Por que judeus e muçulmanos evitam o consumo de carne de porco em suas práticas religiosas?
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes crenças, tradições e movimentos religiosos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que judeus e muçulmanos evitam o consumo de carne de porco em suas práticas religiosas?
- A) Frango, visto como um símbolo de pureza religiosa.
- B) Leite, com relação à digestão e saúde intestinal.
- C) Peixe, considerado sagrado em ambas as religiões.
- D) Porque suas normas religiosas proíbem o consumo de porco por razões rituais e de pureza.
- E) Carne de vaca, que é evitada por questões de saúde.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Lembre que judaísmo e islamismo são religiões que possuem normas alimentares específicas, chamadas de kashrut (judaísmo) e halal (islamismo), que definem quais alimentos são permitidos.
- Ambas as tradições proíbem o consumo de carne de porco. A justificativa está nas próprias normas religiosas, que classificam o porco como animal impuro (no judaísmo, conforme Levítico e Deuteronômio; no islamismo, conforme o Alcorão), e a proibição tem caráter ritual e de pureza, e não apenas sanitário.
- Portanto, a alternativa D é a correta, pois responde diretamente ao motivo religioso e ritual da proibição.
- Por que as outras estão erradas:
- A) O frango não é alvo de proibição religiosa nessas tradições e não é símbolo de pureza religiosa como justificativa da questão.
- B) O leite não é o alimento tratado na questão e não há relação com a proibição do porco; a justificativa dada (digestão) não corresponde à razão religiosa.
- C) O peixe não é considerado sagrado nessas religiões; ao contrário, é um alimento permitido em ambas, o que contradiz a afirmação.
- E) A carne de vaca não é proibida por questões de saúde nessas religiões, e a justificativa sanitária não explica a proibição do porco.
- Observação: o gabarito oficial (D) coincide com a resolução feita de forma independente.
💡 Dica: Pesquise sobre as práticas alimentares nas religiões mencionadas.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que a carne de frango tem um status religioso especial de pureza, confundindo a ideia de alimento permitido com símbolo sagrado.
Por que engana: Confundir as proibições alimentares específicas de cada religião, escolhendo uma alternativa que menciona outros alimentos permitidos.
O aluno acredita que a restrição alimentar se explica por motivos digestivos ou de saúde, transferindo para o leite uma justificativa que não é religiosa.
O aluno imagina que o peixe é um alimento sagrado e por isso valorizado, confundindo ausência de proibição com caráter sagrado.
Textos e leis religiosas do judaísmo e do islamismo contém prescrições alimentares que classificam o porco como proibido por motivos rituais e de higiene simbólica.
O aluno acha que a restrição alimentar judaica e islâmica é motivada por saúde, aplicando essa lógica sanitária à carne de vaca e perdendo o foco no caráter religioso da questão.
Raio-X da questão
práticas alimentares religiosas
diagnostico
práticas alimentares religiosas · proibições alimentares em religiões
Estudar as normas alimentares do judaísmo e do islamismo.
Confundir as proibições alimentares específicas de cada religião, escolhendo uma alternativa que menciona outros alimentos permitidos.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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