Ampliação de figuras geométricas: o aluno dobra o lado, mas confunde a área
Ampliação não é apenas desenhar uma figura maior: é preservar forma e proporções. Veja como diagnosticar confusões entre escala, coordenadas e área usando oito questões comentadas.
Lembro bem de uma aula do 6º ano em que pedi para ampliar um retângulo desenhado em malha quadriculada. Um aluno dobrou a largura e a altura, conferiu os lados com a régua e, orgulhoso, me perguntou se a figura nova era o dobro da antiga. Tecnicamente, os lados estavam certos. Quando pedi que ele contasse os quadradinhos de cada figura, a resposta mudou: a figura ampliada tinha quatro vezes a área, não o dobro.
Essa cena se repete em quase toda turma que trabalha ampliação. O aluno entende que o lado dobrou, mas acha que a área também dobrou, ou então deixa de perceber que a área cresce pelo quadrado do fator. Este guia é para você que ensina matemática e quer diagnosticar exatamente onde está essa confusão, com base em dados pedagógicos reais de 8 questões validadas.
O que é ampliação de figuras geométricas, explicado para o professor?
Ampliar uma figura geométrica é produzir uma figura semelhante a ela, com todas as medidas lineares multiplicadas pelo mesmo fator, mantendo a forma e os ângulos. Se um quadrado de lado 2 vira um quadrado de lado 4, o fator de ampliação é 2: cada lado ficou duas vezes maior. Essa é a ideia central, e ela aparece cedo no currículo. Na BNCC, a ideia de comparar medidas em figuras ampliadas e reduzidas começa no 5º ano, com a EF05MA18. No 6º ano, o foco passa para a ampliação e redução de figuras com malhas, pela EF06MA21. No 7º ano, a ampliação aparece ligada ao plano cartesiano e às transformações, pela EF07MA19.
O ponto que precisa ficar claro: a relação entre lados é linear, mas a relação entre áreas é quadrática. Um fator 2 dobra os lados e quadruplica a área. Um fator 3 triplica os lados e multiplica a área por 9. Muitos materiais didáticos tratam a ampliação só pelo lado e deixam a área de fora, e é exatamente aí que o aluno tropeça.
Na prática, a ampliação aparece em três formatos típicos: desenhos em malha quadriculada (ampliar um selo, um mosaico, um contorno), gráficos no plano cartesiano (multiplicar as coordenadas dos vértices) e problemas de escala cotidianos (fazer um cartaz a partir de um esboço). Os três exigem a mesma ideia de fator constante, mas cada um tem armadilhas próprias.
O que o aluno precisa saber antes de ampliar figuras?
Os pré-requisitos mapeados nas fichas das questões são bem consistentes. Em quase todas, aparecem multiplicação com números naturais, medidas de comprimento e proporcionalidade simples ou escala. Em questões de malha cartesiana, entra também o plano cartesiano. Em questões que pedem área, entra a área do quadrado.
Para verificar se sua turma tem essa base, faça uma pergunta de diagnóstico antes de qualquer desenho: "Se eu dobrar o lado de um quadrado, o que acontece com a quantidade de quadradinhos que cabem dentro dele?". Se o aluno responde "dobra", a base de área ainda não está firme. Se ele responde "quadruplica" sem hesitar, você pode avançar. Essa pergunta curta revela mais do que uma prova inteira com cálculo mecânico.
Vale também checar multiplicação e frações. A questão de escala 3/2 exige multiplicar um número inteiro por uma fração, e isso derruba alunos que ainda pensam multiplicação só como "repetição". Se a turma tropeça aí, ensine a multiplicação por 1,5 antes de voltar para a figura.
Quais são os erros mais comuns em ampliação de figuras (e por que acontecem)?
Ao analisar as 8 questões, os padrões se repetem. Em várias delas, o distrator mais escolhido é a alternativa que trata a ampliação como soma em vez de multiplicação, ou que aplica o fator só a parte das medidas. Vamos aos principais.
Erro 1: confundir a ampliação do lado com a ampliação da área
Este é o erro central do post. Em várias questões, a alternativa errada é justamente a que afirma que a área dobrou quando o lado dobrou, ou que compara áreas usando a lógica dos lados. A causa é intuitiva: o aluno pensa que tudo que cresce "na mesma proporção" cresce igual. Para intervir, desenhe o quadrado original e o ampliado em malha, conte os quadradinhos de cada um e mostre que 4 quadrados viraram 16. A contagem concreta convence mais do que a fórmula.
