Num dilema que exige sacrificar uma pessoa para salvar cinco, qual justificativa utilitarista sustenta a ação?
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Num dilema que exige sacrificar uma pessoa para salvar cinco, qual justificativa utilitarista sustenta a ação?
- A) A moralidade prioriza os direitos individuais acima de tudo.
- B) Sacrificar um é justificado se essa escolha aumentar a soma total de bem-estar; a ação é moral quando maximiza a felicidade agregada.
- C) Ação moral é aquela que evita qualquer dor, independente das consequências.
- D) Sacrificar um é errado em qualquer circunstância, independente do número.
- E) Utilizar a emoção como guia: decisões devem ser guiadas por sentimentos.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede a justificativa utilitarista para um dilema em que sacrificar uma pessoa salva cinco. Passo 2: No utilitarismo, a moralidade de uma ação é avaliada pelas consequências, especificamente pelo bem-estar ou felicidade que ela produz no conjunto das pessoas afetadas. Passo 3: Em um dilema desse tipo, a soma de bem-estar é maior se cinco pessoas são salvas à custa de uma, então a justificativa utilitarista sustenta o sacrifício. Passo 4: A alternativa B expressa exatamente essa lógica: o sacrifício de um é justificado quando aumenta a soma total de bem-estar, e a ação é moral quando maximiza a felicidade agregada. Passo 5: A alternativa A está errada porque prioriza direitos individuais acima de tudo, o que é uma posição deontológica, e não utilitarista. Passo 6: A alternativa C está errada porque evitar qualquer dor independentemente das consequências ignora o próprio critério utilitarista, que depende justamente do balanço das consequências. Passo 7: A alternativa D está errada porque afirma que sacrificar um é sempre errado, uma posição que rejeita o cálculo de consequências típico do utilitarismo. Passo 8: A alternativa E está errada porque guiar decisões pelos sentimentos corresponde a uma ética emotivista, e não à justificativa utilitarista, que busca critérios de cálculo do bem-estar coletivo. Passo 9: Conclusão: o gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Considere os princípios do utilitarismo ao formular sua resposta.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde o utilitarismo com a ética dos direitos individuais, supondo que a moralidade deve sempre proteger o indivíduo, mesmo quando isso custa vidas a mais.
Por que engana: Confundir a moralidade utilitarista com a defesa dos direitos individuais, priorizando a proteção de um indivíduo em detrimento do bem maior.
O utilitarismo avalia apenas consequências; a ação que gera maior felicidade total é eticamente preferível mesmo que prejudique um indivíduo.
O aluno entende que a ação moral é simplesmente a que evita qualquer dor, sem olhar para as consequências totais, e não percebe que o utilitarismo avalia justamente o balanço entre bens e males produzidos.
O aluno segue a intuição do senso comum de que matar alguém é sempre errado e não percebe que o dilema foi formulado para testar a justificativa das consequências.
O aluno associa a justificativa utilitarista a decisões baseadas em sentimentos, confundindo o cálculo de bem-estar com uma ética emotivista, na qual a emoção é o critério da ação.
Raio-X da questão
justificativa utilitarista
avaliacao
justificativa utilitarista · dilemas morais
Revisar os princípios do utilitarismo na ética.
Confundir a moralidade utilitarista com a defesa dos direitos individuais, priorizando a proteção de um indivíduo em detrimento do bem maior.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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