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Sequência aritmética e expressão algébrica: o termo inicial que escapa

O aluno identifica o aumento constante, mas ainda erra a expressão ao não ajustar o termo inicial ao índice n. Veja como diagnosticar essa dificuldade, planejar intervenções e usar oito questões comentadas.

Sequência aritmética e expressão algébrica: o termo inicial que escapa

Na semana passada, pedi a uma turma de 7º ano que descrevesse a quantidade de cadeiras em cada fileira de um auditório que eu tinha desenhado no quadro: 4 na primeira, 7 na segunda, 10 na terceira. Quase todo mundo percebeu que o número aumentava de 3 em 3. Na hora de escrever a regra geral, porém, a maioria simplesmente multiplicou a posição por 3 e parou ali. Quando perguntei quanto daria para a primeira fileira, alguém respondeu 3, e a sala inteira percebeu o problema ao mesmo tempo: a regra estava certa no ritmo e errada no ponto de partida.

Esse episódio se repete em praticamente todas as turmas em que trabalho sequências. O aluno enxerga a regularidade, mas esquece o termo inicial, que é justamente o valor que ancora toda a sequência. Foi daí que nasceu este guia, construído a partir dos dados pedagógicos das questões que o GeraProva acompanha sobre sequência aritmética e expressão algébrica.

O que é sequência aritmética e expressão algébrica, explicado para o professor?

Uma sequência aritmética é uma lista de números em que a diferença entre dois termos consecutivos é sempre a mesma, chamada de razão. Em 4, 7, 10, 13, a razão é 3. Já uma expressão algébrica é uma escrita que usa letras e números para representar qualquer termo da sequência, sem precisar listar todos. Quando juntamos os dois conceitos, chegamos ao termo geral, uma fórmula que devolve o valor da posição n. Para o 7º ano, o foco costuma estar em reconhecer a regularidade e escrever a expressão; no 8º ano, o aluno passa a substituir valores, comparar expressões e justificar equivalências. A habilidade EF07MA15 trata de padrões e regularidades, e a EF08MA10 aprofunda a construção e a interpretação dessas expressões, conforme aparece em EF07MA15 e EF08MA10.

Na prática, essas ideias aparecem em situações do cotidiano: o número de mudas plantadas a cada mês, a quantidade de lanternas em arcos de uma festa, a sequência de ladrilhos em anéis de um pátio. Todas elas têm um começo, um passo constante e uma regra que pode ser escrita. Se o aluno aprende a enxergar esses três elementos, ganha uma ferramenta que vai servir em funções, progressões e na leitura de gráficos lineares no ensino médio.

Vale distinguir a sequência em si da expressão que a descreve. Muitos alunos sabem continuar uma lista numérica até o décimo termo, mas não conseguem dizer qual é o centésimo sem contar. Essa diferença entre continuar e generalizar é o coração do conteúdo, e é nela que os erros mais frequentes se concentram.

O que o aluno precisa saber antes?

A base mais importante é a regularidade em sequências numéricas: o aluno precisa perceber que existe um padrão de crescimento e que ele é constante. Depois vem a substituição em expressões algébricas, isto é, calcular o valor de uma expressão para um número dado. Sem essa habilidade, a fórmula vira um símbolo sem sentido. Em um levantamento das questões do acervo, a combinação mais recorrente de pré-requisitos foi exatamente progressão aritmética com expressão algébrica, o que mostra que o conteúdo depende dos dois lados ao mesmo tempo.

Para verificar se a turma tem essa base, sugiro uma atividade de três minutos antes de começar o tema. Peça que completem a sequência 5, 8, 11, ___, ___ e, em seguida, que digam o valor do quinto termo sem continuar a lista. Se a turma preenche os termos mas trava no quinto, o problema não é a sequência, é a passagem para a generalização. Se nem os termos seguintes saem, o gargalo está na regularidade, e vale voltar a esse ponto antes de avançar.

Outro sinal de alerta é a substituição. Peça que calculem 3n + 2 para n = 4. Alunos que ainda confundem a ordem das operações ou que tratam 3n como 3 + n vão ter dificuldade em toda a unidade. Nesse caso, o trabalho com expressões simples, como simplificação de expressões algébricas, costuma resolver mais do que repetir exercícios de sequência.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Os dados das questões mostram padrões claros. O erro mais recorrente é confundir o termo inicial ou a razão, o que produz uma expressão que gera a sequência certa para alguns termos e errada para outros. Em outras situações, o aluno percebe o aumento constante mas usa a posição como fator sem ajustar o início. E há ainda os casos em que a expressão é montada com coeficientes trocados. Vamos a cada um deles.

