Questões BNCC EM13LP02
Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.).
Texto oficial da habilidade, conferido palavra por palavra contra a Base Nacional Comum Curricular — BNCC_EI_EF.pdf, página 508. Extração confirmada por dois processos independentes.
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Eu vos falei do comércio e da dificuldade do seu desenvolvimento, da facilidade de transporte e comunicações e do incremento das relações amistosas. Estou convencido de que os obstáculos de tempo e distância serão removidos. As cidades exiladas na América do Sul entrarão em contato direto com o mundo. Os países distantes se encontrarão, apesar das barreiras de montanhas, rios e florestas. Os Estados Unidos e os países sul-americanos se conhecerão tão bem como a Inglaterra e a França se conhecem. A distância de Nova York ao Rio de Janeiro, que é agora de mais de vinte dias de viagem por mar, será reduzida a 2 ou 3 dias. Anulados o tempo e a distância, as relações comerciais, por tanto tempo retardadas, se desenvolverão espontaneamente. Teremos facilidades para as comunicações rápidas. Chegaremos a um contato mais íntimo. Seremos mais fortes nos nossos laços de compreensão e amizade.
Tudo isto, senhores, será realizado pelo aeroplano.
<https://tinyurl.com/59yztvdc> Acesso em: 13.04.2026. Adaptado.
A frase “Os países distantes se encontrarão, apesar das barreiras de montanhas, rios e florestas” tem seu sentido corretamente reproduzido em (ETEC 2026)
Vá a pé, de bicicleta ou de ônibus.
Carros transportam apenas 30% das pessoas e emitem 71% dos gases de efeito estufa.
PENSE NISSO: Ser sustentável é ser coletivo!
Combata a Poluição do Ar | DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE | ONU meio ambiente | NTU
Os termos “apenas” e “e”, no texto, podem ser substituídos por (ETEC 2026)
Com o avanço da ciência e da exploração marítima, as representações de monstros marinhos nos mapas começaram a desaparecer. Estudos mais precisos e relatos confiáveis substituíram as lendas e as superstições. Além disso, a biologia marinha ajudou a desmistificar muitas dessas criaturas. Mapas posteriores focaram-se mais em precisão e detalhes geográficos.
<https://tinyurl.com/2jaebfwu> Acesso em: 10.04.2025. Adaptado.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que (ETEC 2026)
Certa manhã, as irmãs Yzuahy, de 6 anos, e Ywàna, de 3, tomaram um susto: um bicho-preguiça estava dentro de casa. O visitante inesperado entrou de mansinho pela janela e logo chegou ao colo das irmãs Tenetehar sem provocar medo. Pelo contrário, o que havia era encanto.
Moradoras da terra indígena do Alto Rio Guamá, **no Pará**, Yzuahy e Ywàna aprenderam com os pais e os avós que bichos da floresta não fazem mal nem precisam ser afugentados. A relação com eles é ancestral e baseada no cuidado mútuo. “Elas sempre foram ensinadas que, sem natureza e animais, nada progride”, conta Josiane Tenetehar, mãe das meninas.
Além do bicho-preguiça, elas cuidaram por um tempo de um filhote de capivara. “Não temos animais de estimação. A preguiça vem às vezes, chega em casa e depois volta. A capivara ficava **com as meninas** porque os guerreiros da aldeia acharam ela na mata sem a mãe e trouxeram para ser cuidada. Quando cresceu, ficou livre e acabou indo com o seu bando”, explica Josiane.
Nos territórios indígenas, não há *pets* do jeito como vemos nas cidades. Os animais vivem soltos na floresta. E mesmo os que recebem cuidados de crianças ou adultos nas aldeias podem voltar para a mata. A relação com <u>eles</u> é de cuidado e de respeito, equilibrando a subsistência e o bem-viver. Em vez de cachorros e gatinhos, são araras, papagaios, jabutis, macacos e capivaras os companheiros de brincadeiras e afagos dos pequenos.
Para esses bichinhos, dá-se o nome de xerimbabos, que em tupi significa “coisa muito querida”. A palavra aparece em vários registros históricos quando há a descrição da relação entre os povos originários e os animais da mata, sendo o termo cunhado pelos próprios indígenas. **Nas aldeias**, faz parte da cultura cuidar de tudo o que tem vida na floresta.
<https://tinyurl.com/3er3jb53> Acesso em: 10.04.2025. Adaptado.
Segundo o texto, é correto afirmar que (ETEC 2026)
Entre 5 e 8 mil anos atrás, o cupuaçu estava em desenvolvimento na região do médio-alto Rio Negro. Fruta hoje muito apreciada na culinária amazônica, ela (I) não surgiu da evolução natural da floresta: foi obra da mão humana. Os indígenas que viviam na região milhares de anos antes da colonização portuguesa empregaram técnicas de domesticação de plantas para criá-la (II).
