Como ensinar gramática com sentido: uso, variação e questões
Ensinar gramática ganha sentido quando a análise das regras conversa com os usos reais da língua. Veja estratégias práticas e seis questões comentadas para trabalhar variação linguística e norma-padrão.
Durante anos, eu ensinava gramática do mesmo jeito que tinha aprendido: regra no quadro, exemplo copiado, exercício de fixação e prova no fim do bimestre. Os alunos decoravam, acertavam o que estava na lista e esqueciam tudo na semana seguinte. Foi só quando comecei a levar para a sala frases reais, ouvidas no pátio e nas redes, que a aula ganhou sentido. Hoje, quando monto uma atividade, eu parto do uso e só depois chego à regra.
Neste texto eu conto como faço essa mudança na prática, como comparo a gramática tradicional com a gramática de uso contemporânea e como uso questões bem construídas para mostrar a variação linguística sem transformar a aula em um tribunal de certo e errado.
O que significa ensinar gramática a partir do uso?
Ensinar gramática a partir do uso significa começar pelas frases que os alunos produzem e leem, e não pela definição isolada de uma classe de palavras. Na minha experiência, esse caminho faz o estudante perceber que a língua funciona por escolhas, e que cada escolha tem um contexto. Na prática, isso quer dizer analisar textos reais, observar onde a forma aparece, comparar registros formais e informais e só então sistematizar a regra. Quando eu uso o GeraProva para montar um conjunto de questões a partir de trechos reais, consigo economizar um tempo enorme na preparação e ainda garanto que cada item esteja ligado a uma habilidade da BNCC. A proposta não é abandonar a norma-padrão, e sim explicar para que ela serve e em que situações ela é esperada.
Na sala, eu organizo a sequência em três passos: observar uma ocorrência, levantar hipóteses sobre por que ela aparece ali e comparar com a norma. Esse percurso ajuda o aluno a construir o conceito, em vez de apenas memorizá-lo. Quem quiser começar a testar essa abordagem pode fazer um cadastro grátis e gerar um primeiro conjunto de questões para a próxima aula.
Qual é a diferença entre gramática tradicional e gramática de uso contemporânea?
A gramática tradicional tem uma função prescritiva: ela indica o que deve ser usado em contextos formais e toma como referência a escrita dos grandes autores. A gramática de uso contemporânea tem uma função descritiva: ela registra como a língua é de fato empregada, inclusive nas variedades orais, e explica as motivações dessas escolhas. Essa diferença de finalidade muda completamente a maneira como o mesmo fenômeno é tratado. Quando as duas abordagens são colocadas lado a lado, o aluno entende que não se trata de uma disputa entre certo e errado, mas de dois olhares complementares sobre a mesma língua.
Na minha sala, eu costumo resumir assim: a tradicional diz o que se espera na escrita formal; a de uso mostra o que acontece de fato e por quê. Ambas são úteis, desde que o professor deixe claro qual pergunta está respondendo em cada momento.
- Gramática tradicional: prescritiva, centrada na norma-padrão e nos textos consagrados.
- Gramática de uso: descritiva, centrada nas ocorrências reais e nos contextos de fala e escrita.
- Ponto de contato: ambas reconhecem a existência de variação, mas a tratam com finalidades diferentes.
Como trabalhar a variação linguística sem desvalorizar o aluno?
Trabalhar a variação linguística sem desvalorizar o aluno começa por reconhecer que ele já domina uma variedade da língua e que essa variedade tem regras próprias. Eu sempre digo à turma que ninguém fala com o chefe da mesma forma que fala com o colega, e que a escola ensina a norma-padrão porque ela é a variedade exigida em certas situações, como concursos, vestibulares e textos formais. Esse tipo de conversa tira o peso moral da discussão e coloca a questão no plano da adequação. O aluno passa a ver a norma como mais uma ferramenta, e não como um sinal de inteligência ou de falta dela.
Para isso, eu uso exemplos de construções que aparecem em falantes escolarizados, como o uso de ter no lugar de haver em construções existenciais, ou o pronome oblíquo depois de preposição. Quando o aluno percebe que até quem domina a norma usa essas formas em certos contextos, a discussão deixa de ser punitiva e vira investigação.
Quais questões usar para mostrar a variação em sala de aula?
As melhores questões para mostrar a variação em sala são aquelas que pedem ao aluno para comparar abordagens, justificar escolhas e identificar contextos, em vez de apenas reconhecer uma regra. Abaixo estão seis questões reais da base do GeraProva, com alternativas comentadas. Cada uma traz o código BNCC e o nível de Bloom, o que ajuda o professor a alinhar a atividade ao currículo e a escolher o nível de exigência certo para a turma.
