Pode um cartaz ser “autoral” quando parte da imagem é gerada por inteligência artificial? No edital do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise de perspectivas distintas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Pode um cartaz ser “autoral” quando parte da imagem é gerada por inteligência artificial? No edital do concurso de cartazes de um centro cultural do bairro, a regra dizia apenas que a obra deveria ser “original” e “feita pelo participante”. Na seleção, apareceram propostas com colagens, fotos próprias, desenhos e também imagens criadas com aplicativos de IA. Na reunião do júri, uma artista convidada afirmou que, sem esclarecer o processo, o público pode ser induzido a pensar que tudo foi desenhado “à mão”, além de haver dúvidas sobre o uso de imagens que alimentam esses sistemas. Um estudante defendeu que a IA amplia o acesso a quem não domina certas técnicas e pode ser só mais uma ferramenta, como filtros e edição. A coordenação teme que uma decisão “pegar ou largar” desmotive participantes e vire polêmica nas redes. Analise os argumentos apresentados e identifique a diretriz do edital que melhor negocia posições no debate sobre o uso de IA, preservando a integridade do concurso e a diversidade de processos criativos.
- A) Permitir qualquer uso de IA sem exigência de explicação, porque a imagem final é o único aspecto relevante
- B) Proibir qualquer uso de IA, pois só o desenho manual garante autoria e evita controvérsias com o público
- C) Exigir a descrição do processo e das ferramentas, mantendo os critérios de avaliação e prevendo categoria específica quando houver IA
- D) Substituir o júri por votação online, já que a preferência do público define o que é válido como arte
- E) Desclassificar trabalhos com IA apenas se houver denúncia nas redes, para não criar regras que desmotivem
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o problema central. O concurso exige que a obra seja 'original' e 'feita pelo participante', mas não define o que acontece quando parte da imagem é gerada por IA. A questão pede a diretriz que concilia as posições (transparência para o público, inclusão de quem não domina técnicas e integridade do concurso) sem excluir ninguém. Passo 2: Analise a alternativa C. Exigir a descrição do processo e das ferramentas atende à preocupação da artista, porque o público saberia como a obra foi feita e não seria induzido a pensar que tudo foi desenhado à mão. Ao mesmo tempo, mantém os critérios de avaliação, o que preserva a integridade do concurso e trata a IA como ferramenta, como sugere o estudante. Prever uma categoria específica para trabalhos com IA reconhece a diversidade de processos criativos e evita a decisão 'pegar ou largar' que a coordenação teme. Passo 3: Por que as outras estão erradas. A: liberar qualquer uso sem explicação ignora a preocupação com a transparência e a autoria apontada pela artista. B: proibir todo uso de IA exclui a visão do estudante e a diversidade de processos criativos, criando exatamente a decisão radical que a coordenação quer evitar. D: trocar o júri por votação online ignora a discussão sobre critérios técnicos e de autoria, e a popularidade não define a validade artística. E: desclassificar apenas após denúncia nas redes cria critério arbitrário e polêmico, sem regra clara para os participantes. Passo 4: Conclusão. A alternativa C é a única que negocia as posições de forma equilibrada, preservando a integridade do concurso e a diversidade de processos criativos.
💡 Dica: Analise os argumentos e escolha a diretriz que equilibra criatividade e integridade do concurso.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que, se o resultado final é bonito ou original, o processo de criação não precisa ser informado, como se a imagem falasse por si mesma.
O aluno associa autoria apenas ao desenho manual e entende que proibir a IA é a forma mais segura de evitar polêmica, sem considerar a posição do estudante nem a diversidade de processos.
Por que engana: confundir liberdade criativa com ausência de critérios claros para uso de IA na arte.
Equilibra acesso e ética: não proíbe, mas cria transparência e parâmetros de leitura/avaliação do processo, respondendo às duas preocupações.
O aluno supõe que a aceitação do público seja o critério de validade artística, confundindo popularidade com avaliação técnica e crítica feita pelo júri.
O aluno acha que regras pouco claras, aplicadas só quando surge denúncia, evitam desmotivação, ignorando que critérios arbitrários geram mais insegurança e polêmica.
Raio-X da questão
autoria e uso de inteligência artificial
avaliacao
conceito de autoria em arte · tecnicas de criacao artistica
estude conceitos de autoria e ética em arte digital
confundir liberdade criativa com ausência de critérios claros para uso de IA na arte.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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