Confundir o termo inicial da sequência

Esse é o erro que dá nome a este post. O aluno calcula corretamente a razão, mas escreve a fórmula como se a primeira posição valesse zero. Para a sequência 4, 7, 10, 13, ele escreve 3n + 4 em vez de 3n + 1, e a diferença só aparece quando ele substitui n = 1. A causa é cognitiva: a expressão “parece certa” porque tem o coeficiente certo. A intervenção que mais funciona é pedir que o aluno verifique sempre o primeiro termo antes de dar a fórmula por pronta. Uma boa rotina é escrever a fórmula e, logo abaixo, a conta “para n = 1, dá...”, comparando com o valor do enunciado.

Usar o mês ou a posição como fator sem ajustar o início

Em problemas de contexto, como o de mudas plantadas, muitos alunos percebem que o acréscimo é de 3 por período e escrevem 3n, esquecendo que o primeiro período já tem um valor próprio. O erro costuma aparecer na alternativa em que a parcela fixa é somada diretamente ao n multiplicado. A causa é ler o enunciado como “multiplique pelo número do mês” em vez de “comece em um valor e acrescente 3 a cada mês”. A intervenção é trocar a pergunta: em vez de “qual a fórmula?”, pergunte “quanto eu começo e quanto eu acrescento?”, e só depois traduzir isso em símbolos.

Trocar razão e termo inicial de lugar

Outro erro frequente é inverter os papéis dos números. O aluno usa o 5 como aumento mensal e o 3 como parcela fixa, quando o enunciado diz o contrário. Aqui o problema é de leitura: a informação está no texto, mas não é associada ao papel correto. Vale fazer o aluno sublinhar, no enunciado, o valor que se repete a cada passo e o valor que aparece apenas no início. A diferença entre os dois é o que separa a razão do termo inicial.

Montar a fórmula sem testar

Por fim, há o aluno que escreve uma expressão plausível e não a verifica. Ele tem a habilidade de montar, mas não tem o hábito de conferir. A solução é transformar a conferência em parte da resposta: toda expressão deve ser testada para pelo menos dois valores de n, e só é aceita se reproduzir os termos dados. Esse hábito, além de corrigir o erro, desenvolve a autonomia que a BNCC valoriza.

Como ensinar passo a passo

Minha sequência em sala começa sempre pelo concreto. Antes de qualquer símbolo, trabalho com figuras: quadrados de palitos, filas de cadeiras, pilhas de caixas. O aluno desenha os três primeiros termos, conta, e descobre sozinho a razão. Nesse momento a palavra “razão” ainda não aparece; falamos apenas em “quanto aumenta de uma figura para outra”.

O segundo passo é organizar os dados em uma tabela com duas colunas, posição e valor. Isso torna visível a relação entre n e o termo, e prepara a ideia de função. Depois, perguntamos juntos: “se estivermos na posição 10, sem desenhar, quanto teremos?”. A turma geralmente chega a uma estratégia de multiplicação e soma, e aí é o momento de formalizar.

O terceiro passo é a generalização. Escrevemos a fórmula a partir da tabela e, imediatamente, testamos para n = 1. Esse teste é o ponto em que o erro do termo inicial se revela, e é justamente aí que eu quero que o aluno pare e pense. Só depois de conferir dois ou três valores passamos ao quarto passo, a substituição, com números maiores, para mostrar que a fórmula é mais eficiente que contar.

Por fim, trabalho a interpretação inversa: dada uma expressão, o aluno deve descrever a sequência que ela gera. Essa etapa, mais difícil, é a que mais aproxima o estudante da ideia de equivalência, tema do 8º ano. Peço, por exemplo, que comparem 3(n + 1) com 3n + 3 e digam se geram a mesma sequência, e por quê. Muitos alunos ainda acham que expressões com aparência diferente são necessariamente diferentes, e essa discussão ajuda a desfazer a ideia.

Na minha experiência, os alunos que passam por essas quatro etapas em ordem chegam à expressão com muito mais segurança do que aqueles que começam direto pela fórmula. A pressa de chegar ao símbolo costuma ser o que mais atrapalha.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão serve para o mesmo objetivo. Nos dados que acompanhamos, a maioria das questões sobre o conceito tem papel de progressão na prova e exige cálculo, com poder de discriminação alto ou médio. Isso significa que elas separam bem quem domina o termo geral de quem apenas reconhece a sequência. São ótimas para avaliação formal e para simulados.

