Atividades de Globalização e Neoliberalismo para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito
Reuni questões comentadas para trabalhar Globalização e Neoliberalismo na 1ª série, relacionando o tema a disputas territoriais, poder e usos do espaço. Inclui gabarito e sugestões práticas para a aula de Sociologia.
Quando chega a hora de ensinar Globalização e Neoliberalismo para a 1ª série do Ensino Médio, sinto que o desafio não é apresentar os conceitos, e sim fazer com que eles deixem de parecer distantes. Muitos alunos já ouviram falar em mercado global, em privatizações e em abertura econômica, mas raramente conseguem ligar esses termos ao bairro onde moram ou ao preço do que compram.
Por isso, costumo partir de situações concretas do cotidiano: um terminal logístico que muda a vida de uma comunidade pesqueira, uma praça que passa a ser disputada por comerciantes e aplicativos, uma cultura local que ganha visibilidade nas redes. A partir daí, o conceito aparece como explicação para algo que eles já viram acontecer.
O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Globalização e Neoliberalismo
Globalização é o processo de intensificação das trocas de bens, capitais, informações e pessoas entre países, que aproxima mercados e culturas, mas não de forma igual para todos. Neoliberalismo é a orientação econômica que defende a redução da intervenção do Estado, a abertura dos mercados e a ampliação do papel da iniciativa privada na provisão de serviços e no uso de recursos. Na prática, os dois fenômenos andam juntos: a circulação global de capitais se apoia em políticas de desregulamentação e concessão, e essas políticas reorganizam o espaço, as cidades e as formas de trabalho. Ao mesmo tempo, a globalização também produz respostas locais, em que grupos reivindicam seus modos de vida e seus territórios.
O que ele precisa saber antes
Antes de chegar a Globalização e Neoliberalismo, o aluno precisa ter noções básicas de sociologia, como a diferença entre análise de estruturas e de ações sociais, e ter uma ideia de território, entendido não apenas como área física, mas como espaço de relações sociais. Também ajuda muito ter tido contato com os conceitos de propriedade e de bens comuns, além de uma introdução a Marx, Weber e Durkheim, que aparecem com frequência nas questões sobre disputas territoriais.
Onde os alunos mais erram
O erro mais recorrente que observo é achar que a globalização apaga completamente as culturas locais. A questão sobre a praça central de uma cidade do interior mostra bem esse problema: muitos estudantes escolhem a alternativa que diz que os costumes regionais desaparecem diante dos padrões internacionais, porque imaginam a globalização como uma força que elimina tudo. O texto, porém, descreve coexistência, com padronização de lojas e também valorização de festas e músicas locais. Quando o aluno não percebe essa coexistência, ele tende a escolher a resposta mais radical.
Outro erro típico é confundir propriedade formal com territorialidade. Em várias questões sobre comunidades pesqueiras e ribeirinhas, o aluno acredita que, sem título de propriedade, o grupo não tem qualquer vínculo legítimo com o espaço. Ele precisa entender que práticas coletivas de trabalho, memória e uso continuado também constroem territórios, mesmo sem registro. Por fim, há a tendência de tratar conflitos como decisões individuais ou inevitáveis, ignorando que empresas, governos e coletivos disputam o mesmo espaço com interesses diferentes.
Como trabalhar em sala
A primeira ideia que uso é o mapeamento do bairro. Peço que os alunos desenhem, em uma folha, os lugares que frequentam e quem usa cada um deles: quem controla o acesso, quem trabalha ali, quem disputa o espaço. Essa atividade costuma revelar disputas que eles nunca tinham percebido, e serve de ponte para o conceito de territorialidade.
A segunda é a leitura comparada de notícias locais. Escolho duas ou três matérias sobre uma mesma obra, concessão ou ocupação de espaço público e pergunto quais agentes aparecem, quais interesses cada um defende e o que muda na vida das pessoas. Sem material caro, basta imprimir ou projetar o texto.
A terceira é um debate em grupos com papéis definidos: um grupo defende a empresa, outro a associação de moradores, outro a prefeitura. Cada aluno precisa usar pelo menos um conceito da aula para sustentar seu argumento. Isso trabalha pensamento crítico e escuta, além de evitar a leitura de que existe apenas um lado certo.