Erro 2: somar em vez de multiplicar o fator
Aparece em questões em que o distrator soma o fator às medidas, como somar 2 a 5 e 3 em vez de multiplicar. A causa é a mesma de sempre: o aluno associa "aumentar" a "adicionar". Intervenção útil é perguntar: "Se a figura é duas vezes maior, ela tem duas vezes a largura ou duas unidades a mais?". Peça que testem com um exemplo pequeno, como um lado de 1.
Erro 3: aplicar o fator em apenas uma coordenada ou em parte das medidas
Em questões de plano cartesiano, um distrator comum multiplica a abscissa e deixa a ordenada intacta. A causa é a leitura apressada dos pares ordenados. A intervenção é trabalhar cada vértice separadamente, escrevendo as duas coordenadas lado a lado antes de multiplicar. Uma tabela com colunas x, y, x·fator e y·fator funciona bem.
Erro 4: confundir ampliação com translação
Alguns alunos deslocam a figura para outro ponto do plano e acham que ela foi ampliada, porque ela "mudou de lugar". Esse erro aparece como distrator em questões de coordenadas. A causa é não distinguir mudança de posição de mudança de tamanho. A intervenção é desenhar as duas figuras juntas, com a origem marcada, e perguntar: "A forma mudou ou só o lugar?".
Erro 5: não manter as proporções entre os lados
Em questões em que a figura é um triângulo com lados 6, 9 e 12, o aluno pode multiplicar só um lado, ou aplicar fatores diferentes a lados diferentes, e obter um triângulo que não é semelhante ao original. A causa é tratar cada medida como um número isolado. A intervenção é verificar a razão entre lados correspondentes: se a razão não se mantém, a figura deixou de ser semelhante.
Como ensinar ampliação passo a passo?
Uma sequência que funciona em sala de aula, e que converge com as dicas de resolução das questões, tem cinco etapas.
Primeiro, comece com malha quadriculada e uma figura simples, como um quadrado de lado 2. Peça para ampliar por fator 2 contando quadradinhos, sem fórmula. Depois, faça o mesmo com o fator 3. Os alunos vão perceber sozinhos que os lados triplicam, mas a área não triplica.
Segundo, introduza a comparação entre lados correspondentes. Use a dica de resolução das questões: compare o lado ampliado com o original por divisão, como 4 dividido por 2. Isso reforça que a relação é multiplicativa.
Terceiro, leve a ideia para a área. Peça que calculem a área do quadrado original e do ampliado, e depois a razão entre elas. O aluno vai ver que 4 e 16 têm razão 4, que é o quadrado do fator 2. Esse é o momento de nomear a regra: a área escala pelo quadrado do fator.
Quarto, passe para o plano cartesiano. Ampliar um triângulo por fator 2 significa dobrar cada coordenada de cada vértice. Use a tabela com colunas para evitar o erro de aplicar o fator a uma só coordenada.
Quinto, feche com problemas de contexto, como ampliar um selo para um cartaz ou um molde para um azulejo. Peça que os alunos justifiquem a resposta em voz alta. A justificativa é o melhor diagnóstico: quem consegue explicar por que a área quadruplicou está pronto para avançar.
Como avaliar ampliação: que tipo de questão usar em cada momento?
Nem toda questão serve para o mesmo fim. Pelas fichas técnicas, questões de aplicação de fator em uma só medida são rápidas, de leitura baixa e funcionam bem como abertura de prova ou como fixação. Já as que exigem proporção entre vários lados, ou área, têm tempo maior e mais poder de discriminação, o que as torna mais úteis em avaliações de consolidação.
Para um diagnóstico no início da unidade, use uma ou duas questões curtas de ampliação de lado, sem área, para ver se a turma domina a multiplicação pelo fator. No meio da unidade, use questões de plano cartesiano e de escala com contexto cotidiano, que costumam ter boa discriminação. No fechamento, reserve as questões que misturam lado e área, porque são as que revelam quem realmente entendeu a diferença.
Essas mesmas questões podem entrar em prova, atividade, lição de casa, simulado ou avaliação rápida. A escolha depende do momento. Se você está montando um simulado, prefira as que têm boa discriminação. Se quer uma lição de casa de reforço, escolha as de fixação, com tempo curto e sem muita leitura.