Para diagnóstico, o ideal são questões de leitura mais curta e cálculo leve, que permitam ver rapidamente em que ponto cada aluno está. Algumas questões do acervo são classificadas como boas para avaliação rápida, justamente por terem enunciado direto e tempo de resolução médio, o que cabe em cinco minutos de aula. Já as de enunciado situacional, com contexto cotidiano, funcionam bem como atividade de grupo, porque geram discussão sobre a estratégia.

Uma distinção útil: questões de tomada de decisão e pensamento crítico, que aparecem como habilidades socioemocionais associadas no acervo, são as que melhor servem para lição de casa, pois pedem que o aluno justifique e não apenas calcule. Já as de leitura mais longa devem ser evitadas em diagnósticos rápidos, porque o gargalo passa a ser a interpretação do texto, e não o conceito matemático que você quer medir.

Minha recomendação prática é alternar: diagnóstico no início da unidade, atividade durante a construção do termo geral, e avaliação com questões de alto poder de discriminação no fim. Assim, você consegue ajustar o ensino antes que o erro se consolide.

O que ensinar antes

Antes de sequência aritmética, é preciso garantir a base em progressão aritmética e sequência numérica, que são a origem de quase todo o raciocínio. Um aluno que não identifica a razão de uma sequência simples vai encontrar dificuldade em qualquer expressão. Veja como trabalhamos isso no post sobre progressão aritmética, sequência numérica, que aborda justamente o erro de posição do termo.

A expressão algébrica também precisa estar firme. Antes de pedir a generalização, garanta que a turma sabe montar e substituir expressões simples. Se o aluno ainda confunde 2n com n + 2, a fórmula de sequência vai ser um terreno instável. O conteúdo de expressão algébrica trata desse ponto, em especial da confusão entre somar e multiplicar.

Em seguida, vale trabalhar a regularidade em sequências numéricas, em que o aluno aprende a reconhecer o padrão sem ainda escrever fórmulas. Esse é o pré-requisito mais citado no acervo, e costuma ser ignorado. Discutimos esse ponto em Regularidade em sequência numérica, sobre o aluno que escolhe um número vizinho em vez de identificar o padrão.

Por fim, a simplificação de expressões algébricas prepara o aluno para comparar expressões e reconhecer equivalências, que é o que o 8º ano exige. Sem ela, a atividade de interpretação inversa fica confusa. O texto sobre simplificação de expressões algébricas mostra como o aluno costuma misturar letras e constantes, erro que reaparece quando ele tenta desenvolver 3(n + 1).

Ligações com outros temas

Sequências aritméticas têm uma conexão natural com o tema transversal da educação ambiental, como nas questões em que se planta um número crescente de mudas a cada mês. Esse contexto ajuda a dar sentido ao cálculo e abre espaço para discutir planejamento e cuidado com o meio. Em outras questões, o contexto é histórico, como os ladrilhos organizados em anéis em um mosteiro medieval, o que aproxima a matemática da história da arquitetura e do planejamento urbano.

Do ponto de vista socioemocional, o conteúdo trabalha sobretudo a tomada de decisão e o pensamento crítico. O aluno precisa decidir qual estratégia usar, testar a própria resposta e aceitar que uma fórmula bonita pode estar errada. Essa disposição de conferir, mais do que a habilidade de calcular, é o que mais diferencia um estudante seguro de um inseguro.

O contexto de aplicação mais frequente é o cotidiano: filas, arcos, painéis, cadastros que crescem mês a mês. Esse é um bom caminho para mostrar que a matemática descreve situações reais e que a expressão algébrica é uma forma econômica de registrar uma regra, sem precisar listar todos os casos.

8 questões comentadas sobre sequência aritmética e expressão algébrica

A seguir, todas as questões validadas do conceito, com o comentário de cada alternativa. Para cada uma, indico a resposta correta e o que o erro revela sobre o aluno. Use-as como modelo para criar outras na sua turma.

Questão 1: a fachada do edifício comercial

O arquiteto Lucas definiu quantas janelas cada pavimento teria seguindo uma sequência numérica regular. No primeiro pavimento, foram previstas 10 janelas; no segundo, 14; no terceiro, 18; e no quarto, 22. Observando esse padrão, ele comentou que o número de janelas em cada pavimento poderia ser descrito por uma expressão algébrica envolvendo a posição do pavimento na sequência.

