— Quem faz a escola funcionar quando a aula termina? — perguntou Luana ao ver pessoas varrendo o corredor e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Quem faz a escola funcionar quando a aula termina? — perguntou Luana ao ver pessoas varrendo o corredor e levando caixas para a cozinha. Em casa, ela contou a cena ao tio, que lembrou: “Aqui também tem gente que cuida das coisas sem aparecer nas fotos: sua avó organiza as contas, seu irmão mais velho pega você no portão e eu conserto o que quebra”. No dia seguinte, a turma recebeu a tarefa de montar um mural chamado “Histórias do nosso dia”, usando bilhetes, lembranças e relatos. Luana já tinha anotado nomes de professores e colegas, mas ficou em dúvida se bastava isso. A professora explicou que o mural deveria mostrar como diferentes pessoas participam da vida da família e da escola, em lugares variados, mesmo quando não estão na sala de aula. Analise a situação apresentada e identifique a ação que melhor permite reconhecer o papel de diferentes sujeitos nos espaços da família e da escola, usando histórias do cotidiano como fonte.
- A) Listar nomes de parentes e de professores, sem registrar o que cada pessoa faz no dia a dia.
- B) Ouvir familiares e funcionários da escola e registrar, em relatos curtos, o que cada um faz em cada lugar.
- C) Pedir que um adulto escreva o mural sozinho, para organizar melhor as ideias da turma.
- D) Selecionar apenas acontecimentos especiais da família, deixando de lado rotinas e trabalhadores da escola.
- E) Copiar regras do regimento e um calendário de aniversários para representar a história de cada grupo.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a ação que permite reconhecer o papel de diferentes sujeitos nos espaços da família e da escola, usando histórias do cotidiano como fonte. Passo 2: Resolvendo por conta própria, a ação precisa reunir dois elementos: ouvir pessoas de lugares variados (família e escola) e registrar o que cada uma faz, em relatos. Isso permite ver o papel de cada sujeito, como a avó que organiza as contas, o irmão que pega a irmã no portão e o tio que conserta coisas. Passo 3: A alternativa B cumpre exatamente isso, pois ouvir familiares e funcionários e registrar em relatos curtos o que cada um faz em cada lugar. Passo 4: A alternativa A está errada porque listar nomes sem registrar o que cada pessoa faz não revela papel algum, que é justamente o que a professora pediu. Passo 5: A alternativa C está errada porque tirar dos alunos a produção do mural contraria a proposta de usar bilhetes, lembranças e relatos colhidos no cotidiano. Passo 6: A alternativa D está errada porque a professora pediu rotinas e trabalhadores da escola, e selecionar apenas acontecimentos especiais vai contra isso. Passo 7: A alternativa E está errada porque regimento e calendário de aniversários são documentos formais e datas, não histórias do cotidiano sobre quem faz o dia a dia funcionar. Passo 8: O gabarito oficial B está correto e coincide com a resolução feita de forma independente.
💡 Dica: Identifique quais relatos permitem conhecer as ações de diferentes pessoas na família e na escola.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que basta identificar as pessoas pelo nome para cumprir a tarefa, como Luana, que já tinha anotado nomes e ficou em dúvida. Ele não percebe que o papel de cada sujeito só aparece quando se registra a ação.
Por que engana: O aluno pode escolher uma alternativa que registra apenas nomes, regras ou acontecimentos especiais, sem considerar relatos sobre as ações cotidianas de diferentes pessoas.
A estratégia compara espaços e sujeitos, usando relatos para identificar funções e contribuições no cotidiano.
O aluno entende que a melhor forma de organizar o trabalho é centralizar a escrita em um adulto, sem considerar que a atividade é de construção coletiva pela turma. Assim, ele perde a fonte de histórias que a própria turma deveria recolher.
O aluno associa 'histórias da família' a momentos marcantes e festivos, ignorando que o enunciado pede rotinas e trabalhadores do cotidiano. Trata-se de uma leitura errada do objetivo do mural.
O aluno confunde registros formais e datas com histórias de pessoas, achando que regras e calendários representam a vida de um grupo. Ele não distingue documentos institucionais de relatos sobre quem participa do cotidiano.
Raio-X da questão
Sujeitos e cotidiano histórico
avaliacao
Fontes históricas do cotidiano · Participação social nos espaços
Revise como relatos e lembranças do cotidiano ajudam a reconhecer a participação de diferentes sujeitos na história.
O aluno pode escolher uma alternativa que registra apenas nomes, regras ou acontecimentos especiais, sem considerar relatos sobre as ações cotidianas de diferentes pessoas.
cidadania_etica
tomada_decisao
cotidiano
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