Conjunções em inglês: por que tantos alunos escolhem “and” no lugar de “but”
Um guia para ensinar e diagnosticar conjunções em inglês a partir de oito questões validadas. Veja por que tantos alunos trocam adição por contraste e como usar esse padrão para planejar intervenções.
Lembro bem de uma turma de 9º ano em que propus uma frase simples no quadro: “I wanted to go to the concert, ___ I had no money.” Metade da sala levantou a mão para dizer que a resposta era “and”. Não era uma questão de falta de vocabulário: todos conheciam as palavras. O problema era outro, e só ficou claro quando perguntei em português o que a frase estava dizendo. “Eu queria ir ao show e eu não tinha dinheiro”, alguém respondeu, sem perceber que estava somando duas ideias que se opõem.
Esse tipo de cena se repete em quase toda turma que trabalha conjunções. O aluno decora a lista de palavras, mas não percebe a relação lógica que cada uma estabelece entre as orações. Quando o professor corrige “não é and, é but”, o aluno aceita, mas na próxima atividade cai no mesmo lugar. Este guia nasce dessa frustração e de um levantamento sobre as questões que usamos no GeraProva: oito itens sobre conjunções, com dados pedagógicos registrados para cada um, que mostram padrões claros de erro.
O que é conjunções em inglês, explicado para o professor?
Conjunções são palavras que ligam orações ou termos e expressam a relação entre eles: adição (and), contraste (but, although), causa (because), consequência (so), alternativa (or), sequência temporal (then, after, before) e condição (if). Em inglês, como em português, o sentido da frase depende dessa relação, e não apenas das palavras isoladas. Por isso, a pergunta central em um exercício de conjunções não é “qual palavra existe aqui?”, e sim “qual relação de sentido está sendo construída?”.
Na prática escolar, o conceito aparece no 2º ano, quando o aluno começa a ligar frases curtas com and e but, e se aprofunda nos anos finais, com conectivos mais complexos. As questões analisadas aparecem do 2º ao 9º ano de Língua Inglesa, e a habilidade da BNCC mais diretamente ligada ao tema é EF09LI14, do 9º ano, que trata da compreensão de textos com recursos de coesão. No 6º ano, o trabalho com conectivos aparece na EF06LI19; no 7º ano, na EF07LI15; e no 8º ano, na EF08LI12.
Vale distinguir o que é conjunção do que é apenas vocabulário. Palavras como because e so não são difíceis de ler; o que exige atenção é perceber que because introduz uma causa e so introduz uma consequência, e que essas duas relações invertem a ordem lógica das orações. Um aluno pode saber traduzir ambas e ainda assim escolher a errada, porque não controla a relação entre as ideias.
O que o aluno precisa saber antes?
Nas fichas das questões aparecem dois pré-requisitos que se repetem: o conhecimento de conjunções coordenadas em inglês e a estrutura de frases simples. Em praticamente todas as questões, o aluno precisa identificar sujeito, verbo e as duas orações antes de escolher o conectivo. Quando a frase é longa ou tem uma oração subordinada, a leitura fica mais lenta e o erro aumenta.
Para verificar se a turma tem essa base, peça que os alunos separem as duas orações de uma frase com um traço e digam, em português, qual é a relação entre elas. Se a turma não consegue dizer “esta parte é um contraste” ou “esta parte é o resultado da outra”, o problema não é a palavra em inglês, e sim a leitura lógica. Uma atividade curta de dez minutos, com cinco frases do tipo “I like pizza, ___ I don’t like pasta.”, já mostra rapidamente quem domina a relação e quem está apenas adivinhando.
Os erros mais comuns (e por que acontecem)
Ao olhar as oito questões em conjunto, três padrões se destacam. Em cinco delas, o erro típico é escolher uma conjunção que indica adição (and) ou outra relação no lugar do contraste exigido por but. Em duas, a dificuldade está em confundir causa com consequência (because e so). Em uma, a confusão é entre condição e tempo (if e after/before). Esses padrões não são aleatórios: eles mostram onde a lógica da frase está sendo ignorada.
Trocar but por and: quando a frase soma o que deveria opor
Este é o erro mais frequente do conjunto. Nas questões sobre contraste, o distrator mais escolhido é A, a alternativa com and. O aluno lê a frase, vê duas orações e conclui que elas devem ser somadas, porque “e” é a primeira conjunção que aprendeu. Em “I wanted to go to the beach, ___ it rained”, o raciocínio é quase automático: duas coisas acontecem, então se junta com and. A causa é a prática de aprender conjunções como lista de palavras, sem associá-las a uma relação de sentido.