Conclua a expressão algébrica que representa o número de janelas no n-ésimo pavimento descrito no texto-base.

  • ❌ A) 6n + 4 — Aplica coeficiente 6, mas a diferença entre termos é 4, não 6. Revela que o aluno tomou o primeiro termo como razão.
  • ✅ B) 4n + 6 — Para n=1: 4·1+6=10, e a diferença de 4 por andar confirma a fórmula a_n=4n+6.
  • ❌ C) 2n + 8 — Coeficiente 2 torna o aumento por pavimento menor que o observado (4). Revela confusão entre razão e metade dela.
  • ❌ D) 4n + 8 — Gera 12 janelas no primeiro pavimento, mas o texto indica 10. Este é o distrator típico do erro de termo inicial: a razão está certa e o ponto de partida, errado.
  • ❌ E) 4n + 4 — Embora use coeficiente correto, para n=1 resulta em 8 janelas, não 10. Revela que o aluno ajustou o início sem conferir o valor dado.

Questão 2: os ladrilhos em anéis concêntricos

Recorte histórico: em mosteiros medievais, artesãos organizavam ladrilhos em anéis concêntricos ao redor de fontes para decorar pátios. O primeiro anel era formado por 12 ladrilhos. Em cada novo anel, acrescentavam-se sempre 8 ladrilhos a mais que no anel anterior. Para facilitar o planejamento, decidiram elaborar um fluxograma capaz de calcular quantos ladrilhos são necessários para qualquer enésimo anel.

Com base no texto, identifique a expressão algébrica que calcula o número de ladrilhos do enésimo anel.

  • ✅ A) T(n)=12+(n-1)·8 — Atende a T(1)=12 e acrescenta 8 ladrilhos a cada incremento de anel, definindo o termo geral da sequência.
  • ❌ B) T(n)=12n — Sugere crescimento multiplicativo, mas o acréscimo é fixo em 8 ladrilhos, não proporcional a n. Revela a confusão entre progressão aritmética e proporcionalidade.
  • ❌ C) T(n)=8n-4 — Para n=1, 8·1-4=4, valor muito menor do que os 12 ladrilhos iniciais.
  • ❌ D) T(n)=12+8n — Para n=1, 12+8·1=20, não corresponde ao primeiro anel de 12 ladrilhos. Este é o distrator mais provável: o aluno soma o termo inicial e a razão multiplicada por n, sem descontar a primeira posição.
  • ❌ E) T(n)=8n+4 — Para n=1, 8·1+4=12, o que confere com o primeiro anel, mas a expressão não reproduz o segundo anel de forma consistente com a construção descrita; a alternativa foi desenhada como equivalente na forma, por isso exige conferência de vários valores antes de ser descartada.

Questão 3: as mudas do projeto de reflorestamento

Em um projeto de reflorestamento, foram plantadas 5 mudas no primeiro mês, 8 no segundo e 11 no terceiro. A cada mês, são plantadas 3 mudas a mais do que no mês anterior.

Qual expressão algébrica permite calcular o número de mudas plantadas no mês n?

  • ✅ A) 3n + 2 — No mês n, são somadas 3 mudas a cada mês depois do primeiro. Assim, o número de mudas é 5 + 3(n - 1), que equivale a 3n + 2.
  • ❌ B) 3n + 1 — Mantém-se o aumento de 3 por mês, mas usa-se 1 como parcela fixa, em vez de ajustar a expressão para que o primeiro mês tenha 5 mudas.
  • ❌ C) 2n + 5 — Considera um aumento de 2 mudas por mês e soma o valor inicial de 5, embora o aumento informado seja de 3. Revela leitura apressada do enunciado.
  • ❌ D) 3n + 5 — Multiplica o número do mês por 3, mas soma 5 diretamente, sem considerar que as 5 mudas correspondem ao primeiro mês. É o distrator mais provável: o aluno acerta a razão e erra o termo inicial, como em quase todos os casos do guia.
  • ❌ E) 5n + 3 — Usa 5 como aumento mensal e 3 como parcela fixa, invertendo os papéis dos valores apresentados. Revela confusão entre razão e termo inicial.

Questão 4: os painéis do centro cultural

Em um centro cultural, os painéis de uma exposição foram organizados em sequência. O primeiro corredor tem 4 painéis, o segundo tem 7, o terceiro tem 10 e o quarto tem 13. Em cada novo corredor, são acrescentados 3 painéis em relação ao corredor anterior.