Se você quer montar essas avaliações sem perder horas digitando, o gerador de provas do GeraProva monta a questão a partir do conceito e da habilidade que você escolher. Você pode começar com um cadastro grátis e testar com a sua turma.
O que ensinar antes de ampliação de figuras?
O acervo do GeraProva mostra que ampliação depende de alguns conceitos que valem ser revisados antes. O primeiro é coordenadas no plano cartesiano, porque muitas questões trabalham vértices em malha e um aluno que troca eixos vai errar a ampliação mesmo sabendo o fator. O segundo é proporção entre segmentos, que é a base para comparar lados correspondentes. Também precisam estar firmes a proporcionalidade e a escala, as medidas de comprimento e as propriedades dos quadriláteros, que ajudam a reconhecer que um retângulo ampliado continua retângulo.
Por fim, a área do quadrado é indispensável. Sem ela, o aluno não tem como entender por que a área quadruplica quando o lado dobra. Se a turma confunde área com perímetro, revisite esse conceito antes de qualquer questão que envolva escala de área.
Quais são as ligações de ampliação com outros temas?
Ampliação é um tema transversal natural. Ela aparece em escalas de mapas, em ampliação de fotos para impressão, em projetos de artes e artesanato (como o molde do azulejo) e em receitas de quantidades. Esse contexto ajuda a dar sentido ao fator de ampliação e a fugir da abstração.
Do ponto de vista socioemocional, as fichas das questões apontam habilidades como tomada de decisão, pensamento crítico e atenção aos detalhes. Questões de ampliação exigem decidir qual fator aplicar, questionar se a figura continua semelhante e prestar atenção em cada coordenada. Essas são habilidades que vão além da matemática, e vale comentá-las com a turma.
8 questões comentadas sobre ampliação de figuras geométricas
As questões a seguir foram validadas e cobrem os anos do 5º ao 7º. Para cada uma, você vê o enunciado, as alternativas com a explicação do que está certo ou errado e, no final, a ficha técnica completa com pré-requisitos, erro típico e distrator mais provável.
Questão 1: relação entre o lado ampliado e o original
Em uma malha quadriculada, um quadrado de lado 2 foi ampliado para um quadrado de lado 4.
— Qual é a relação entre o lado do desenho ampliado e o original?
- ✅ A) O lado do desenho ampliado ficou 2 vezes maior que o lado original. — O lado passou de 2 para 4. Como 4 dividido por 2 é 2, o lado ampliado mede duas vezes o original.
- ❌ B) O lado do desenho ampliado ficou metade do tamanho do lado original. — Inverte a divisão e calcula 2 dividido por 4, em vez de comparar 4 com 2.
- ❌ C) O lado do desenho ampliado ficou 4 vezes maior que o lado original. — Confunde a medida final do lado, 4, com o número de vezes que ele aumentou.
- ❌ D) O lado do desenho ampliado ficou 6 unidades maior que o lado original. — Soma as medidas dos lados, 4 e 2, em vez de compará-las.
- ❌ E) O lado do desenho ampliado ficou com o dobro da área do desenho original. — Confunde a comparação entre lados com a comparação entre áreas. As áreas são 4 e 16, não têm relação de dobro.
O que o erro revela: a alternativa E é o distrator que mais diz sobre o aluno. Quem a escolhe já trata lado e área como se crescessem igual, e esse é o diagnóstico central deste guia.
Questão 2: vértices de um triângulo ampliado no plano cartesiano
Em um gráfico de malha, o triângulo X tem vértices A(1, 0), B(2, 1) e C(0, 2). Para destacar a figura, foi feita uma cópia em que cada coordenada foi multiplicada por 4.
— Quais são os vértices da cópia destacada?
- ✅ A) Os novos vértices são A'(4, 0), B'(8, 4) e C'(0, 8). — Multiplicou-se cada coordenada de todos os vértices por 4, preservando a posição relativa da figura e obtendo exatamente esses pontos.
- ❌ B) Os novos vértices são A'(1, 0), B'(2, 1) e C'(0, 2). — O aluno repetiu os vértices originais sem aplicar a ampliação pedida. Isso mostra que leu a figura inicial, mas não executou a transformação descrita no enunciado.
- ❌ C) Os novos vértices são A'(4, 0), B'(8, 1) e C'(0, 8). — O aluno multiplicou apenas a primeira coordenada de B, mas deixou a segunda sem ampliação. No enunciado, ambas as coordenadas de cada vértice devem ser multiplicadas por 4.
