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Padrão de adição constante: por que o aluno troca o salto entre os termos

Veja como diagnosticar se o aluno identifica a diferença constante entre termos ou apenas percebe que a sequência cresce. Reúno erros recorrentes, intervenções e oito questões comentadas para diferentes anos.

Padrão de adição constante: por que o aluno troca o salto entre os termos

Lembro bem de uma aula do 4º ano em que pedi para a turma completar a sequência 6, 12, 18, 24. Quase metade dos alunos escreveu 30 de primeira, mas uma menina levantou a mão e disse que o próximo era 36, porque "dobrava". Ela tinha inventado uma regra no lugar da que estava na folha.

Esse tipo de erro aparece em todas as séries em que trabalhamos sequências. O aluno percebe que os números crescem, mas não identifica o tamanho exato do acréscimo, e então chuta, repete o último termo ou volta para o anterior. Este guia reúne o que o acervo de questões do GeraProva mostra sobre esse conceito.

O que é padrão de adição constante, explicado para o professor?

Padrão de adição constante é uma sequência em que cada termo é obtido somando-se sempre o mesmo valor ao termo anterior. Esse valor fixo é chamado de razão da sequência. Em 2, 4, 6, 8, 10, a razão é 2; em 7, 11, 15, 19, 23, a razão é 4. Na linguagem escolar, é o começo da progressão aritmética, mas o termo técnico importa menos do que a ideia: o aluno precisa enxergar que a diferença entre termos consecutivos não muda.

O conceito aparece no 2º ano, quando a criança conta de 2 em 2 para completar sequências de flores ou marcadores. No 4º ano, a contagem de 6 em 6 ou 8 em 8 ganha contexto de copos com corante e envelopes de adesivos. No 6º ano, as sequências ficam com cartões e figurinhas, com razões menos óbvias como 4. No 8º ano, a ideia é formalizada em planilhas e aplicativos, com termos a serem identificados a partir da regularidade. Na BNCC, o tema está ligado às habilidades EF02MA11, EF04MA11, EF06MA03 e EF08MA10, que progridem do reconhecimento de padrões simples até a generalização de regularidades.

Um ponto que costuma passar despercebido: em todas as séries, a pergunta é a mesma, "qual é o próximo termo?", mas a dificuldade muda conforme a razão, o tamanho dos números e a forma como o enunciado apresenta a sequência.

O que o aluno precisa saber antes?

Analisando as fichas técnicas das questões do conceito, os pré-requisitos se repetem. Na maioria dos itens aparecem contagem crescente e sucessão numérica, além de adição simples e adição mental. Em outros, como as questões de 6º ano, aparece diferença entre números, o que é um passo a mais porque o aluno precisa comparar dois valores em vez de apenas avançar a contagem.

Para verificar se a turma tem essa base, faça uma sondagem de três perguntas antes de qualquer sequência complexa: peça que conte de 3 em 3 a partir de 0, que diga quanto é 9 mais 4 sem contar nos dedos e que compare 15 com 19 dizendo quanto há de diferença. Se algum desses três travar, o problema não é a sequência, é a adição, e a sequência vai apenas expor a falha. Essa sondagem já ajuda a separar o aluno que não sabe o padrão do aluno que não sabe somar.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Os erros que mais aparecem nas questões do acervo são previsíveis. Eles têm causas diferentes, e a intervenção precisa mudar conforme o erro.

Repetir o último termo ou responder pelo número visível

Em 4 das 8 questões, o distrator mais atraente ou um dos incorretos é repetir o último número da sequência ou escolher o termo já escrito. O aluno lê a última posição e não percebe que a pergunta pede o termo seguinte. Em questões como 2, 4, 6, 8, a resposta 8 aparece como tentação justamente porque é o número que a criança acabou de ler. A causa é de leitura do comando e de compreensão do que é "próximo". A intervenção é pedir que o aluno pinte ou circule os termos dados e escreva uma seta ligando o último ao espaço em branco.

Continuar a contagem natural em vez da razão

Outro erro frequente é tratar a sequência como contagem de 1 em 1. Nas questões de 6º e 8º ano, o distrator que mais se repete é o número imediatamente seguinte na contagem natural. Uma aluna de 8º ano me disse que "o próximo de 11 é 12", sem nem olhar para a diferença de 3 entre os termos anteriores. A causa é a força do hábito da contagem: o aluno aprendeu a sucessão antes da regularidade. A intervenção é trabalhar primeiro a diferença entre termos consecutivos, escrevendo-a ao lado de cada par.

