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Divisão simples: quando o aluno confunde o total com cada parte

Na divisão simples, muitos alunos ainda não distinguem o total da quantidade que cabe em cada grupo. Veja como identificar essa e outras dificuldades e escolher questões para ensinar e avaliar.

Divisão simples: quando o aluno confunde o total com cada parte

Foi numa quinta-feira, com a sala já meio dispersa depois do intervalo, que eu percebi o problema. Escrevi no quadro: 12 balas para 4 crianças. Um aluno levantou a mão e perguntou se era para fazer vezes. Ele não estava brincando. Para ele, a palavra que vinha depois do enunciado era um sinal para multiplicar, e o número maior parecia o resposta mais natural.

Esse tipo de cena se repete em quase toda turma que eu acompanho. O aluno enxerga o total e não consegue separar esse total das partes que ele deve formar. Ele sabe que existem 12 balas, sabe que existem 4 crianças, mas não entende que a pergunta é sobre o tamanho de cada parte. Quando isso acontece, a divisão simples vira um cálculo solto, sem sentido, e o erro aparece com cara de descuido quando na verdade é falta de compreensão.

O que é divisão simples, explicado para o professor?

Divisão simples é a operação que reparte uma quantidade total em partes iguais, ou que descobre quantas vezes uma quantidade cabe em outra. Na prática escolar, ela aparece como partilha (distribuir igualmente entre pessoas, pratos ou grupos) e como medida (quantos grupos de tamanho fixo cabem no total). Os exemplos mais comuns nos dados que acompanho são balões distribuídos entre crianças, lápis divididos entre grupos, cocadas repartidas em pratos e copinhos de suco separados para equipes.

No currículo, a divisão simples aparece nas três séries que este guia cobre. No 1º ano, ela entra pela habilidade EF01MA02, que trabalha a formação de quantidades por partilha e por medida. No 2º ano, a habilidade EF02MA08 aprofunda a ideia de repartir e de calcular quantidades em situações do dia a dia. No 3º ano, EF03MA09 e EF03MA08 levam a operação para números maiores e para a relação com frações, como a quarta parte de uma quantidade. Também existe a habilidade EF01MA08, que aparece em problemas de repartir em partes iguais. Todas essas habilidades são de matemática, e o conceito se conecta a elas de forma contínua.

Vale notar uma distinção que ajuda muito no planejamento: divisão como partilha pergunta quanto cabe em cada parte, e divisão como medida pergunta quantas partes existem. Os dois sentidos usam a mesma conta, mas o aluno precisa aprender a reconhecer qual pergunta está sendo feita. Quando eu separo essas duas leituras em sala, os erros de escolha de operação caem bastante.

O que o aluno precisa saber antes?

A base mais citada nas fichas que analisei é a divisão simples em si, combinada com a noção de distribuição igualitária. Em outras palavras, o aluno precisa entender que "igual" significa que todas as partes têm o mesmo tamanho, e que a soma das partes tem que devolver o total original. Quando essa noção está fraca, o aluno até calcula, mas não consegue checar se o resultado faz sentido.

Nas questões de 2º e 3º ano, aparece também a fração simples como pré-requisito. Calcular a metade ou a quarta parte de um número é uma forma de divisão, e o aluno que não relaciona as duas coisas trava quando o enunciado pede "a metade" em vez de "dividir em duas partes". Nas fichas, esse vínculo aparece como pré-requisito e também como conceito de revisão.

Para verificar se a turma tem essa base, eu uso três perguntas rápidas antes de começar o conteúdo. A primeira é oral: "se eu tenho 8 figurinhas e quero dar o mesmo tanto para 2 amigos, quantas cada um recebe?" A segunda pede que o aluno desenhe a distribuição com bolinhas ou riscos. A terceira pergunta ao contrário: "se cada um recebeu 4 e são 2 amigos, quanto eu tinha no total?". Quem responde a terceira com soma ou multiplicação está pronto para entender a divisão como operação inversa, e quem não responde precisa de mais uma semana de material concreto.

Os erros mais comuns (e por que acontecem)

Nas fichas técnicas das sete questões, o erro típico mais repetido é confundir a operação de divisão com multiplicação, ou confundir o total com a quantidade de cada parte. Em 5 das 7 questões a leitura de alguma alternativa parece plausível para quem não separou essas duas ideias. Por isso, os erros abaixo são os que mais vejo na prática.

