Maior quantidade: por que o aluno escolhe sem comparar todos os dados
Identificar a maior quantidade parece simples, mas muitos alunos escolhem o primeiro número, um valor intermediário ou apenas um número que parece alto. Veja como diagnosticar a comparação e planejar intervenções eficazes.
Lembro bem de uma aula do 2º ano em que propus uma atividade simples sobre a campanha de reciclagem da escola. Quatro grupos tinham arrecadado 25, 42, 38 e 47 garrafas, e a pergunta era qual tinha sido a maior quantidade. Quase metade da turma marcou o 42, e alguns alunos sequer olharam para o 47 antes de responder. Quando perguntei por que tinham escolhido aquele número, a resposta foi quase sempre a mesma: 'achei que era esse'.
Esse tipo de cena se repete em todos os anos. O aluno tem a informação bem diante dos olhos, mas responde a partir de uma impressão, do primeiro número que chamou atenção ou de um valor que parece grande, sem fazer a comparação de todos os dados. Neste guia, reúno o que aprendi observando essas situações e o que as fichas pedagógicas de 8 questões reais de maior quantidade mostram sobre o problema. A ideia é ajudar você a diagnosticar onde está a dificuldade da sua turma e a ensinar de um jeito que o aluno realmente compare.
O que é maior quantidade, explicado para o professor?
Maior quantidade é a ideia de identificar, entre dois ou mais valores, aquele que representa o maior número de objetos, pessoas ou unidades. Parece algo básico, mas é uma habilidade que envolve leitura de dados, reconhecimento de números naturais e comparação entre eles. Na prática, aparece em situações como: qual caixa tem mais blocos, qual grupo arrecadou mais garrafas, qual dia teve o maior número de registros em uma tabela.
Essa habilidade começa nos anos iniciais. No 2º ano, a comparação costuma aparecer com quantidades menores e com dezenas simples, como nas questões sobre campanhas de reciclagem e caixas de blocos. Nas fichas que analisamos, a habilidade associada é a EF02MA01, que trata de contar e comparar quantidades. No 2º ano também aparece a EF02MA03, ligada à comparação de quantidades com contextos do cotidiano.
No 3º ano, a leitura de informações organizadas em tabelas ganha mais peso, e a comparação passa a ser feita sobre dados registrados, como a escolha de sucos por alunos. Essa etapa é tratada pela EF03MA27. No 5º ano, os números ficam maiores, com cinco dígitos, e a comparação exige atenção à ordem das centenas e dezenas, como nas tampinhas arrecadadas em uma campanha. Essa etapa aparece na EF05MA01. Já no 6º ano, a comparação entra em contextos de leitura de registros, coleta seletiva e premiação, sempre apoiada na EF06MA01.
Ou seja, o conceito não é exclusivo de uma série. Ele atravessa o currículo do 2º ao 6º ano e muda de forma: primeiro é contar e comparar, depois é ler tabela, depois é ordenar números maiores e, por fim, usar a comparação para tomar decisões em problemas de contexto.
O que o aluno precisa saber antes?
Antes de pedir que o aluno identifique a maior quantidade, é preciso garantir alguns pré-requisitos. Quando observamos as fichas das 8 questões, os pré-requisitos mais recorrentes são: reconhecer números naturais, fazer leitura de números, comparar quantidades, ordenar valores de forma crescente e decrescente e ler dados em tabelas ou listas. Em outras palavras, a comparação depende de saber ler o número e de saber quando um é maior que outro.
Um jeito simples de verificar essa base é propor uma atividade de diagnóstico curta: três ou quatro números em uma lista, uma pergunta direta sobre qual é o maior e outra sobre qual é o menor. Se o aluno acerta a pergunta do maior mas erra a do menor, provavelmente ele está apenas reconhecendo o número mais familiar, e não comparando de fato. Se erra as duas, o problema pode estar na leitura do número ou na ordem entre eles.
