Transformação geométrica por escala: por que o aluno altera só uma coordenada
O aluno entende que uma figura deve crescer ou diminuir, mas às vezes altera só uma coordenada e deforma o desenho. Veja como identificar essa dificuldade, ensinar a escala e usar questões para diagnosticar a turma.
Lembro bem do dia em que um aluno do 7º ano me entregou a prova com o triângulo desenhado no quadro ainda visível na folha. Ele tinha multiplicado só a abscissa de cada vértice por 3 e deixado a ordenada intacta. Quando perguntei como tinha pensado, ele respondeu, com toda a naturalidade: "Professor, eu só achei que o de cima não precisava mudar." Ele não estava chutando. Estava seguindo uma regra que, na cabeça dele, fazia sentido.
Esse tipo de cena se repete em quase toda turma que vê transformação geométrica por escala pela primeira vez. O aluno entende a ideia de "deixar a figura maior", mas quando precisa aplicar a multiplicação nas duas coordenadas de cada ponto, sempre sobra algo esquecido. Neste guia, eu organizo o que aprendi com essas provas corrigidas, usando a ficha pedagógica de oito questões reais do conceito, para você diagnosticar e ensinar com mais segurança.
O que é transformação geométrica por escala, explicado para o professor?
Transformação geométrica por escala é a operação que altera o tamanho de uma figura mantendo a sua forma. No plano cartesiano, isso se faz multiplicando cada coordenada de cada vértice por um mesmo fator. Se o fator é maior que 1, a figura cresce, e se está entre 0 e 1, ela diminui. Os lados ficam proporcionais aos originais, e os ângulos permanecem iguais. É por isso que o resultado é chamado de figura semelhante.
Exemplo simples: o triângulo A(1,2), B(3,2) e C(2,4), multiplicado por 3, vira A'(3,6), B'(9,6) e C'(6,12). Todas as coordenadas foram multiplicadas por 3, e não só uma delas. A forma se preserva, e a área do triângulo novo fica nove vezes maior.
No currículo, o conceito aparece no 6º ano, ligado à habilidade EF06MA21, que trata de construir figuras semelhantes por ampliação e redução com malhas ou softwares. No 7º ano, a habilidade EF07MA19 avança para a aplicação em coordenadas, com cálculo de medidas e transformações no plano. Você verá o conceito conectado também a proporcionalidade, escala de mapas, plantas e ícones digitais, o que ajuda muito a dar sentido ao tema para a turma.
Para consultar as habilidades diretamente, acesse EF06MA21 e EF07MA19.
O que o aluno precisa saber antes de aprender escala no plano?
Os pré-requisitos aparecem de forma consistente nas fichas das questões. Dois deles são decisivos: leitura de coordenadas no plano cartesiano e multiplicação de números inteiros. Em praticamente todas as questões do conjunto, o aluno precisa identificar corretamente o par (x, y) e, em seguida, multiplicar os dois valores pelo mesmo fator. Se a leitura do par já é insegura, nenhuma explicação sobre escala vai resolver o problema.
Um terceiro pré-requisito, que aparece em algumas fichas, é razão e proporção, sobretudo nas questões em que o aluno precisa dividir pela metade para reduzir. Quando a turma não entende que "metade" significa dividir cada medida por 2 de forma simultânea, a redução vira um conjunto de cálculos isolados, sem relação com a forma da figura.
Como verificar se a turma tem essa base? Antes de falar em escala, peça que os alunos localizem em papel quadriculado os pontos A(2,5), B(5,1) e C(7,4) e digam quantas unidades andam para a direita e para cima em cada caso. Depois, peça que multipliquem apenas um número por 3, como 4 por 3, sem usar calculadora. Se muitos travam nessas duas tarefas, retome a base antes de avançar. Há um conteúdo de apoio sobre a leitura do plano em coordenadas no plano cartesiano, que vale indicar aos alunos como revisão.
Vale lembrar também a ideia de proporcionalidade e escala, que é o raciocínio por trás de qualquer ampliação. Um aluno que entende que um mapa com escala 1:100 representa cada centímetro como um metro já tem a intuição de que todas as medidas mudam pelo mesmo fator. Esse paralelo funciona bem como ponto de partida.
Quais são os erros mais comuns e por que acontecem?
