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Atividades de polissemia: exemplos e questões com gabarito

Confira atividades de polissemia com exemplos contextualizados e questões comentadas. Veja como ajudar os alunos a identificar diferentes sentidos de uma mesma palavra.

Atividades de polissemia: exemplos e questões com gabarito

Atividades de polissemia ajudam os alunos a perceber que uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos conforme o contexto. Para ensinar o conceito, compare frases como “sentei no banco da praça” e “guardei dinheiro no banco”, peça que a turma identifique o significado em cada caso e justifique a resposta usando pistas do texto.

Quando trabalho polissemia, começo com uma palavra que a turma conhece bem: “banco”. Pergunto se ela aparece no parque ou no lugar onde alguém deposita dinheiro. A conversa costuma mostrar que os alunos já percebem a mudança de sentido; o desafio é explicar como o contexto ajuda a interpretá-la. Também já usei “manga” para comparar a fruta com a parte da camisa. Esses exemplos simples deixam o conceito menos abstrato e abrem espaço para discutir escolhas de palavras em textos reais.

Na minha experiência, uma boa atividade não pede só que a turma memorize uma definição. Ela convida os estudantes a comparar frases, justificar a resposta e observar as pistas do contexto. Reuni aqui uma sequência prática e questões comentadas que posso adaptar a diferentes anos. Incluí ainda uma observação importante sobre uma questão da base: conferir se enunciado e gabarito estão coerentes também faz parte do trabalho de quem prepara uma avaliação.

O que é polissemia e como identificá-la?

Polissemia é a ocorrência de diferentes sentidos para uma mesma palavra, reconhecidos conforme o contexto em que ela é usada. Em “sentei no banco da praça” e “fui ao banco depositar dinheiro”, por exemplo, “banco” nomeia um assento e uma instituição financeira. Para identificar o fenômeno, peço aos alunos que localizem a palavra, leiam a frase inteira e expliquem o sentido que ela assume ali; depois, comparam esse uso com outra ocorrência. O contexto — as palavras próximas e a situação descrita — ajuda a decidir entre os sentidos possíveis. É importante não confundir polissemia com mera repetição de uma palavra nem com palavras diferentes que têm a mesma forma. Na prática, eu começo por exemplos cotidianos, como “manga” e “cabeça”, e avanço para trechos de reportagens ou narrativas. Assim, a turma aprende a justificar a interpretação, em vez de apenas decorar uma definição.

Uma distinção útil é observar se há sentidos relacionados por extensão ou associação, como a cabeça do corpo e a pessoa que lidera um grupo. Também comparo casos em que a palavra mantém o mesmo significado em frases diferentes: duas ocorrências, por si só, não provam polissemia. Essa conversa ajuda a turma a construir uma justificativa, não apenas marcar uma alternativa.

Como trabalhar atividades de polissemia na prática?

Eu organizo a atividade em três passos: primeiro, apresento duas frases com a mesma palavra; depois, peço que os alunos expliquem o sentido em cada uma; por fim, solicito que apontem a pista contextual que sustenta a interpretação. Uma sequência curta pode usar “banco”, “manga” e “cabeça”, avançando de exemplos familiares para um pequeno texto. No quadro, registro a palavra, os sentidos encontrados e a frase que confirma cada um. Em seguida, proponho que os estudantes criem um exemplo próprio e troquem com um colega para verificar se os dois usos ficam claros. Essa etapa revela se compreenderam o conceito ou apenas reconheceram uma resposta conhecida. Para economizar tempo na preparação, posso usar o GeraProva para criar questões e depois revisar o vocabulário e o nível de dificuldade. O material gerado funciona como ponto de partida: eu ajusto os exemplos à turma e confiro cada gabarito antes de aplicar.

  • Leitura: identificar a palavra que aparece nos dois contextos.
  • Comparação: explicar o que ela significa em cada ocorrência.
  • Justificativa: usar pistas da frase para defender a resposta.

Para montar uma folha de exercícios, começo com itens de reconhecimento e termino com uma produção própria. Se quiser experimentar a plataforma, o cadastro grátis permite conhecer os recursos de criação de provas com IA.

Quantas questões usar para avaliar a compreensão?

Não existe um número único que sirva para toda turma, mas, para uma verificação rápida, eu costumo planejar de cinco a oito questões variadas. O mais importante é combinar reconhecimento de sentidos com interpretação em contexto e uma resposta que exija justificativa. Por exemplo, posso incluir dois itens de múltipla escolha, dois trechos curtos para analisar e uma questão de criação de frase. Assim, observo não apenas se o aluno reconhece “manga” como palavra polissêmica, mas se consegue explicar a diferença entre fruta e parte da roupa. Para uma avaliação mais ampla, aumento a quantidade conforme o tempo disponível e os objetivos da unidade. Também considero o ano escolar e o que já foi ensinado: uma turma que está começando precisa de exemplos mais diretos; outra pode comparar sentidos figurados e usos em diferentes áreas. O GeraProva ajuda a preparar variações, mas a seleção final deve refletir o que trabalhei em aula.