Outro ponto que vale checar é a leitura de dados em tabela. Um aluno pode dominar a comparação de números isolados e ainda assim se perder quando a mesma informação aparece em uma tabela com colunas. Nesse caso, a dificuldade não é matemática no sentido estrito, mas de interpretação do registro.
Os erros mais comuns (e por que acontecem)
Ao analisar o erro típico das 8 questões, percebo que cinco delas trazem o mesmo problema central: o aluno marca um valor sem conferir todos os dados. Os erros não são aleatórios. Eles seguem padrões que ajudam a entender o raciocínio por trás de cada resposta e a planejar a intervenção.
Escolher o primeiro número ou o primeiro dia apresentado
Esse é o erro mais frequente nas questões de leitura dos anos iniciais e do 6º ano. O aluno lê a primeira informação do texto e a toma como resposta, como se a ordem de apresentação indicasse a grandeza. Em uma questão sobre garrafas recolhidas em uma semana, por exemplo, o distrator da segunda-feira é o caminho mais natural para quem não compara os valores. Para intervir, peça que o aluno risque no enunciado todos os números e os reescreva em ordem, sem olhar para a posição original. A comparação passa a ser visual e concreta.
Confundir maior com menor
Em algumas questões, o distrator principal é a escolha do menor número, como ocorre em uma tabela de sucos em que o aluno marca a uva, com 5 escolhas, em vez da laranja, com 8. Esse erro costuma aparecer quando o aluno não sabe exatamente o que a pergunta pede ou quando lê rápido demais. A intervenção mais útil é fazer o aluno explicar com suas palavras o que o enunciado quer, antes de responder. Uma pergunta de controle como 'quem foi o que menos escolheu?' ajuda a separar os dois conceitos.
Somar valores em vez de comparar
Quando o enunciado fala em grupos, dias ou pessoas, alguns alunos interpretam a pergunta como um pedido de soma. Em um problema com quatro estudantes que leram livros, o distrator que junta duas quantidades aparece com força. A causa é a confusão entre dois tipos de operação: comparar serve para identificar o maior; somar serve para descobrir o total. Para intervir, use exemplos em que o aluno precise apenas apontar o maior, sem calcular nada, e só depois introduza problemas em que a soma é necessária.
Confiar na impressão visual ou no tamanho do número
Esse erro é típico de números grandes, como 12.480, 12.508 e 12.450. Os três têm os mesmos primeiros dígitos, e o aluno tende a escolher o que parece maior à primeira vista ou o primeiro da lista. Quando o número é grande, a comparação precisa ser feita da esquerda para a direita, dígito por dígito. A intervenção mais eficaz é trabalhar com cartões de valor posicional, mostrando que a diferença está nas unidades e nas dezenas.
Escolher uma resposta que parece razoável sem olhar para os dados
Em questões mais discursivas, como a da premiação entre grupos de leitura, o aluno pode escolher uma resposta com justificativa convincente que não corresponde ao critério do problema. Ele troca o critério de decisão, passando a julgar esforço, participação ou ordem de apresentação. A causa é a falta de atenção ao que é realmente pedido. A intervenção é destacar, com um marcador, a pergunta do enunciado e pedir que o aluno confira se sua justificativa responde exatamente a ela.
Como ensinar passo a passo
Uma sequência que funciona bem começa com números pequenos e concretos, avança para tabelas e termina com números maiores e problemas de contexto. A seguir, descrevo a progressão que costumo usar, com base nas dicas de resolução que aparecem nas fichas: comparar primeiro as dezenas e depois as unidades, comparar dois números por vez e marcar o maior.
Primeiro, trabalhe com objetos reais. Coloque duas caixas com blocos ou dois grupos de fichas e peça que os alunos identifiquem qual tem mais. Use a contagem para confirmar a resposta. Essa etapa é a base da EF02MA01 e vale por si só, porque ancora a ideia de comparação no que o aluno vê.