Como intervir: não corrija apenas a resposta. Pergunte ao aluno qual é a relação entre as duas partes e peça que ele traduza a frase inteira para o português, usando “mas” ou “e”. Quando ele perceber que “queria ir à praia, mas choveu” faz mais sentido que “queria ir à praia e choveu”, comece a associar but à ideia de oposição. Depois, proponha frases em que and e but aparecem lado a lado, para que o aluno compare o efeito de cada uma.
Confundir because com so: causa e consequência invertidas
Nas questões sobre causa e resultado, o erro típico é escolher because quando a frase pede so, ou vice-versa. Em “Mia practiced every day, ___ she got a high score”, a alternativa B (because) aparece como distrator frequente. O aluno entende que as duas orações estão ligadas por causalidade, mas inverte a direção: trata a nota alta como causa da prática, quando a lógica é o contrário. Em outra questão, “Tom studied hard, ___ he passed the exam”, o mesmo distrator se repete.
A causa aqui é a ordem das orações. Em português, muitos alunos leem “porque” no início da frase com mais naturalidade do que “então” no meio, e transferem essa leitura para o inglês. Como intervir: peça que o aluno pergunte “o que aconteceu primeiro?” e “o que é consequência do quê?”. Escreva as duas orações em uma linha do tempo, com setas, e só depois escolha o conectivo. Essa visualização costuma resolver o problema em uma aula.
Confundir condição com tempo: if, after e before
Nas questões mais avançadas, o erro se desloca para if e os conectivos temporais. Em “We can go to the beach ___ it stops raining”, o gabarito é if, mas os distratores before e after aparecem com força, porque o aluno associa a frase a uma sequência de eventos. Em “I will go to the party ___ I finish my homework”, a alternativa after é correta, mas if aparece como resposta alternativa para quem pensa em condição.
A dificuldade está em perceber que after e before ordenam ações no tempo, enquanto if estabelece uma condição para que a ação aconteça. Como intervir: separe as três ideias com exemplos bem contrastados. “I will call you after lunch” (depois do almoço, em sequência) é diferente de “I will call you if I have time” (só se houver tempo). Uma boa pergunta de diagnóstico é: “A segunda oração depende de a primeira acontecer, ou apenas vem depois dela?”.
Como ensinar passo a passo
A sequência que costuma funcionar começa pelo português, não pelo inglês. Primeiro, apresente frases curtas em português com e, mas, porque, então e se, e peça que a turma identifique a relação de cada uma. Só depois traduza as frases para o inglês e mostre as conjunções correspondentes: and, but, because, so, if. A ideia é que o aluno chegue à palavra depois de entender a relação, e não o contrário.
Em seguida, trabalhe o contraste com and versus but, porque é o erro mais frequente. Peça que os alunos escrevam duas versões da mesma frase, uma com and e outra com but, e leiam em voz alta para perceber qual soa coerente. Depois, trabalhe causa e consequência com a linha do tempo descrita acima. Por fim, introduza if e os conectivos temporais, com exemplos de condição e sequência lado a lado.
Uma atividade de fechamento útil é pedir que os alunos reescrevam um parágrafo curto em que todas as conjunções foram trocadas por and. A turma então identifica onde o sentido ficou estranho e corrige com a conjunção adequada. Essa tarefa mostra, de forma concreta, que a escolha da conjunção muda o sentido do texto.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento
Nem toda questão serve para o mesmo momento do ensino. Nas fichas das oito questões, a maioria tem tempo de resolução curto, nível de leitura baixo e não exige cálculo, o que as torna adequadas para diagnósticos rápidos e avaliações de sala. Todas aparecem como aptas para prova e atividade, e a maior parte também serve para diagnóstico e avaliação rápida.
Na fase inicial, use as questões de papel de abertura, como as que pedem uma conjunção simples entre duas orações (Questões 2 e 3). Elas revelam rapidamente quem já distingue contraste de adição. Na fase de consolidação, use questões que exigem mais de uma relação, como as de causa e consequência (Questões 2, 4 e 7 no conjunto), para verificar se o aluno controla a ordem lógica. Nas questões de progressão, como a da condição com if (Questão 8), você avalia se a turma avançou para a noção de dependência entre orações.