Pesquisadores, auxiliados por mateiros – os guias locais da região amazônica –, foram em busca das florestas primárias, aquelas (III) nas quais houve pouca ou nenhuma interferência humana, e constataram que nelas (IV) não se encontrava o cupuaçu.
Se o cupuaçu não nascia “naturalmente” em áreas de fraca interferência humana, era razoável supor que ele (V) seria uma variante domesticada do cupuí, desenvolvida pelos antigos ocupantes da Amazônia.
Como muitas civilizações antigas, os pré-colombianos se valiam de técnicas elaboradas para cruzar os melhores espécimes vegetais, com a finalidade de obter frutas e grãos aprimorados – é isso (VI) que Charles Darwin chamou de “seleção artificial”. Foi assim que, a partir do mirrado cupuí, os indígenas do Rio Negro desenvolveram o cupuaçu, fruta mais gorda.
A análise genética também permitiu datar o processo original de domesticação do cupuaçu em meados do Holoceno, época geológica iniciada há cerca de 11 mil anos e na qual (VII) vivemos ainda hoje. Uma segunda fase da domesticação se deu mais recentemente, nos últimos dois séculos, quando a fruta se popularizou e foi introduzida em outras regiões.
Antes da colonização, a Amazônia foi um centro de domesticação e modificação de espécies selvagens. O cupuaçu, sabemos agora, é mais um entre tantos outros frutos criados a partir de técnicas complexas de manejo e cultivo utilizadas pelos povos indígenas para desenvolver novas plantas. “A mandioca, o bacuri e a castanha-do-pará são alguns exemplos de frutos que (VIII) foram manipulados por eles (IX)”, diz Matheus Colli-Silva, da USP, responsável pela descoberta. Desenvolvidas há milhares de anos, essas técnicas não comprometiam a estrutura selvagem da Floresta Amazônica. O desmatamento só viria com a ocupação europeia.
<https://tinyurl.com/rrfz6kuu> Acesso em: 13.09.2024. Adaptado.
Assinale a alternativa na qual o elemento coesivo em destaque contribui para expressar uma hipótese. (ETEC 2025)
BOLOGNA, Jose Ernesto. Estação desembarque. São Paulo: DeLeitura, 1999. P. 231. Adaptado.
De acordo com o texto, para atingir a maturidade deve-se saber que (ETEC 2024)
[...]
Eu não aprendi a pensar as coisas da floresta fixando os olhos em peles de papel. Vi-as de verdade. Não sou um ancião e ainda sei pouco. Entretanto, para que minhas palavras sejam ouvidas longe da floresta, fiz com que fossem desenhadas na língua dos brancos. Talvez assim eles afinal as entendam, e, depois deles, seus filhos, e, mais tarde ainda, os filhos de seus filhos.
[...]
É em virtude da lei de Omama* que não maltratamos a floresta, como fazem os brancos. Sabemos bem que, sem árvores, nada mais crescerá em sua terra endurecida e ardente. Comeremos o quê, então? Quem irá nos alimentar se não tivermos mais roças nem caça? Devemos defender nossa floresta para podermos comer mandioca e bananas quando temos a barriga vazia. Devemos também proteger seus rios, para podermos beber e pescar. Caso contrário, vão nos restar apenas córregos de água lamacenta cobertos de peixes mortos.
Kopenawa, Davi; Albert, Bruce. A queda do céu. Companhia das Letras. Edição do Kindle, pp. 89-90; 536-538; 1041. Adaptado.
*divindade criadora do mundo segundo a mitologia Yanomami.
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta e coerente do trecho sublinhado no texto. (ETEC 2024)
1 Maior floresta tropical da Terra
2 a toda hora sofre um duro golpe.
3 Contra trator, corrente, motosserra,
4 a bela flora clama em vão: “Me poupe!”
5 Porém tem uma gente surda e cega
6 para a beleza e o valor da mata,
7 embora o mundo grite que já chega,
8 pois é a vida que o desmate mata.
9 Mais vasta ainda todavia é a devastação e o trauma:
10 focos de fogo nos sufocam fauna, flora e até a alma.
11 Amazônia!
12 Razão de tanta insânia e tanta insônia!
13 Objeto de omissão e ação errônea!
14 É sem igual, sem plano B nem clone a
15 Amazônia!
[...]
16 Dos povos da floresta sob pressão,
17 o indígena, seu grande guardião,
18 em comunhão com ela há milênios,
19 nos últimos e trágicos decênios,
20 vem vendo a mata sendo ameaçada
21 e cada terra deles atacada
22 por levas de peões de poderosos
23 com planos de riqueza horrorosos.
24 É invasão!, destruição!, ódio a quem são seus empecilhos!
25 Eles não pensam no amanhã nem do planeta nem dos próprios filhos!
<https://tinyurl.com/wk2zp473> Acesso em: 16.08.2023. Adaptado.
Sobre os recursos gramaticais utilizados na construção do texto, é correto afirmar que (ETEC 2024)