Depois, passe para listas de três ou quatro números, ainda pequenos. Peça que o aluno escreva os valores em ordem crescente e depois aponte o maior. Ao fazer isso, ele percebe que comparar não é escolher o que chamou atenção, e sim considerar todos os valores.
Na terceira etapa, introduza tabelas e registros, como os de consumo de sucos ou de livros lidos. Esse é o momento de trabalhar a leitura de dados, que aparece na EF03MA27. Peça que o aluno primeiro leia o título da tabela, depois identifique a coluna que deve comparar e só então escolha a resposta.
Na quarta etapa, aumente os números para o intervalo de milhares e faça a comparação dígito por dígito, da esquerda para a direita. Esse é o caminho para a EF05MA01. Por fim, proponha problemas de contexto, como o da coleta seletiva ou da premiação de grupos, em que o aluno precisa comparar, justificar e às vezes escolher o critério correto. Esses problemas exigem a EF06MA01 e trabalham a leitura atenta do enunciado.
Uma dica prática para todas as etapas: sempre peça que o aluno diga em voz alta a pergunta do problema antes de responder. Muitos erros de maior quantidade são, na verdade, erros de leitura da pergunta.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento
Nem toda questão de maior quantidade serve para o mesmo objetivo. As fichas das 8 questões mostram que a maioria está marcada como adequada para prova, atividade, lição de casa, diagnóstico, simulado e avaliação rápida, mas o papel de cada uma muda. Algumas são de consolidação e fechamento, outras verificam a leitura de dados, outras medem a comparação com números maiores.
Para diagnóstico no início do trabalho, prefira questões de enunciado curto, com números pequenos e tempo de resolução de um a dois minutos. Elas mostram rapidamente se a turma sabe comparar ou se precisa voltar aos pré-requisitos. Para avaliação de processo, use questões com tabela ou lista de três a cinco valores, que medem a leitura de dados e a comparação. Para prova e simulado, entram as questões com números maiores e enunciados contextualizados, que exigem mais atenção e têm maior poder de discriminação entre os alunos.
Vale notar que várias questões têm poder de discriminação médio ou baixo, o que significa que quase todos acertam. Isso não é um defeito: essas questões servem para verificar a base, e não para separar os alunos. Já as questões com distratores que exploram a soma ou a confusão entre maior e menor discriminam melhor, porque separam quem compara de quem apenas reconhece números.
Como orientação geral, use no diagnóstico as questões de leitura simples, na atividade as de tabela, e na prova ou simulado as de contexto com números maiores. Acompanhe o erro, não só o acerto: se a maioria da turma marca o mesmo distrator, o erro revela o caminho que o raciocínio tomou.
O que ensinar antes
Antes de consolidar a ideia de maior quantidade, o acervo mostra que alguns conceitos funcionam como pré-requisito direto. O primeiro é a comparação de quantidades, que trata da diferença entre comparar e totalizar, justamente o ponto em que muitos alunos se perdem. Vale a leitura antes de propor as questões de contexto.
Além dela, é importante trabalhar a leitura de números naturais, para que o aluno reconheça o valor de cada dígito. Depois, a comparação de números naturais, que organiza a ideia de que um número é maior que outro, e a ordenação de números naturais, que leva o aluno a colocar valores em sequência. Quando essas três etapas estão consolidadas, a identificação do maior deixa de ser um palpite e vira um procedimento.
Ligações com outros temas
Maior quantidade não fica restrita à matemática. Várias das questões analisadas estão ligadas a temas transversais. A campanha de reciclagem de garrafas e a coleta seletiva trazem a educação ambiental para a aula. A escolha de sucos para o lanche conecta a comparação com alimentação saudável. A arrecadação de tampinhas se liga à solidariedade. Esses contextos ajudam a dar sentido à comparação e tornam o problema mais próximo da rotina do aluno.