Ao analisar as fichas das oito questões, alguns erros se repetem de forma clara. Em quase metade delas, o erro típico é aplicar a operação a só uma coordenada, ou aplicar fatores diferentes em cada eixo. Em outras, o aluno confunde escala com translação, somando um valor em vez de multiplicar. E há ainda o erro de inverter a ordem dos pares ou trocar o sinal das coordenadas. Vou detalhar cada um, com a causa provável e como intervir.
Multiplicar apenas uma das coordenadas
Este é o erro mais frequente. Em questões em que o fator é 3 ou 2 e a figura é um triângulo ou retângulo, o distrator mais escolhido costuma ser justamente a versão em que só o x foi multiplicado, ou só o y. A causa costuma ser uma intuição de que "o que importa é a largura" ou "a altura", e não o conjunto da figura. O aluno pensa em uma dimensão por vez, como se estivesse esticando a folha apenas para um lado.
Como intervir: desenhe a figura original e a ampliada lado a lado no quadro, e peça que alunos marquem os dois lados verticais e os dois horizontais. Mostre que, se só um eixo mudar, a figura fica esticada ou achatada, deformada. Essa visualização costuma funcionar melhor que qualquer explicação verbal.
Somar em vez de multiplicar
Em algumas questões, a alternativa errada corresponde a somar um mesmo valor a cada coordenada, o que gera uma translação e não uma ampliação. O aluno que confunde as duas operações parece ter entendido que "mexer na figura" significa deslocar, e não redimensionar. Essa confusão é comum porque, nas primeiras atividades de plano cartesiano, a soma é usada para deslocar pontos.
Como intervir: proponha uma comparação direta. Peça que calculem o novo ponto de (2,2) somando 3 e depois multiplicando por 3. Mostre que a soma leva o ponto para outro lugar sem mudar as distâncias, enquanto a multiplicação muda as distâncias até a origem na mesma proporção. Essa diferença precisa estar clara antes da redução.
Errar o centro da transformação
Nas questões de redução, o enunciado indica a origem (0,0) como centro. Alguns alunos tomam outro ponto, como o primeiro vértice, como referência, e obtêm uma figura que pode até parecer proporcional, mas está deslocada. A causa é a dificuldade de lembrar que a transformação é sempre medida a partir da origem quando o enunciado não diz o contrário.
Como intervir: sublinhe no enunciado a expressão "em relação à origem" e faça os alunos desenharem uma linha ligando cada vértice ao (0,0). Quando a reta tem o tamanho certo, a redução fica visível.
Reduzir só parte das distâncias ou inverter o sentido
Erros como usar fator negativo, ou reduzir a largura e manter a altura, aparecem em questões de reflexão e de redução parcial. O aluno pode perceber que a figura precisa "caber" em outro tamanho, mas não percebe que cada comprimento deve mudar na mesma razão. Muitas vezes, ele conhece a regra da multiplicação, mas aplica sem verificar a forma do resultado.
Como intervir: peça que os alunos verifiquem, após o cálculo, se os lados correspondentes ficaram proporcionais. Uma conferência simples é comparar a razão entre dois lados da figura original e dois da figura nova. Se a razão for a mesma em todos, a escala está correta.
Como ensinar transformação por escala, passo a passo?
A sequência que mais funcionou comigo tem cinco etapas, e cada uma alimenta a seguinte. Não recomendo pular etapas, porque é justamente na pressa que nascem os erros de coordenada.
Primeiro, revisite a leitura de pares em papel quadriculado, com figuras simples. Segundo, apresente a ampliação com um fator inteiro, como 2, usando um retângulo, e mostre visualmente que a figura cresce mantendo a forma. Terceiro, faça a conta para cada vértice em voz alta: "o x de A vai para 2 vezes o x, e o y de A vai para 2 vezes o y". Esse hábito de verbalizar reduz muito o erro de esquecer uma coordenada.
Quarto, trabalhe a redução com fração ou divisão pela metade, sempre com a origem como centro, comparando com a ampliação para mostrar que é a mesma lógica com fator menor que 1. Quinto, peça que os alunos confiram a proporcionalidade dos lados, medindo ou calculando as razões. Só depois disso, proponha problemas situacionais, como o de um ícone que precisa caber em uma tela ou de um canteiro que precisa ser ampliado.
