Em uma pesquisa sobre o crescimento de um caule lenhoso de ipê, foram analisados cortes transversais de ramos…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus diferentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma pesquisa sobre o crescimento de um caule lenhoso de ipê, foram analisados cortes transversais de ramos com diferentes idades. Observou-se que, entre os feixes vasculares, células do parênquima dos raios medulares passaram a apresentar intensa atividade mitótica. Também se verificou a formação contínua de novos tecidos condutores: os elementos mais recentes de condução de água estavam voltados para a região interna do caule, enquanto os de condução de seiva orgânica estavam voltados para a região externa. Nas camadas periféricas, outro meristema produziu células que constituíram o revestimento protetor do caule. Com base nas observações do texto, qual alternativa descreve corretamente, em sequência, a origem dos meristemas envolvidos e os tecidos produzidos durante o crescimento secundário desse caule?
- A) O câmbio vascular resulta da atividade de células fasciculares e interfasciculares; suas divisões periclinais produzem xilema secundário para dentro e floema secundário para fora, enquanto o felogênio forma novos feixes condutores.
- B) O câmbio vascular resulta apenas das células fasciculares; suas divisões periclinais produzem xilema secundário para dentro e floema secundário para fora, enquanto o felogênio forma o revestimento protetor periférico.
- C) O câmbio vascular resulta da atividade de células fasciculares e interfasciculares; suas divisões anticlinais produzem xilema secundário para dentro e floema secundário para fora, enquanto o felogênio forma o revestimento protetor periférico.
- D) O câmbio vascular resulta da atividade de células fasciculares e interfasciculares; suas divisões periclinais produzem xilema secundário para dentro e floema secundário para fora, enquanto o felogênio forma o revestimento protetor periférico.
- E) O câmbio vascular resulta da atividade de células fasciculares e interfasciculares; suas divisões periclinais produzem floema secundário para dentro e xilema secundário para fora, enquanto o felogênio forma o revestimento protetor periférico.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Resolvi a questão a partir dos fatos do texto. O crescimento em espessura de um caule lenhoso é o crescimento secundário, que depende de dois meristemas laterais: o câmbio vascular e o felogênio (câmbio da casca). Passo 2: O câmbio vascular se origina de duas fontes: as células fasciculares (situadas entre os feixes vasculares, derivadas do procâmbio/câmbio fascicular) e as células interfasciculares (do parênquima dos raios medulares, que se desdiferenciam e voltam a se dividir). O texto cita exatamente essa atividade mitótica no parênquima dos raios medulares entre os feixes. Passo 3: As divisões periclinais (paralelas à superfície do caule) do câmbio produzem novas células para dentro, que se diferenciam em xilema secundário (lenho, condução de água), e para fora, que se diferenciam em floema secundário (líber, condução de seiva orgânica). Isso confirma a informação do texto sobre a posição dos tecidos. Passo 4: O felogênio é o meristema da periderme, que forma o súber (cortiça) para fora e a feloderme para dentro, ou seja, o revestimento protetor periférico. Passo 5: Comparando com as alternativas: A está errada, pois o felogênio não forma feixes condutores. B está errada, pois omite as células interfasciculares, que o texto indica claramente. C está errada, pois divisões anticlinais (perpendiculares à superfície) não produzem as camadas de xilema e floema. E está errada, pois inverte a posição do xilema e do floema. Passo 6: Conclusão: a alternativa D descreve corretamente os meristemas, sua origem e os tecidos produzidos, e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Descreva as etapas do crescimento secundário e os tecidos formados.
Alternativa por alternativa
O aluno atribui ao felogênio a formação de novos feixes condutores, confundindo o meristema da periderme com o câmbio vascular, que é o responsável pelos tecidos condutores secundários.
O aluno considera que apenas as células fasciculares originam o câmbio, desconsiderando a atividade mitótica das células do parênquima dos raios medulares (interfasciculares), que o próprio texto destaca.
Por que engana: Confundir a origem do câmbio vascular e os tecidos que ele produz, afirmando que o xilema é gerado externamente.
O aluno acredita que as divisões anticlinais (perpendiculares à superfície) produzem as camadas de xilema para dentro e de floema para fora, quando esse papel é das divisões periclinais (paralelas à superfície), que aumentam a espessura do caule.
No crescimento secundário, o câmbio vascular é formado pela união do câmbio fascicular, associado aos feixes vasculares, com o câmbio interfascicular, originado de células do parênquima entre esses feixes. Divisões periclinais do câmbio vascular acrescentam xilema secundário internamente e floema secundário externamente. O felogênio, outro meristema lateral, produz tecidos da periderme, contribuindo para o revestimento protetor periférico.
O aluno inverte a disposição dos tecidos, colocando o floema secundário para dentro e o xilema para fora, o que contraria o texto, que diz que a água é conduzida pelos elementos voltados para dentro.
Raio-X da questão
crescimento secundário em angiospermas
avaliacao
crescimento secundário em plantas · câmbio vascular
Revisar os processos de crescimento secundário e os tecidos envolvidos.
Confundir a origem do câmbio vascular e os tecidos que ele produz, afirmando que o xilema é gerado externamente.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
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