Do ponto de vista socioemocional, as fichas indicam habilidades como atenção aos detalhes e tomada de decisão. Isso faz sentido: comparar exige paciência para ler todos os dados antes de concluir, e a decisão só é boa quando considera o critério certo. Quando você corrige uma questão, vale elogiar a aluna que conferiu todos os valores antes de responder, e não apenas a que acertou.
Em termos de aplicação, as questões aparecem em contextos variados: campanhas da escola, rotina de sala, premiação de grupos, leitura de tabelas de registro. Essa diversidade é importante porque o aluno precisa transferir a habilidade de um contexto para outro. Se ele sabe comparar caixas de blocos mas não consegue comparar grupos de leitura, a aprendizagem ainda não está completa.
8 questões comentadas sobre maior quantidade
A seguir, comento as oito questões analisadas. Para cada uma, mostro o enunciado, as alternativas com a explicação de por que cada uma é correta ou incorreta e o que o erro revela sobre o aluno.
Questão 1: campanha de garrafas para reciclagem (2º ano)
Em uma campanha, quatro grupos arrecadaram 25, 42, 38 e 47 garrafas para reciclagem. Qual foi a maior quantidade arrecadada?
- ❌ A) 25 — Errada, há quantidades maiores. O aluno que escolhe este valor provavelmente começou pelo primeiro número da lista.
- ❌ B) 42 — Errada, 47 é maior que 42. Esse é um dos distratores mais prováveis, pois o 42 é o número de dezenas mais chamativo entre os valores.
- ❌ C) 38 — Errada, 38 não é a maior quantidade. O aluno que marca este valor compara apenas parte dos dados.
- ✅ D) 47 — Certa, 47 é o maior número entre os quatro. Ao comparar primeiro as dezenas e depois as unidades, o aluno chega a esta resposta.
- ❌ E) Nenhuma das quantidades — Errada, 47 é claramente a maior quantidade. Esta alternativa costuma ser escolhida por quem não confia na própria comparação.
Questão 2: garrafas de água reaproveitadas na horta (6º ano)
Em uma escola, a equipe da horta anotou a quantidade de garrafas de água reaproveitadas em três dias: 18 na segunda-feira, 24 na quarta-feira e 30 na sexta-feira. Com base nesses registros, em qual dia foi reaproveitada a maior quantidade de garrafas de água?
- ❌ A) Não é possível determinar, porque os registros mostram números diferentes. — Errada, valores diferentes são justamente o que permite identificar o maior. O aluno confunde diferença com impossibilidade de comparação.
- ❌ B) Na segunda-feira, porque 18 é o primeiro número registrado. — Errada, a ordem de apresentação não define a grandeza. Este é o erro de escolher o primeiro dia da lista.
- ❌ C) Nos três dias, porque todos tiveram garrafas reaproveitadas. — Errada, a pergunta pede uma comparação, e não a identificação de dias com reaproveitamento. Esse é o distrator mais provável desta questão, e revela que o aluno pode ter lido o enunciado de forma apressada.
- ❌ D) Na quarta-feira, porque 24 fica entre 18 e 30. — Errada, o valor intermediário não é o maior. O aluno confunde posição na sequência com grandeza.
- ✅ E) Na sexta-feira, porque 30 é maior que 18 e 24. — Certa, 30 é o maior valor registrado, correspondente à sexta-feira.
Questão 3: sucos escolhidos para o lanche (3º ano)
A tabela mostra os sucos escolhidos pelos alunos para o lanche: laranja, com 8 alunos, e uva, com 5 alunos. Qual suco foi o mais escolhido?
- ❌ A) O suco de uva. — Errada, este distrator representa o erro de escolher o menor número da tabela, confundindo 5 com a maior quantidade.
- ❌ B) Os dois sucos juntos. — Errada, esta alternativa soma as escolhas, em vez de comparar as quantidades separadamente. É um erro comum quando o aluno confunde os dois tipos de operação.