Nas fichas, o poder de discriminação aparece como médio em todas as questões. Isso significa que elas separam razoavelmente bem quem domina o conceito de quem não domina, mas não substituem uma conversa individual. Use-as como ponto de partida e complemente com perguntas orais.
O que ensinar antes
Antes de conjunções, o aluno deve dominar o uso de conectivos em geral, a noção de tempos verbais e a construção de frases simples. Os conectivos são a base de tudo: sem entender que uma palavra liga duas ideias, a conjunção vira apenas mais um item de vocabulário. Os tempos verbais também importam, porque muitas frases do conjunto usam will, practiced e passed, e o aluno precisa identificar a ação de cada oração para entender a relação entre elas.
Um pré-requisito que costuma ser esquecido são os conectores de contraste. Se o aluno ainda confunde oposição com adição em português, vai confundir but com and em inglês. Por isso, vale revisar primeiro a lógica de oposição, causa e adição na língua materna, e só então transferir para o inglês. A construção de frases também conta: o aluno precisa saber que uma conjunção liga duas orações completas, o que exige reconhecer sujeito e verbo.
Para onde este conceito leva
Dominar conjunções abre caminho para tarefas mais complexas, como a substituição de palavras por sinônimos sem perder a coesão do texto. Quando o aluno entende que but e although expressam contraste, ele consegue trocar uma palavra por outra de mesmo sentido sem quebrar a lógica da frase. Esse é o passo seguinte natural, e o acervo do GeraProva trata dele em substituição lexical por sinônimo.
Também é um caminho para leituras mais longas, em que conjunções organizam parágrafos inteiros. Um texto de 9º ano costuma usar however, therefore e moreover, que são variações das mesmas relações já estudadas. Se o aluno controla a relação, ele reconhece essas palavras novas com facilidade.
Ligações com outros temas
Conjunções são um conteúdo linguístico, mas também tocam em habilidades mais amplas. Na questão sobre escolher a conjunção de uma decisão (“I will go to the party after I finish my homework”), o aluno precisa pensar na ordem de prioridades, o que aproxima o tema da tomada de decisão. Nas questões de contraste, a discussão sobre opiniões opostas (“I like pizza, but I don’t like pasta”) abre espaço para falar de respeito a visões diferentes. Os temas transversais registrados nas fichas incluem cidadania e ética, e isso faz sentido: aprender a reconhecer oposição e causa em um texto é também aprender a ler argumentos com cuidado.
Do ponto de vista do contexto de aplicação, as questões são de uso cotidiano: frases sobre passeios, provas e hábitos. Isso ajuda o aluno a ver a conjunção como ferramenta de comunicação, e não como regra isolada. Se você quiser experimentar essas questões com a sua turma, o gerador de provas do GeraProva monta atividades a partir desse mesmo conjunto, e você pode criar sua conta gratuitamente pelo cadastro grátis.
8 questões comentadas sobre conjunções em inglês
A seguir, as oito questões do conjunto, com o enunciado completo, as alternativas e o comentário sobre o que cada erro revela. Ao final de cada uma, a ficha técnica completa aparece no GeraProva, com pré-requisitos, tempo de resolução, papel na prova e demais dados.
Questão 1 — 9º ano: contraste entre desejo e impedimento
Choose the correct conjunction to complete the sentence: "I wanted to go to the concert, ___ I had no money."
- ❌ A) and — esta alternativa soma as duas ideias, como se ambas fossem verdadeiras e compatíveis. O aluno que escolhe and leu a frase como adição e não percebeu que o desejo é contrariado pela falta de dinheiro. Revela que ele ainda não associa and à ideia de adição, e não de oposição.
- ✅ B) but — conjunção de contraste, que introduz o obstáculo à vontade expressa na primeira oração. É a relação correta entre as ideias.
- ❌ C) because — indicaria uma causa, mas a falta de dinheiro não causa o desejo de ir ao show; ela impede a ação. O erro revela confusão entre motivo e impedimento.
- ❌ D) so — indica consequência; a frase diria que, por querer ir, a pessoa não tinha dinheiro, o que inverte a lógica.
- ❌ E) then — marca sequência temporal, sem relação de oposição. Aparece para quem escolheu uma conjunção de tempo sem pensar na relação entre as ideias.
Questão 2 — 6º ano: resultado de uma preparação
Mia practiced every day for her English test. The test was difficult. She felt prepared and answered all the questions. Fill in the blank with the connector that shows the result of Mia’s preparation: “Mia practiced every day, ___ she got a high score.”