Trocar a razão por outro valor próximo

Nas questões de 2º e 6º ano, muitos alunos percebem que a sequência cresce, mas leem a razão errada. Em 2, 5, 8, 11, alguns escolhem 13, somando 2, porque o olhar pula para um número parecido. Em 5, 9, 13, 17, 21, alguns somam 5 em vez de 4. A causa é a checagem incompleta: o aluno verifica um par de termos e generaliza. A intervenção é exigir que a diferença seja conferida em pelo menos três pares, inclusive o último.

Inventar uma regra nova a partir dos números

Este é o erro mais criativo e o que mais preocupa. Em 6, 12, 18, 24, a aluna do início deste texto imaginou que o próximo termo dobrava o anterior. Em 8, 16, 24, 32, aparece a regra de dobrar, e em outras questões aparece a soma dos termos anteriores ou a ideia de que o aumento precisa crescer. A causa é que o aluno já conhece outra sequência, como a de potências ou a de Fibonacci, e aplica a regra errada. A intervenção é perguntar em voz alta "quanto eu somo de um termo para o outro?" e obrigar a justificar com a diferença, não com a impressão.

Escolher um número intermediário por aproximação

No 6º e no 8º ano, aparece o erro de escolher um número que fica entre dois termos ou que parece próximo do último, sem aplicar regra nenhuma. A causa é a leitura visual da sequência como um conjunto de números, não como uma progressão. A intervenção é trabalhar com a reta numérica, marcando os saltos com arcos de tamanho igual.

Como ensinar passo a passo

A sequência didática que funciona melhor em sala segue as dicas de resolução que aparecem nas fichas: observar quanto cada termo aumenta e comparar a diferença entre termos consecutivos. Proponho uma sequência de cinco momentos.

Primeiro, use material concreto. Com copos, palitos ou figurinhas, monte a sequência de 2 em 2 ou de 3 em 3, acrescentando o mesmo grupo a cada etapa. A criança vê a razão no próprio material antes de ver o número.

Segundo, registre a diferença. Desenhe a sequência em uma tabela de duas linhas, uma com os termos e outra com a diferença entre um e o próximo. Quando a linha de diferenças fica toda igual, a regularidade está visível.

Terceiro, passe da contagem para a regra. Peça para o aluno dizer a regra com as próprias palavras: "a gente soma 4 a cada vez". Só depois de escrever a regra, ele deve preencher os espaços.

Quarto, introduza termos afastados. Mostre uma sequência que começa em 17 e tem razão 6, ou uma em que a razão é 8 e o termo pedido é o quinto. Isso treina a aplicação e expõe quem só sabia continuar a partir do último número visível.

Quinto, feche com variação de sinal. Pergunte o que acontece se a sequência for decrescente. Esse passo prepara a ideia de razão negativa, que aparece no 8º ano.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

As fichas técnicas mostram que as questões do conceito servem para prova, atividade, lição de casa, diagnóstico, simulado e avaliação rápida. Mas nem todas servem para tudo. Eu separo assim.

Para diagnóstico no início do bimestre, use questões de nível de leitura básico e razão pequena, como as de 2º ano com razão 2, porque elas mostram rapidamente quem tem a base. Os itens têm poder de discriminação médio, o que é suficiente para separar quem entende de quem não entende, sem ser difícil demais para a sondagem. O tempo de resolução de um a dois minutos permite aplicar várias num só período.

Para atividade e lição de casa, use questões que exigem cálculo, como as de 6º ano com razão 4 e termos em cartões. Elas pedem que o aluno aplique a regra e não apenas reconheça, e combinam bem com o trabalho em casa, quando o aluno tem tempo para conferir a diferença.

Para prova e simulado, misture itens de reconhecimento com itens de aplicação. A questão de 8º ano com razão 3 e a de 4º ano com razão 6 têm peso pedagógico baixo a médio, então funcionam como base; a de termo afastado, em que o aluno precisa aplicar a regra a partir de um termo que não é o último, tem papel mais exigente e separa melhor os níveis. Vale lembrar que o papel na prova varia muito entre os itens, de identificar padrão a questão de reconhecimento, e que a autonomia do enunciado é alta em praticamente todos, o que significa que o aluno lê e resolve sem ajuda.