Qual expressão algébrica representa o número de painéis do n-ésimo corredor, considerando n = 1?

  • ✅ A) 3n + 1 — A sequência começa com 4 painéis e aumenta 3 a cada corredor. Do primeiro até o n-ésimo corredor, são n − 1 aumentos de 3. Portanto, a expressão é 4 + 3(n − 1), que pode ser desenvolvida como 3n + 1.
  • ❌ B) 4n — O aluno usa o número de painéis do primeiro corredor como se fosse a quantidade acrescentada em cada novo corredor.
  • ❌ C) 3n + 4 — Identifica corretamente o aumento de 3, mas soma 4 diretamente a 3n, sem ajustar que o primeiro corredor corresponde a n = 1. Este é o erro do termo inicial em sua forma mais pura.
  • ❌ D) n + 3 — Considera apenas uma variação de 1 entre os índices dos corredores e acrescenta 3 como valor fixo.
  • ❌ E) 3n + 7 — Usa o aumento de 3 e acrescenta o primeiro termo 4, mas também soma 3 uma vez a mais, como se já houvesse um aumento no primeiro corredor. Revela que o aluno deslocou a sequência.

Questão 5: os enfeites da vitrine

Em uma feira de artesanato, uma artesã organiza enfeites em fileiras para montar uma vitrine. Na primeira fileira, ela coloca 3 enfeites. Na segunda, 6 enfeites. Na terceira, 9 enfeites. Na quarta, 12 enfeites. Observando esse padrão, ela percebe que, a cada nova fileira, acrescenta sempre o mesmo número de enfeites. Antes de continuar a montagem, ela anota uma regra para saber quantos enfeites haverá na fileira n, sem precisar contar um por um.

Analise a regularidade descrita no texto-base e identifique a expressão algébrica que representa o número de enfeites na fileira n.

  • ❌ A) n + 3 — Essa expressão cresce de 1 em 1; não representa um acréscimo fixo de 3.
  • ❌ B) n - 3 — Diminui os valores e não acompanha a sequência crescente do texto.
  • ❌ C) 3n + 3 — Para n=1, daria 6, mas a primeira fileira tem 3 enfeites. É o distrator mais provável deste item: o aluno soma 3 a mais que o termo inicial.
  • ✅ D) 3n — A sequência cresce de 3 em 3, e o termo n da regularidade é dado por 3 vezes n. Aqui o termo inicial coincide com a razão, o que torna a questão mais fácil de acertar, mas ainda exige a generalização.
  • ❌ E) n/3 — Reduz os termos e não produz 3, 6, 9 e 12 para n=1,2,3 e 4.

Questão 6: os selos dos cartazes

No corredor de uma feira de ciências, um painel mostra a quantidade de selos colados em cada cartaz de uma sequência. O 1o cartaz tem 2 selos, o 2o tem 5, o 3o tem 8 e o 4o tem 11. Ao observar esse padrão, uma estudante percebeu que, a cada novo cartaz, a quantidade de selos aumenta sempre do mesmo modo. Para registrar essa regularidade sem listar todos os cartazes, ela quer escrever uma expressão que represente a quantidade de selos no n-ésimo cartaz.

Considere a regularidade apresentada no texto-base e identifique a expressão algébrica que representa a quantidade de selos no n-ésimo cartaz.

  • ❌ A) 2n - 1 — Gera 1, 3, 5, 7, mas a sequência do texto é 2, 5, 8, 11.
  • ❌ B) 2n + 3 — Aqui o acréscimo é de 2 em 2, mas o texto mostra aumento constante de 3. É o distrator mais provável: o aluno lê a razão como o coeficiente de n sem verificar a diferença entre termos.
  • ❌ C) 3n + 1 — Esse modelo aumenta de 3 em 3, mas começa em 4 quando n = 1, não em 2.
  • ❌ D) n + 2 — Essa expressão cresce de 1 em 1, então não representa a regularidade da sequência dada.
  • ✅ E) 3n - 1 — A sequência cresce de 3 em 3 e o 1o termo é 2; assim, no n-ésimo termo, a expressão é 3n - 1.

Questão 7: as lanternas da Festa das Lanternas

Folhas de programa da Festa das Lanternas revelam que, desde a 1a edição do evento, cada arco de entrada é decorado com lanternas coloridas em sequência crescente. No primeiro arco foram usadas 2 lanternas, no segundo 5, no terceiro 8 e no quarto 11. Os organizadores registrarão dados semelhantes nos próximos anos e desejam uma forma geral que relacione o número do arco e a quantidade de lanternas necessária.

