Entre 1997 e 2003, de que maneira a crise financeira internacional (ex.: crise asiática de 1997 e crise…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir as motivações da adoção de diferentes políticas econômicas na América Latina, assim como seus impactos sociais nos países da região.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre 1997 e 2003, de que maneira a crise financeira internacional (ex.: crise asiática de 1997 e crise argentina de 2001–2002) atuou como causa para adoção de políticas de austeridade na América Latina e qual foi uma consequência social imediata?
- A) A crise aumentou os investimentos em infraestrutura na América Latina.
- B) O desemprego caiu e a pobreza diminuiu durante as crises financeiras.
- C) A crise reduziu fluxos de crédito e reservas, levando governos a adotar austeridade fiscal; consequência: aumento do desemprego e da pobreza urbana.
- D) A crise levou ao aumento das exportações de países latino-americanos.
- E) Os governos da América Latina ignoraram as crises e mantiveram gastos altos.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o que o enunciado pede: de que maneira a crise financeira internacional de 1997-2003 funcionou como causa de políticas de austeridade na América Latina e qual foi uma consequência social imediata.
- Pense no mecanismo econômico. Em crises financeiras internacionais, capitais estrangeiros tendem a sair dos países emergentes, o crédito externo encarece ou some e as reservas cambiais caem. Sem financiamento e com a dívida pressionada, governos recorrem a cortes de gastos públicos e aumento de impostos, que é a austeridade fiscal.
- Pense na consequência social. Cortes de gastos e a retração da atividade econômica geram fechamento de empresas, demissões e queda de renda, o que eleva o desemprego e a pobreza, sobretudo nas áreas urbanas. Isso confirma a alternativa C.
- Analise as demais alternativas. A) Está errada porque crises costumam reduzir investimentos, pois o capital escasseia e a incerteza aumenta. B) Está errada porque o desemprego e a pobreza tendem a subir nas crises, não cair. D) Está errada porque, em geral, a crise não gera aumento de exportações; a queda da demanda mundial e as desvalorizações não compensam a retração interna nesse contexto. E) Está errada porque o próprio enunciado indica que a crise levou à austeridade, ou seja, à contenção de gastos, e não à manutenção de gastos altos.
- Conclusão. A alternativa correta é a C, que coincide com o gabarito oficial. Uma ressalva: o enunciado cita a crise asiática e a crise argentina como exemplos, e a relação entre elas e a austeridade varia por país, mas o mecanismo descrito em C é o que a análise histórica do período sustenta.
💡 Dica: Analise as crises e suas consequências sociais.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que a crise estimula investimentos públicos, como se fosse uma resposta keynesiana de obras para gerar emprego, ignorando que a austeridade corta gastos.
Por que engana: Confundir a relação entre crise financeira e aumento de investimentos, acreditando que a crise trouxe benefícios econômicos imediatos.
O aluno acredita que a crise melhora o mercado de trabalho, possivelmente invertendo a relação entre atividade econômica e emprego, ou lendo mal a pergunta sobre consequências.
A perda de acesso a mercados e empréstimos entre 1997–2003 pressionou Estados a cortar gastos e privatizar serviços; esses ajustes reduziram a proteção social e resultaram em desemprego e maior vulnerabilidade nas cidades.
O aluno pensa que desvalorizações cambiais provocadas pela crise sempre impulsionam as exportações, sem considerar a queda da demanda internacional e a retração do comércio na época.
O aluno imagina que governos reagem a crises ignorando-as e mantendo gastos, o que contraria o próprio conceito de austeridade descrito no enunciado.
Raio-X da questão
crise financeira e austeridade
diagnostico
políticas de austeridade · crises financeiras na América Latina
Revisar as políticas de austeridade na América Latina e suas consequências sociais.
Confundir a relação entre crise financeira e aumento de investimentos, acreditando que a crise trouxe benefícios econômicos imediatos.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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