Um cuidado: a maioria das questões tem poder de discriminação médio. Isso é bom para avaliar a turma, mas não basta para uma prova final. Combine dois ou três itens de dificuldades diferentes para ter uma leitura mais fina.

O que ensinar antes?

O acervo mostra dois conceitos que funcionam como pré-requisito direto. O primeiro é a adição simples: sem ela, o aluno não consegue calcular a razão nem somá-la ao termo anterior. Se a turma ainda deixa parcela de fora nas somas, a sequência vai falhar por esse motivo, e o professor precisa voltar à soma antes de insistir no padrão. O segundo é a adição de números naturais, que entra quando os termos ultrapassam a centena e o aluno começa a esquecer parcelas no meio do cálculo. Nessas séries, o erro na soma aparece como erro no padrão, e é fácil confundir as duas coisas.

Minha recomendação: antes de uma sequência com razão grande ou termos altos, faça uma rodada de adições simples com os mesmos números. Depois, a sequência fica mais fácil de ensinar, porque o aluno já sabe somar e pode se concentrar na regularidade.

Ligações com outros temas

O padrão de adição constante conversa com outras partes da matemática e com outras disciplinas. A regularidade aparece em ritmos de música, em padrões de ladrilhos e na organização de calendários, o que ajuda a dar sentido ao conteúdo. Nas fichas, o tema transversal que mais aparece é leitura e interpretação, porque o aluno precisa compreender o enunciado e a ordem dos termos antes de calcular. Há também a relação com a própria progressão aritmética, que o aluno vai encontrar no ensino médio, então cada sequência bem ensinada no fundamental é uma base para aquilo.

Do ponto de vista socioemocional, as fichas apontam persistência, perseverança e atenção aos detalhes. Essas habilidades importam porque o erro típico é quase sempre pressa: o aluno vê um padrão aparente, decide e não confere. Trabalhar a conferência, pedindo que a criança verifique a diferença em mais de um par, ensina a persistir no problema em vez de desistir ao primeiro chute.

Como contexto de aplicação, as questões usam copos com corante, envelopes de adesivos, marcadores de biblioteca, figurinhas e planilhas de controle. Usar contextos do dia a dia da criança melhora a compreensão, mas o professor deve ter cuidado para que o contexto não tire a atenção da regra, que é o objetivo.

8 questões comentadas sobre Padrão de adição constante.

As questões a seguir foram validadas e trazem a ficha técnica completa de cada uma. Leia as alternativas, tente resolver antes de olhar o gabarito e observe o que cada distrator revela sobre o aluno.

Questão 1 — sequência de flores no canteiro (2º ano)

Em um canteiro, uma criança desenhou a sequência de flores: 2 flores, 4 flores, 6 flores, 8 flores, ____.

— Quantas flores completam a sequência?

  • ❌ A) 12 flores, porque continua somando mais 4 ao último termo. — O aluno reconhece que há crescimento, mas extrapola o último acréscimo de maneira indevida e mantém um salto maior do que o padrão pede.
  • ❌ B) 6 flores, porque os números da sequência voltam para o começo. — O aluno troca a ideia de continuidade da sequência por repetição ou retorno, como se a série não avançasse para o próximo termo.
  • ❌ C) 9 flores, porque a sequência aumenta de 1 em 1. — O aluno percebe que a sequência está crescendo, mas lê o padrão de forma errada e troca a variação de 2 em 2 por 1 em 1. Este é o distrator mais escolhido.
  • ❌ D) 8 flores, porque é o último número que já apareceu na sequência. — O aluno confunde o último termo já mostrado com o termo que completa a sequência e ignora que a atividade pede o próximo valor.
  • ✅ E) 10 flores, porque a sequência aumenta de 2 em 2. — Corresponde ao padrão apresentado: 2, 4, 6, 8, 10. O aluno identifica a regularidade de acrescentar 2 a cada termo.

O que o erro revela: a criança que escolhe 9 já percebeu que a sequência cresce, mas não confere a diferença. A intervenção é pedir que ela conte os passos com o dedo.