Questões prontas com gabarito comentado
Questão 1: pronomes oblíquos átonos nas duas gramáticas
Ao discutir a sintaxe do português, Ana comparou duas gramáticas. A tradicional apresenta os pronomes pessoais oblíquos como invariáveis, agrupando-os em átonos e tônicos e definindo-os unicamente como complementos verbais. Já a gramática de uso contemporânea aborda essas formas pronominais sem a divisão rígida, enfatizando suas restrições fonológicas e prosódicas e seu papel no fluxo informacional de enunciados, como em “Nenhum aluno se destacou na prova”, em que “se” integra o verbo pronominal.
Compare o tratamento atribuído aos pronomes pessoais átonos pelas gramáticas tradicional e de uso contemporâneo. Identifique a afirmação que aponta corretamente a diferença entre esses enfoques.
- ❌ A) A gramática tradicional enfatiza o papel prosódico dos pronomes átonos, enquanto a de uso contemporânea os considera invariáveis apenas em contextos formais. — Errada: o enfoque prosódico é atribuído à gramática de uso contemporânea, não à tradicional.
- ❌ B) A gramática tradicional trata o pronome “se” como partícula reflexiva, enquanto a contemporânea classifica-o sempre como pronome oblíquo tônico. — Errada: a gramática contemporânea não o chama de tônico, mas discute sua função prosódica e informacional.
- ✅ C) A gramática tradicional segmenta pronomes oblíquos em átonos e tônicos, enquanto a de uso contemporâneo os analisa sem essa divisão, focando em aspectos fonológicos e informacionais. — Correta: reflete a divisão tradicional e o enfoque fonológico e informacional das gramáticas de uso.
- ❌ D) A gramática tradicional considera os pronomes átonos como membros autônomos da frase, enquanto a de uso contemporânea restringe seu emprego a construções coloquiais. — Errada: a tradicional não os trata como membros autônomos, e a contemporânea não os limita à coloquialidade.
- ❌ E) A gramática tradicional define o pronome pessoal oblíquo como elemento referencial, enquanto a de uso contemporânea o analisa segundo a norma culta escrita. — Errada: a tradicional o vê como complemento verbal, e a contemporânea não se restringe à norma escrita.
Dica de resolução: compare as definições e enfoques das duas gramáticas sobre os pronomes átonos. Conceito central: pronomes pessoais oblíquos átonos. Conceito para revisão: classificação e funções dos pronomes oblíquos nas gramáticas tradicional e contemporânea. BNCC: EM13LP09.
Questão 2: concordância verbal com o pronome tu
Um estudo comparativo reúne orientações de uma gramática tradicional e de uma gramática de uso contemporânea sobre a concordância entre pronomes pessoais e formas verbais. A gramática tradicional defende que com o pronome 'tu' o verbo deve concordar com a pessoa do pronome, como em 'tu és'. Em contrapartida, a gramática de uso contemporânea registra que, em várias regiões do Brasil, os falantes empregam 'tu é' ou 'tu vai' e considera esse fenômeno parte natural da variação linguística, sem classificá-lo como erro. O texto ilustra o enfoque prescritivo tradicional e o enfoque descritivo das gramáticas modernas.
Identifique qual afirmação reflete a perspectiva da gramática tradicional sobre a forma verbal com o pronome 'tu'.
- ❌ A) A gramática tradicional estabelece que 'tu' exige verbo na 1ª pessoa do singular. — Errada: a afirmação troca a pessoa verbal; 'tu' não se associa à primeira pessoa.
- ❌ B) A gramática tradicional estabelece que a variante 'tu é' é natural em diferentes regiões. — Errada: essa avaliação é atribuída à gramática de uso, não à tradicional.
- ✅ C) A gramática tradicional estabelece que 'tu' exige verbo na 2ª pessoa do singular. — Correta: o verbo concorda com a pessoa do pronome, a segunda do singular, como em 'tu és'.
- ❌ D) A gramática tradicional estabelece que 'tu' exige verbo na 3ª pessoa do singular. — Errada: 'tu' pede a segunda pessoa do singular na perspectiva tradicional.
- ❌ E) A gramática tradicional estabelece que 'você' exige verbo na 1ª pessoa do singular. — Errada: 'você' não é o pronome em questão, e a concordância atribuída também está incorreta.
Dica de resolução: distinga a norma prescritiva tradicional da descrição da variação linguística. Conceito central: concordância verbal com tu. Conceito para revisão: concordância verbal prescrita e a diferença entre gramática normativa e descritiva. BNCC: EM13LP09.
