Na filosofia da linguagem, uma diferença no modo de falar não constitui, por si só, um erro ou uma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na filosofia da linguagem, uma diferença no modo de falar não constitui, por si só, um erro ou uma inferioridade. Ela pode expressar a história, a região e os vínculos sociais de quem fala. O problema filosófico surge quando uma variedade linguística é considerada superior às demais e seus falantes são desvalorizados ou pressionados a abandonar sua forma de expressão. Em uma escola, durante uma apresentação, Lucas comenta: “O jeito de falar de Ana é errado e demonstra falta de educação; ela deveria falar como nós”. Ana utiliza marcas de sua variedade regional, sem comprometer a compreensão de sua fala. Com base no texto-base e na situação apresentada, qual prática discriminatória está sendo identificada pela análise filosófica da linguagem?
- A) A defesa relativista de que todos os costumes possuem igual valor.
- B) A preferência estética por um modo de falar considerado mais agradável.
- C) A discriminação linguística, que transforma uma variedade de fala em sinal de inferioridade de seus falantes.
- D) A censura política de uma opinião expressa em espaço público.
- E) A divergência ética sobre o dever de respeitar diferentes costumes.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto-base afirma que diferenças no modo de falar não são, por si só, erro ou inferioridade, e que o problema filosófico surge quando uma variedade é considerada superior e seus falantes são desvalorizados ou pressionados a abandonar sua forma de expressão. Passo 2: Na situação, Lucas diz que o jeito de falar de Ana é errado e demonstra falta de educação, e que ela deveria falar como ele. Isso transforma uma variedade regional em sinal de inferioridade da pessoa. Passo 3: Ana usa marcas de sua variedade regional sem prejudicar a compreensão, ou seja, não há erro de comunicação, apenas um julgamento social. Passo 4: A alternativa C descreve exatamente essa prática: a discriminação linguística, que converte uma variedade de fala em marca de inferioridade dos seus falantes. Passo 5: A alternativa A está errada porque trata do relativismo sobre costumes, tema que não é o foco da situação. Passo 6: A alternativa B está errada porque a questão não trata de preferência estética, e sim de desvalorização social de falantes. Passo 7: A alternativa D está errada porque não há censura política de opinião em espaço público no caso descrito. Passo 8: A alternativa E está errada porque não há divergência ética sobre respeito a costumes em debate; o ponto é o preconceito linguístico contra uma variedade. Conclusão: a resposta correta é a alternativa C, coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Observe o diálogo e identifique o tipo de preconceito mencionado.
Alternativa por alternativa
O aluno pode associar a crítica ao julgamento de Lucas a uma defesa geral de que todos os costumes são iguais, sem perceber que o texto trata especificamente de uma variedade linguística sendo rebaixada.
Por que engana: Confundir discriminação linguística com outros tipos de preconceito, como socioeconômico ou religioso.
O aluno pode entender que Lucas apenas acha a fala de Ana menos agradável, reduzindo um juízo social de inferioridade a uma simples questão de gosto estético.
A situação não apresenta apenas uma preferência pessoal por determinado modo de falar. Lucas associa a variedade regional de Ana à falta de educação e afirma que ela deveria abandonar sua forma de expressão. Esse julgamento estabelece uma hierarquia entre modos de falar e desvaloriza seus falantes, caracterizando discriminação linguística. O texto-base sustenta que diferenças linguísticas podem expressar identidades e não devem ser confundidas com inferioridade.
O aluno pode confundir a situação com censura, por haver uma crítica a alguém em público, mas não há proibição ou repressão política de uma opinião, e sim um julgamento sobre a forma de falar.
O aluno pode imaginar que o caso é uma discussão ética sobre respeitar costumes diferentes, sem notar que a questão central é a desvalorização de falantes de uma variedade linguística.
Raio-X da questão
discriminação linguística e estereótipos
diagnostico
conceito de preconceito · diversidade cultural e linguística
Estude sobre preconceito linguístico e diversidade cultural.
Confundir discriminação linguística com outros tipos de preconceito, como socioeconômico ou religioso.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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