GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Higiene e prevenção de doenças: por que limpar a roupa não substitui lavar as mãos

Um guia para identificar o que os alunos entendem — e confundem — sobre higiene e prevenção de doenças. Use os erros recorrentes das questões para planejar intervenções e avaliações mais precisas.

Higiene e prevenção de doenças: por que limpar a roupa não substitui lavar as mãos

Na primeira semana de aula sobre saúde, pedi aos meus alunos do 5º ano que me contassem o que tinham feito antes de comer no recreio. Uma menina levantou a mão e disse, com toda a convicção do mundo, que tinha passado a mão na camiseta, porque 'a roupa é limpa'. A turma inteira riu, mas eu percebi que ali estava o núcleo do problema: para eles, sujeira é aquilo que se vê, e higiene é uma questão de aparência.

Esse episódio se repetiu de várias formas ao longo dos anos. Um aluno achava que tomar banho com desodorante dispensava a higiene completa; outro acreditava que o corpo 'fica forte' quando não se lava as mãos. Por isso, quando penso em higiene e prevenção de doenças, penso primeiro em diagnóstico: o que a turma já entende, o que confunde e o que nem sequer percebe como um problema.

O que é Higiene e prevenção de doenças, explicado para o professor?

Higiene e prevenção de doenças é o conjunto de hábitos e cuidados que reduzem a entrada e a circulação de microrganismos, como bactérias, vírus e fungos, no corpo das pessoas e no ambiente em que vivem. Lavar as mãos com água e sabão antes de comer, escovar os dentes, manter alimentos protegidos e limpar a caixa d'água são exemplos concretos. O ponto central é que a higiene atua na prevenção: ela evita que o germe chegue ao organismo, em vez de tratar a doença depois que ela já se instalou.

Esse conceito aparece no currículo desde os primeiros anos. No 1º ano, a discussão costuma começar pelos hábitos de higiene pessoal e pela relação entre cuidado do corpo e saúde, conforme a habilidade EF01CI03. No 3º ano, o foco se desloca para como a higiene do corpo protege as pessoas ao redor, em EF03CI03. No 4º ano, a discussão ganha precisão com EF04CI08, que trata da importância de hábitos como a lavagem das mãos. No 5º ano, o tema se expande para a relação entre doenças, microrganismos e saneamento, em EF05CI09, EF05CI04 e EF05CI06.

Uma boa forma de entender a extensão do tema é pensar em três camadas. A primeira é a higiene pessoal, do corpo, das mãos e dos dentes. A segunda é a higiene dos alimentos e da água, que impede a contaminação do que vai para a boca. A terceira é a higiene coletiva, a da escola, da casa e da comunidade, que depende de caixas d'água limpas, banheiros com sabão e o cuidado de todos. Quando os alunos conseguem transitar entre essas camadas, a prevenção deixa de ser uma lista de regras e passa a ser um raciocínio sobre como as doenças se espalham.

O que o aluno precisa saber antes de aprender higiene e prevenção de doenças?

Os dados pedagógicos das questões deste conceito mostram um padrão claro: quase todas assumem que o aluno já domina alguns pré-requisitos. Os mais recorrentes são a noção de higiene pessoal, a ideia de que existem seres pequenos capazes de causar doenças e a relação entre microrganismos e enfermidades. Em várias questões, o pré-requisito explicitamente citado é a noção básica de germes, e em outras aparece a relação entre hábitos de higiene e saúde.

Como verificar se a turma tem essa base? Eu costumo começar com uma pergunta simples e sem gabarito: 'de onde vêm as dores de barriga?'. As respostas revelam muito. Se a maioria fala em comida estragada, em frio ou em 'azar', há uma base de microrganismos ainda frágil. Outra sondagem útil é pedir que desenhem o caminho de um germe da mão até a boca. Quando a turma não consegue representar esse caminho, o problema não é a lavagem das mãos em si, mas a compreensão de que germes são invisíveis e se movem pelo contato.

Também vale checar o pré-requisito de transmissão. Quem não entende que a doença passa de uma pessoa para outra pelo contato, pela água ou pelos alimentos tende a achar que a higiene só serve para 'ficar bonito'. Essa confusão aparece com força nas questões sobre prevenção, e é a origem de quase todos os erros que vou comentar adiante.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Ao analisar os erros típicos registrados para as oito questões, três padrões se repetem com frequência. O primeiro é confundir higiene com aparência ou com limpeza superficial. O segundo é tratar a higiene como fortalecimento do corpo ou como cura, quando ela atua antes da doença. O terceiro é a escolha de medidas exageradas, tardias ou pouco relacionadas ao problema. Em quase metade das questões, o distrator mais escolhido é justamente uma ação que parece higiênica, mas não interrompe a transmissão.