Questão 3: função predominante da linguagem nos textos I e II
ENEM - 2017. TEXTO I: Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras dos grandes escritores, em cuja linguagem as classes ilustradas põem o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso idiomático estabilizou e consagrou. (LIMA, C. H. R. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989). TEXTO II: Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie – nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim Cria ritmos Verbais, ou os escuta de Outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida. (PESSOA, F. O livro do desassossego. São Paulo: Brasiliense, 1986).
A linguagem cumpre diferentes funções no processo de comunicação. A função que predomina nos textos I e II
- ❌ A) Destaca o “como” se elabora a mensagem, considerando-se a seleção, combinação e sonoridade do texto. — Errada: a função não se concentra no 'como' se elabora a mensagem, mas no 'com o quê' se constrói.
- ✅ B) Coloca o foco no “com o quê” se constrói a mensagem, sendo o código utilizado o seu próprio objeto. — Correta: os textos refletem sobre a linguagem como objeto de estudo e apreciação estética.
- ❌ C) Focaliza o “quem” produz a mensagem, mostrando seu posicionamento e suas impressões pessoais. — Errada: não se foca no 'quem' produz a mensagem, mas no objeto da linguagem.
- ❌ D) Orienta-se no “para quem” se dirige a mensagem, estimulando a mudança de seu comportamento. — Errada: não se trata de mensagem direcionada a um público para mudar comportamento.
- ❌ E) Enfatiza sobre “o quê” versa a mensagem, apresentada com palavras precisas e objetivas. — Errada: a ênfase não está em palavras precisas e objetivas, mas na construção da linguagem como arte.
Dica de resolução: analise os textos para identificar as ideias principais e a relação entre eles. Conceito central: interpretação de textos literários. Conceito para revisão: técnicas de interpretação e análise de textos literários. BNCC: EM13LP01.
Questão 4: pronome oblíquo como sujeito do infinitivo
Trecho de entrevista com professor de linguística: “A gramática tradicional defende que o sujeito do verbo no infinitivo compondo complemento requeira pronome reto, como em ‘para eu aprender’. Já as gramáticas de uso contemporâneas registram também a ocorrência de pronome oblíquo ‘mim’, como em ‘pra mim aprender’, considerando-a recorrente em contextos orais. Ambas descrevem fenômeno comum, mas com foco diferente: uma prescritiva, outra descritiva, mostrando como a língua é vivida em situações espontâneas.”
Compare o tratamento dado pelas gramáticas tradicional e de uso contemporâneo no texto e identifique a frase que exemplifica a perspectiva descritiva dessas gramáticas.
- ❌ A) Entre eu e ela existe boa sintonia. — Errada: trata de pronome reto em coordenação, tema diferente do sujeito do infinitivo.
- ❌ B) Houveram reclamações sobre o barulho. — Errada: envolve concordância verbal, tópico distinto do discutido.
- ✅ C) Pra mim estudar para o exame é essencial. — Correta: exemplifica o uso descritivo do pronome oblíquo como sujeito do infinitivo, típico da gramática de uso.
- ❌ D) Tragam o formulário até amanhã. — Errada: é um imperativo e não se relaciona ao sujeito do infinitivo.
- ❌ E) Para eu estudar para o exame é essencial. — Errada: reflete a norma prescritiva tradicional, não a perspectiva descritiva.
Dica de resolução: compare as frases para identificar a que usa pronome oblíquo em contexto oral. Conceito central: gramática tradicional e contemporânea. Conceito para revisão: pronomes retos e oblíquos em complementos verbais. BNCC: EM13LP09.
Questão 5: multiplicidade do discurso e pluralidade de normas
ENEM - 2011. Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são, sem dúvida, previsíveis. Ocorrem até mesmo em falantes que dominam a variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal linguístico” que estaria representado pelas regras da gramática normativa. Usos como ter por haver em construções existenciais (tem muitos livros na estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para mim fazer o trabalho), a não-concordância das passivas com se (aluga-se casas) são indícios da existência, não de uma norma única, mas de uma pluralidade de normas, entendida, mais uma vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem implicar juízo de valor. (CALLOU, D. Gramática, variação e normas. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. (orgs.). Ensino de gramática: descrição e uso. São Paulo: Contexto, 2007).
Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica-se que
- ❌ A) Estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e língua falada empregam, indistintamente, usos da conversa na elaboração de textos escritos. — Errada: a afirmação é exagerada, pois muitos estudantes reconhecem as diferenças.
- ✅ B) Falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil demonstram usos que confirmam a diferença entre a norma idealizada e a efetivamente praticada, mesmo por falantes mais escolarizados. — Correta: o texto menciona que até falantes escolarizados usam formas que revelam a pluralidade de normas.
- ❌ C) Moradores de diversas regiões do país que enfrentam dificuldades ao se expressar na escrita revelam a constante modificação das regras de emprego de pronomes. — Errada: a afirmação é ampla demais e não reflete a ideia de que a variação é característica de todos os falantes.