- ❌ C) Nenhum dos dois sucos. — Errada, esta resposta ignora os dados da tabela. Revela que o aluno pode não ter lido a informação registrada.
- ❌ D) Os dois sucos igualmente. — Errada, 8 e 5 são quantidades diferentes. Esse é o distrator mais provável desta questão, e aparece quando o aluno não percebe a diferença entre os valores.
- ✅ E) O suco de laranja. — Certa, a tabela mostra 8 escolhas para laranja e 5 para uva. Como 8 é maior que 5, a laranja foi a mais escolhida.
Questão 4: tampinhas arrecadadas em três dias (5º ano)
Em uma campanha da escola, foram arrecadados 12.480 tampinhas no primeiro dia, 12.508 no segundo e 12.450 no terceiro. Considerando a quantidade de tampinhas arrecadadas, qual dia teve o maior total?
- ❌ A) O primeiro dia, com 12.480 tampinhas, foi o maior total. — Errada. O aluno pode ter escolhido o primeiro valor apenas por aparecer antes no texto, sem comparar os três totais. Este é o distrator mais provável desta questão.
- ❌ B) O segundo dia, com 12.508 tampinhas, foi o menor total. — Errada. O aluno reconhece o número correto, mas inverte a conclusão, chamando de menor um valor que é o maior.
- ❌ C) Os três dias tiveram a mesma quantidade de tampinhas arrecadadas. — Errada. O aluno generalizou indevidamente, ignorando que os valores são diferentes.
- ❌ D) O terceiro dia, com 12.450 tampinhas, foi o maior total. — Errada. O aluno confundiu o menor valor com o maior, trocando a comparação entre os números.
- ✅ E) O segundo dia, com 12.508 tampinhas, foi o maior total. — Certa, 12.508 é maior do que 12.480 e 12.450. Para chegar aqui, é preciso comparar dígito por dígito.
Questão 5: garrafas plásticas recolhidas na coleta seletiva (6º ano)
Em uma semana de coleta seletiva, uma turma registrou a quantidade de garrafas plásticas recolhidas: 12 na segunda-feira, 8 na terça-feira, 15 na quarta-feira, 10 na quinta-feira e 13 na sexta-feira. Em qual dia a turma recolheu a maior quantidade de garrafas plásticas?
- ❌ A) Na terça-feira, quando foram recolhidas 8 garrafas plásticas. — Errada. Este distrator representa o erro de escolher o menor número, confundindo menor quantidade com maior quantidade.
- ❌ B) Na sexta-feira, quando foram recolhidas 13 garrafas plásticas. — Errada. Esse é o distrator mais provável desta questão: o aluno escolhe o último dia apresentado sem comparar sua quantidade com a maior registrada.
- ❌ C) Na quinta-feira, quando foram recolhidas 10 garrafas plásticas. — Errada. O aluno seleciona um valor intermediário sem verificar qual é o maior entre todos os registros.
- ❌ D) Na segunda-feira, quando foram recolhidas 12 garrafas plásticas. — Errada. O aluno escolhe o primeiro registro da lista sem comparar as quantidades.
- ✅ E) Na quarta-feira, quando foram recolhidas 15 garrafas plásticas. — Certa. É preciso comparar todos os números registrados: 12, 8, 15, 10 e 13. O maior é 15, da quarta-feira.
Questão 6: caixas de blocos de montar (2º ano)
Em uma sala há 18 blocos de montar em uma caixa e 20 blocos em outra. Qual é a caixa com maior quantidade?
- ❌ A) A caixa com 18 blocos. — Errada, 18 é menor que 20, então essa não é a maior.
- ✅ B) A caixa com 20 blocos. — Certa, 20 é maior que 18, portanto essa caixa tem mais blocos.