A quarta é a análise de uma imagem de manifestação cultural em disputa territorial. Peço que descrevam o que veem, relacionem a cena a um contexto de reivindicação e expliquem por que aquela ação é também política. Essa atividade ajuda o aluno a não reduzir cultura a mero folclore.
Por fim, sugiro um fechamento escrito curto, em que cada aluno responde: como a globalização aparece no lugar onde vivo? Quem ganha e quem perde com isso? Essa pergunta costuma render respostas muito mais ricas do que qualquer prova tradicional.
Questões prontas de Globalização e Neoliberalismo para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
A seguir estão as oito questões que uso como base para revisão e avaliação. Elas seguem a habilidade EM13CHS204 e podem ser aplicadas em sequência ou separadamente, conforme o tempo que você tiver. Em cada uma, o gabarito traz a explicação do que torna a alternativa correta e do erro por trás de cada distrator.
Questão 1: disputa pelo mangue e a concessão de área costeira
“Para nós, o mangue é lugar de trabalho e de memória”, afirma uma representante de pescadores artesanais. Em um caso hipotético, o governo estadual anuncia a concessão de uma área costeira para instalar um terminal logístico. A empresa responsável apresenta estudos ambientais e prevê empregos; a prefeitura apoia o projeto pela ampliação da arrecadação. A concessão inclui um perímetro de segurança que interrompe o acesso a um canal usado pelas famílias para pesca e transporte há décadas. Embora não possuam títulos individuais de propriedade, os moradores mantêm regras coletivas para o uso do mangue e propõem um acordo de gestão compartilhada. Na audiência pública, discutem-se tanto a infraestrutura planejada quanto os modos de vida que dependem daquele espaço.
Analise a disputa descrita à luz da noção marxiana de expropriação dos bens comuns e identifique a interpretação que avalia adequadamente a formação das territorialidades no caso.
- ❌ A) Evidencia o fim do conflito territorial, pois os estudos ambientais tornam desnecessária a negociação com os moradores. — Erro de formalismo técnico. Estudos ambientais não anulam disputas sobre acesso, trabalho, memória e uso coletivo do espaço.
- ❌ B) Evidencia uma fronteira imutável, pois o perímetro de segurança impede que grupos sociais atribuam novos sentidos ao lugar. — Erro de reificação da fronteira. Limites são produzidos e disputados por agentes sociais, podendo ser negociados ou contestados.
- ✅ C) Evidencia a conversão de um uso coletivo em ativo econômico, reordenada pela ação articulada do Estado e da empresa. — Correta. A concessão e o bloqueio do canal podem restringir um uso coletivo, mostrando como agentes institucionais e econômicos redefinem o território.
- ❌ D) Evidencia a preservação de um espaço natural, pois as práticas dos pescadores não constituem formas de territorialidade. — Erro de naturalização do espaço. As regras, memórias e usos coletivos dos pescadores constituem uma territorialidade social.
- ❌ E) Evidencia a decisão exclusiva da empresa, pois o apoio da prefeitura não interfere na organização do espaço costeiro. — Erro de monocausalidade. Prefeitura e governo participam da reorganização territorial ao apoiar e conceder a área.
Questão 2: dominação legal-racional na Estação Central
Quando os portões da Estação Central passaram a fechar às 22 horas, o fluxo de pessoas mudou nas ruas próximas. A prefeitura criou permissões para barracas em uma praça e definiu pontos de embarque para motociclistas vinculados a aplicativos. Comerciantes que receberam licença ocuparam as áreas mais movimentadas; vendedores sem autorização passaram a usar calçadas laterais. A empresa do aplicativo alterou seus mapas para concentrar retiradas em dois locais, enquanto uma associação de moradores organizou feiras culturais nos fins de semana e questionou a redução das áreas de convivência. Embora o decreto municipal estabeleça regras gerais, os usos efetivos da região variam conforme os recursos e as negociações de cada grupo.
Analise a situação descrita à luz da noção weberiana de dominação legal-racional e do conceito de territorialidade. Identifique a interpretação que explica a formação daquele espaço urbano.