Confundir divisão com multiplicação

Esse é o erro que mais aparece no 1º ano. O aluno vê dois números no enunciado e escolhe a operação que "junta" ou "aumenta", porque a multiplicação foi trabalhada antes e parece mais familiar. O resultado é um número maior do que o correto, geralmente o distrator que aparece como alternativa C em várias questões de balões e balas. A causa costuma ser a falta de vocabulário: o aluno não identifica palavras como "repartir", "igualmente" e "cada um" como sinais de divisão. Para intervir, eu peço que o aluno sublinhe essas palavras antes de fazer qualquer conta e que diga em voz alta a pergunta que está sendo feita. Quando a pergunta é "quanto cada um recebe", a divisão aparece sozinha.

Parar na metade do problema

No 2º ano, aparece um erro menos óbvio, que é resolver só a primeira parte do enunciado. Na questão dos copinhos de suco, por exemplo, o aluno calcula a metade dos 30 copinhos e para ali, escolhendo 15 como resposta. A causa é que o problema tem duas etapas, e o aluno que não planeja a sequência fica satisfeito com o primeiro resultado. A intervenção que funciona é pedir que o aluno escreva, antes da conta, quantas etapas o problema tem. Depois, cada etapa vira uma linha no caderno, com o resultado parcial ao lado.

Dividir pelo número errado

Esse erro é típico do 3º ano, quando os números ficam maiores e a criança começa a usar atalhos. Nas questões de quarta parte, o aluno divide o total por 3 ou por 2 porque associa mentalmente a fração a outra divisão. O resultado parece razoável, mas não corresponde ao que foi pedido. A causa é a relação fraca entre fração e divisão, que a habilidade EF03MA08 trabalha diretamente. A intervenção mais eficiente é fazer o aluno escrever a fração antes de dividir: "a quarta parte é dividir por 4", em uma frase curta no topo da folha.

Não conferir o resultado

Esse erro não aparece como alternativa errada, mas aparece no caderno. O aluno calcula, escreve o número e não verifica se as partes somam o total. Em uma turma de 18 lápis divididos entre 3 grupos, quem multiplica 6 por 3 e obtém 18 já se sente seguro. Quem não faz essa checagem pode errar sem perceber. Eu ensino a conferência como último passo obrigatório, e ela vira um hábito depois de algumas semanas.

Como ensinar passo a passo

A sequência que mais funciona na minha prática começa com material concreto e termina com a conta escrita. Não tem atalho: quem pula a parte concreta costuma voltar a errar quando o número cresce. Abaixo está a sequência que eu sigo, com as dicas de resolução que aparecem nas fichas como base.

Primeiro, eu uso objetos reais: tampinhas, palitos, figurinhas ou os próprios alunos. Peço que a turma distribua um total fixo entre um número de grupos combinado, e que cada grupo conte o que recebeu. A pergunta que guia essa etapa é "quanto cada um recebeu?". Depois de algumas rodadas, a turma percebe sozinha que todos os grupos ficaram com a mesma quantidade e que nada sobrou, ou que sobrou um resto que precisa ser explicado.

Segundo, eu faço a passagem para o desenho. O aluno desenha os grupos e as bolinhas, com um traço separando cada parte. Essa etapa é importante porque o desenho mostra a estrutura do problema de um jeito que a conta ainda não mostra. Quando o aluno desenha 12 bolinhas em 4 caixas, ele vê que cada caixa recebe 3 sem precisar calcular.

Terceiro, eu introduzo a conta. A dica de resolução que mais uso é a da própria ficha: "divida o total pelo número de partes". Escrevo a frase no quadro e peço que os alunos a repitam antes de cada conta. Nesse momento, eu também mostro a relação inversa: "se cada um recebeu 3 e são 4, o total é 3 vezes 4". Esse vínculo com a multiplicação ajuda o aluno a conferir o resultado e reduz o erro de operação.

Quarto, eu proponho problemas de duas etapas, como o dos copinhos de suco, e peço que o aluno escreva as etapas antes de calcular. Essa é a hora de introduzir a fração: metade, terça parte, quarta parte. O aluno precisa perceber que "a metade" é uma divisão por 2, e que o resto do problema continua sendo divisão.