- ❌ C) As duas caixas têm a mesma quantidade. — Errada, 18 e 20 são números diferentes. Esta alternativa aparece quando o aluno não percebe a diferença entre valores próximos.
- ❌ D) Nenhuma caixa tem mais, porque a diferença é pequena. — Errada, mesmo pequena, a diferença existe. Esse é o distrator mais provável desta questão, e revela uma ideia equivocada de que diferença pequena significa igualdade.
- ❌ E) A caixa com 18 blocos tem 3 blocos a mais. — Errada, ela tem 2 blocos a menos, não 3 a mais. O aluno que escolhe esta alternativa confunde a direção da comparação.
Questão 7: livros lidos por estudantes em um mês (6º ano)
Em uma turma do 6º ano, quatro estudantes registraram a quantidade de livros que leram em um mês. Ana leu 3 livros, Bruno leu 5, Carla leu 2 e Diego leu 4. Qual estudante leu a maior quantidade de livros?
- ✅ A) Bruno, porque ele leu 5 livros, que é a maior quantidade registrada. — Certa. É preciso comparar as quatro quantidades: 3, 5, 2 e 4. O maior é 5, de Bruno.
- ❌ B) Ana e Diego, porque juntos eles somam 7 livros no mês. — Errada. Esse distrator resulta da soma de duas quantidades, embora o comando peça um único estudante.
- ❌ C) Carla, porque ela leu a menor quantidade registrada no mês. — Errada. O aluno confunde a menor quantidade com a maior.
- ❌ D) Ana, porque ela foi a primeira estudante apresentada no registro. — Errada. A ordem de apresentação não indica quantidade.
- ❌ E) Diego, porque ele leu mais livros do que Ana e Carla. — Errada. Esse é o distrator mais provável desta questão: o aluno compara apenas parte dos dados, sem verificar todos os estudantes.
Questão 8: premiação de grupos de leitura (6º ano)
Em uma sala de 6º ano, foram contados os livros lidos por grupo durante um mês: Grupo A leu 8 livros, Grupo B leu 5 livros, Grupo C leu 10 livros e Grupo D leu 7 livros. A escola quer premiar o grupo com maior número de leituras. Considerando os dados, qual grupo deve receber o prêmio e por quê?
- ❌ A) O Grupo D deve receber o prêmio, porque também teve uma quantidade alta de leituras, com 7 livros. — Errada. O aluno percebe que 7 é elevado, mas não compara todos os dados. Esse é o distrator mais provável desta questão.
- ❌ B) O Grupo A deve receber o prêmio, porque os grupos com menos leituras costumam demonstrar mais esforço. — Errada. O aluno troca o critério de decisão, usando um julgamento de esforço no lugar do critério pedido.
- ❌ C) O Grupo A deve receber o prêmio, porque foi o primeiro grupo citado no texto, com 8 livros. — Errada. O aluno confunde a ordem de apresentação com a grandeza do resultado.
- ❌ D) O Grupo B deve receber o prêmio, porque somado aos demais grupos ele ajuda a mostrar que todos participaram da leitura. — Errada. O aluno amplia indevidamente o critério, misturando participação geral com a identificação de quem leu mais.
- ✅ E) O Grupo C deve receber o prêmio, porque foi o que apresentou a maior quantidade de leituras, com 10 livros. — Certa, é a única alternativa que compara corretamente os valores e identifica o maior número informado.
Perguntas frequentes
Com que idade o aluno deve aprender a comparar quantidades?
A comparação de quantidades começa no 2º ano, com números pequenos e objetos concretos, como caixas de blocos ou grupos de fichas. Ao longo do 3º ano, ela passa a incluir tabelas e registros simples. No 5º ano, os números ficam maiores e a comparação exige atenção à ordem dos dígitos. No 6º ano, a habilidade aparece em problemas de contexto mais complexos, como premiação e coleta seletiva. Ou seja, o conceito se constrói gradualmente, e cada etapa depende da anterior.
