Por que os moradores de um vilarejo distante falam de um jeito que soa diferente no rádio local? No programa…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que os moradores de um vilarejo distante falam de um jeito que soa diferente no rádio local? No programa matinal, o comunicador diz: “Óia lá atrás no pasto o trem que ocê plantô tá crescendo bem bão.” Mais tarde, no telejornal da cidade vizinha, a âncora fala: “Boa tarde, pessoal, hoje temos notícias sobre o trânsito urbano.” Analise o texto-base e identifique qual trecho apresenta característica típica da fala rural.
- A) “Alô, amigos, bem-vindos ao nosso encontro comunitário.”
- B) “Boa tarde, pessoal, hoje temos notícias sobre o trânsito urbano.”
- C) “Mano, fui no mercado e comprei tudo no sol quente.”
- D) “Óia lá atrás no pasto o trem que ocê plantô tá crescendo bem bão.”
- E) “E aí, galera, vamos colar na festa hoje à noite?”
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A pergunta pede o trecho que apresenta característica típica da fala rural. Passo 2: Resolvi a questão lendo as alternativas e procurando marcas linguísticas associadas ao modo de falar do campo, como formas populares de palavras, supressão de sílabas e regionalismos. Passo 3: A alternativa D reúne essas marcas: 'óia' no lugar de 'olha', 'trem' no lugar de 'coisa' (ou 'troço'), 'ocê' no lugar de 'você', 'plantô' com a forma verbal popular no lugar de 'plantou' e 'bão' no lugar de 'bom', com a sílaba final reduzida. Passo 4: A alternativa A está errada porque usa linguagem formal e cordial, própria de um encontro comunitário, sem marcas regionais. Passo 5: A alternativa B está errada porque é a fala padrão de um telejornal urbano, citando explicitamente o trânsito urbano. Passo 6: A alternativa C está errada porque 'mano' e 'no sol quente' são gírias e expressões do registro informal urbano, não traços da fala rural. Passo 7: A alternativa E está errada porque 'E aí, galera' e 'colar na festa' são gírias juvenis de registro informal, sem relação específica com o campo. Passo 8: Portanto, o gabarito D está correto, pois é o único trecho com marcas típicas da variedade rural popular.
💡 Dica: Identifique expressões típicas da fala rural no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a fala à vida comunitária de um vilarejo e concluído que qualquer fala ligada a encontros de comunidade seria rural, sem observar as marcas linguísticas do texto.
O aluno pode ter se distraído com o contraste entre o rádio local e o telejornal da cidade vizinha e tomado a fala da âncora como representativa do vilarejo, ignorando que a própria frase menciona trânsito urbano.
O aluno pode ter achado que qualquer fala informal ou com gíria seria típica do campo, confundindo informalidade com variedade rural. A expressão mano é gíria urbana.
Por que engana: Confundir expressões urbanas com rurais ou não reconhecer regionalismos na fala.
Contém marcadores de fala rural: 'trem' para 'coisa', 'ocê' e redução de consoantes ('plantô').
O aluno pode ter tomado a informalidade e as gírias como sinal de fala rural, sem perceber que colar na festa e galera são expressões juvenis do registro coloquial urbano.
Raio-X da questão
variedades linguísticas regionais
diagnostico
variedades linguísticas · regionalismos
Estude características da fala rural e regionalismos.
Confundir expressões urbanas com rurais ou não reconhecer regionalismos na fala.
pensamento_critico
cotidiano
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