Use as dicas de resolução como lembrete na lousa: "multiplique cada coordenada pelo mesmo fator" e "calcule as novas coordenadas dividindo as distâncias ao centro pela metade". Frases curtas e repetidas ajudam a fixar o procedimento sem depender de memória.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
Nem toda questão serve para o mesmo fim. Pela ficha técnica, a maioria das questões deste conjunto tem tempo de resolução médio, nível de leitura médio, exige cálculo e tem papel de progressão na prova. Isso significa que elas foram pensadas para ser encadeadas, da mais simples à mais complexa, e não para uma única aplicação isolada. Na prática, eu sugiro três usos diferentes.
Para diagnóstico no início do tema, escolha as questões marcadas como diagnóstico, como as que pedem a construção da versão reduzida com origem em (0,0). Elas mostram rapidamente quem já domina a multiplicação em duas dimensões e quem ainda confunde escala com deslocamento. Para avaliação formal, use questões de poder de discriminação alto, que separam bem os alunos que entenderam a regra dos que decoraram. Para atividade e lição de casa, as situacionais, com contexto de canteiro, mapa ou ícone, funcionam bem porque geram conversa em sala.
Em simulados, vale combinar duas ou três questões de dificuldade variada, para que a turma tenha experiência com diferentes tipos de enunciado. Em avaliação rápida, uma questão de cálculo direto, como a ampliação de um único vértice, já informa se o aluno domina o procedimento.
Quais ligações este tema tem com outros conteúdos?
A transformação por escala conversa com proporcionalidade, com razão e com o estudo de áreas, já que a área de uma figura ampliada por fator k cresce k elevado ao quadrado. Algumas questões do conjunto mencionam explicitamente a relação entre escala linear e área, e isso é uma oportunidade de avançar para o 7º ano com mais profundidade.
Há também uma ponte forte com a leitura de mapas e plantas, que é um contexto de aplicação muito presente nas fichas, especialmente o cotidiano. Além disso, o tema tem um componente socioemocional claro: a habilidade mais associada às questões é a tomada de decisão, já que o aluno precisa escolher a operação correta diante de um enunciado que descreve um objetivo prático. Algumas questões também estimulam pensamento crítico, ao exigirem que o aluno confira se a figura resultante ainda mantém a forma original.
Perguntas frequentes de professores sobre escala no plano cartesiano
Preciso ensinar ampliação antes de redução?
Não necessariamente, mas a ordem ajuda. Começar com fatores inteiros maiores que 1, como 2 e 3, costuma ser mais intuitivo, porque o aluno vê a figura crescer e entende o efeito da multiplicação. Depois, a redução pela metade aparece como o caso em que o fator é menor que 1, e a lógica é a mesma. Quando a turma já domina a multiplicação de pares, a diferença deixa de ser um obstáculo.
Como explicar a diferença entre escala e translação?
Translação desloca a figura sem mudar o tamanho, e acontece quando se soma um valor a cada coordenada. Escala muda o tamanho e pode ser multiplicada por um fator, mantendo a forma. Uma forma prática de mostrar isso é calcular o mesmo vértice pelas duas operações e marcar os dois pontos no plano. Os alunos percebem que a soma leva o ponto para um lugar, enquanto a multiplicação o afasta ou aproxima da origem.
Por que a figura ampliada precisa manter a mesma forma?
Porque essa é a definição de semelhança. Se só uma coordenada é multiplicada, a figura é esticada ou achatada, e os ângulos e as proporções entre os lados mudam. Uma transformação por escala correta gera uma figura semelhante, em que todos os comprimentos correspondentes estão na mesma razão. Isso pode ser verificado comparando dois lados da figura original e dois da nova.
Qual é a forma mais rápida de conferir se o resultado está certo?
Escolha dois lados correspondentes, meça ou calcule seus comprimentos nas duas figuras, e compare a razão. Se o fator foi 3, os lados novos devem ser exatamente três vezes os originais. Essa conferência tira a dúvida sem precisar refazer todos os cálculos e funciona bem como hábito da turma.
Esse conteúdo cai em prova do 6º ano ou só do 7º?