Questão 2 — planilha de controle de sementes (8º ano)

Em uma planilha de controle de sementes, os valores anotados são: 10, 15, 20, 25, ...

— Qual número completa corretamente a sequência?

  • ✅ A) 30, porque a sequência segue somando 5 a cada termo. — Corresponde exatamente à regra dada pelos termos 10, 15, 20, 25: cada número aumenta 5 em relação ao anterior, então o próximo é 30.
  • ❌ B) 20, porque a sequência está voltando de 5 em 5. — O aluno confunde progressão crescente com decrescente e troca a regra do padrão, fazendo a sequência andar para trás sem justificativa no enunciado.
  • ❌ C) 35, porque a sequência aumenta de 5 em 5. — O aluno continua o padrão além do próximo termo e avança mais uma etapa do que o pedido exige; a sequência completa corretamente com 30, não com 35.
  • ❌ D) 28, porque parece ser o número mais próximo de 25. — O aluno escolhe um valor apenas por aproximação visual, sem aplicar a regularidade da sequência. O padrão exige somar 5 ao termo anterior.
  • ❌ E) 25, porque é o último número escrito antes do espaço em branco. — O aluno se prende ao último valor visível e ignora a regra de formação da sequência, que pede o próximo termo após 25. Este é o distrator mais escolhido.

O que o erro revela: a escolha de 25 mostra o hábito de responder pelo número visível. Peça que o aluno escreva a diferença entre cada par antes de responder.

Questão 3 — cartões com 7, 11, 15, 23 (6º ano)

Em uma sequência de números em cartões, aparecem 7, 11, 15, __, 23.

— Qual número deve ocupar a lacuna?

  • ❌ A) 21, pois somar 6 parece completar a sequência até 23. — O aluno tenta justificar o termo faltante a partir do resultado final desejado, invertendo a regra da sequência e criando uma diferença que não existe nos dados.
  • ❌ B) 18, pois é o número que fica entre 15 e 23. — O aluno olha apenas para o intervalo entre os termos e escolhe um número intermediário, sem considerar a regra da sequência.
  • ✅ C) 19, pois a sequência aumenta de 4 em 4. — Identifica corretamente a regularidade da sequência: 7, 11, 15, 19, 23, com acréscimo constante de 4.
  • ❌ D) 20, pois depois do 15 vem o próximo número par. — O aluno confunde a ideia de sequência com a simples alternância entre números pares e ímpares, ignorando o padrão de crescimento por diferença constante.
  • ❌ E) 17, pois a sequência aumenta de 2 em 2. — O aluno percebe apenas que os números crescem, mas generaliza um acréscimo errado de 2 em 2, que não corresponde aos termos dados. Este é o distrator mais escolhido.

O que o erro revela: a escolha de 17 mostra que o aluno leu a razão de forma apressada. Esta questão é boa para mostrar a importância de conferir a diferença em mais de um par.

Questão 4 — copos de corante no laboratório (4º ano)

Em um laboratório escolar, cada copo recebeu 6 gotas a mais de corante que o anterior. A sequência anotada foi: 6, 12, 18, 24, ...

— Qual número deve vir em seguida para manter o padrão?

  • ❌ A) 36, pois o aluno pode imaginar que o próximo número também dobra o anterior. — O aluno trocou a regra de crescer de 6 em 6 por uma ideia de dobra ou aumento maior, produzindo um termo que não segue o padrão dado. Este é o distrator mais escolhido.
  • ✅ B) 30, pois a sequência segue somando 6 a cada termo. — Resposta correta: o padrão é acrescentar 6 em cada passo, então depois de 24 vem 30.
  • ❌ C) 24, pois o aluno pode repetir o último número por ver a sequência já terminando nele. — O aluno leu apenas o último termo anotado e não percebeu que o comando pede o número seguinte, não o último número mostrado.
  • ❌ D) 42, pois o aluno pode somar o total dos três primeiros termos e usar esse resultado como continuação. — O aluno criou uma regra nova, somando termos já dados, mas essa operação não foi indicada pelo padrão da sequência.
  • ❌ E) 18, pois o aluno pode voltar um passo e escolher o número anterior da sequência. — O aluno inverteu a direção da sequência: em vez de avançar para o próximo termo, retornou ao termo anterior.

