Questões BNCC EM13LP08
Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
Texto oficial da habilidade, conferido palavra por palavra contra a Base Nacional Comum Curricular — BNCC_EI_EF.pdf, página 509. Extração confirmada por dois processos independentes.
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Entre 5 e 8 mil anos atrás, o cupuaçu estava em desenvolvimento na região do médio-alto Rio Negro. Fruta hoje muito apreciada na culinária amazônica, ela (I) não surgiu da evolução natural da floresta: foi obra da mão humana. Os indígenas que viviam na região milhares de anos antes da colonização portuguesa empregaram técnicas de domesticação de plantas para criá-la (II).
Pesquisadores, auxiliados por mateiros – os guias locais da região amazônica –, foram em busca das florestas primárias, aquelas (III) nas quais houve pouca ou nenhuma interferência humana, e constataram que nelas (IV) não se encontrava o cupuaçu.
Se o cupuaçu não nascia “naturalmente” em áreas de fraca interferência humana, era razoável supor que ele (V) seria uma variante domesticada do cupuí, desenvolvida pelos antigos ocupantes da Amazônia.
Como muitas civilizações antigas, os pré-colombianos se valiam de técnicas elaboradas para cruzar os melhores espécimes vegetais, com a finalidade de obter frutas e grãos aprimorados – é isso (VI) que Charles Darwin chamou de “seleção artificial”. Foi assim que, a partir do mirrado cupuí, os indígenas do Rio Negro desenvolveram o cupuaçu, fruta mais gorda.
A análise genética também permitiu datar o processo original de domesticação do cupuaçu em meados do Holoceno, época geológica iniciada há cerca de 11 mil anos e na qual (VII) vivemos ainda hoje. Uma segunda fase da domesticação se deu mais recentemente, nos últimos dois séculos, quando a fruta se popularizou e foi introduzida em outras regiões.
Antes da colonização, a Amazônia foi um centro de domesticação e modificação de espécies selvagens. O cupuaçu, sabemos agora, é mais um entre tantos outros frutos criados a partir de técnicas complexas de manejo e cultivo utilizadas pelos povos indígenas para desenvolver novas plantas. “A mandioca, o bacuri e a castanha-do-pará são alguns exemplos de frutos que (VIII) foram manipulados por eles (IX)”, diz Matheus Colli-Silva, da USP, responsável pela descoberta. Desenvolvidas há milhares de anos, essas técnicas não comprometiam a estrutura selvagem da Floresta Amazônica. O desmatamento só viria com a ocupação europeia.
<https://tinyurl.com/rrfz6kuu> Acesso em: 13.09.2024. Adaptado.
No segundo parágrafo, os travessões em “– os guias locais da região amazônica –” destacam trecho que se refere aos mateiros, apresentando uma (ETEC 2025)
Manter um cérebro com bilhões de neurônios custa caro. Embora esse órgão responda por apenas 2% da massa de um indivíduo, ele consome um quinto de toda a energia ingerida.
Outros primatas com um número elevado de neurônios também enfrentam desafios parecidos. É o caso do gorila, um animal que pode pesar até 200 quilogramas e tem um cérebro com 33 bilhões de neurônios. Como esses primatas se alimentam basicamente de folhas, eles precisam ingerir nada menos que 18 quilogramas de comida por dia. Não é de se espantar que passem diariamente cerca de oito horas comendo, conforme o registro de primatólogos.
As simulações mostraram que, caso mantivesse a dieta crua dos outros primatas, tanto o Homo erectus, surgido há cerca de 1,8 milhão de anos, quanto os humanos modernos, que têm 200 mil anos, precisariam passar improváveis nove horas ou mais por dia se alimentando.
Ocupados tanto tempo com o próprio sustento, eles dificilmente teriam como se dedicar a construir ferramentas, intervir no meio ambiente e realizar outras tarefas que costumam ser consideradas típicas dos humanos.
O fato de conseguirmos sustentar nosso cérebro sem precisar passar o dia inteiro comendo é sinal de que alguma coisa mudou.
Muitos cientistas afirmam que a adoção de uma dieta baseada em proteína animal resultou, ao longo do tempo, na criação de diversas habilidades para conseguir esse tipo de alimento. A proteína animal foi essencial para fornecer mais calorias, com menos esforço, o que favoreceu o crescimento do cérebro.
Além disso, cozinhar é uma forma de começar a digerir um alimento antes mesmo que ele seja levado à boca. O calor rompe a estrutura tridimensional das moléculas da comida, por isso pesquisadores defendem que a quantidade de energia que absorvemos de um alimento aumenta quando cozido.
Estudos apontam que, além de tornar a digestão mais fácil e aumentar a absorção de energia dos alimentos, a dieta cozida permitiu diminuir muito o tempo gasto com a alimentação. Com isso, o que seria um fardo – um cérebro com muitos bilhões de neurônios e difícil de abastecer – se tornou uma vantagem evolutiva, que favoreceu um crescimento ainda maior do cérebro.
<http://tinyurl.com/6kd4rt9h> Acesso em: 01.02.2024. Adaptado.
Na frase “Como se alimentam basicamente de folhas, eles precisam ingerir nada menos que 18 quilogramas de comida por dia.” (2º parágrafo), (ETEC 2024)
Menipo – Onde estão os belos e as belas, Hermes¹? Leva-me até eles, pois eu sou novato aqui.
Hermes – Não tenho tempo, Menipo. Mas, olha aquilo ali, à direita: ali está Jacinto, também Narciso e Nireu e Aquiles²; e ainda Tiró, Helena³, Leda, em suma, todas as beldades antigas.
