Considerando indicadores como formalidade, emprego remoto e renda média em duas cidades (A: alta inclusão…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos, classes sociais e sociedades com culturas distintas diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços (urbanos e rurais) e contextos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Considerando indicadores como formalidade, emprego remoto e renda média em duas cidades (A: alta inclusão digital; B: baixa), que relação Pierre Bourdieu prevê entre capital cultural digital e mobilidade ocupacional?
- A) A ausência de capital cultural digital em A não limita o acesso a empregos.
- B) Cidades com alta inclusão digital não têm relação com capital cultural.
- C) O capital cultural digital não afeta a mobilidade ocupacional em nenhuma cidade.
- D) Maior capital cultural digital em A facilita conversão em capital econômico e social, favorecendo acesso a empregos formais e mobilidade; em B, déficit digital restringe essa conversão.
- E) A relação entre capital cultural e mobilidade ocupacional é irrelevante em cidades digitais.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A questão pede a relação que Pierre Bourdieu prevê entre capital cultural digital e mobilidade ocupacional, em um contexto de duas cidades com níveis diferentes de inclusão digital. Passo 2: Na teoria de Bourdieu, o capital cultural (conhecimentos, competências, títulos e disposições valorizados socialmente) não age sozinho. Ele pode ser convertido em outras formas de capital, sobretudo o econômico (renda e bens) e o social (redes de relações), e essa conversão é o que impulsiona a trajetória social e a mobilidade. Passo 3: Transportando isso para o caso digital, o capital cultural digital (domínio de ferramentas e linguagens tecnológicas) tende a facilitar o acesso a empregos formais e a trabalhos remotos, que são justamente os canais de mobilidade. Na cidade A, de alta inclusão digital, essa conversão ocorre com mais facilidade. Na cidade B, o déficit digital atua como barreira, restringindo a conversão em capital econômico e social. Passo 4: A alternativa D reúne exatamente essa lógica: maior capital cultural digital em A favorece a conversão e a mobilidade, enquanto o déficit em B restringe essa conversão. Passo 5: Por que as outras estão erradas: A afirma que a ausência de capital cultural digital não limita o acesso a empregos, o que contraria a ideia de que o capital cultural é condição de acesso. B afirma que alta inclusão digital não tem relação com capital cultural, quando a inclusão digital é justamente uma forma de capital cultural. C nega qualquer efeito sobre a mobilidade, o que vai contra a premissa central da teoria da reprodução e da mobilidade. E diz que a relação é irrelevante em cidades digitais, o que inverte a previsão de Bourdieu, pois o capital é relevante justamente nesses contextos. Passo 6: Como a questão trata de uma relação teórica, a resposta não depende de dados numéricos das cidades, e a alternativa D é a correta.
💡 Dica: Analise a relação entre capital cultural digital e mobilidade ocupacional nas duas cidades.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o capital cultural não é necessário para conseguir emprego, supondo que o acesso ao trabalho depende apenas de outros fatores como esforço individual ou oportunidades locais.
O aluno separa inclusão digital de capital cultural, entendendo a inclusão digital apenas como acesso a equipamentos e internet, sem perceber que o domínio tecnológico é uma forma de capital cultural na concepção de Bourdieu.
O aluno entende que, por a teoria tratar de desigualdades sociais, o capital cultural digital seria neutro em relação ao emprego, ignorando que Bourdieu prevê justamente a conversão desse capital em vantagens de mobilidade.
Por que engana: Confundir a relação entre capital cultural digital e a mobilidade ocupacional, acreditando que a inclusão digital não impacta o acesso a empregos.
Bourdieu define capital cultural como recursos convertíveis; competências digitais funcionam como forma de capital cultural que aumenta chances de ascensão e inserção em ocupações qualificadas.
O aluno interpreta que, em cidades com alta conectividade, o capital cultural deixaria de importar porque a tecnologia automaticamente equalizaria as oportunidades, o que inverte a previsão de que o capital se torna ainda mais decisivo nesses contextos.
Raio-X da questão
capital cultural digital
avaliacao
capital cultural · mobilidade ocupacional
Revisar as teorias de Pierre Bourdieu sobre capital cultural e mobilidade social.
Confundir a relação entre capital cultural digital e a mobilidade ocupacional, acreditando que a inclusão digital não impacta o acesso a empregos.
cidadania_etica
pensamento_critico
cientifico
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