Quinto, fecho a sequência com a checagem. O aluno confere se as partes somam o total e se o resultado faz sentido no contexto. Em sala, eu peço que a turma diga em voz alta: "cada um recebeu tanto, e são tantos, então o total é tanto". Essa frase, repetida por algumas semanas, vira o hábito de conferência que mais protege o aluno nas provas.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento

Nem toda questão de divisão serve para o mesmo momento do ensino. As fichas do GeraProva trazem informações sobre o papel de cada questão na prova, o tempo de resolução, o nível de leitura e o poder de discriminação, e esses dados ajudam a escolher o instrumento certo. Na prática, eu separo as questões em três grupos.

As questões de abertura, com enunciado direto, cálculo simples e nível de leitura baixo, servem para começar a avaliação e para diagnóstico rápido. Nas fichas, elas aparecem como papel de abertura, com tempo de resolução curto e alto ou médio poder de discriminação. São boas para descobrir logo no início quem já domina a operação e quem ainda confunde os sentidos.

As questões de progressão, com enunciado situacional e duas etapas, servem para o meio da prova e para o simulado. Elas exigem leitura mais atenta e planejamento, e por isso discriminam melhor os alunos que estão quase lá. O tempo de resolução é médio, e são as questões que eu recomendo para atividades de sala depois da fase concreta.

Por fim, as questões de consolidação, com contexto cotidiano e enunciado completo, servem para a avaliação final e para lição de casa. Elas funcionam bem porque o aluno já passou pelas etapas anteriores e pode mostrar o domínio do conceito sem apoio do professor. Em todos os grupos, a questão é adequada para prova, atividade e lição, e as fichas indicam que a maioria também serve para diagnóstico, simulado e avaliação rápida.

Uma recomendação prática: não use apenas questões de abertura para decidir se a turma aprendeu. Elas mostram quem sabe a operação, mas não mostram quem sabe escolher a operação em um problema novo. Combine pelo menos uma questão de cada grupo em qualquer avaliação, e use o gerador de provas do GeraProva para montar essas combinações sem perder tempo com a formatação.

O que ensinar antes deste conceito?

A base mais direta é a noção de números naturais, com a compreensão de quantidade, ordem e agrupamento. Um aluno que não reconhece que 12 é formado por grupos menores tem dificuldade para entender que 12 pode ser repartido em 4 partes de 3. Nas fichas, esse vínculo aparece como pré-requisito implícito, e na sala ele fica evidente quando o aluno não consegue contar de três em três ou de quatro em quatro.

Por isso, antes de introduzir a divisão, eu trabalho contagem em grupos, agrupamentos de dez e noções de dobro e metade. Essas atividades parecem simples, mas preparam o aluno para ver a divisão como partilha e não como um cálculo misterioso. Quando a base de números naturais está firme, a divisão aparece como uma extensão natural do que ele já sabe fazer.

Para onde este conceito leva?

A divisão simples é um degrau para vários outros conceitos, e o aluno que não domina essa operação encontra dificuldades nas próximas etapas. Vale planejar as ligações desde o início, para que o professor saiba onde buscar retomadas.

Uma das ligações mais importantes é a média aritmética. O aluno que soma os valores e esquece de dividir pelo número de elementos calcula o total, não a média. A divisão simples é exatamente o passo que falta, e por isso vale revisar essa operação antes de introduzir a média.

Outra ligação é a divisão com resto. Quando a partilha não é exata, sobra uma parte, e o aluno que está acostumado apenas com divisões exatas tende a ignorar essa sobra. Na divisão simples, eu já introduzo casos em que o total não se divide igualmente, para que o conceito de resto não surpreenda depois.

As frações e subtração também dependem da divisão, principalmente quando o aluno precisa calcular a parte que sobra de um todo. O erro de confundir sobra com falta aparece com frequência quando a base de divisão não está clara, porque o aluno não consegue dimensionar as partes.

Em problemas de estatística, a média de gols é um exemplo claro de como o aluno confunde a média com o total. A divisão simples aparece como a operação que transforma o total em média, e sem ela o cálculo perde o sentido.

O perímetro e a divisão também se encontram, principalmente quando o aluno precisa repartir um comprimento total entre partes iguais. Por fim, as frações e números decimais dependem diretamente da divisão, porque a fração é, na essência, uma divisão indicada. O aluno que entende a divisão simples como partilha tem muito menos dificuldade para converter fração em decimal.

Ligações com outros temas

A divisão simples se conecta a temas transversais, principalmente cidadania e ética. Quando o enunciado fala em repartir igualmente entre pessoas, ele trata de justiça na distribuição, e essa leitura pode ser explorada em sala sem forçar a discussão. A questão dos lápis entre grupos de alunos, por exemplo, abre espaço para conversar sobre partilha justa de recursos na escola.