Confundir higiene com aparência e limpeza superficial

Esse é o erro que vi na menina da minha primeira aula. Para o aluno, limpar a roupa, passar a mão no cabelo ou esfregar a sujeira visível resolve o problema. A causa é que a sujeira visível é a única que o aluno consegue perceber, e os germes não aparecem. Na prova, isso aparece na questão sobre o contato com animais na festa junina, em que a alternativa 'limpar as mãos na roupa' é a mais escolhida como distrator. Minha intervenção é mostrar que a roupa pode estar suja e não substitui a lavagem com água e sabão. Uma demonstração simples, com um pouco de farinha ou pó nas mãos, mostra que a limpeza aparente nem sempre remove o que importa.

Tratar a higiene como fortalecimento ou cura

Outro erro recorrente é achar que a higiene deixa o corpo mais forte ou que ela trata uma doença já instalada. A causa está numa confusão entre dois mecanismos: a imunidade, que é a defesa do próprio organismo, e a higiene, que reduz a quantidade de agentes que chegam ao corpo. Na questão sobre o efeito da lavagem das mãos, a alternativa que fala em fortalecer o corpo aparece como erro comum. Para intervir, eu separo as duas ideias no quadro: de um lado, o corpo se defende; do outro, a higiene diminui o que precisa ser combatido. Uso sempre a imagem de uma porta: a higiene impede que o visitante entre, enquanto a imunidade cuida de quem já entrou.

Escolher medidas exageradas, tardias ou fora do problema

O terceiro erro aparece quando o aluno tenta resolver o problema com uma ação que não corta a causa. Em situações de dor de barriga coletiva na escola, muitos alunos escolhem medicar todo mundo ou fechar a escola, em vez de limpar a caixa d'água e garantir sabão nos banheiros. Em outra questão, a alternativa mais escolhida propõe lavar as mãos só depois de comer, o que inverte o momento preventivo. A causa é uma leitura superficial do enunciado e a tendência de tratar sintoma como solução. Minha intervenção é sempre perguntar: 'essa ação elimina a fonte ou só alivia o efeito?'. Essa pergunta sozinha já muda muito a qualidade das respostas.

Como ensinar passo a passo

Minha sequência didática sobre higiene e prevenção de doenças segue quatro etapas, e cada uma usa uma das dicas de resolução que aparecem nas fichas das questões.

Primeiro, parto de uma situação real da turma. Pode ser o bebedouro compartilhado, o banheiro sem sabão ou o contato com um animal na festa da escola. A dica de resolução que mais uso nessa etapa é 'pense no efeito da higiene sobre a entrada de microrganismos'. Os alunos registram o que acontece antes e depois da ação, sem ainda usar o vocabulário científico.

Segundo, introduzo o conceito de microrganismos e de transmissão por contato. Faço o experimento clássico de pó ou purpurina nas mãos, depois peço que toquem objetos e observem o que se espalha. A dica 'relacione hábitos de higiene à prevenção de doenças' guia a conversa para que os alunos percebam que o hábito interrompe o caminho do germe.

Terceiro, trabalho a diferença entre prevenção e tratamento. Uso uma tabela com duas colunas: 'o que evita a doença' e 'o que trata a doença depois de instalada'. A dica 'procure a atitude que corta a transmissão' funciona muito bem aqui, porque obriga o aluno a classificar cada ação.

Quarto, levo os alunos a aplicar tudo a um problema coletivo, como a limpeza da caixa d'água da escola ou a falta de sabão nos banheiros. Nessa etapa, a dica 'busque a ação que elimina a fonte e interrompe a transmissão' organiza o raciocínio, e o aluno passa a justificar suas escolhas com argumentos de saúde coletiva.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão serve para o mesmo propósito, e as fichas técnicas ajudam a escolher. Questões curtas e diretas, com nível de leitura baixo e tempo de resolução de cerca de dois minutos, são boas para abertura de conteúdo e diagnóstico. Elas têm poder de discriminação médio ou baixo, o que significa que servem para identificar quem tem a base, mas não separam finamente os alunos mais avançados. Essas questões costumam aparecer como abertura de prova, atividade, lição de casa ou avaliação rápida.