Aparece nos dois, com profundidades diferentes. No 6º ano, o foco é a construção de figuras semelhantes com malhas e a redução ou ampliação sem coordenadas complexas. No 7º ano, a transformação passa a ser feita com pares ordenados e cálculo de medidas. Por isso, vale adaptar a dificuldade da questão ao momento da turma.
Como usar o GeraProva para montar essa avaliação?
Você pode gerar uma prova com questões de transformação geométrica por escala usando o gerador de provas do GeraProva, escolhendo o tipo de avaliação, o ano e o nível de dificuldade. Se quiser testar com a sua turma, o cadastro grátis permite criar as primeiras atividades sem custo.
8 questões comentadas sobre transformação geométrica por escala
A seguir estão as oito questões do conceito, com o enunciado completo, as alternativas e a explicação de por que cada uma está certa ou errada. Ao final de cada uma, você encontra a ficha técnica com pré-requisitos, erro típico, distrator mais provável e os dados de uso.
Questão 1 — Esculturas geométricas no festival urbano (7º ano)
Manchete fictícia: Esculturas geométricas no festival urbano impressionam visitantes. No centro histórico, um artista expõe uma instalação em forma de triângulo no plano cartesiano. Os vértices originais do triângulo foram definidos pelos pontos A(1,2), B(3,2) e C(2,4). Para adaptar o desenho às dimensões da fachada, o artista multiplicou cada coordenada dos vértices por 3, criando um triângulo ampliado que manteve a forma e a orientação do original.
A partir do texto, identifique as coordenadas dos vértices A, B e C após essa transformação.
- ✅ A) A(3,6), B(9,6) e C(6,12) — correta: cada coordenada foi multiplicada por 3, resultando em (1·3, 2·3), (3·3, 2·3) e (2·3, 4·3).
- ❌ B) A(-3,-6), B(-9,-6) e C(-6,-12) — aplica fator -3, invertendo o sentido da figura, o que o texto não indica.
- ❌ C) A(2,4), B(6,4) e C(4,8) — corresponde à multiplicação por 2, e não por 3 como descrito.
- ❌ D) A(4,6), B(12,6) e C(8,12) — multiplica por 4 em vez de 3. Esta é a alternativa que mais atrai, porque o aluno que erra o fator costuma chegar a ela.
- ❌ E) A(1,6), B(3,6) e C(2,12) — mistura as coordenadas originais e não multiplica ambas por 3 de forma consistente.
Questão 2 — O ícone da biblioteca comunitária (6º ano, redução)
— O ícone precisa caber no cartão de identificação, mas não podemos mudar seu formato — disse a responsável pela biblioteca comunitária ao estudante que preparava o arquivo digital. No plano de coordenadas do programa, ele desenhou o contorno com os vértices, nessa ordem: P(2,2), Q(8,2), R(8,6), S(4,6), T(4,10) e U(2,10). Para produzir uma versão menor, o programa deve usar o ponto O(0,0) como centro e fazer cada distância até esse ponto ficar igual à metade da distância original. A nova versão será usada ao lado do nome dos leitores, e o contorno não pode ficar deformado.
Construa, com base no procedimento descrito no texto, a versão reduzida do contorno e identifique a sequência de vértices que deve ser usada.
- ❌ A) P(1,1), Q(7,1), R(7,5), S(3,5), T(3,9) e U(1,9) — erro de translação: os pontos foram deslocados, mas as distâncias não foram reduzidas à metade.
- ❌ B) P(1,2), Q(4,2), R(4,6), S(2,6), T(2,10) e U(1,10) — reduziu apenas as coordenadas horizontais, deformando o contorno.
- ✅ C) P(1,1), Q(4,1), R(4,3), S(2,3), T(2,5) e U(1,5) — correta: cada coordenada foi reduzida à metade em relação a O(0,0), preservando a forma.
- ❌ D) P(2,2), Q(5,2), R(5,4), S(3,4), T(3,6) e U(2,6) — usou P como referência em vez da origem indicada no texto.
- ❌ E) P(2,1), Q(8,1), R(8,3), S(4,3), T(4,5) e U(2,5) — reduziu apenas as coordenadas verticais, alterando as proporções.