Do ponto de vista socioemocional, as fichas indicam a habilidade de tomada de decisão. Resolver um problema de divisão exige escolher a operação, escolher a estratégia e confiar no resultado, e o aluno que aprende a justificar suas escolhas desenvolve uma segurança que vai além da matemática. Eu costumo pedir que o aluno explique em voz alta por que escolheu dividir e não multiplicar, e essa explicação se torna um exercício de autonomia.

O contexto de aplicação mais frequente é o cotidiano: balões de festa, balas, cocadas, lápis, copinhos de suco. Esses contextos ajudam o aluno a reconhecer a divisão fora da escola, e são bons pontos de partida para projetos interdisciplinares com ciências ou geografia, por exemplo ao repartir materiais de um experimento.

7 questões comentadas sobre divisão simples

A seguir estão as sete questões validadas que acompanham este guia. Em cada uma, a alternativa correta está marcada com ✅ e as erradas com ❌, com a explicação do motivo do erro e do que ele revela sobre o aluno. A ficha técnica completa de cada questão aparece logo abaixo do comentário, com os dados pedagógicos que o GeraProva registra.

Questão 1: balões distribuídos entre crianças

Em uma festa, 12 balões foram distribuídos igualmente entre 4 crianças. Quantos balões cada criança recebeu?

  • ❌ A) 2 — Não é o resultado da divisão de 12 por 4. O aluno que escolhe 2 provavelmente tirou metade de 4 ou fez outra conta sem relação com o enunciado.
  • ✅ B) 3 — 12 dividido por 4 é igual a 3. Cada criança recebe 3 balões, e 4 vezes 3 devolve exatamente os 12 balões do total.
  • ❌ C) 4 — 4 não é o resultado correto. Esse é o distrator mais provável: o aluno repete o número de crianças como se fosse a resposta, sem calcular a partilha.
  • ❌ D) 5 — 5 não é o resultado de 12 dividido por 4. A escolha costuma indicar que o aluno tentou um valor próximo sem fazer a conta.
  • ❌ E) 6 — 6 é maior que o total de balões dividido. Quem escolhe 6 provavelmente multiplicou 12 por 4 e depois dividiu por 2, mostrando confusão entre as operações.

Questão 2: copinhos de suco em duas etapas

O cheiro de laranja tomou conta do salão do bairro antes do ensaio da banda. Na mesa, havia 30 copinhos de suco iguais. Para organizar a distribuição, uma pessoa combinou assim: primeiro, entregar a metade dos copinhos para as crianças que chegaram mais cedo. Depois, dividir igualmente os copinhos que sobraram entre 3 grupos de músicos, para que cada grupo recebesse a mesma quantidade. Alguns participantes conferiram os copinhos, repetindo a contagem em voz baixa e separando-os em montinhos, para garantir que ninguém ficasse sem. Considere a forma de distribuição descrita no texto. Conclua quantos copinhos de suco cada um dos 3 grupos de músicos recebeu.

  • ❌ A) 15 copinhos — Erro de parar na metade: 15 é o total que sobrou, não a quantidade para cada um dos 3 grupos. O aluno que escolhe esta alternativa encerrou o problema na primeira etapa.
  • ✅ B) 5 copinhos — Metade de 30 é 15. Os 15 que sobraram foram divididos igualmente em 3 grupos: 15 dividido por 3 é 5.
  • ❌ C) 20 copinhos — Erro de subtrair 10 em vez de tirar a metade (30 menos 10 é 20), confundindo metade com 10. A causa é a leitura apressada da palavra metade.
  • ❌ D) 10 copinhos — Erro de dividir 30 por 3 e ignorar que metade foi entregue antes. Esse é o distrator mais provável, pois o resultado parece lógico para quem não planeja a sequência.
  • ❌ E) 30 copinhos — Erro de não considerar as partilhas e manter o total inicial, sem aplicar metade nem a divisão em 3 grupos. A escolha revela que o aluno não reconheceu que o problema tem etapas.

Questão 3: miçangas para pulseiras e a quarta parte

Estamos montando pulseiras, disse Marina, e temos 120 miçangas para distribuir igualmente em diferentes conjuntos. Ela propôs dividir em duas partes iguais e calculou que cada parte teria 60 miçangas. Em seguida, sugeriu dividir em três partes, obtendo 40 miçangas por conjunto. Ao dividir em quatro partes, descobriu que cabiam 30 miçangas em cada grupo. Depois, ao tentar dividir em cinco partes, ela notou 24 miçangas por divisão. Por fim, ao repartir em dez partes, cada conjunto ficou com 12 miçangas. Marina registrou esses resultados para planejar quantas pulseiras poderia criar em cada configuração. Analise o texto e identifique quantas miçangas correspondem a uma quarta parte da quantidade total?