O que o erro revela: a escolha de 36 é a clássica invenção de regra. Pergunte ao aluno o que ele fez entre 12 e 18, e a resposta costuma mostrar a confusão.

Questão 5 — marcadores da biblioteca (2º ano)

Na biblioteca, os marcadores seguem uma ordem: 6, 9, __, __, 18.

Quais números completam a sequência?

  • ❌ A) 10 e 11 — A criança conta os números seguintes, sem perceber que é preciso somar 3.
  • ❌ B) 15 e 12 — A criança usa os números corretos, mas troca a ordem deles.
  • ❌ C) 13 e 17 — A criança soma 4 a cada número depois do 9. Este é o distrator mais escolhido.
  • ❌ D) 11 e 13 — A criança soma 2 a cada número, em vez de somar 3.
  • ✅ E) 12 e 15 — A sequência aumenta de 3 em 3: 6, 9, 12, 15, 18.

O que o erro revela: a escolha de 13 e 17 mostra que a criança aplicou um salto único em vez de manter a razão. Esta questão exige dois termos e, por isso, pede que o aluno aplique a regra duas vezes seguidas.

Questão 6 — painel de estudo com 2, 5, 8, 11 (8º ano)

Em um aplicativo de estudo, uma sequência de números aparece no painel: 2, 5, 8, 11, ...

— Considerando a regularidade apresentada, qual é o próximo número da sequência?

  • ❌ A) 16, pois o aumento precisa ficar maior a cada termo para continuar a sequência. — O aluno generaliza sem apoio nos dados e supõe uma progressão crescente acelerada, quando a sequência mostra aumento fixo de 3.
  • ❌ B) 15, pois o próximo número deve ser a soma dos dois últimos termos. — O aluno aplica uma regra de outra sequência conhecida, mas aqui o padrão não é de soma dos dois termos anteriores.
  • ❌ C) 13, pois a sequência cresce de 2 em 2 depois do primeiro termo. — O aluno confunde a regularidade do acréscimo e troca a razão de 3 por uma de 2, o que não corresponde aos termos dados. Este é o distrator mais escolhido.
  • ✅ D) 14, pois cada termo aumenta em 3 em relação ao anterior. — Resposta correta. O padrão é uma progressão com diferença constante 3, então 11 + 3 = 14.
  • ❌ E) 12, pois depois de 11 vem o número imediatamente anterior na contagem. — O aluno ignora a regularidade apresentada e responde apenas pela contagem natural, sem considerar o padrão da sequência.

O que o erro revela: o aluno que escolhe 13 leu a razão pelo primeiro salto e não confirmou nos demais. A intervenção é mostrar as diferenças ao lado da sequência.

Questão 7 — figurinhas na tabela: 5, 9, 13, 17, 21 (6º ano)

Uma criança organizou figurinhas em uma tabela: 5, 9, 13, 17, 21.

— Qual número completa a sequência no próximo termo?

  • ❌ A) 21, porque o próximo termo repete o último número da sequência. — O aluno apenas localiza o último número dado e imagina que a sequência para ali ou se repete, sem identificar que deve continuar.
  • ❌ B) 26, porque depois de 21 vem o número imediatamente maior. — O aluno aplica a ideia de continuar contando por 1 em 1, generalizando indevidamente uma regra que não foi a da sequência apresentada.
  • ❌ C) 29, porque a diferença entre 17 e 21 é 4 e isso deve se somar duas vezes no próximo passo. — O aluno identifica uma diferença correta, mas transforma essa observação em uma soma duplicada sem base na regra da sequência, invertendo a relação entre padrão e resultado.
  • ❌ D) 24, porque a sequência cresce de 5 em 5. — O aluno percebe que os números aumentam, mas troca a regularidade verdadeira por outra diferente, somando 5 em vez de 4. Este é o distrator mais escolhido.
  • ✅ E) 25, porque a sequência cresce de 4 em 4. — Resposta correta: identifica a regularidade da sequência, que aumenta de 4 em 4, chegando ao próximo termo 25.

O que o erro revela: a escolha de 24 mostra que o aluno leu a primeira diferença errada, provavelmente pelo próprio 5 do início da sequência. Peça que ele confira a diferença entre o primeiro e o segundo termo.