Já as questões contextualizadas, com enunciados de situação escolar e tempo de resolução de dois a três minutos, têm poder de discriminação alto em alguns casos e funcionam melhor em simulado ou avaliação de aplicação. A questão sobre a limpeza da caixa d'água, por exemplo, exige que o aluno identifique a medida que atua na causa, e por isso separa bem quem entendeu a lógica da prevenção de quem apenas memorizou a regra.

Minha recomendação prática: use questões curtas no início de um tema, para sondar o que a turma já sabe; use questões situacionais no meio, para aplicar o conceito; e reserve as questões mais elaboradas para o fim, em simulados ou avaliações de aplicação. Quando for usar questões de diagnóstico, observe especialmente as alternativas que os alunos escolhem por engano, porque elas revelam o erro conceitual antes de qualquer correção.

O que ensinar antes de higiene e prevenção de doenças

Antes de chegar à prevenção, a turma precisa ter construído alguns conceitos que funcionam como alicerce. O primeiro é a higiene pessoal, que trata do cuidado com o corpo, das mãos e dos dentes. Para aprofundar essa base, recomendo o conteúdo sobre higiene pessoal, que mostra por que hábitos aparentemente semelhantes não têm o mesmo efeito. O segundo alicerce é a compreensão de como os microrganismos são transmitidos, e o material sobre prevenção transmissão microrganismos ajuda a desfazer a ideia de que aparência limpa significa ausência de germes. O terceiro é a noção geral de prevenção de doenças, que o texto sobre prevenção de doenças explora ao separar prevenção de tratamento. Por fim, são importantes os hábitos de higiene do dia a dia, como lavar as mãos antes de comer e depois de usar o banheiro, que sustentam todo o resto.

Se a turma não passou por esses conceitos, o risco é grande de ela ler as questões sobre prevenção apenas como uma lista de regras decoradas. Vale voltar a esses pontos antes de aplicar qualquer avaliação de aplicação.

Ligações com outros temas

Higiene e prevenção de doenças conversa com praticamente todas as áreas do currículo de Ciências, mas o tema transversal mais forte é o de saúde e prevenção, que aparece em todas as questões analisadas. Ele permite conectar o conteúdo a conversas sobre saneamento, alimentação segura e cuidados com animais.

Há também uma dimensão socioemocional importante. Em várias fichas, a habilidade trabalhada é a tomada de decisão e a responsabilidade com a saúde coletiva. Isso significa que o aluno não aprende apenas a lavar as mãos, mas percebe que sua escolha afeta os colegas. Quando a turma entende que o bebedouro compartilhado é um espaço coletivo, a higiene deixa de ser uma obrigação individual e vira um compromisso do grupo.

O contexto de aplicação mais frequente é o cotidiano escolar: intervalo, banheiro, bebedouro, festas e atividades com animais. Esse é o terreno em que o aluno consegue testar o conceito, e por isso vale sempre trazer situações reais da própria escola para a sala de aula.

8 questões comentadas sobre Higiene e prevenção de doenças

A seguir estão as oito questões validadas deste conceito, cada uma com as alternativas, a explicação do gabarito e o que o erro revela sobre o aluno. Use-as como ponto de partida para o seu diagnóstico.

Questão 1: cartazes da cantina e a higiene das mãos

Em uma escola, a cantina colocou cartazes com a orientação: "Lave as mãos com água e sabão antes de comer e depois de usar o banheiro". Depois dessa mudança, menos alunos faltaram às aulas por dor de barriga e enjoo.