- ❌ A) Reconhece que o decreto transforma automaticamente a praça em território exclusivo do Estado, eliminando ações dos demais grupos. — Erro de reducionismo estatal: o texto mostra que associação, comerciantes e plataforma também interferem nos usos e nas fronteiras locais.
- ❌ B) Reconhece que as feiras dos moradores anulam a autoridade legal-racional, pois toda regra formal perde validade no bairro. — Erro de oposição absoluta: a ação coletiva contesta e negocia usos, mas não extingue a vigência das normas municipais.
- ✅ C) Reconhece que normas formais reorganizam acessos, mas o território resulta de disputas entre poder público, empresa e coletivos. — A regra impessoal expressa dominação legal-racional, mas os usos do espaço são produzidos também por empresas, comerciantes e moradores.
- ❌ D) Reconhece que o deslocamento dos vendedores decorre apenas de escolhas individuais, sem relação com regras e recursos desiguais. — Erro de individualismo: a mudança depende das licenças, da circulação e do acesso desigual aos locais mais movimentados.
- ❌ E) Reconhece que a plataforma determina sozinha as fronteiras urbanas, pois seus mapas substituem as regras municipais. — Erro de monocausalidade: os mapas influenciam fluxos, mas permissões municipais e ações coletivas também organizam o espaço.
Questão 3: cerca do hotel e o acesso ao mangue
— O caminho até o mangue sempre foi usado por nós — afirmou uma marisqueira durante audiência pública em um município fictício do litoral. A área vizinha foi arrendada a uma empresa para a construção de um hotel. Embora o plano municipal determine acesso público à faixa costeira, a empresa instalou uma cerca que interrompeu a passagem tradicional. Seus representantes justificam a medida pela proteção do investimento e pela geração de empregos. A associação de marisqueiras, que não possui títulos de propriedade, mantém coletivamente um pequeno atracadouro em área não arrendada e solicita a retirada da barreira. Enquanto vereadores discutem a revisão do zoneamento, a cerca altera tanto o trabalho cotidiano quanto os vínculos construídos pelas famílias com o mangue.
Interprete o conflito descrito com base na relação, em Marx, entre propriedade dos meios de produção e relações sociais, explicando a territorialidade em disputa.
- ❌ A) A interpretação da ação das marisqueiras como rejeição a toda norma pública sobre o uso costeiro. — Erro de falsa oposição: as marisqueiras recorrem à audiência e ao plano municipal, buscando efetivar regras públicas de acesso, e não recusá-las.
- ❌ B) A redução do conflito a uma escolha individual entre aceitar empregos ou preservar costumes locais. — Erro de individualização: desconsidera que a barreira decorre de relações de propriedade, decisões públicas e ação coletiva, não de preferências isoladas.
- ❌ C) A definição do título privado como único critério para reconhecer vínculos territoriais com o mangue. — Erro de legalismo restrito: ignora que práticas coletivas de trabalho e uso continuado também produzem territorialidades, mesmo sem título de propriedade.
- ❌ D) A aceitação da cerca como consequência natural e inevitável do crescimento das atividades turísticas. — Erro de naturalização: apresenta uma decisão empresarial e política como processo inevitável, ocultando os interesses e as relações de poder envolvidos.
- ✅ E) A compreensão de que o controle desigual da terra transforma o espaço em território de conflito entre interesses sociais. — A propriedade e o controle do acesso à terra favorecem a empresa, enquanto o uso coletivo das marisqueiras expressa uma disputa social pela apropriação do espaço.
Questão 4: boias da empresa e a unidade de conservação
Barqueiros de uma comunidade ribeirinha fictícia passaram a registrar, em um mapa coletivo, os locais de pesca, travessia e celebrações usados antes da criação de uma unidade de conservação. O regulamento público delimitou uma zona de proteção integral e autorizou uma empresa de ecoturismo a operar somente em trilhas sinalizadas. Porém, boias instaladas pela empresa passaram a afastar embarcações de uma enseada que não figura como área exclusiva no regulamento. A associação local reivindicou acesso ao local e a revisão das boias pelo órgão gestor. No debate, moradores relacionaram a situação à análise de Marx sobre a apropriação desigual de recursos. Outros lembraram Weber, para quem o poder depende de legitimidade, e Durkheim, ao destacar a força das referências compartilhadas pelo grupo.