  • ❌ A) 24 miçangas — Corresponde à quinta parte, confundindo 120 dividido por 5 com 120 dividido por 4. Esse é o distrator mais provável, porque o número aparece no texto e parece uma resposta plausível.
  • ❌ B) 60 miçangas — Representa metade, não quarta parte, confundindo 120 dividido por 2 com 120 dividido por 4. O aluno que escolhe esta alternativa associou a quarta parte à primeira divisão do texto.
  • ❌ C) 12 miçangas — Corresponde à décima parte, confundindo 120 dividido por 10 com 120 dividido por 4. A escolha indica que o aluno leu o último resultado do texto e não o correspondente à fração pedida.
  • ❌ D) 40 miçangas — Corresponde a um terço, confundindo 120 dividido por 3 com 120 dividido por 4. Mostra a dificuldade de relacionar o número da fração com o divisor correto.
  • ✅ E) 30 miçangas — Ao dividir 120 por 4, obtém-se 30, que é a quarta parte do total. A resposta correta exige ligar a fração à divisão pelo denominador.

Questão 4: balas divididas entre quatro crianças

Se 12 balas são divididas igualmente entre 4 crianças, quantas balas cada criança receberá?

  • ❌ A) 2 balas — 12 dividido por 4 não é igual a 2. A escolha costuma indicar que o aluno dividiu o total por 6, sem relação com o enunciado.
  • ✅ B) 3 balas — 12 dividido por 4 é 3. Cada criança recebe 3 balas, e a soma das partes devolve o total original.
  • ❌ C) 4 balas — 4 não é o resultado da divisão. Esse é o distrator mais provável: o aluno repete o número de crianças em vez de calcular a partilha.
  • ❌ D) 1 bala — 1 não é o resultado correto. A escolha revela que o aluno dividiu o total por um número muito maior do que o de crianças.
  • ❌ E) 5 balas — 5 é maior que o total de balas dividido. Quem escolhe 5 provavelmente fez uma soma aproximada, sem checar se as partes devolvem o total.

Questão 5: lápis distribuídos entre três grupos

Uma professora distribuiu 18 lápis igualmente entre 3 grupos de alunos. Quantos lápis cada grupo recebeu?

  • ❌ A) 9 — Incorreta. 9 seria o resultado de dividir 18 por 2, não por 3. Esse é o distrator mais provável, porque o aluno confunde o número de grupos com metade do total.
  • ❌ B) 3 — Incorreta. 3 não representa a quantidade recebida por cada grupo, e sim o número de grupos. A escolha mostra que o aluno trocou o divisor pelo resultado.
  • ✅ C) 6 — Correta. Cada grupo recebe 6 lápis, pois 18 dividido por 3 é 6, e 3 grupos de 6 devolvem os 18 lápis.
  • ❌ D) 8 — Incorreta. 8 não é resultado da divisão exata de 18 por 3, e a escolha costuma indicar uma soma aproximada.
  • ❌ E) 5 — Incorreta. Se cada grupo recebesse 5, sobrariam lápis, porque 3 grupos de 5 são 15. Quem escolhe 5 não conferiu o resultado.

Questão 6: João e as balas para os amigos

João possui 12 balas e decide dividir igualmente entre 4 amigos. Quantas balas cada amigo receberá?

  • ❌ A) 2 — 2 balas não é uma divisão justa. Esse é o distrator mais provável, pois o aluno pode ter dividido 12 por 6 sem perceber que o divisor é 4.
  • ✅ B) 3 — Dividindo 12 por 4, cada um recebe 3 balas. A conferência é simples: 4 amigos vezes 3 balas devolvem o total de 12.
  • ❌ C) 4 — 4 balas não é o total dividido. A escolha repete o número de amigos e mostra que o aluno não calculou a partilha.
  • ❌ D) 6 — 6 não é o resultado da divisão por 4. A escolha costuma indicar que o aluno dividiu 12 por 2, usando a metade no lugar do divisor correto.
  • ❌ E) 1 — 1 não representa a divisão correta. Quem escolhe 1 provavelmente dividiu o total por um número próximo de 12, sem relação com o enunciado.