A situação mostra que a higiene das mãos ajuda principalmente a

  • ✅ A) diminuir a entrada de microrganismos no corpo, reduzindo o risco de doenças. — É a ideia central correta: lavar as mãos remove sujeiras e microrganismos, o que diminui a chance de eles entrarem no organismo e causarem doenças.
  • ❌ B) fortalecer o corpo para que ele não precise mais se defender dos microrganismos. — O aluno confunde higiene com imunidade. Lavar as mãos não fortalece o corpo; ela reduz a quantidade de microrganismos que podem entrar nele.
  • ❌ C) aumentar a limpeza do ambiente e impedir qualquer doença em qualquer situação. — O aluno amplia demais a conclusão. A higiene das mãos ajuda a reduzir riscos, mas não impede qualquer doença em toda e qualquer situação.
  • ❌ D) eliminar a necessidade de lavar as mãos, evitando a transmissão de doenças. — O aluno inverte a relação correta: a higiene não elimina a necessidade de lavar as mãos, e sim ajuda a prevenir a transmissão de doenças.
  • ❌ E) impedir a fome e a dor de barriga, porque o sabão substitui a alimentação saudável. — O aluno usa uma associação superficial entre lavar as mãos e ficar livre de dor de barriga, mas mistura isso com alimentação, que não tem essa relação direta.

Questão 2: o bebedouro compartilhado e a transmissão de micro-organismos

Em uma escola, muitos estudantes usam o mesmo bebedouro no intervalo. A equipe de saude orientou que lavar as maos antes de comer e evitar tocar o rosto com as maos sujas ajuda a diminuir a transmissao de micro-organismos, especialmente em epocas de gripe e viroses.

De acordo com o texto-base, qual atitude ajuda mais diretamente a reduzir a transmissao de micro-organismos entre os estudantes?

  • ❌ A) Passar álcool no uniforme antes do intervalo para impedir qualquer gripe. — O aluno aplica uma medida de desinfecção a uma situação que o texto não apresenta como foco. Além disso, o uniforme não é o principal caminho de transmissão descrito, então a ação não responde ao comando.
  • ✅ B) Lavar as mãos antes de comer e evitar tocar o rosto com as mãos sujas. — Alternativa correta porque reúne duas medidas de prevenção que interrompem a transmissão de micro-organismos por contato e contaminação das mãos.
  • ❌ C) Usar o mesmo bebedouro com frequência para criar resistência aos micro-organismos. — O aluno inverte a lógica da prevenção e trata o contato frequente com uma fonte comum de contaminação como se ajudasse a evitar doenças. Na verdade, isso aumenta a chance de transmissão.
  • ❌ D) Lavar as mãos só depois de comer, porque assim os micro-organismos saem mais rápido. — O aluno troca o momento preventivo adequado por uma ação tardia, confundindo higiene preventiva com uma limpeza feita depois da exposição, que não reduz a transmissão no momento indicado.
  • ❌ E) Evitar beber água e ficar longe do bebedouro durante todo o intervalo. — O aluno amplia demais a orientação e conclui que o melhor é evitar completamente o bebedouro, embora o texto fale em higiene das mãos e cuidado com o rosto, não em deixar de usar o bebedouro.

Questão 3: a relação entre hábitos de higiene e saúde

Qual é a relação entre hábitos de higiene e saúde?

  • ❌ A) Higiene melhora a aparência, mas não a saúde. — A resposta considera apenas a aparência e ignora que a higiene também ajuda a cuidar da saúde.
  • ❌ B) Higiene causa doenças. — A resposta inverte a relação: hábitos de higiene ajudam a evitar doenças, não a causá-las.
  • ❌ C) Não é importante para a saúde. — A resposta nega a importância da higiene para a saúde.
  • ✅ D) Higiene ajuda a evitar doenças. — Hábitos de higiene, como lavar as mãos, ajudam a evitar doenças.
  • ❌ E) Somente os adultos precisam de higiene. — A resposta limita a higiene aos adultos, mas crianças também precisam cuidar da higiene.

Questão 4: a higiene do corpo e a proteção das pessoas ao redor

Como os hábitos de higiene do corpo ajudam a proteger a saúde das pessoas ao nosso redor?

  • ❌ A) Fazendo com que as pessoas fiquem sempre doentes. — A alternativa diz que a higiene faz as pessoas ficarem doentes, mas ela ajuda a proteger a saúde.
  • ❌ B) Aumentando o número de germes nas mãos das pessoas. — A alternativa diz que os germes aumentam nas mãos, mas a higiene ajuda a removê-los.
  • ✅ C) Diminuindo a quantidade de germes e evitando que doenças se espalhem. — A higiene do corpo ajuda a diminuir os germes e a evitar que doenças passem de uma pessoa para outra.
  • ❌ D) Aumentando a sujeira nas superfícies da casa. — A alternativa diz que a sujeira aumenta, mas isso não explica como a higiene do corpo protege a saúde.
  • ❌ E) Fazendo a higiene só quando alguém fica doente. — A alternativa propõe fazer a higiene apenas depois que alguém fica doente, em vez de manter hábitos que ajudam a proteger a saúde.