Questão 3 — Ícones que aparecem em tamanhos diferentes (6º ano)
Desenvolvedores de um aplicativo de leitura ajustam os ícones para que apareçam em tamanhos diferentes na tela, sem perder a forma original. Em uma grade digital, o aplicativo mostrou que o ponto (4, 2) passou para (2, 1) e que o ponto (8, 6) passou para (4, 3). Para criar uma versão menor de um ícone triangular, foram usados os vértices A(2, 2), B(6, 2) e C(2, 4). A grade tem a origem no canto inferior esquerdo. A versão reduzida deve manter a forma do triângulo e ocupar metade das medidas do desenho inicial.
Identifique os vértices do triângulo reduzido que mantém a mesma forma do ícone.
- ❌ A) A(2, 1), B(6, 1) e C(2, 2) — reduziu apenas a coordenada vertical, mantendo as larguras iguais.
- ❌ B) A(1, 2), B(3, 2) e C(1, 4) — reduziu apenas a coordenada horizontal, alterando a forma do triângulo.
- ✅ C) A(1, 1), B(3, 1) e C(1, 2) — correta: a redução observada divide cada coordenada por 2, reduzindo os três lados na mesma proporção.
- ❌ D) A(1, 1), B(5, 1) e C(1, 3) — subtraiu 1 de cada coordenada, o que é translação e não redução.
- ❌ E) A(4, 4), B(12, 4) e C(4, 8) — ampliou em vez de reduzir, multiplicando por 2.
Questão 4 — Escultura inflável ampliada para a praça (7º ano)
Manchete ficticia: “Escultura inflável é ampliada para ocupar praça”. Dados ilustrativos: Uma equipe de arte urbana representa em um plano cartesiano um triângulo ABC cujos vértices são A(2, 1), B(0, 3) e C(–1, 4). Para criar uma réplica com área nove vezes maior, optou-se por multiplicar as coordenadas de cada vértice por 3, gerando um novo triângulo A'B'C'.
Analise o texto e determine as coordenadas dos vértices do triângulo A'B'C' após a transformação.
- ✅ A) A'(6, 3), B'(0, 9) e C'(–3, 12) — correta: cada coordenada foi multiplicada por 3, conforme o texto.
- ❌ B) A'(4, 2), B'(0, 6) e C'(–2, 8) — usou fator 2 em vez de 3, subestimando a escala.
- ❌ C) A'(3, 4), B'(1, 6) e C'(2, 7) — corresponde a somar (1, 3) a cada vértice, o que é translação e não escala.
- ❌ D) A'(8, 4), B'(0, 12) e C'(–4, 16) — usou fator 4 em vez de 3. É a alternativa mais escolhida pelos alunos que erram o fator.
- ❌ E) A'(–6, 3), B'(0, 9) e C'(–3, 12) — inverteu o sinal de x em A', confundindo ampliação com reflexão.
Questão 5 — O símbolo do mapa no aplicativo (6º ano, redução)
— Para caber na tela do aplicativo, o símbolo do mapa precisa ficar menor sem parecer deformado — explicou a designer à equipe. O símbolo é um triângulo desenhado em um plano de referência. Seus vértices estão nos pontos A (2, 2), B (8, 2) e C (2, 6). Para criar a versão reduzida, o programa deve usar o ponto de origem (0, 0) como referência e fazer cada distância até esse ponto ficar igual à metade da distância original. Depois, os novos vértices serão ligados na mesma ordem para formar o ícone menor.
Identifique o conjunto de vértices que o programa deve usar para formar a versão reduzida do símbolo.
- ❌ A) A (2, 2), B (4, 2) e C (2, 3) — redução parcial: apenas algumas medidas foram reduzidas, alterando a forma.
- ❌ B) A (1, 2), B (4, 2) e C (1, 6) — reduziu apenas a largura; as coordenadas verticais não foram reduzidas.
- ❌ C) A (0, 0), B (6, 0) e C (0, 4) — levou um vértice à origem, o que não garante redução proporcional.
- ❌ D) A (4, 4), B (16, 4) e C (4, 12) — multiplicou por 2, produzindo ampliação e não redução.
- ✅ E) A (1, 1), B (4, 1) e C (1, 3) — correta: cada coordenada foi reduzida à metade em relação à origem, preservando as proporções.
Questão 6 — O parque geométrico e o vértice C (7º ano)
Manchete fictícia: “Complexo de parques geométricos terá área ampliada para visitação”. No projeto inicial, o parque apresenta um polígono ABCD no plano cartesiano com vértices A(1,2), B(4,2), C(4,5) e D(1,5). Para criar um modelo em maior escala, as coordenadas de todos os vértices serão multiplicadas por 3 em relação à origem (0,0).
