Em uma empresa de aplicativo, motoristas afirmam que trabalham muitas horas sem garantia de renda mínima…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma empresa de aplicativo, motoristas afirmam que trabalham muitas horas sem garantia de renda mínima, descanso ou proteção social. A direção responde que o sistema é flexível e que cada trabalhador decide quando se conectar. — A partir das teorias clássicas da Sociologia, qual leitura explica melhor a precarização apresentada no texto?
- A) A leitura do senso comum econômico, porque cada motorista escolhe livremente quando trabalhar e, por isso, não há relação de dominação nem precarização.
- B) A leitura funcionalista, porque jornadas longas e falta de proteção são efeitos necessários para manter o equilíbrio e a eficiência do mercado.
- C) A leitura marxista, porque a flexibilidade pode ocultar formas de exploração e transferência de riscos para o trabalhador.
- D) A leitura durkheimiana, porque a flexibilidade fortalece a coesão social ao integrar espontaneamente os trabalhadores ao funcionamento da empresa.
- E) A leitura weberiana, porque a precarização resulta principalmente da eficiência racional do sistema e do controle técnico sobre os motoristas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o fenômeno descrito no texto: motoristas trabalham muitas horas, sem renda mínima, descanso ou proteção social, enquanto a empresa afirma que o sistema é flexível e que cada um decide quando trabalhar. O problema central é a precarização, e a pergunta pede a teoria clássica que melhor a explica.
- Analise a versão marxista. Para Marx, o trabalho assalariado envolve exploração, pois o capitalista se apropria do trabalho excedente. A flexibilidade apresentada como liberdade pode ocultar essa relação e transferir ao trabalhador riscos que antes eram da empresa (custos de equipamento, instabilidade de renda, ausência de direitos). Por isso a alternativa C explica bem o caso.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Confunde a aparência de liberdade de escolha com ausência de dominação, justamente o que a leitura crítica questiona.
- B) Trata a precarização como efeito necessário para o equilíbrio do mercado, sem analisar os conflitos e desigualdades que o texto evidencia.
- D) Supõe que a flexibilidade produz coesão espontânea, quando o texto mostra desproteção e tensão entre trabalhadores e empresa.
- E) Atribui a precarização à eficiência racional e ao controle técnico, mas a racionalidade weberiana não explica diretamente a transferência de riscos e a exploração que o texto descreve.
- Conclusão: a leitura que melhor explica a precarização apresentada é a marxista, alternativa C, que revela a exploração escondida sob a aparência de flexibilidade.
💡 Dica: Observe qual teoria critica a exploração nas relações de trabalho.
Alternativa por alternativa
Acredita que a liberdade formal de escolher os horários elimina a relação de dominação, ignorando que a dependência econômica do trabalhador o obriga a aceitar condições precárias.
Entende que jornadas longas e falta de proteção são funcionais ao equilíbrio do mercado, sem perceber que o funcionalismo não problematiza desigualdades e conflitos de interesse que o texto revela.
Resposta correta. A interpretação marxista destaca a exploração nas relações de trabalho e mostra como a aparente autonomia pode mascarar precarização e transferência de custos e riscos para o trabalhador.
Supõe que a flexibilização gera integração social espontânea e coesão, sem reconhecer que o texto mostra desproteção e tensão, aspectos que Durkheim trataria como disfunção ou anomia, não como fortalecimento da coesão.
Associa a precarização à racionalidade técnica e ao controle burocrático de Weber, sem notar que o texto trata da transferência de riscos e da exploração do trabalho, que não decorrem diretamente da eficiência racional.
Por que engana: Confundir flexibilidade com autonomia plena e ignorar precarização.
Raio-X da questão
Exploração e precarização do trabalho.
Relacionar teoria cl
Teoria marxista. · Conceitos de trabalho e exploração.
Marx e relações de produção.
Confundir flexibilidade com autonomia plena e ignorar precarização.
Direitos trabalhistas.
Pensamento crítico.
Trabalho por aplicat
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