Questão 5: por que lavar as mãos protege o corpo

Explique por que lavar as mãos ajuda a proteger o corpo e cite duas ocasiões em que devemos lavar as mãos.

  • ❌ A) Ajuda na digestão; lave só depois de comer. — Confunde a função de lavar as mãos com a digestão e indica apenas um momento.
  • ✅ B) Afasta germes; antes de comer e depois do banheiro. — Lavar as mãos ajuda a evitar que germes entrem no corpo. Antes de comer e depois de usar o banheiro são bons momentos para lavá-las.
  • ❌ C) Água sem sabão tira todos os germes das mãos. — Acredita, por engano, que água sozinha remove todos os germes.
  • ❌ D) Uma lavagem por semana já mantém as mãos limpas. — Acredita, por engano, que lavar as mãos uma vez por semana basta.
  • ❌ E) Lavar as mãos evita ficar com frio no inverno. — Atribui à lavagem das mãos a prevenção do frio, que não é sua função.

Questão 6: a caixa d'água e os banheiros sem sabão

Em uma escola, parte dos estudantes começou a apresentar dor de barriga e faltas às aulas. A equipe percebeu que a caixa d'água não havia passado por limpeza há muito tempo e que alguns banheiros estavam sem sabão por vários dias.

A situação descrita evidencia qual medida mais adequada para reduzir o problema de saúde na escola?

  • ❌ A) Substituir o consumo de água da escola por sucos industrializados e, assim, eliminar o risco de doenças causadas por falta de higiene. — A alternativa amplia de forma indevida a solução, como se trocar a bebida resolvesse o problema, quando o texto aponta limpeza da caixa d'água e higiene das mãos como medidas centrais.
  • ❌ B) Aumentar apenas a ventilação das salas para impedir que a dor de barriga se espalhe entre os estudantes. — O aluno confunde uma medida útil em problemas respiratórios com a prevenção de doenças relacionadas à água contaminada e à falta de higiene.
  • ❌ C) Distribuir medicamentos para todos os estudantes com dor de barriga e manter a rotina escolar sem mudar a limpeza do prédio. — O aluno foca apenas no sintoma observado e ignora a causa ambiental do problema, além de não corrigir as condições de higiene que favorecem a transmissão.
  • ✅ D) Realizar a limpeza e a manutenção da caixa d'água, garantir sabão nos banheiros e reforçar a higiene das mãos e das instalações para evitar a transmissão de microrganismos. — Medida preventiva adequada, pois corrige a possível fonte de contaminação e reforça hábitos de higiene que reduzem a circulação de microrganismos.
  • ❌ E) Fechar temporariamente a escola até que os estudantes deixem de apresentar sintomas, sem mexer na limpeza da água ou dos banheiros. — A alternativa trata a consequência imediata como solução principal e deixa de atacar a causa do problema, que é a condição sanitária inadequada.

Questão 7: o contato com animais na festa junina

Identifique a atitude que reduz o risco de ficar doente depois de brincar com um animal na festa junina da escola.

  • ❌ A) Comer logo depois da brincadeira. — Comer com as mãos sujas aumenta o risco de levar sujeira à boca.
  • ❌ B) Passar a mão no cabelo e seguir brincando. — Isso não limpa as mãos nem remove micróbios.
  • ❌ C) Limpar as mãos na roupa. — A roupa pode estar suja e não substitui a lavagem.
  • ❌ D) Pegar doces com a mesma mão usada na brincadeira. — A sujeira da mão pode passar para o alimento.
  • ✅ E) Lavar as mãos com água e sabão antes de comer. — Essa atitude remove melhor a sujeira após brincar com o animal.

Questão 8: a falta de escovação e de lavagem das mãos

Se uma criança não escova os dentes e também não lava as mãos antes de comer, quais problemas de saúde podem surgir ao longo do tempo?