Analise o texto-base e identifique as coordenadas do vértice C após aplicar a transformação descrita.
- ✅ A) (12,15) — correta: C(4,5) multiplicado por 3 resulta em C'(4×3, 5×3) = (12,15).
- ❌ B) (15,12) — trocou os valores de x e y após a multiplicação, invertendo o par. É o distrator mais escolhido neste item.
- ❌ C) (12,8) — multiplicou corretamente x, mas calculou y de forma errada.
- ❌ D) (7,10) — não segue nenhum fator uniforme aplicado a (4,5).
- ❌ E) (8,10) — corresponde à multiplicação por 2, e não por 3.
Questão 7 — O canteiro medicinal da urbanista Júlia (7º ano)
— Na planta original do jardim comunitário — explicou a urbanista Júlia —, os vértices do canteiro triangular reservam flores medicinais e estão marcados no plano cartesiano pelos pontos A(1, 2), B(4, 3) e C(2, 5). Para ampliar o espaço de cultivo, foi decidido criar um canteiro semelhante cujos vértices sejam obtidos multiplicando as coordenadas originais por 3. Os novos vértices formarão um triângulo que manterá a mesma forma, porém com área maior.
Com base no texto e aplicando a transformação indicada, identifique o conjunto de coordenadas correspondentes ao novo triângulo.
- ✅ A) (3, 6), (12, 9) e (6, 15) — correta: multiplicando cada coordenada de A, B e C por 3.
- ❌ B) (1, 6), (4, 9) e (2, 15) — multiplicou apenas a segunda coordenada, ignorando a primeira.
- ❌ C) (2, 4), (8, 6) e (4, 10) — reflete multiplicação por 2, e não por 3.
- ❌ D) (-3, -6), (-12, -9) e (-6, -15) — aplicou fator negativo indevido, invertendo os sinais.
- ❌ E) (3, 6), (8, 6) e (6, 15) — altera apenas o vértice B de forma parcial. É o distrator mais escolhido neste item.
Questão 8 — O retângulo da oficina de arte (6º ano)
Folhas quadriculadas cobrem as mesas da oficina comunitária de arte, onde jovens ensaiam projetar molduras para quadros. Um dos desenhos apresenta um retângulo com vértices E(2,1), F(5,1), G(5,3) e H(2,3). Para criar uma versão ampliada na mesma malha, decidem aplicar escala de fator 2 a partir da origem (0,0).
Analise o texto-base e determine as coordenadas do vértice G' do retângulo ampliado pelo fator 2 em relação à origem.
- ❌ A) 5,6 — multiplicou apenas a ordenada, ignorando a abscissa.
- ❌ B) 10,3 — multiplicou apenas a abscissa, deixando a ordenada sem ampliação. É o distrator mais escolhido neste item.
- ❌ C) 8,6 — usou fator 1,6 para a abscissa em vez de 2.
- ✅ D) 10,6 — correta: G(5,3) multiplicado por 2 resulta em G'(5×2, 3×2) = (10,6).
- ❌ E) 7,5 — somou 2 a cada coordenada em vez de multiplicar, o que é translação.
Como interpretar o conjunto de questões para a sua turma?
Olhando as oito questões juntas, o padrão é claro: a maioria exige cálculo, tem nível de leitura médio e serve para prova, atividade e lição de casa. Quando você aplicar, observe especialmente os alunos que acertam as questões de multiplicação simples, mas erram as de redução com origem em (0,0). Esse grupo geralmente entende a operação, mas não percebe que o centro da transformação importa. Já quem erra as de ampliação por fator 3 costuma ter problemas com a multiplicação de pares. Ajustar a intervenção a cada caso faz diferença real na aprendizagem.
Se você quer montar a próxima avaliação sobre escala com questões assim, experimente o gerador de provas do GeraProva. Crie sua conta no cadastro grátis e veja em poucos minutos como o diagnóstico da sua turma fica mais simples.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Transformações geométricas de polígonos no plano cartesiano: multiplicação das coordenadas por um número inteiro e obtenção de simétricos em relação aos eixos e à origem, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