Questão 8 — coleção de adesivos: 8, 16, 24, 32 (4º ano)

Em uma coleção de adesivos, cada envelope recebeu 8 adesivos a mais que o anterior. A sequência anotada foi: 8, 16, 24, 32, ...

— Qual é o próximo termo da sequência?

  • ❌ A) 48, porque depois de 32 vem o número seguinte da contagem. — O aluno lê apenas a ordem dos números, mas ignora a regra de formação. Não basta seguir a contagem natural; é preciso acrescentar 8 ao termo anterior, o que leva a 40.
  • ❌ B) 56, porque a sequência continua somando o dobro de 8. — O aluno confunde múltiplos de 8 com soma de 16. A regra dada é acrescentar 8 a cada termo, não 16, então 56 não corresponde ao padrão.
  • ✅ C) 40, porque a sequência cresce de 8 em 8. — Não há erro: o aluno identifica corretamente a regra da sequência, que é acrescentar 8 a cada termo, chegando a 40.
  • ❌ D) 44, porque o próximo termo deve aumentar um pouco mais que o anterior. — O aluno usa uma ideia vaga de aumento, sem aplicar a diferença constante de 8. A sequência exige crescimento fixo, não um acréscimo aproximado.
  • ❌ E) 36, porque o próximo número costuma ser o dobro do anterior. — O aluno generaliza uma regra que não aparece na sequência. Aqui não se dobra o termo anterior; soma-se 8 a cada passo, então 36 não atende ao padrão dado. Este é o distrator mais escolhido.

O que o erro revela: a escolha de 36 aparece com frequência quando o aluno já viu sequências de dobras. Vale mostrar a diferença entre dobrar e somar lado a lado.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre padrão de adição constante e progressão aritmética?

São a mesma ideia tratada em níveis diferentes. No fundamental, o foco está em reconhecer que a diferença entre termos consecutivos é sempre igual e em continuar a sequência. A progressão aritmética aparece formalmente no ensino médio, com a fórmula do termo geral e a soma dos termos. Ensinar bem o padrão no fundamental prepara o aluno para essa formalização.

Como saber se a sequência tem razão constante sem conferir todos os pares?

Não há atalho confiável com um único par. O ideal é verificar a diferença em pelo menos três pares consecutivos, incluindo o último dado. Se a diferença for igual em todos, a razão é constante. Esse hábito de conferir é justamente o que evita o erro mais comum nas questões do conceito.

Por que meus alunos respondem sempre o último número da sequência?

Porque leem o comando de forma superficial e tomam o número visível como resposta. Costuma ser um problema de leitura da pergunta e de compreensão do que significa "próximo". Peça que o aluno ligue o último termo ao espaço com uma seta e diga em voz alta a operação que faz para chegar ao próximo, e o hábito tende a mudar em poucas aulas.

Devo usar sequências decrescentes já no 4º ano?

Em geral, prefiro começar com crescentes, que são mais intuitivas para a criança. Sequências decrescentes podem entrar como desafio no 4º ano, mas ficam mais naturais no 8º ano, quando o aluno já trabalha com números negativos e com a ideia de razão. Antes disso, uma sequência decrescente simples pode confundir quem ainda não consolidou a contagem.

Como montar uma prova com questões de sequência sem que todos acertem?

Combine itens de reconhecimento, com razão pequena e termos próximos, com itens de aplicação, com razão maior e termo afastado. Como a maioria das questões tem poder de discriminação médio, o ganho vem da mistura de dificuldades, não de um único tipo de item. Você pode montar esse conjunto em gerador de provas do GeraProva, escolhendo a série e o conceito.

Onde encontro mais questões desse conceito para atividades?

As questões validadas deste guia podem ser usadas como ponto de partida. Se quiser gerar novas sequências com contextos diferentes para cada turma, você pode criar uma conta gratuita no cadastro grátis e começar a montar suas atividades.

Se você quer diagnosticar a turma sem perder uma aula inteira, comece por uma sondagem de cinco questões e veja quem trava na regra. Você pode gerar essas questões agora mesmo com o gerador de provas do GeraProva e, se quiser salvar seu banco de atividades, faça o cadastro grátis. Bom trabalho na sala!

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