  • ❌ A) A criança ficará com super resistência a todas as doenças sem precisar de cuidados. — Falta de higiene geralmente aumenta a chance de doenças, não a resistência a elas.
  • ❌ B) A criança só terá problemas de pele, nada relacionado à boca ou ao estômago. — Negligenciar escovação e lavar as mãos afeta boca e pode levar à ingestão de germes que causam doenças digestivas.
  • ✅ C) Maior chance de desenvolver cáries e também de ter infecções gastrointestinais por germes que entram pela boca. — Não escovar causa acúmulo de placa e cáries; não lavar as mãos facilita a entrada de germes na boca, podendo provocar dores de barriga e febre.
  • ❌ D) Melhora da audição e da visão por causa da sujeira acumulada. — Acúmulo de sujeira não melhora sentidos; pelo contrário, pode causar infecções e outros problemas.
  • ❌ E) Perda imediata de peso saudável e aumento de energia constante. — Falta de higiene não está relacionada a ganho de energia; pode causar doenças que prejudicam o bem-estar.

Perguntas frequentes

Lavar as mãos com água sem sabão é suficiente?

Não é o ideal. A água sozinha remove parte da sujeira, mas o sabão ajuda a soltar gordura e microrganismos da pele, tornando a remoção muito mais eficaz. Por isso, nas questões do conceito, a alternativa que fala em água sem sabão aparece como erro típico. Em sala, vale explicar essa diferença com um experimento simples.

Por que os alunos confundem higiene com fortalecimento do corpo?

Porque misturam dois mecanismos diferentes: a imunidade, que é a defesa do próprio organismo, e a higiene, que reduz a quantidade de germes que chegam ao corpo. Separar as duas ideias no quadro, com a imagem de uma porta, costuma resolver essa confusão.

Qual a diferença entre prevenção e tratamento de doenças?

A prevenção atua antes da doença, impedindo que o agente chegue ao organismo ou se espalhe. O tratamento atua depois que a doença já se instalou. Uma boa forma de ensinar é pedir que a turma classifique ações do dia a dia nessas duas colunas.

Em que série devo começar a trabalhar higiene e prevenção de doenças?

O tema aparece desde o 1º ano, com hábitos de higiene pessoal e a relação entre cuidado do corpo e saúde. A partir do 3º e 4º ano, a discussão ganha mais profundidade com a proteção das pessoas ao redor e a importância da lavagem das mãos. No 5º ano, ele se expande para microrganismos, saneamento e transmissão de doenças.

Como usar as questões deste post em sala?

Use as questões curtas como diagnóstico no início do tema e as situacionais como aplicação no meio ou no fim. Observe as alternativas que os alunos escolhem por engano, porque elas indicam o erro conceitual a ser trabalhado. Você pode montar essas atividades no gerador de provas do GeraProva e ajustar a dificuldade conforme a turma.

Preciso de uma plataforma para criar essas avaliações?

Não é obrigatório, mas facilita muito. Criar questões com diferentes níveis de leitura e tempos de resolução manualmente consome horas. Se quiser testar, você pode fazer o cadastro grátis e gerar suas primeiras provas.

Se você chegou até aqui, provavelmente já reconheceu alguns dos seus alunos nas respostas erradas que comentei. Esse é o melhor sinal de que o diagnóstico vale a pena. Comece com uma pergunta simples na próxima aula, observe o que a turma responde e use o cadastro grátis do GeraProva para montar a sua própria sondagem.

Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Questões deste artigo com resolução completa

  1. Em uma escola, a cantina colocou cartazes com a orientação: "Lave as mãos com água e sabão antes de comer e…
  2. Em uma escola, muitos estudantes usam o mesmo bebedouro no intervalo. A equipe de saude orientou que lavar as…
  3. Qual é a relação entre hábitos de higiene e saúde?
  4. Como os hábitos de higiene do corpo ajudam a proteger a saúde das pessoas ao nosso redor?
  5. Explique por que lavar as mãos ajuda a proteger o corpo e cite duas ocasiões em que devemos lavar as mãos.
  6. Em uma escola, parte dos estudantes começou a apresentar dor de barriga e faltas às aulas. A equipe percebeu…
  7. Identifique a atitude que reduz o risco de ficar doente depois de brincar com um animal na festa junina da…
  8. Se uma criança não escova os dentes e também não lava as mãos antes de comer, quais problemas de saúde podem…

Fontes

  • Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
  • Questões do acervo GeraProva sobre Corpo humano, com resolução comentada e análise de cada alternativa.

Artigos relacionados

0 comentários

Nome
E-mail (não é publicado)
Comentário
Questões resolvidas Resolução passo a passo, gabarito e o erro de cada alternativa315.741 questões
Ver todas as questões →
Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.