Pesquisadores acompanham há três anos o avanço do parkour em comunidades periféricas de uma capital do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Pesquisadores acompanham há três anos o avanço do parkour em comunidades periféricas de uma capital do Nordeste. Observam que, nesses grupos, a maioria dos praticantes é do sexo masculino, enquanto as mulheres frequentemente são desencorajadas com comentários de que saltos altos seriam “arriscados demais” para corpos delicados. Em rodas de treino, instrutores reforçam técnicas que valorizam força e agilidade, mas raramente discutem como questões de gênero influenciam a participação. Alguns jovens relatam que meninas evitam obstáculos mais complexos para não parecer “fora do lugar”. Dados das entrevistas mostram também a ausência de referência a mulheres reconhecidas na disciplina, o que invisibiliza modelos femininos de corpo em movimento. (Texto-base fictício) Com base no texto-base, proponha uma ação que contribua para combater estereótipos de gênero e promover a inclusão de corpos diversos na prática de parkour.
- A) Promover concursos de desempenho para estimular a competitividade entre gêneros.
- B) Proibir comentários críticos durante os treinos para evitar constrangimentos entre atletas.
- C) Realizar oficinas conduzidas por praticantes de diferentes gêneros para discutir representações corporais.
- D) Padronizar equipamentos de proteção iguais para todos os praticantes independentemente do gênero.
- E) Estabelecer níveis de dificuldade obrigatórios para todos os participantes sem distinção de gênero.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve um quadro de estereótipos de gênero no parkour: meninas são desencorajadas com argumentos de fragilidade, evitam obstáculos para não parecer deslocadas, faltam referências femininas e os instrutores quase não discutem o tema. A pergunta pede uma ação que combata esses estereótipos e promova a inclusão de corpos diversos.
- Analisando as alternativas sem considerar o gabarito, a ação que ataca diretamente as causas descritas é a C, pois oficinas conduzidas por praticantes de diferentes gêneros permitem discutir representações corporais, questionar a ideia de que corpos femininos são frágeis e tornar visíveis modelos diversos, o que responde ao problema apontado no texto.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Concursos que estimulam competição entre gêneros reforçam a comparação e a hierarquia, podendo aumentar a exclusão de quem já se sente deslocada.
- B) Proibir comentários críticos apenas silencia sintomas sem discutir as representações que os produzem, não promovendo inclusão real.
- D) Padronizar equipamentos iguais ignora diferenças corporais e não enfrenta os estereótipos sobre capacidade e participação.
- E) Níveis obrigatórios sem distinção desconsideram trajetórias e corpos diversos e não tratam da invisibilização de mulheres na disciplina.
- Conclusão: a alternativa C é a única que combina diálogo sobre gênero, participação de praticantes diversos e valorização de referências, em linha com o objetivo proposto. O gabarito oficial está correto.
💡 Dica: Analise o texto e escolha a ação que promove inclusão e combate estereótipos de gênero.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a competição entre gêneros motiva a participação feminina e desfaz a ideia de que mulheres são menos capazes, sem perceber que a comparação reforça a hierarquia.
O aluno confunde combate ao estereótipo com simples controle de falas, imaginando que eliminar comentários resolve o problema de fundo.
Por que engana: Escolher ações que não promovem inclusão efetiva ou que ignoram a questão de gênero no esporte.
Iniciativa promove debate sobre gêneros, visibiliza modelos diversos e combate a ideia de corpos “fora do lugar”, alinhando-se ao texto-base.
O aluno entende inclusão como tratamento idêntico para todos, ignorando que o texto trata de representações e de diferenças na participação, não apenas de equipamentos.
O aluno supõe que impor um mesmo nível de dificuldade a todos garante igualdade, sem considerar que isso desconsidera trajetórias e corpos diversos.
Raio-X da questão
estereótipos de gênero e inclusão
avaliacao
estereótipos de gênero · diversidade corporal
estude estereótipos de gênero e diversidade corporal
Escolher ações que não promovem inclusão efetiva ou que ignoram a questão de gênero no esporte.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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