Quantas histórias se escondem em cada esquina de nosso bairro? O coletivo Vozes da Lapa inaugurou esta semana…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Quantas histórias se escondem em cada esquina de nosso bairro? O coletivo Vozes da Lapa inaugurou esta semana uma série de depoimentos orais que mapeiam memórias de moradores com mais de 70 anos. Em mesas redondas, participantes compartilham expressões como “me recordo” e “quando era criança”, situando tempo e espaço das lembranças. As falas são registradas sem edição, preservando hesitações, modificações de tom e repetições típicas da fala espontânea. A iniciativa visa construir um arquivo vivo, dando voz a experiências que não constam em livros oficiais. Os organizadores buscam, com isso, fortalecer a identidade local e incentivar jovens a dialogar com a história contada por quem viveu aquele tempo. Analise o texto-base e identifique qual característica revela que se trata de depoimentos orais preservados em sua forma espontânea:
- A) A preservação de hesitações e repetições nas falas dos participantes
- B) A eliminação de modificações de tom para manter uniformidade textual
- C) A reescrita das falas em linguagem formal e padronizada
- D) A adoção de terceira pessoa para narrar as lembranças
- E) O uso de datas históricas precisas para situar os relatos
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia a pergunta com atenção. Ela pede a característica que revela que os depoimentos foram preservados em sua forma espontânea, isto é, que a fala foi registrada como foi dita, sem tratamento editorial.
- Localize no texto-base a informação decisiva. O texto afirma que as falas são registradas sem edição, preservando hesitações, modificações de tom e repetições típicas da fala espontânea.
- Resolva por conta própria. Se a fala é preservada espontaneamente, os traços que a marcam (hesitações e repetições) permanecem no registro. Logo, a alternativa A, que menciona a preservação de hesitações e repetições, é a que revela essa característica.
- Analise as demais alternativas. B está errada porque o texto diz que as modificações de tom são preservadas, não eliminadas. C está errada porque reescrever a fala em linguagem formal seria justamente o oposto da espontaneidade. D está errada porque o texto não menciona narração em terceira pessoa; as lembranças são expressas pelos próprios participantes. E está errada porque o uso de datas precisas não é apresentado como marca da espontaneidade; o texto fala em situar tempo e espaço por expressões como 'me recordo' e 'quando era criança'.
- Compare com o gabarito oficial. O gabarito é A, o que coincide com a resolução obtida.
💡 Dica: Foque nas características da fala espontânea mencionadas no texto.
Alternativa por alternativa
Hesitações e repetições são marcadores de oralidade não editada, típicos de depoimentos espontâneos.
O aluno pode ter entendido que, para um texto ficar uniforme e bem registrado, as variações de tom devem ser apagadas, ignorando que o texto diz que essas modificações são preservadas.
Por que engana: Confundir linguagem formal com espontânea e não identificar elementos da fala natural.
O aluno pode associar registro de depoimento a uma versão polida e padronizada, como em textos escritos formais, sem perceber que a espontaneidade exige manter a fala tal como foi produzida.
O aluno pode supor que relatos de memória precisam ser narrados por um narrador externo em terceira pessoa, confundindo o depoimento oral com uma narrativa escrita tradicional.
O aluno pode ter tomado a precisão histórica como sinal de autenticidade do relato, quando o texto destaca expressões de tempo subjetivas como 'me recordo' e 'quando era criança' como forma de situar as lembranças.
Raio-X da questão
depoimentos orais espontâneos
diagnostico
interpretação de texto
Estude características da fala espontânea e depoimentos orais.
Confundir linguagem formal com espontânea e não identificar elementos da fala natural.
pensamento_critico
cotidiano
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