- ❌ D) Os novos vértices são A'(5, 4), B'(6, 5) e C'(4, 6). — O aluno somou 4 a cada coordenada, em vez de multiplicar por 4. O comando pede ampliação por fator 4, não uma translação no plano.
- ❌ E) Os novos vértices são A'(2, 0), B'(4, 2) e C'(0, 4). — O aluno multiplicou as coordenadas por 2, usando um fator diferente do que foi pedido. A transformação correta exige fator 4 em cada coordenada.
O que o erro revela: a alternativa C aparece como o distrator mais provável. Ela indica que o aluno não aplicou o fator a todas as coordenadas, o que é um sinal de que a leitura de pares ordenados precisa de atenção.
Questão 3: dimensões de um retângulo ampliado em quadrículas
Um pintor prepara uma parede com quadriculas para ampliar um esboço de um retângulo. No esboço, o retângulo ocupa 5 quadriculas na horizontal e 3 quadriculas na vertical. Para cobrir toda a parede, ele decide ampliar a figura mantendo as proporções, revestindo cada quadricula original por 2 quadriculas no novo desenho.
Analise o texto-base e determine as medidas dos lados do retângulo ampliado em número de quadriculas.
- ❌ A) 7,5 quadriculas na horizontal e 4,5 quadriculas na vertical — Aplica fator de 1,5 em vez de 2, resultando em medidas fracionárias.
- ✅ B) 10 quadriculas na horizontal e 6 quadriculas na vertical — Cada dimensão é multiplicada por 2 (5×2=10 e 3×2=6), garantindo semelhança.
- ❌ C) 8 quadriculas na horizontal e 6 quadriculas na vertical — Aplica fator errado (não corresponde ao dobro de 5).
- ❌ D) 5 quadriculas na horizontal e 3 quadriculas na vertical — Mantém as medidas originais sem aplicar o fator de ampliação.
- ❌ E) 15 quadriculas na horizontal e 9 quadriculas na vertical — Usa fator de ampliação 3 em vez de 2, superestimando as medidas.
O que o erro revela: a alternativa A, com medidas fracionárias, indica que o aluno não percebeu que o fator 2 é inteiro e aplicou um fator intermediário por tentativa. É sinal de que a relação entre o fator e a medida ainda não está clara.
Questão 4: ampliação fiel de um contorno com canto interno
Para produzir um selo maior para as embalagens, precisamos copiar o contorno sem mudar suas curvas, explicou a artesã ao registrar o desenho em uma malha de quadrados. Partindo do canto inferior esquerdo, o traço segue 3 quadrados para a direita, 2 para cima, 2 para a esquerda, 2 para cima, 1 para a esquerda e 4 para baixo, até voltar ao início. Nesse percurso, há um canto que entra para dentro do desenho. As propostas para o selo maior devem manter esse tipo de canto na mesma posição do trajeto.
Analise o trajeto registrado e identifique a proposta que representa uma ampliação fiel do contorno.
- ❌ A) Um contorno de lados 6, 4, 4, 4, 2 e 8, com o canto interno trocado por externo. — Erro de conservação dos ângulos: os lados dobraram, mas a troca do canto interno altera o formato do polígono.
- ❌ B) Um contorno de lados 6, 3, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. — Erro de cálculo proporcional: o segundo lado deveria medir 4, pois o lado original de 2 deve ser multiplicado por 2.
- ✅ C) Um contorno de lados 6, 4, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. — Todos os lados correspondentes foram multiplicados por 2, e os cantos foram mantidos. Assim, há ampliação com ângulos congruentes.
- ❌ D) Um contorno de lados 5, 4, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. — Erro de escala desigual: o primeiro lado não dobrou, enquanto os outros lados indicam fator de ampliação 2.
- ❌ E) Um contorno de lados 6, 4, 4, 4, 2 e 7, com os cantos nas mesmas posições. — Erro de proporcionalidade parcial: o último lado não foi multiplicado pelo mesmo fator que os demais.
O que o erro revela: a escolha de A ou de B mostra que o aluno pode aplicar o fator a alguns lados e não a outros, ou perder a ideia de que o canto interno precisa ser preservado. É uma boa questão para diagnosticar a leitura de trajetos.
Questão 5: quadradinhos coloridos em um mosaico ampliado
Professor, este desenho tem cinco quadradinhos coloridos neste pequeno mosaico, disse Marina, apontando para um contorno feito sobre uma malha quadriculada. Augusto sugeriu: vamos criar uma versão ampliada em que cada lado de um quadradinho seja triplicado. Quantos quadradinhos coloridos teremos no mosaico maior?