- ❌ D) Pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na escola apresentam usos não aceitos socialmente para esconder seu desconhecimento da norma. — Errada: sugere juízo de valor negativo, o que não é o foco do texto.
- ❌ E) Usuários que desvendam as sutilezas da língua empregam o verbo ter quando deveriam usar haver, contrariando as regras. — Errada: é simplista, pois o uso de 'ter' por 'haver' é variação comum, não necessariamente erro.
Dica de resolução: analise a multiplicidade do discurso apresentada no texto. Conceito central: multiplicidade do discurso. Conceito para revisão: conceitos sobre discurso e suas variações. BNCC: EM13LP01.
Questão 6: colocação pronominal após preposição
Uma escola analisou redações e gravações de estudantes em diferentes situações comunicativas. Em textos formais revisados, predominou a construção “para eu apresentar o trabalho”. Em conversas espontâneas, também apareceu “para mim apresentar o trabalho”, especialmente quando os participantes reproduziam a fala cotidiana. Ao discutir os dados, um manual normativo recomendou a primeira construção para a escrita formal. Já uma gramática voltada à descrição do português brasileiro registrou as duas ocorrências, relacionando-as aos contextos em que foram encontradas.
Considerando os dados apresentados e a finalidade de cada abordagem gramatical, qual comparação explica adequadamente a diferença entre a gramática tradicional e a gramática de uso contemporânea quanto às construções com pronomes após preposição?
- ❌ A) As duas gramáticas distinguem as construções apenas pela função sintática exercida pelo pronome. — Errada: os dados organizam as ocorrências segundo as situações comunicativas, não apenas pela função sintática.
- ❌ B) As duas gramáticas recomendam a mesma forma, mas a aplicam a situações comunicativas diferentes. — Errada: o manual recomenda uma forma, e a gramática de uso registra ambas; não há recomendação idêntica.
- ✅ C) A gramática tradicional prescreve uma forma para o padrão formal, enquanto a gramática de uso descreve formas associadas a diferentes situações comunicativas. — Correta: a primeira estabelece a orientação para o padrão formal, e a segunda relaciona as escolhas aos contextos, sem reduzir a análise a uma única forma válida.
- ❌ D) A gramática tradicional seleciona as formas pela situação, enquanto a gramática de uso seleciona uma forma fixa. — Errada: a seleção de uma forma para a escrita formal pertence ao manual normativo, e a gramática de uso não fixa uma única forma.
- ❌ E) A gramática tradicional aceita as duas formas, enquanto a gramática de uso restringe uma delas ao padrão formal. — Errada: o distrator inverte as posições apresentadas no texto.
Dica de resolução: compare as normas tradicionais e contemporâneas sobre pronomes após preposição. Conceito central: colocação pronominal após preposição. Conceito para revisão: uso de pronomes retos e oblíquos após preposição em diferentes registros. BNCC: EM13LP09.
Como usar essas questões na sua rotina
Na minha prática, eu não aplico essas seis questões de uma vez. Costumo dividi-las ao longo de duas aulas: primeiro as que trabalham a comparação entre gramáticas, depois as que exigem interpretação de textos. Antes de cada prova, reviso o gabarito com a turma perguntando por que cada alternativa errada está errada, porque é aí que a compreensão aparece. Também uso as questões como ponto de partida para produções escritas, pedindo que os alunos reescrevam uma frase conforme diferentes situações comunicativas.
Quando o trabalho de montagem é grande, o GeraProva ajuda bastante: eu informo o tema, o ano escolar e a habilidade, e recebo um conjunto de questões com alternativas, justificativas e classificação pedagógica. Eu continuo revisando tudo, porque sou eu quem conhece a turma, mas o tempo que sobra vai para o que realmente importa, que é a conversa com os alunos. Se você quer experimentar, vale começar pela página inicial do GeraProva e ver como o fluxo funciona.
Vale a pena ensinar gramática assim?
Depois de alguns anos ensinando dessa forma, minha resposta é sim, mas com um cuidado: a gramática de uso não substitui a norma-padrão, ela explica por que ela existe e em que contextos é esperada. Os alunos que entendem essa diferença escrevem com mais segurança e leem com mais atenção à intenção do autor. Não é uma transformação instantânea, mas é um caminho que faz sentido para a turma e para o professor.
Se você quer testar essa abordagem na sua próxima aula, crie sua conta gratuita e gere um primeiro conjunto de questões sobre variação linguística. Use, ajuste e veja o que funciona com a sua turma. Este conteúdo é um ponto de partida, e a decisão final sobre o que levar para a sala é sempre sua.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Protocolos de leitura, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
