Moradores de uma antiga vila litorânea mantêm, desde o século XIX, um padrão de organização espacial. As…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Moradores de uma antiga vila litorânea mantêm, desde o século XIX, um padrão de organização espacial. As casas, construídas em fileiras frente a ruas internas, formam o espaço residencial, onde famílias convivem e cuidam de hortas domésticas. Ao centro, uma praça pavimentada reúne comércio, cerimoniais religiosos e assembleias públicas. Na periferia da vila, faixas de manguezal e restinga foram preservadas como reserva de águas, fauna e flora, impedindo o avanço das construções e protegendo o abastecimento de fontes de água potável. Analise o texto-base e, a partir desse modelo, elabore um plano de organização espacial para uma vila contemporânea distinguindo corretamente espaço doméstico, público e área de conservação ambiental:
- A) Designar lotes contíguos para habitações, implantar praça central para atividades coletivas e delimitar faixa ripária como área protegida
- B) Construir moradias na praça principal, estabelecer corredores naturais entre casas e criar zona comercial na reserva de restinga
- C) Segregar residências em área marginal, situar a reserva ambiental no centro e destinar a praça a uso agrícola
- D) Instalar espaço público dentro da reserva ecológica, concentrar habitações na praça e preservar as ruas internas como zona de mata
- E) Alocar residências ao redor de zona de manguezal, erguer mercados na periferia e reservar ruas centrais como corredor ecológico
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto descreve três espaços distintos: o doméstico (casas em fileiras ao longo de ruas internas, com hortas), o público (praça central com comércio, cerimônias e assembleias) e a área de conservação (manguezal e restinga na periferia, preservados para proteger água, fauna e flora). Passo 2: Ao resolver por conta própria, procuro a alternativa que mantenha essa mesma lógica: habitações agrupadas, praça no centro e proteção ambiental na periferia. Passo 3: A alternativa A faz exatamente isso: designa lotes contíguos para habitações (espaço doméstico), implanta praça central para atividades coletivas (espaço público) e delimita uma faixa protegida (área de conservação). Passo 4: Em relação às outras, B está errada porque coloca moradias na praça e comércio na reserva, invertendo os usos. Passo 5: C está errada porque segrega as casas na margem, coloca a reserva no centro e usa a praça para agricultura, contrariando o modelo. Passo 6: D está errada porque põe espaço público dentro da reserva e concentra habitações na praça, misturando os três espaços. Passo 7: E está errada porque coloca residências junto ao manguezal, mercados na periferia e ruas centrais como corredor ecológico, sem respeitar a proteção da área natural. Passo 8: Observação: a expressão faixa ripária é mais típica de margens de rios, enquanto o texto fala de manguezal e restinga; mesmo assim, A é a única alternativa coerente com o modelo, pois a faixa protegida na periferia corresponde à área de conservação descrita. Conclusão: a resposta correta é A, coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Identifique corretamente os espaços doméstico, público e de conservação ambiental no modelo e aplique na vila contemporânea.
Alternativa por alternativa
Reproduz analogicamente a disposição residencial em ruas internas, a praça como espaço público e a zona ripária como área de conservação
O aluno acredita que a praça pode ser ocupada por moradias e que a reserva ambiental pode receber atividades comerciais, invertendo as funções dos espaços.
Por que engana: Confundir as funções dos espaços doméstico, público e de conservação ambiental, invertendo suas localizações.
O aluno entende que a reserva ambiental pode ficar no centro da vila e que a praça serve à agricultura, desconsiderando que o texto coloca a praça como espaço de convívio público e a reserva na periferia.
O aluno supõe que espaço público pode ficar dentro de área ecológica e que as ruas internas podem ser tratadas como mata, confundindo a função de circulação e convívio com a de conservação.
O aluno acredita que residências podem ser instaladas ao lado do manguezal e que mercados devem ficar na periferia, sem perceber que o texto trata a faixa periférica como área a ser preservada contra construções.
Raio-X da questão
organização espacial vila
avaliacao
espaços urbanos básicos · conceito de áreas protegidas
estudo dos espaços doméstico, público e áreas de conservação ambiental
Confundir as funções dos espaços doméstico, público e de conservação ambiental, invertendo suas localizações.
educacao_ambiental
pensamento_critico
historico
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