Determine quantos quadradinhos coloridos aparecerão no mosaico ampliado conforme descrito.
- ❌ A) 75 quadradinhos — Mistura incorreta de fatores, como 5 x (3^2+?); não corresponde ao cálculo de semelhança.
- ✅ B) 45 quadradinhos — Correto, a área escala pelo quadrado do fator: 5 x 3^2 = 5 x 9 = 45.
- ❌ C) 125 quadradinhos — Uso equivocado do cubo do fator de ampliação (5 x 3^3) em vez do quadrado.
- ❌ D) 30 quadradinhos — Confusão entre soma e produto de fatores de escala, usando 5 x (3+3) em vez de quadrado do fator.
- ❌ E) 15 quadradinhos — Erro ao multiplicar apenas pelo fator de ampliação linear (5 x 3) sem considerar a área.
O que o erro revela: a alternativa C, com o cubo do fator, é o distrator mais provável. Ela mostra que o aluno sabe que a ampliação envolve potência, mas não distingue a potência de área da de volume. A alternativa E indica que ele ainda pensa só no lado.
Questão 6: lados de um triângulo ampliado pela escala 3/2
Um grupo de estudantes projetou um polígono triangular em uma malha quadriculada para criar um mosaico. No projeto original, as medidas dos lados do triângulo eram 6 cm, 9 cm e 12 cm. Para ajustar o mosaico a um painel maior, decidiram ampliar o desenho na malha usando escala de ampliação de 3/2, mantendo os ângulos congruentes e as proporções entre os lados.
A partir do texto-base, determine as medidas dos lados correspondentes do polígono após a ampliação pela escala 3/2.
- ❌ A) 8 cm, 12 cm e 16 cm — Multiplica por 4/3 em vez de 3/2; aplica escala incorreta.
- ✅ B) 9 cm, 13,5 cm e 18 cm — Cada lado do triângulo original (6, 9 e 12 cm) foi multiplicado por 1,5 (3/2), resultando em 9, 13,5 e 18 cm.
- ❌ C) 6 cm, 9 cm e 12 cm — Mantém medidas originais; não realiza a ampliação solicitada.
- ❌ D) 12 cm, 18 cm e 24 cm — Multiplica por 2 em vez de 1,5; confunde escala de ampliação de 3/2 com 2.
- ❌ E) 7,2 cm, 10,8 cm e 14,4 cm — Multiplica por 1,2 em vez de 1,5; usa fator de escala errado.
O que o erro revela: a alternativa D, que troca 3/2 por 2, é o distrator mais provável. O aluno lê a fração de forma incompleta e aplica um fator mais fácil. Vale checar se ele multiplica fração por inteiro com segurança.
Questão 7: dimensões de uma figura ampliada pelo fator 2
Olívia, queremos ampliar o selo do clube em malha quadriculada para o cartaz da feira. O desenho original ocupa 5 quadrados de largura e 3 quadrados de altura. Vamos criar uma figura semelhante, ampliada por um fator 2, mantendo o formato e a disposição dos quadrados.
Com base no texto-base, identifique as dimensões em quadrados da figura ampliada pelo fator 2.
- ❌ A) Largura de 15 quadrados e altura de 9 quadrados — Aplicou fator 3 incorretamente: 5×3 e 3×3, não corresponde ao fator 2.
- ❌ B) Largura de 8 quadrados e altura de 6 quadrados — Multiplicou largura por 1,6 (5×1,6=8) e altura por 2; uso errado de fator.
- ❌ C) Largura de 9 quadrados e altura de 6 quadrados — Aplicou fator 1,8 na largura e fator 2 na altura, falta de coerência no escalonamento.
- ❌ D) Largura de 7 quadrados e altura de 5 quadrados — Somou o fator 2 em vez de multiplicar: 5+2=7 e 3+2=5.
- ✅ E) Largura de 10 quadrados e altura de 6 quadrados — Aplicou corretamente o fator 2: 5×2=10 e 3×2=6, preservando semelhança.
O que o erro revela: a alternativa D, com soma no lugar de multiplicação, é o distrator mais escolhido, e mostra que o aluno ainda associa ampliar a adicionar. Essa é uma das confusões mais persistentes do tema.