Questão 7: cocadas repartidas em pratos

Selecione quantas cocadas ficam em cada prato ao repartir 12 cocadas em 3 pratos iguais.

  • ❌ A) 2 — Dois em cada prato usaria apenas seis cocadas, deixando metade do total sem destino. A escolha indica que o aluno não conferiu o resultado.
  • ❌ B) 3 — Três em cada prato usaria nove cocadas. Esse é o distrator mais provável, porque o aluno confunde o número de pratos com a quantidade por prato.
  • ❌ C) 5 — Cinco em cada prato passaria de doze cocadas, já que 3 pratos de 5 somam 15. A escolha mostra que o aluno não fez a conta de volta.
  • ✅ D) 4 — Doze repartido em três pratos iguais resulta em quatro cocadas por prato, e 3 vezes 4 devolve o total original.
  • ❌ E) 6 — Seis em cada prato daria dezoito cocadas, mais do que o total disponível. A escolha revela que o aluno multiplicou o total pelo número de pratos.

Perguntas frequentes

Quando devo começar a ensinar divisão simples?

Na maioria das turmas, a divisão simples começa no 1º ano, com partilhas pequenas e material concreto. A habilidade EF01MA02 trabalha esse início, e o professor pode avançar para números maiores e problemas de duas etapas no 2º e 3º ano. O essencial é garantir que a noção de distribuição igualitária esteja firme antes de passar para a conta escrita, porque sem ela o aluno decora o procedimento e não entende o que está fazendo.

Por que meu aluno multiplica quando deveria dividir?

Esse é o erro mais comum nas fichas técnicas que analisei, e a causa quase sempre é a falta de vocabulário que sinaliza a divisão. O aluno não reconhece palavras como repartir, igualmente e cada um como sinais de divisão. A intervenção que mais funciona é pedir que ele sublinhe essas palavras antes de calcular e diga em voz alta a pergunta que está sendo feita. Com algumas semanas de prática, a escolha da operação costuma se estabilizar.

Qual a diferença entre divisão como partilha e como medida?

Na partilha, o aluno sabe quantas partes existem e precisa descobrir quanto cabe em cada uma, como nas balas entre crianças. Na medida, ele sabe o tamanho de cada parte e precisa descobrir quantas partes existem, como em quantos grupos de 4 cabem em 12. As duas usam a mesma conta, mas exigem leituras diferentes do enunciado. Trabalhar as duas separadamente, no início, reduz bastante os erros de escolha de operação.

Como saber se o aluno entendeu a divisão ou só decorou a conta?

O sinal mais claro é a capacidade de explicar e de conferir. Se o aluno consegue dizer por que dividiu, e se verifica o resultado multiplicando as partes para ver se devolvem o total, ele entendeu o conceito. Quem apenas repete o passo a passo sem justificar costuma errar quando o enunciado muda um pouco. Questões de progressão e de consolidação são boas para separar quem decorou de quem compreendeu.

Devo usar só questões de abertura para avaliar a turma?

Não. As questões de abertura são úteis para um diagnóstico rápido, mas não mostram se o aluno consegue escolher a operação em um problema novo ou em duas etapas. Combine pelo menos uma questão de progressão e uma de consolidação em qualquer avaliação. O gerador de provas do GeraProva ajuda a montar essas combinações, e você pode começar com um cadastro grátis.

Como lidar com a divisão quando o resultado não é exato?

Quando a partilha não é exata, sobra uma parte, e o aluno precisa entender o que fazer com ela. Eu costumo introduzir esse caso logo depois das divisões exatas, mostrando que a sobra pode ser repartida, guardada ou simplesmente explicada no contexto. Esse trabalho prepara o terreno para a divisão com resto, que muitos alunos ignoram se não forem preparados antes.

Se você quer montar sua próxima prova de divisão com as questões certas para cada momento da turma, experimente o gerador de provas do GeraProva. Você pode criar sua conta com o cadastro grátis e testar as combinações de abertura, progressão e consolidação com a sua própria turma.

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  5. Uma professora distribuiu 18 lápis igualmente entre 3 grupos de alunos. Quantos lápis cada grupo recebeu?
  6. João possui 12 balas e decide dividir igualmente entre 4 amigos. Quantas balas cada amigo receberá?
  7. Selecione quantas cocadas ficam em cada prato ao repartir 12 cocadas em 3 pratos iguais.

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