Analise as informações e identifique a medida que reconhece as territorialidades em disputa sem desconsiderar a regulação pública.
- ❌ A) Reconhecer a enseada como espaço sem território, pois não há exclusividade prevista no regulamento. — Erro de redução estatal: territorialidades também são construídas por usos, vínculos e referências coletivas, mesmo sem propriedade exclusiva formal.
- ❌ B) Reconhecer a empresa como agente neutro e tratar o mapa coletivo como registro sem efeito nas decisões. — Erro de neutralização do poder: ignora que empresas e grupos locais disputam recursos, acessos e significados atribuídos ao espaço.
- ✅ C) Reconhecer o uso comunitário como territorialidade e submeter os limites empresariais à deliberação do órgão gestor. — A medida articula práticas coletivas, poder econômico e norma pública. O território é entendido como relação social disputada, e não apenas como área delimitada.
- ❌ D) Reconhecer o regulamento como fronteira absoluta e converter as práticas comunitárias em concessões da empresa. — Erro de reificação jurídica: trata a norma como capaz de eliminar usos sociais anteriores e confunde regulação pública com privilégio empresarial.
- ❌ E) Reconhecer as boias privadas como prova de domínio legítimo, pois toda ocupação econômica gera direito territorial. — Erro de confusão entre poder e legitimidade: a ocupação econômica não produz automaticamente reconhecimento social ou autorização pública.
Questão 5: dança indígena no acampamento
Por que jovens tupinikim se reúnem no Areal para dançar ao lado de barracas montadas em meio a fileiras de eucaliptos da Aracruz Celulose? A cena capturada na imagem mostra uma manifestação cultural que se alia à ocupação de um trecho de terreno reivindicado como parte das terras tradicionais desse povo. No acampamento, a dança funciona como instrumento coletivo de protesto e visibilidade, unindo corporeidade e memória diante do impacto da monocultura de eucalipto. Essa ação integra repertório histórico de resistências indígenas no Espírito Santo.
Analise o texto-base e a imagem e identifique qual forma de ação coletiva está expressa pela dança junto ao acampamento em meio à plantação de eucaliptos.
- ❌ A) Demonstração de integração cultural ao ambiente urbano — Interpreta erroneamente a dança como assimilação urbana, ignorando seu caráter de resistência e reivindicação territorial.
- ✅ B) Reivindicação simbólica de territorialidade indígena mediante manifestação cultural — Combina a expressão cultural da dança com o acampamento para afirmar direitos sobre terras tradicionais, forma de territorialidade resistente.
- ❌ C) Comercialização de produtos artesanais para financiar o protesto — Enfoca motivos econômicos e lucro, distinta da prática cultural e política exibida na imagem.
- ❌ D) Prática ritual sem relação com a disputa por terras tradicionais — Desconsidera o contexto de reivindicação territorial indicado pelo acampamento e pelos eucaliptais.
- ❌ E) Negociação formal de uso da terra com a empresa Aracruz Celulose — Confunde protesto e ocupação direta com procedimento institucional de negociação, não ilustrado na cena.
Questão 6: quem legitima a horta comunitária
Por que terrenos vazios no centro ganham hortas comunitárias enquanto permanecem sumidos sob o mato? Há cinco anos, a ONG Hortas Vivas ocupa um terreno abandonado por uma antiga fábrica, envolvendo cerca de 200 famílias no cultivo de hortaliças. Com apoio técnico e autorização provisória da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o espaço virou território de convivência e produção de alimentos. No entanto, uma incorporadora adquiriu o imóvel e busca retomar a área para construir imóveis de alto padrão. Nesse embate, as famílias argumentam que a horta consolidou um sentido de pertencimento e reforçou vínculos sociais, mas carecem de reconhecimento definitivo dos órgãos públicos para garantir sua permanência.
Analise o texto-base e avalie os processos de ocupação do espaço e a formação de territorialidade; identifique o agente que confere legitimação formal ao uso comunitário da horta.
- ❌ A) A incorporadora imobiliária — Busca retomar o terreno, mas não legitima o uso comunitário; representa interesses privados.