Na correção, valorizo a justificativa mesmo quando a alternativa marcada está errada: ela mostra qual pista o estudante considerou. Se muitos alunos confundem repetição com mudança de sentido, retomo esse ponto com pares de frases. Uma avaliação curta pode ensinar tanto quanto uma explicação, desde que eu use os resultados para planejar a retomada.

Questões prontas com gabarito comentado

As seis questões abaixo permitem trabalhar identificação, comparação de contextos e análise de sentidos. Eu recomendo selecionar os itens adequados ao ano e pedir que a turma justifique cada escolha, em vez de usar o gabarito apenas para corrigir letras. Os dados pedagógicos informados — código BNCC, nível de Bloom, dificuldade e raciocínio — ajudam a entender o tipo de habilidade mobilizada. Há, porém, um cuidado importante na questão 2: o gabarito fornecido aponta a alternativa E, mas “cachorro-quente” não demonstra por si só dois sentidos da palavra “cachorro”. A explicação atribuída à alternativa C também é inconsistente, pois “canino” é uma denominação do animal, não um segundo sentido. Mantive os dados da questão e sinalizei o problema para que você possa revisar ou substituir o item antes de aplicá-lo. Essa conferência evita que um exercício ensine uma regra equivocada.

1. Qual das palavras abaixo é um exemplo de polissemia?

Dificuldade: Média. Bloom: Compreender. Raciocínio: Dedutivo. BNCC: EM13LP06 — analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem e das escolhas de palavras. Conceito central: polissemia. Dica de resolução: Pense em palavras que têm mais de um significado. Conceito para revisão: conceito de polissemia e exemplos.

  • ❌ A) Cachorro (animal). A palavra, nesse uso, nomeia o animal e não apresenta outro sentido no exemplo.
  • ❌ B) Banco (instituição financeira). A palavra pode ser polissêmica, mas a alternativa apresenta apenas um de seus sentidos, sem demonstrar a mudança.
  • ❌ C) Luz (iluminação). Embora “luz” possa ter outros usos, a alternativa não mostra dois sentidos em contexto.
  • ✅ D) Manga (fruta e parte da camisa). A mesma palavra nomeia a fruta e uma parte da roupa, caracterizando polissemia.
  • ❌ E) Caderno (material escolar). A alternativa apresenta apenas um sentido, sem contraste contextual.

2. Crie uma frase utilizando a palavra “cachorro” de forma que demonstre polissemia.

Dificuldade: Difícil. Bloom: Criar. Raciocínio: Criativo. BNCC: EF06LP03 — analisar diferenças de sentido entre palavras de uma série sinonímica. Conceito central: polissemia. Dica de resolução: Pense em diferentes significados da palavra “cachorro”. Conceito para revisão: polissemia e palavras com múltiplos significados.

  • ❌ A) O cachorro do meu amigo é muito bonito. Apresenta apenas o sentido de animal.
  • ❌ B) O cachorro da escola é muito bagunceiro. Também usa “cachorro” apenas com o sentido de animal.
  • ❌ C) Os cachorros também são chamados de caninos. A explicação fornecida diz que demonstra polissemia, mas a frase apresenta uma denominação relacionada ao mesmo animal, não dois sentidos da palavra.
  • ❌ D) O cachorro da praça é muito sociável. Mantém o sentido de animal e não mostra mudança de significado.
  • ✅ E) Cachorro-quente é um lanche popular. Gabarito informado na base. A explicação fornecida diz que há apenas um significado; portanto, a frase não demonstra claramente polissemia. Recomendo revisar ou substituir a questão antes de aplicá-la.

3. Por que alguém senta no banco do parque e, depois, recorre ao banco para guardar dinheiro?

No parque central, Ana escolheu um banco de madeira para ler um livro ao ar livre. No fim do dia, ela entrou no banco próximo à praça para depositar seu salário. Em ambos os casos, “banco” aparece, mas adquire sentido distinto. Analise o texto-base e identifique a palavra cuja polissemia é exemplificada pelos dois sentidos apresentados.

Dificuldade: Difícil. Bloom: Lembrar. Raciocínio: Dedutivo. BNCC: EF05LP02 — identificar o caráter polissêmico das palavras conforme o contexto. Conceito central: polissemia e contexto. Dica de resolução: Observe o contexto de cada ocorrência. Conceito para revisão: polissemia e influência contextual.