Por que meu aluno acerta quando os números são pequenos e erra quando são grandes?
Isso costuma acontecer porque, com números pequenos, o aluno consegue comparar visualmente ou por contagem rápida. Com números grandes, como 12.480 e 12.508, a diferença está em dígitos específicos, e o aluno precisa comparar da esquerda para a direita. Se ele não tem o procedimento de comparação dígito por dígito, tende a escolher pelo primeiro valor ou pela impressão geral. A intervenção é trabalhar com cartões de valor posicional para tornar a comparação concreta.
Qual a diferença entre ensinar maior quantidade e ensinar ordenação?
Maior quantidade é identificar um valor específico, o maior de todos. Ordenação é colocar todos os valores em sequência. A ordenação é mais completa, porque o aluno precisa comparar todos os pares. Costumo começar pela identificação do maior e depois avançar para a ordenação, porque a primeira já exige a comparação e prepara o aluno para a segunda. Os dois conceitos se complementam e aparecem nos mesmos problemas.
Devo ensinar a comparar antes ou depois de somar?
Ensine a comparar antes. Muitos erros de maior quantidade acontecem justamente porque o aluno confunde comparar com somar, escolhendo a soma no lugar da comparação. Quando a comparação já está consolidada, a soma passa a ter um papel próprio, e o aluno consegue distinguir os dois pedidos do enunciado. Vale praticar com problemas que pedem apenas o maior, sem soma, por algumas semanas antes de introduzir o total.
Como uso as questões de maior quantidade em uma avaliação?
Use questões de enunciado curto e números pequenos no diagnóstico inicial, para verificar a base. Na avaliação de processo, use tabelas e listas de três a cinco valores. Na prova ou simulado, prefira enunciados contextualizados com números maiores, que exigem mais atenção e discriminam melhor os alunos. Em todas as situações, olhe para o distrator escolhido: ele mostra o caminho que o raciocínio tomou e orienta a próxima aula.
Como o GeraProva pode me ajudar com esse conteúdo?
No gerador de provas do GeraProva, você pode criar questões de maior quantidade com o nível de número, o contexto e o formato que a sua turma precisa, seja para diagnóstico, atividade ou prova. Se quiser testar, é possível fazer o cadastro grátis e montar a primeira avaliação em poucos minutos.
Se a sua turma ainda escolhe o primeiro número sem comparar, não se preocupe: é um caminho normal de aprendizagem e tem solução. Comece pelo diagnóstico, observe os distratores escolhidos e ajuste a sequência. Quando quiser economizar tempo montando as questões, use o GeraProva e foque no que realmente importa, que é ver seus alunos aprenderem a comparar com segurança.
Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
Questões deste artigo com resolução completa
- Em uma campanha, quatro grupos arrecadaram 25, 42, 38 e 47 garrafas para reciclagem. Qual foi a maior…
- Em uma escola, a equipe da horta anotou a quantidade de garrafas de água reaproveitadas em três dias: 18 na…
- A tabela mostra os sucos escolhidos pelos alunos para o lanche. | Suco | Alunos | |---|---:| | Laranja | 8 | |…
- Em uma campanha da escola, foram arrecadados 12.480 tampinhas no primeiro dia, 12.508 no segundo e 12.450 no…
- Em uma semana de coleta seletiva, uma turma registrou a quantidade de garrafas plásticas recolhidas na escola…
- Em uma sala há 18 blocos de montar em uma caixa e 20 blocos em outra. Qual é a caixa com maior quantidade?
- Em uma turma do 6º ano, quatro estudantes registraram a quantidade de livros que leram em um mês. Ana leu 3…
- Em uma sala de 6º ano, foram contados os livros lidos por grupo durante um mês: Grupo A leu 8 livros, Grupo B…
Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Sistema de numeração decimal: características, leitura, escrita e comparação de números naturais e de números racionais representados na forma decimal, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
