Entre os séculos XIV e XVI (1400–1600), que prática náutica portuguesa, baseada no aproveitamento de ventos e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a ocupação humana e a produção do espaço em diferentes tempos, aplicando os princípios de localização, distribuição, ordem, extensão, conexão, arranjos, casualidade, entre outros que contribuem para o raciocínio geográfico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre os séculos XIV e XVI (1400–1600), que prática náutica portuguesa, baseada no aproveitamento de ventos e correntes, tornou as travessias atlânticas mais previsíveis e favoreceu a expansão do comércio com a África e as Américas?
- A) Dependência de cartas náuticas modernas que não existiam no período.
- B) Navegação à vela apenas, sem consideração por ventos ou correntes.
- C) Volta do mar — aproveitar ventos/correntes de oeste (westerlies), tornando as rotas atlânticas previsíveis e ampliando o comércio.
- D) O uso de bússolas magnéticas que não eram conhecidas na época.
- E) Rota direta entre Portugal e India sem desvios marítimos.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Resolvi a questão antes de olhar o gabarito. A pergunta pede a prática náutica portuguesa baseada no aproveitamento de ventos e correntes que tornou as travessias atlânticas previsíveis entre os séculos XIV e XVI. Essa prática é a volta do mar, técnica em que os navegantes se afastavam da costa africana, entravam no giro de ventos e correntes do Atlântico Norte e retornavam a Portugal pelos ventos de oeste, em vez de costear sem rumo definido. Passo 2: A alternativa C descreve exatamente esse método: aproveitar ventos e correntes de oeste, tornando as rotas previsíveis e ampliando o comércio. Passo 3: A alternativa A está errada, pois cartas náuticas modernas não existiam no período e a navegação dependia de conhecimento empírico e de instrumentos como o astrolábio e a carta de marear. Passo 4: A alternativa B está errada, porque a navegação à vela já aproveitava ventos e correntes, que eram justamente o foco da técnica portuguesa. Passo 5: A alternativa D está errada, pois a bússola magnética já era conhecida na Europa desde a Idade Média e foi usada pelos navegantes portugueses. Passo 6: A alternativa E está errada, porque a rota para a Índia não era direta, já que exigia contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, e isso é justamente o oposto de um trajeto sem desvios. Conclusão: a resposta correta é a C, coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Relacione a estratégia de navegação às condições dos ventos e das correntes atlânticas.
Alternativa por alternativa
O aluno imagina que os navegantes portugueses dependiam de cartas náuticas modernas, anacronicamente, sem perceber que o período é anterior à cartografia de precisão.
O aluno entende que a navegação à vela ignorava ventos e correntes, quando na verdade a vela era justamente movida por eles e a técnica portuguesa os aproveitava de forma sistemática.
Por que engana: Confundir a volta do mar com uma rota direta ou atribuir a previsibilidade das travessias ao uso isolado de instrumentos náuticos, sem considerar ventos e correntes.
Ao desviarem-se para alto-mar para apanhar ventos de oeste, navegadores portugueses garantiam retorno seguro; essa técnica estabilizou rotas no Atlântico (séculos XV–XVI) e facilitou comércio, exploração e ligação com costas africanas e americanas.
O aluno acredita que a bússola magnética era desconhecida na época das navegações, quando ela já era usada na Europa desde a Idade Média.
O aluno supõe que a rota marítima para a Índia era direta, sem contornar a África, ignorando que a viagem exigia dobrar o Cabo da Boa Esperança.
Raio-X da questão
Volta do mar portuguesa
avaliacao
Expansão marítima portuguesa · Ventos e correntes oceânicas
Revise a navegação portuguesa e o aproveitamento dos ventos e correntes atlânticas na expansão marítima.
Confundir a volta do mar com uma rota direta ou atribuir a previsibilidade das travessias ao uso isolado de instrumentos náuticos, sem considerar ventos e correntes.
cidadania_etica
tomada_decisao
historico
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