  • ❌ A) dia. Indica tempo cronológico no texto; não é a palavra que assume os dois sentidos destacados.
  • ✅ B) banco. No primeiro caso é um assento; no segundo, uma instituição financeira.
  • ❌ C) parque. Refere-se ao espaço de lazer mencionado, sem mudança de sentido no trecho.
  • ❌ D) livro. Designa o objeto de leitura e não apresenta dois sentidos no texto.
  • ❌ E) salário. Refere-se à remuneração, sem variação de sentido no contexto.

4. Em uma reportagem sobre a revitalização de uma praça, qual palavra exemplifica a polissemia?

A prefeitura instalou um banco de madeira perto das árvores. No mesmo dia, um banco anunciou uma linha de crédito para comerciantes do bairro. Também foram colocadas uma janela de atendimento, uma bicicleta para uso dos agentes, um caderno de sugestões e novas lixeiras na praça. Considerando os sentidos atribuídos às palavras no texto, qual delas apresenta significados diferentes em usos distintos?

Dificuldade: Fácil. Bloom: Lembrar. Raciocínio: Dedutivo. BNCC: EM13LP06 — analisar efeitos de sentido decorrentes das escolhas de palavras. Conceito central: polissemia em contexto. Dica de resolução: Compare os sentidos das palavras nas diferentes ocorrências. Conceito para revisão: sentidos diferentes conforme o contexto.

  • ✅ A) banco. Nomeia um assento e uma instituição financeira; o contexto revela os dois sentidos.
  • ❌ B) praça. Designa o espaço público mencionado; sua retomada não altera o significado.
  • ❌ C) bicicleta. Nomeia o veículo disponibilizado aos agentes; funções ou usos distintos não criam, aqui, outro sentido lexical.
  • ❌ D) janela. Aparece uma vez como local de atendimento; outros usos possíveis fora do trecho não bastam para demonstrar polissemia nele.
  • ❌ E) caderno. Nomeia o suporte para registrar sugestões e mantém esse sentido.

5. Considerando os trechos, qual palavra apresenta sentidos diferentes e relacionados entre si?

“A cabeça do estudante doía após a corrida.” “A pesquisadora foi escolhida como cabeça da equipe responsável pelo projeto.” No mesmo conjunto de trechos, janela, mochila, relógio e bicicleta aparecem em duas frases cada uma. Considerando os sentidos que cada palavra assume, identifique qual apresenta polissemia.

Dificuldade: Fácil. Bloom: Lembrar. Raciocínio: Dedutivo. BNCC: EM13LP06 — analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem. Conceito central: polissemia e sentidos relacionados. Dica de resolução: Compare os sentidos e verifique se há relação entre eles. Conceito para revisão: diferença entre polissemia, homonímia e uso literal.

  • ❌ A) Mochila. Nas duas ocorrências, nomeia o objeto usado para transportar materiais; mudar o lugar onde está não muda seu sentido.
  • ✅ B) Cabeça. Refere-se a uma parte do corpo e, por extensão, à pessoa que lidera a equipe; os sentidos são relacionados.
  • ❌ C) Janela. Mantém o sentido básico de abertura ou estrutura para passagem de ar e luz nos trechos.
  • ❌ D) Bicicleta. Nomeia o mesmo tipo de veículo nas duas frases; os trajetos diferentes não configuram polissemia.
  • ❌ E) Relógio. Mantém o sentido de instrumento que indica ou mede o tempo.

6. Qual das palavras abaixo possui mais de um significado, dependendo do contexto?

Dificuldade: Fácil. Bloom: Compreender. Raciocínio: Dedutivo. BNCC: EF05LP02 — identificar diferentes significados de uma mesma palavra conforme o contexto. Conceito central: polissemia de palavras. Dica de resolução: Pense em dois sentidos diferentes que a mesma palavra pode ter. Conceito para revisão: palavras polissêmicas e pistas contextuais.

  • ✅ A) Manga. Pode nomear uma fruta ou a parte de uma roupa que cobre o braço.
  • ❌ B) Tapete. No uso apresentado, nomeia a peça usada para cobrir o chão; não traz os dois sentidos pedidos.
  • ❌ C) Mesa. Nomeia um móvel e não exemplifica, nesta alternativa, os dois sentidos buscados.
  • ❌ D) Cachorro. A alternativa apresenta o sentido de animal, sem outro sentido contextualizado.
  • ❌ E) Telhado. Nomeia a cobertura de uma construção e não demonstra dois sentidos no item.

Use as questões como ponto de partida, adapte os exemplos ao repertório da sua turma e confira os gabaritos antes de aplicar. Se quiser economizar tempo na preparação, experimente criar uma atividade no GeraProva e ajuste o material com seu olhar de professor.

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  1. Qual das palavras abaixo é um exemplo de polissemia?
  2. Crie uma frase utilizando a palavra "cachorro" de forma que demonstre polissemia.
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  6. Qual das palavras abaixo possui mais de um significado, dependendo do contexto em que é utilizada?

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