Na costa de Amsterdã, comerciantes conversam em 1650 sobre as mudanças na economia. Um relata: “Em vez de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na costa de Amsterdã, comerciantes conversam em 1650 sobre as mudanças na economia. Um relata: “Em vez de acumular apenas lingotes de ouro, estou destinando parte dos lucros para montar uma oficina de tecidos. Vendo mais do que compro de especiarias, e contrato artesãos para produzir artigos diversos.” Outro observa: “As companhias de navegação privadas atraem investidores que buscam retorno contínuo, e o Estado já não dá fim único às riquezas em cofres reais.” Esses relatos mostram transformações na forma de usar riqueza e organizar negócios. Analise o texto-base e identifique a razão que ilustra a passagem do mercantilismo para o capitalismo.
- A) Investimento de lucros em atividades produtivas para obter renda crescente
- B) Acumulação de lingotes de ouro como principal medida de riqueza
- C) Atuação exclusiva de artesãos em corporações de ofício
- D) Controle estatal exclusivo sobre as companhias de navegação
- E) Regulação de preços de especiarias pelo governo local
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto-base descreve duas mudanças. No primeiro relato, o comerciante deixa de acumular apenas lingotes de ouro (ouro parado, como fazia a lógica mercantilista) e passa a investir lucros em uma oficina de tecidos, contratando artesãos para produzir. No segundo, as companhias privadas atraem investidores que buscam retorno contínuo, e o Estado deixa de ser o único destino das riquezas.
- A ideia central é a reaplicação dos lucros em produção, visando ganhos crescentes e contínuos. Isso caracteriza o capitalismo comercial e industrial nascente, em que o capital circula para gerar mais capital, em contraste com o acúmulo de metais preciosos e o controle estatal típicos do mercantilismo.
- Por que a alternativa A está correta: ela descreve exatamente essa passagem, o investimento de lucros em atividades produtivas para obter renda crescente.
- Por que as outras estão erradas: B descreve justamente a prática mercantilista que o texto supera; C refere-se às corporações de ofício medievais, que o texto não menciona e que são anteriores ao capitalismo; D contraria o texto, pois as companhias são privadas e o Estado perdeu o controle exclusivo; E trata de regulação estatal de preços, característica mercantilista, e não da mudança descrita.
- Conclusão: a razão que ilustra a passagem ao capitalismo é a alternativa A, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise os relatos para identificar a mudança na forma de usar riqueza e organizar negócios.
Alternativa por alternativa
Reinvestir lucros na produção sinaliza a lógica capitalista de acumulação e expansão, além da mera concentração de metais preciosos.
O aluno pode ter associado riqueza apenas ao ouro e aos metais preciosos, que é justamente a visão mercantilista criticada no primeiro relato.
Por que engana: Confundir acumulação de ouro com investimento produtivo, não reconhecendo a mudança para o capitalismo.
O aluno pode ter confundido os artesãos citados no texto com as corporações de ofício medievais, supondo que a produção artesanal corporativa é a novidade descrita.
O aluno pode ter lido apenas a menção ao Estado no segundo relato e concluído que o controle estatal sobre companhias se intensificou, ignorando que o texto fala de companhias privadas.
O aluno pode ter associado o tema das especiarias à intervenção do governo nos preços, uma prática mercantilista, sem perceber que o texto apenas menciona o comércio de especiarias como parte da venda de mercadorias.
Raio-X da questão
transição mercantilismo capitalismo
diagnostico
economia mercantilista · capitalismo inicial
Estude as características do mercantilismo e do capitalismo emergente.
Confundir acumulação de ouro com investimento produtivo, não reconhecendo a mudança para o capitalismo.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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