— Se a gente atravessa a linha e toca a mão de quem foi preso, ele volta ao jogo — contou Caio, ao ensaiar uma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Se a gente atravessa a linha e toca a mão de quem foi preso, ele volta ao jogo — contou Caio, ao ensaiar uma brincadeira para a mostra do bairro. No grupo de sua avó, a prática é chamada de barra-bandeira e o resgate ocorre com o toque. Já moradores da rua vizinha a chamam de rouba-bandeira e usam um lenço para libertar participantes. Para receber turmas de outras localidades, os estudantes prepararam depoimentos dos moradores, desenhos da quadra, uma demonstração corporal e cartões escritos com regras. Na primeira versão da mostra, porém, o cartaz afirmava que uma das formas era a regra correta e apresentava a outra como erro. A mediadora solicitou uma revisão que possibilitasse compreender tanto os elementos compartilhados quanto os modos pelos quais cada grupo recria a brincadeira. Analise a situação apresentada e identifique a organização da mostra que explica a brincadeira sem desvalorizar as formas construídas pelos diferentes grupos.
- A) Organizar depoimentos, demonstrações e esquemas comparativos, apresentando as diferenças de resgate como falhas na execução do jogo.
- B) Organizar depoimentos, demonstrações e esquemas comparativos, registrando apenas os movimentos para evitar divergências entre as regras.
- C) Organizar depoimentos, demonstrações e esquemas comparativos, fixando a versão mais frequente como modelo obrigatório para os visitantes.
- D) Organizar depoimentos, demonstrações e esquemas comparativos, substituindo os nomes locais por uma denominação única e técnica.
- E) Organizar depoimentos, demonstrações e esquemas comparativos, descrevendo por escrito as regras de cada grupo sem hierarquizá-las.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto apresenta uma mesma brincadeira com nomes e regras diferentes: no grupo da avó, barra-bandeira, com resgate por toque; na rua vizinha, rouba-bandeira, com resgate por lenço. O problema da primeira versão da mostra foi tratar uma das formas como certa e a outra como erro. A mediadora pediu uma revisão que mostrasse tanto os elementos compartilhados quanto as recriações de cada grupo.
- Procuramos a alternativa que reúne três coisas: explica o jogo, não desvaloriza as formas dos grupos e mostra o que é comum e o que varia. A alternativa E faz isso ao descrever por escrito as regras de cada grupo sem hierarquizá-las, ou seja, sem colocar uma acima da outra. Os depoimentos e as demonstrações já valorizam as vozes locais, e os esquemas comparativos permitem ver semelhanças e diferenças.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Trata as diferenças como falhas, exatamente o erro que a mediadora pediu para corrigir.
- B) Registrar só os movimentos apaga as regras e as diferenças de resgate, que são justamente o ponto da mostra.
- C) Fixar a versão mais frequente como obrigatória desvaloriza as demais formas construídas pelos grupos.
- D) Trocar os nomes locais por uma denominação única apaga as identidades dos grupos, o que vai contra o pedido de valorizar as formas construídas localmente.
- Conclusão: a letra correta é E, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Reflita sobre a valorização das diferentes formas culturais da brincadeira.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que, havendo divergência de regras, uma forma é a execução correta e a outra é falha, repetindo o erro do cartaz da primeira versão.
O aluno acredita que, para evitar conflitos entre versões, basta registrar só os movimentos, eliminando as regras e as diferenças de resgate.
O aluno supõe que a versão mais comum deve ser o padrão oficial, usando a intuição de que o mais frequente é o correto e ignorando as recriações locais.
O aluno acha que uniformizar a terminologia com um nome técnico único ajuda a explicar a brincadeira, sem perceber que isso apaga as identidades dos grupos.
Integra linguagens para explicitar ações, nomes e regras, reconhecendo que variações comunitárias são recriações legítimas da prática.
Raio-X da questão
diversidade cultural e respeito
diagnostico
compreensão cultural básica
estude a importância da valorização das diferenças culturais em práticas sociais
Confundir uma forma cultural como única correta, desconsiderando a diversidade de práticas.
empatia
cotidiano
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