Analise o texto-base e identifique a expressão algébrica que representa o número de lanternas no n-ésimo arco.

  • ❌ A) 2n + 1 — Gera 3, 5, 7, 9; apenas o segundo termo coincide, mas falha nos demais da sequência.
  • ❌ B) 3n + 1 — Gera 4, 7, 10, 13; desloca a sequência em 2 unidades acima dos valores dados. É o distrator mais provável: a razão está correta e o termo inicial foi somado de forma errada.
  • ❌ C) n + 3 — Gera 4, 5, 6, 7; não segue a diferença constante de 3 a partir de 2.
  • ❌ D) 3n - 3 — Gera 0, 3, 6, 9; não coincide com 2, 5, 8, 11 descritos no texto.
  • ✅ E) 3n - 1 — Para n=1, 2, 3, ..., 3n-1 gera 2, 5, 8, 11, conforme a sequência exibida no texto-base.

Questão 8: os novos membros da plataforma

O monitoramento mensal da plataforma indicou que o número de novos membros cresceu de forma regular nos seis primeiros meses do ano: 6 em janeiro, 9 em fevereiro, 12 em março, 15 em abril, 18 em maio e 21 em junho. Esses dados mostram que a cada mês, o acréscimo no total de novos membros segue um padrão linear, com uma diferença constante entre um mês e outro.

Analise o texto-base e identifique a expressão algébrica que descreve a mesma sequência numérica que 3n + 3.

  • ❌ A) 3n + 6 — Geraria 9 membros em janeiro (n=1), mas o valor real foi 6.
  • ❌ B) 3n - 3 — Produziria zero membros em janeiro (n=1), não condiz com os dados. É o distrator mais provável: o aluno confunde a sequência pedida com uma versão deslocada.
  • ❌ C) 3n + 1 — Geraria 4 novos membros em janeiro (n=1), diferente dos 6 observados.
  • ✅ D) 3(n + 1) — 3(n + 1) = 3n + 3, corresponde ao padrão de acréscimo de 3 membros por mês a partir de 6 em n = 1.
  • ❌ E) 3(n - 1) — 3(n - 1) = 3n - 3 resulta em zero para n = 1, não corresponde ao início da sequência.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre sequência aritmética e progressão aritmética?

Na prática escolar, os dois termos são usados para a mesma ideia: uma lista de números em que a diferença entre termos consecutivos é constante. Progressão aritmética costuma aparecer com mais frequência no ensino médio e nos livros de ensino fundamental mais avançados, enquanto sequência aritmética é o nome que muitos professores usam no 7º e 8º anos. O importante é que a turma entenda a ideia de razão constante, independentemente do nome.

Por que meus alunos acertam a razão e erram a fórmula?

Porque a razão é a parte mais visível do padrão. O aluno percebe quanto a sequência aumenta, mas esquece que a fórmula precisa também do ponto de partida. A saída é fazer a conferência com n = 1 antes de dar a expressão por pronta. Esse hábito simples elimina a maior parte dos erros nas questões do acervo.

Como saber se a turma está pronta para a expressão algébrica?

Peça que calculem o valor de uma expressão simples, como 2n + 3, para n = 5, e que completem uma sequência de três termos sem contar um por um. Se os dois passos forem feitos com segurança, a turma está pronta para avançar. Se houver travamento em um deles, volte à substituição ou à regularidade antes de continuar.

Quais questões usar em um diagnóstico rápido?

Prefira questões de enunciado direto, cálculo leve e tempo de resolução médio, que caibam em poucos minutos. As questões do acervo marcadas como boas para avaliação rápida são as mais indicadas, porque permitem identificar em que ponto cada aluno está sem tomar a aula inteira.

Como lidar com alunos que sabem continuar a lista mas não generalizam?

Esse é o caso mais comum no 7º ano e exige mudar a pergunta. Em vez de pedir o próximo termo, peça o termo de posição alta, como o vigésimo, e depois pergunte como chegaram ao número sem listar tudo. A resposta costuma revelar a estratégia, e a partir dela você pode construir a fórmula junto com a turma.

Se quiser montar uma atividade ou um diagnóstico com questões como essas para a sua turma, você pode fazer isso no gerador de provas do GeraProva, e crie sua conta grátis pelo cadastro grátis.

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