- ❌ B) As famílias que cultivam o terreno — Criam vínculos de pertencimento, mas não têm autoridade para conceder reconhecimento oficial.
- ❌ C) O sindicato dos trabalhadores urbanos — Não participa do processo de autorização ou reconhecimento da horta comunitária.
- ❌ D) A ONG Hortas Vivas — Mobiliza as famílias, mas não possui poder legal de reconhecimento formal do território.
- ✅ E) A Secretaria Municipal de Meio Ambiente — Órgão público que emite autorização provisória e é responsável pelo reconhecimento legal do uso do espaço.
Questão 7: conflitos territoriais no contexto global
Os conflitos territoriais são comuns em contextos de globalização. Qual destes exemplos melhor ilustra a disputa por território em um contexto global?
- ✅ A) Independência da Catalunha — A Catalunha busca autonomia, refletindo um conflito de territorialidade dentro da Espanha.
- ❌ B) Acordos de Paris — Trata-se de um acordo ambiental, não territorial.
- ❌ C) Brexit — Embora relevante, é mais sobre uma saída da União Europeia do que um conflito territorial.
- ❌ D) Criação do Mercosul — Mercosul é uma união econômica, não um conflito territorial específico.
- ❌ E) Atores de Hollywood — Hollywood é uma indústria cultural, não um exemplo de conflito territorial.
Questão 8: globalização e a praça da cidade do interior
Em uma cidade do interior, a praça central passou a receber redes de lanchonetes internacionais e lojas que repetem o mesmo padrão visual encontrado em grandes capitais. Ao mesmo tempo, jovens da região começaram a divulgar festas tradicionais, culinária local e músicas produzidas por artistas da cidade em redes sociais, atraindo visitantes e valorizando costumes antes pouco conhecidos.
A situação descrita evidencia que, diante da globalização, as culturas locais podem ser afetadas de que maneira?
- ❌ A) A globalização elimina as culturas locais, fazendo com que festas tradicionais, culinária regional e músicas da cidade desapareçam completamente diante dos padrões internacionais. — O erro é concluir que a globalização sempre apaga por completo as culturas locais. O texto mostra justamente o contrário: elas podem ser afetadas, mas também valorizadas e divulgadas.
- ❌ B) A globalização fortalece apenas os costumes internacionais, pois os hábitos locais não conseguem ganhar visibilidade em redes sociais nem atrair visitantes. — O aluno inverte a relação apresentada: transforma a globalização em causa exclusiva da invisibilidade local, quando o enunciado mostra que os novos meios também podem favorecer a projeção dos costumes da cidade.
- ❌ C) A divulgação digital de festas e músicas locais provoca, por si só, o fim do consumo padronizado, já que as redes sociais substituem totalmente os padrões globais pelos costumes regionais. — O erro é ler apenas a parte da valorização local e desconsiderar a outra dimensão do fenômeno. O texto não diz que a globalização desaparece, mas que ela pode coexistir com a promoção de culturas locais.
- ❌ D) A presença de lojas e lanchonetes internacionais impede qualquer valorização cultural, pois a circulação de produtos externos sempre reduz a produção simbólica da comunidade. — Há confusão entre influência econômica e desaparecimento cultural inevitável. A presença de marcas globais pode padronizar consumos, mas não impede necessariamente a valorização de identidades locais.
- ✅ E) A globalização tende a homogeneizar costumes e espaços urbanos, mas também pode ampliar a divulgação das identidades locais quando a própria comunidade usa novos meios de circulação para valorizar suas tradições. — Responde corretamente ao comando, pois reconhece simultaneamente a padronização cultural e a possibilidade de fortalecimento das manifestações locais pela circulação em redes e outros meios de divulgação.
Próximos passos
Depois de passar por essas questões, o próximo passo é observar em que pontos seus alunos ainda confundem território com propriedade e globalização com apagamento cultural. Esses são os nós que valem a pena retomar em uma aula curta de revisão. Você pode conferir questões da habilidade EM13CHS204 para ampliar o banco de atividades, e usar o gerador de provas do GeraProva para montar uma avaliação com a sua turma em poucos minutos. Se ainda não tem conta, o cadastro grátis libera o acesso para começar.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Globalização e Neoliberalismo, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
