. As explicações das alternativas erradas são diretas, mas o ideal é que o professor vá além e pergunte por que o aluno chegou ao número escolhido. O distrator B, que indica 5, costuma ser o resultado da soma.

Questão 8 – Combinações com três camisetas e duas calças no oitavo ano

Quantas combinações de roupas podem ser feitas com 3 camisetas e 2 calças?

  • ❌ A) 5 combinações — 5 é a soma, não a multiplicação.
  • ✅ B) 6 combinações — 3 camisetas x 2 calças = 6 combinações.
  • ❌ C) 8 combinações — 8 não resulta da multiplicação correta.
  • ❌ D) 4 combinações — 4 é menor do que o total possível.
  • ❌ E) 10 combinações — 10 não é o total de combinações possíveis.

Mesmo no oitavo ano, o distrator A aparece como a escolha mais provável. Isso reforça a importância de não considerar a multiplicação como conteúdo superado. Um enunciado direto como este serve bem como verificação rápida, mas é preciso acompanhar se o aluno consegue justificar a resposta.

Perguntas frequentes

Meu aluno acerta a conta, mas não sabe explicar por que multiplica. O que fazer?

Isso indica que ele memorizou a operação sem compreender o princípio. Peça que ele desenhe as combinações para um caso pequeno, com duas camisetas e duas calças, e depois descreva o que aconteceu com cada camiseta. Quando a explicação surgir do desenho, a regra passa a fazer sentido e deixa de ser decoreba.

Quando devo introduzir combinações de roupas na turma?

Depois de a turma dominar a multiplicação como soma de grupos iguais. Antes disso, o problema vira um exercício de contagem sem o apoio necessário. Nos anos iniciais, comece com contagens concretas e avance para tabelas e desenhos antes de formalizar o princípio.

Qual a diferença entre combinar e ordenar, e por que isso importa?

Combinar é escolher um conjunto de peças, sem se preocupar com a ordem. Ordenar é arrumar os elementos em sequência. Em problemas de roupas, normalmente se pergunta quantos conjuntos existem, o que é combinação. Se o aluno começar a pensar em ordens, ele pode errar mesmo com a multiplicação correta. Separe as duas perguntas com a turma.

Como diferenciar um aluno que soma por falta de base de um que soma por distração?

Observe o padrão. Quem soma em todas as questões, mesmo quando o enunciado é simples, provavelmente ainda não tem a ideia multiplicativa. Quem acerta em algumas e erra em outras pode estar apenas desatento a um dado. Uma conversa curta, pedindo que o aluno explique a resposta, costuma separar os dois casos.

Vale a pena usar tabelas ou é melhor ir direto para a conta?

Vale muito a pena usar tabelas, principalmente nas primeiras aulas. A tabela de dupla entrada mostra visualmente que cada camiseta gera uma linha de combinações, e que o total é a quantidade de células. Depois de algumas semanas com tabelas, a conta direta passa a fazer sentido sem perder a noção do que está sendo contado.

Como montar uma prova que não seja só repetição do mesmo formato?

Combine questões de consolidação, de progressão e de contextos diferentes. Varie o número de peças, troque roupas por outros objetos e inclua uma questão que exija checar os dados do enunciado. Assim a avaliação mede compreensão do princípio e não apenas o reconhecimento de um padrão. Você pode montar essas provas no gerador de provas do GeraProva e revisar cada questão antes de aplicar.

Se este guia te ajudou a identificar onde a sua turma está travando, guarde a estrutura de diagnóstico e teste com seus alunos na próxima aula. Quando quiser montar atividades e provas com essas características em poucos minutos, o GeraProva está aqui para ajudar: comece pelo cadastro grátis e veja como fica no seu planejamento.

Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Questões deste artigo com resolução completa

  1. Para participar de uma campanha de conscientização ambiental, uma escola disponibilizou quatro modelos de…
  2. Lia tem 3 camisetas e 2 calças. Ela vai escolher 1 camiseta e 1 calça para se vestir. Quantos conjuntos…
  3. Uma loja tem 3 cores de camiseta e 2 modelos de calça. Quantos conjuntos (camiseta + calça) diferentes podem…
  4. Uma feira vende 3 modelos de camiseta (A, B, C) e 2 tipos de calça (X, Y). Quantas combinações diferentes de…
  5. Uma estudante tem 3 camisas distintas e 4 calças distintas. Ela deve escolher uma camisa e uma calça para usar…
  6. Lia tem 3 camisas, 2 calças e 1 saia. Ela pode usar uma camisa com uma peça de baixo. Quantas combinações de…
  7. Se você tem 3 camisetas (azul, verde e vermelha) e 2 calças (jeans e de moletom), quantas combinações…
  8. Quantas combinações de roupas podem ser feitas com 3 camisetas e 2 calças?

Fontes

Artigos relacionados

0 comentários

Nome
E-mail (não é publicado)
Comentário
Questões resolvidas Resolução passo a passo, gabarito e o erro de cada alternativa315.741 questões
Ver todas as questões →
Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.