Ao organizar uma vitrine sobre ideias de união nas Américas, uma biblioteca reuniu um folheto de um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao organizar uma vitrine sobre ideias de união nas Américas, uma biblioteca reuniu um folheto de um intelectual cubano do fim do século XIX. No texto, ele elogia a independência das novas repúblicas, mas alerta que o continente não deveria trocar antigas dependências por outra forma de tutela. Ele afirma que os países americanos precisavam se conhecer melhor, valorizar suas próprias histórias e cooperar entre si “como iguais”, porque um vizinho mais poderoso poderia usar promessas de integração e comércio para aumentar sua influência. Para o autor, a união continental só faria sentido se respeitasse a soberania de cada nação e fosse guiada pela solidariedade entre os povos latino-americanos, e não por ordens vindas de fora. Interprete o texto-base e identifique o pensador e a característica do pan-americanismo que melhor se relacionam com o alerta apresentado.
- A) Pensamento de José Martí, que defendeu cooperação americana sem tutela e com crítica ao expansionismo do Norte
- B) Pensamento de Theodore Roosevelt, que justificou intervenções militares como forma de garantir a união continental
- C) Pensamento de Simón Bolívar, que propôs aliança continental centrada em manter a obediência política à Espanha
- D) Pensamento de James Monroe, que defendia neutralidade dos EUA e rejeição a qualquer influência no continente americano
- E) Pensamento de James G. Blaine, que promoveu integração sob liderança dos EUA para ampliar seus mercados no continente
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o contexto do texto. O intelectual cubano do fim do século XIX que defendeu a união das Américas com base na soberania e na autonomia cultural é José Martí, autor do ensaio Nossa América (1891). O texto fala em conhecer e valorizar a própria história, cooperar "como iguais" e rejeitar tutela externa, que são ideias centrais desse autor. Passo 2: Analise o alerta do texto. O autor critica promessas de integração e comércio usadas por um vizinho poderoso para ampliar influência, ou seja, uma crítica ao expansionismo do Norte. Ele defende que a união só faz sentido com respeito à soberania e solidariedade entre os povos latino-americanos. Passo 3: Compare com as alternativas. A alternativa A reúne o pensador (Martí) e a característica (cooperação sem tutela, com crítica ao expansionismo do Norte), o que corresponde ao texto. Passo 4: Justifique por que as outras estão erradas. B está errada porque Theodore Roosevelt justificou intervenções militares, o oposto da ideia de cooperação entre iguais. C está errada porque Simón Bolívar propôs união para libertar a América da Espanha, não para manter a obediência a ela. D está errada porque James Monroe formulou a doutrina de não intervenção europeia no continente, o que não expressa a ideia de solidariedade latino-americana. E está errada porque James G. Blaine buscava integração sob liderança dos EUA, justamente a forma de influência que o texto critica. Passo 5: Conclusão. O gabarito oficial A está correto, pois o texto corresponde ao pensamento de José Martí.
💡 Dica: Leia atentamente o texto e relacione as ideias com o pensamento dos autores mencionados.
Alternativa por alternativa
O texto enfatiza união entre iguais e alerta contra influência de um vizinho poderoso, eixo do pan-americanismo crítico de Martí.
O aluno associa pan-americanismo à liderança militar dos EUA e acredita que a união continental pode ser imposta pela força. Ele não percebeu que o texto rejeita qualquer forma de tutela.
Por que engana: Confundir os autores e suas posições sobre a influência dos EUA na América Latina.
O aluno confunde Bolívar com um defensor da permanência da dependência colonial, supondo que a união deveria manter laços com a Espanha. Não percebeu que Bolívar lutou justamente pela independência.
O aluno toma a doutrina Monroe como expressão de solidariedade continental, quando ela trata de afastar a interferência europeia e justificou a futura hegemonia norte-americana. Não relacionou a neutralidade com o alerta sobre influência externa.
O aluno entende que a integração liderada pelos EUA é uma forma legítima de união continental, ignorando que o texto condena justamente promessas de comércio usadas para aumentar influência. Ele leu a palavra integração sem observar a crítica ao vizinho poderoso.
Raio-X da questão
pan-americanismo e soberania nacional
diagnostico
historia da America Latina
Estude os principais pensadores do pan-americanismo e suas ideias sobre soberania e cooperação.
Confundir os autores e suas posições sobre a influência dos EUA na América Latina.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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