— Aqui nao e lugar de iniciante — disse um rapaz, ao ver uma menina tentar descer a rampa do skatepark do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Aqui nao e lugar de iniciante — disse um rapaz, ao ver uma menina tentar descer a rampa do skatepark do bairro. Aos fins de tarde, o espaco fica cheio. Um grupo mais experiente ocupa a parte central por longos periodos, grava videos e escolhe quem “merece” tentar as manobras. Quando alguem erra, surgem apelidos e comentarios sobre o corpo, a roupa e o tipo de equipamento, como se isso definisse quem “e do skate”. A administracao evita intervir, porque esses rapazes aparecem nas postagens do patrocinador local. Uma moradora comparou a situacao a um “microfone aberto”: em eventos assim, ha um combinado para garantir que varias vozes aparecam, e nao so as de quem tem mais influencia. Compare a situacao do texto com a ideia de “microfone aberto” e identifique a medida que enfrenta estereotipos e relacoes de poder no uso do skatepark.
- A) Aumentar a presenca de segurancas para retirar rapidamente quem cai com frequencia, reduzindo atrasos e mantendo o fluxo da sessao.
- B) Separar os praticantes por nivel e exigir indicacao do grupo experiente para que novos usuarios possam acessar a rampa central.
- C) Proibir filmagens e exigir o mesmo tipo de equipamento para todos, evitando comentarios sobre marca e aparencia durante a pratica.
- D) Estabelecer rodizio de tempo nas rampas e intervir contra humilhacoes, garantindo acesso independente de corpo, roupa ou equipamento.
- E) Reservar o horario mais disputado para quem executa manobras avancadas, estimulando que iniciantes observem e aprendam em silencio.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto descreve um skatepark em que um grupo experiente ocupa a rampa central por longos periodos, decide quem pode tentar as manobras e humilha quem erra com apelidos sobre corpo, roupa e equipamento. A administracao nao intervem porque esses rapazes aparecem nas postagens do patrocinador, o que mostra uma relacao de poder.
- A ideia de microfone aberto, segundo a moradora, e um combinado que garante que varias vozes aparecam, e nao so as de quem tem mais influencia. Logo, a medida procurada deve redistribuir o acesso ao espaco e enfrentar os estereotipos que excluem iniciantes.
- A alternativa D atende a essas duas exigencias. O rodizio de tempo nas rampas impede que um grupo monopolize o espaco, e a intervencao contra humilhacoes combate os estereotipos, garantindo acesso independentemente de corpo, roupa ou equipamento.
- A alternativa A esta errada porque aumentar a seguranca para retirar quem cai pune justamente o iniciante e nao enfrenta o poder do grupo nem os estereotipos.
- A alternativa B esta errada porque exigir indicacao do grupo experiente reforca o poder dele, em vez de distribuir a voz entre todos.
- A alternativa C esta errada porque proibir filmagens e padronizar equipamento nao trata o monopolio do espaco nem o poder de decidir quem merece tentar as manobras.
- A alternativa E esta errada porque reserva o horario mais disputado para os avancados e pede silencio aos iniciantes, o que aprofunda a exclusao e a hierarquia em vez de ampliar vozes.
💡 Dica: Analise a situacao e relacione com a ideia de 'microfone aberto' para identificar a medida que promove inclusão e combate estereótipos.
Alternativa por alternativa
Acredita que o problema principal e a seguranca e o fluxo da sessao, e que retirar rapidamente quem cai mantem a ordem. Nao percebe que essa medida pune o iniciante e ignora a relacao de poder e os estereotipos descritos.
Entende que separar por nivel e sempre positivo, sem perceber que dar ao grupo experiente o poder de indicar quem acessa a rampa reforca a hierarquia que o texto critica.
Por que engana: Escolher alternativas que reforçam exclusão ou segregação ao invés de promover inclusão e respeito no espaço coletivo.
Acredita que combater o preconceito basta controlar filmagens e uniformizar equipamentos, confundindo a questao da aparencia com a questao do poder sobre o espaco e sobre quem pode praticar.
A analogia do “microfone aberto” remete a regras de convivio que distribuem oportunidades e coibem constrangimentos e exclusoes.
Considera natural que os mais experientes tenham prioridade e que o silencio dos iniciantes seja aprendizado, tomando a exclusao como se fosse meritocracia.
Raio-X da questão
inclusão e combate a estereótipos
avaliacao
estereótipos sociais · relações de poder
estereótipos sociais e relações de poder em espaços coletivos
Escolher alternativas que reforçam exclusão ou segregação ao invés de promover inclusão e respeito no espaço coletivo.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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