“A peteca não nasceu para ser só competição”, contou uma artesã indígena que visitou a feira do bairro. Ela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Recriar, individual e coletivamente, e experimentar, na escola e fora dela, brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e demais práticas corporais tematizadas na escola, adequando-as aos espaços públicos disponíveis.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“A peteca não nasceu para ser só competição”, contou uma artesã indígena que visitou a feira do bairro. Ela explicou que, em sua comunidade, as crianças aprendiam a fazer a peteca juntas, com materiais leves, e depois brincavam em roda, tentando manter o objeto no alto com toques cuidadosos. O valor do jogo, segundo ela, era o ritmo, a atenção ao outro e a participação de todos, porque a roda só “funciona” quando ninguém fica de fora. Depois da conversa, um grupo de estudantes combinou de experimentar a brincadeira no recreio. O pátio é pequeno, há colegas com diferentes níveis de habilidade e a turma não pode usar penas por causa de alergias. Eles discutiram cinco maneiras de recriar o jogo sem perder sua ideia principal. Com base no texto, avalie qual proposta de brincadeira melhor recria a peteca, permitindo que a turma experimente o jogo com respeito cultural, segurança e participação de todos.
- A) Organizar uma roda e manter a peteca no ar com toques leves, usando peteca feita pela turma com materiais macios.
- B) Organizar uma corrida em fileiras levando a peteca na mão até a linha final, sem tocar nela no ar.
- C) Organizar uma roda e eliminar quem deixar a peteca cair, substituindo a peteca por uma bola de borracha pesada.
- D) Organizar um alvo e arremessar a peteca para derrubar objetos, com filas longas e poucos jogando por vez.
- E) Organizar duplas e marcar pontos com saques fortes por cima de uma rede, usando peteca comprada pronta na loja.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique a ideia central do texto. A artesã diz que a peteca não nasceu para ser só competição; o valor está no ritmo, na atenção ao outro e na participação de todos, e a roda só funciona quando ninguém fica de fora.
- Verifique as restrições do enunciado. O pátio é pequeno, há colegas com habilidades diferentes, não se pode usar penas por causa de alergias, e a proposta precisa respeitar a cultura, a segurança e a participação de todos.
- Analise a alternativa A. Ela mantém a roda, o toque leve e cuidadoso, e a peteca feita pela turma com materiais macios, o que atende à ideia de cooperação, à segurança e à ausência de penas. Essa é a alternativa que melhor recria o jogo, e portanto concordo com o gabarito.
- Por que as outras estão erradas. A alternativa B é errada porque transforma a brincadeira em corrida competitiva e proíbe o toque, que é central no jogo. A alternativa C é errada porque elimina quem erra, o que contraria a ideia de que ninguém deve ficar de fora, e a bola pesada não é segura. A alternativa D é errada porque cria disputa por alvo, com poucos jogando e filas longas, excluindo a maioria. A alternativa E é errada porque recria a competição por pontos e saques fortes, usa peteca comprada pronta e não promove a roda nem a participação de todos.
💡 Dica: Analise os valores culturais e as condições para adaptar a brincadeira respeitando todos.
Alternativa por alternativa
Mantém a lógica do jogo (roda e toques para manter no alto), valoriza fazer junto e usa material seguro, adaptado sem perder a ideia.
O aluno entende que a brincadeira deve ser uma competição rápida, com vencedor, e acredita que a regra de não tocar a peteca no ar é apenas uma variação válida.
O aluno acredita que eliminar quem erra mantém a emoção do jogo e que trocar a peteca por bola pesada é apenas um ajuste de material, sem perceber que a exclusão contraria a ideia de participação de todos.
O aluno foca apenas na ideia de arremessar e derrubar objetos, esquecendo que o texto valoriza a roda, o toque cuidadoso e a participação coletiva, e pensa que poucos jogando por vez é aceitável.
O aluno associa o jogo a uma disputa esportiva em duplas com pontuação e saques fortes, e acredita que comprar a peteca pronta resolve a questão do material, ignorando o valor cooperativo descrito no texto.
Raio-X da questão
respeito cultural e participacao
diagnostico
respeito cultural e diversidade · adaptacao de jogos e brincadeiras
valores culturais e adaptacao de brincadeiras
Ignorar a importancia do respeito cultural e a participacao de todos ao adaptar a brincadeira.
saude
empatia
cotidiano
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