Menipo – Eu estou vendo só ossos e crânios desprovidos de carnes, a maioria desses semelhantes.
Hermes – Contudo, aqueles são os ossos que todos os poetas admiram e que tu pareces desprezar.
Menipo – Mesmo assim, mostra-me Helena, pois eu não saberia reconhecê-la.
Hermes – Esse crânio aí é Helena.
Menipo – Então é por causa disso aí que foram lotados milhares de navios da Grécia inteira e tombaram tantos gregos e bárbaros, e tantas cidades foram arrasadas!
Hermes – Mas, Menipo, tu não viste essa mulher em vida; senão tu também terias dito que não merece castigo “sofrer dores por muito tempo por uma mulher”, porque também as flores secas, se alguém as contempla depois que elas perdem o viço, é evidente que lhe parecerão murchas; mas enquanto florescem e mantêm o colorido, elas são muito belas.
Menipo – Pois é isso mesmo que me causa admiração, Hermes: que os Aqueus4 não perceberam que estavam sofrendo por uma coisa tão efêmera e tão facilmente perecível.
Luciano de Samósata, Diálogo dos Mortos. Trad. Henrique G. Murachco. Edusp: São Paulo, p. 67.
1. Hermes: divindade grega posteriormente assimilada à representação do deus Mercúrio, pela mitologia romana. Na cena, Hermes entrega as almas a Caronte, que se encarrega de fazê-las atravessar o Aqueronte, rio que separa o mundo dos vivos e dos mortos.
2. Aquiles: filho de Peleu e Tétis, o mais valente dos heróis na guerra de Troia, de cabeleira dourada. É jovem, forte e belo. Morre em plena juventude; por isso ele está ao lado de beldades, tais como Jacinto e Narciso.
3. Helena: mulher de Menelau, raptada por Páris, filho de Príamo, rei de Troia, foi a causa da guerra que levou ao Hades milhares de almas de heróis, segundo Homero.
4. Aqueu: relativo aos aqueus, um dos quatro ramos do povo grego antigo, ou indivíduo dos aqueus, relativo à Acaia (antiga Grécia), ou ao seu natural ou habitante.
Analise a passagem:
“Onde estão os belos e as belas, Hermes? Leva-me até eles, pois eu sou novato aqui.”
Assinale a alternativa em que o excerto esteja corretamente transposto para o discurso indireto. (ETEC 2020)
O que liga a floresta Amazônica, o aquecimento mundial e você?
Há muito tempo a floresta Amazônica é reconhecida como um repositório de serviços ecológicos, não só para os povos indígenas e as comunidades locais, mas também para o restante do mundo. Além disso, de todas as florestas tropicais do mundo, a Amazônia é a única que ainda está conservada, em termos de tamanho e de diversidade.
No entanto, à medida que as florestas são queimadas ou retiradas e o processo de aquecimento global é intensificado, o desmatamento da Amazônia gradualmente desmonta os frágeis processos ecológicos que levaram anos para serem construídos e refinados.
A floresta amazônica pode curar você
Durante milênios, os seres humanos utilizaram insetos, plantas e outros organismos da região para várias finalidades, entre elas a agricultura, a vestimenta e, claro, a cura para doenças. Povos indígenas e outros grupos que vivem na floresta amazônica aperfeiçoaram o uso de compostos químicos encontrados em plantas e em animais. O conhecimento sobre o uso dessas plantas geralmente fica nas mãos de um curandeiro que, por sua vez, repassa a tradição para um aprendiz. Esse processo se mantém ao longo de séculos e compõe uma parte integral da identidade desses povos.
O potencial inexplorado das plantas amazônicas
Os cientistas acreditam que menos de 0,5% das espécies da flora foram detalhadamente estudadas quanto ao seu potencial medicinal. Ao mesmo tempo em que o bioma Amazônia está encolhendo lentamente em tamanho, a riqueza da vida silvestre de suas florestas também tem se reduzido, bem como o uso potencial das plantas e dos animais que ainda não foram descobertos.
<https://tinyurl.com/y4bprxq8> Acesso em: 10.10.2019. Adaptado.
Antecedente é a palavra empregada pela gramática tradicional para identificar o termo ao qual o pronome relativo se refere em uma oração.
Assinale a alternativa cujo antecedente do pronome relativo está corretamente destacado. (ETEC 2020)
O pedido feito por Ruter fica evidente pela escolha do modo verbal Imperativo, no qual o valor semântico é de um pedido ou ordem, e da colocação pronominal adequada para esse caso: a ênclise.
Assinale a alternativa em que o enunciado também segue as mesmas características. (ETEC 2019)
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu¹, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
Disponível em: https://tinyurl.com/y9b94sq4. Acesso em 06.10.18
A organização de termos na construção de determinados enunciados pode acontecer sob duas formas:
? Ordem Direta (sujeito ? predicado ? complemento) como em: “a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu”¹; ou
? Ordem Indireta/Inversa como em: “Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema”².
Assinale a alternativa em que estão associados corretamente o tipo de ordem de construção e o exemplo respectivo. (ETEC 2019)
Considere o trecho: “E quando um delegado disser ao outro”.
Substituindo, de acordo com a variedade padrão da língua, a expressão grifada por um pronome oblíquo correspondente, obtém-se: (ETEC 2018)
Na tirinha, Mafalda faz uso de um vocativo. Ela usa esse termo – que atua como uma forma de chamamento de um interlocutor real ou hipotético – como forma de deixar evidente o seu interlocutor.
Tendo isso em vista, assinale a alternativa que contenha o vocativo utilizado por Mafalda. (ETEC 2017)