Questão 8: coordenadas de um triângulo ampliado por 2
Numa oficina de cerâmica, uma artista desenhou no papel quadriculado um pequeno padrão em forma de triângulo para servir de molde a um azulejo maior. O triângulo original tem vértices A(1, 1), B(3, 1) e C(2, 3), tomando o canto inferior esquerdo da malha como origem. Ela quer ampliar o molde de modo que todas as medidas fiquem 2 vezes maiores, sem mudar a forma nem a abertura dos ângulos. Para testar a ampliação, anotou as posições dos novos vértices no mesmo sistema de coordenadas.
Analise o texto-base e identifique as coordenadas do triângulo ampliado, mantendo a mesma forma e com medidas 2 vezes maiores.
- ❌ A) A'(1, 1), B'(3, 1) e C'(2, 3). — Errada. Essas são as coordenadas do molde original, sem ampliação alguma.
- ❌ B) A'(2, 1), B'(6, 1) e C'(4, 3). — Errada. Aqui só a abscissa foi ampliada; a figura perde a proporção entre os lados.
- ❌ C) A'(4, 4), B'(6, 4) e C'(5, 6). — Errada. As coordenadas não mantêm a mesma razão entre os lados do triângulo original.
- ✅ D) A'(2, 2), B'(6, 2) e C'(4, 6). — Correta. Dobrar as coordenadas em relação à origem produz uma figura semelhante com lados 2 vezes maiores.
- ❌ E) A'(3, 3), B'(5, 3) e C'(4, 5). — Errada. Os pontos foram deslocados, mas não houve ampliação proporcional a partir da origem.
O que o erro revela: a alternativa B é o distrator mais provável, pois dobra só a abscissa. Ela indica que o aluno não aplicou o fator às duas coordenadas e não percebeu que a semelhança depende disso.
Perguntas frequentes de professores sobre ampliação de figuras
Por que a área quadruplica quando o lado dobra?
Porque a área de uma figura é calculada multiplicando duas dimensões, e as duas são multiplicadas pelo fator. Se o lado vai de 2 para 4, a área do quadrado vai de 4 para 16, uma razão de 4, que é o quadrado do fator 2. Em malha quadriculada, a contagem de quadradinhos confirma isso sem fórmula. É a melhor forma de mostrar à turma que a área escala pelo quadrado do fator.
Devo ensinar ampliação antes ou depois de área?
O ideal é ensinar as duas juntas, mas começando pela ampliação de lados. O aluno precisa dominar a multiplicação pelo fator antes de entender a relação com a área. Depois que a ideia do lado estiver firme, introduza a área como a comparação quadrática. Se você ensinar área primeiro sem a ideia de fator, o aluno vai decorar a regra sem entender.
Como saber se minha turma já domina a ampliação?
Use uma pergunta de diagnóstico curta: se dobrarmos o lado de um quadrado, quantas vezes a área aumenta? Se a resposta for dobra, a base de área não está firme. Se a resposta for quadruplica com justificativa, o aluno está pronto para avançar. Complemente com uma questão de plano cartesiano para verificar a leitura de coordenadas.
Qual a diferença entre ampliação e translação?
Na ampliação, a forma e o tamanho mudam: a figura cresce pelo fator. Na translação, a figura muda só de posição, mantendo tamanho e forma. Muitos alunos confundem as duas quando a figura muda de lugar no plano. Para diferenciar, desenhe as duas figuras com a origem marcada e pergunte se o formato mudou ou só o lugar.
Essas questões servem para prova ou só para atividade?
Servem para os dois. As fichas indicam que as questões de fixação e de aplicação de fator em uma medida são boas para abertura de prova, atividade e lição de casa. As que misturam lado e área e exigem proporção entre vários lados têm mais poder de discriminação e funcionam bem em simulados e avaliações de consolidação.
Como montar uma lista de ampliação sem digitar tudo do zero?
Você pode usar o gerador de provas do GeraProva, que monta a questão a partir do conceito e da habilidade escolhidos. Para começar, faça o cadastro grátis e teste com uma turma antes de decidir o formato da sua avaliação.
Se você chegou até aqui, provavelmente já reconheceu alguma cena da sua própria sala de aula. Experimente montar uma lista de ampliação com o gerador de provas do GeraProva, comece pela questão de diagnóstico e veja em qual passo a turma tropeça. O resto da unidade fica mais fácil quando você sabe exatamente onde está o nó.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Construção de figuras semelhantes: ampliação e redução de figuras planas em malhas quadriculadas, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