- ✅ A) So — introduz o resultado da prática diária. A frase informa que Mia praticou e, por consequência, conseguiu uma nota alta.
- ❌ B) Because — introduz uma causa. Aqui a segunda oração é consequência da preparação, não sua causa. É o distrator mais escolhido, e revela a inversão de causa e consequência.
- ❌ C) Or — apresenta alternativa, relação inexistente na frase. Escolhê-la indica que o aluno não está analisando o sentido.
- ❌ D) And — apenas acrescenta informação, sem indicar resultado. Revela leitura superficial da relação entre as orações.
- ❌ E) But — introduz contraste, o que contradiz a ideia de que a prática levou ao sucesso.
Questão 3 — 3º ano: gostar de uma coisa e não de outra
What is the correct conjunction to complete the sentence: I like pizza, ___ I don’t like pasta.
- ❌ A) and — implica concordância entre as duas preferências, o que não é o caso. É o erro mais típico desta questão: o aluno lê duas preferências e as soma.
- ✅ B) but — introduz contraste entre gostar de pizza e não gostar de massa. É a relação correta.
- ❌ C) because — indica razão, mas não gostar de massa não é a causa de gostar de pizza.
- ❌ D) then — marca sequência, sem relação de oposição entre as preferências.
- ❌ E) so — indica consequência, o que não faz sentido entre duas preferências independentes.
Questão 4 — 7º ano: estudar e passar na prova
Tom studied hard because he wanted to pass his English exam. After the exam, his teacher told him that he had passed. Fill in the blank with the word that shows that passing the exam was the result of studying hard: Tom studied hard, ___ he passed the exam.
- ✅ A) so — significa “por isso” ou “como resultado”. Tom passou porque estudou, o que estabelece a consequência.
- ❌ B) although — introduz contraste inesperado. Não há oposição entre estudar e passar. É o distrator mais escolhido, e mostra que o aluno buscou uma relação de oposição onde ela não existe.
- ❌ C) but — introduz contraste, o que sugeriria que passar foi algo inesperado diante do estudo. A frase não apresenta essa oposição.
- ❌ D) or — apresenta alternativa, o que não se aplica a um resultado.
- ❌ E) because — introduz causa, mas aqui a intenção é mostrar que passar foi consequência de estudar, não o motivo do estudo.
Questão 5 — 8º ano: ordem de ações
Complete the sentence: I will go to the party ___ I finish my homework.
- ✅ A) after — indica a ordem das ações: primeiro termino o dever, depois vou à festa.
- ❌ B) but — indica contraste, sem sentido entre as duas ações.
- ❌ C) and — acrescenta informação, mas não estabelece a ordem em que as ações acontecem.
- ❌ D) so — indica consequência, o que inverteria a lógica da frase.
- ❌ E) because — indica causa. O aluno que escolhe because confunde a ordem temporal com a razão da ação. É o distrator mais escolhido nesta questão.
Questão 6 — 5º ano: planejar algo e a chuva
Complete: I wanted to go to the beach, ___ it rained.
- ✅ B) but — introduz contraste entre a vontade de ir à praia e a chuva que impediu o passeio.
- ❌ A) and — mostra adição, o que não se aplica a um impedimento. É o distrator mais escolhido, e indica que o aluno não percebeu a oposição.
- ❌ C) so — implica consequência; a chuva não é resultado do desejo de ir à praia.
- ❌ D) because — indica causa, o que inverteria a relação entre as duas orações.
- ❌ E) then — indica sequência temporal, sem relação de oposição.
Questão 7 — 2º ano: gostar de sorvete e comer pouco
Fill in the blank: She likes ice cream, ___ she doesn’t eat it often.
- ✅ A) but — conector de contraste entre gostar e não comer com frequência.
- ❌ B) and — adiciona informação, sem indicar a oposição entre as duas partes. É o distrator mais escolhido, e revela o mesmo padrão de soma das ideias opostas.
- ❌ C) because — indica razão, mas o fato de não comer com frequência não explica o gosto.
- ❌ D) so — indica resultado, o que não faz sentido entre gostar e comer pouco.
- ❌ E) then — indica sequência, sem relação de oposição.
Questão 8 — 4º ano: condição para ir à praia
Complete the sentence: We can go to the beach ___ it stops raining.
- ❌ A) before — indica tempo anterior a um evento. A frase trata de uma condição, não de sequência. É o distrator mais escolhido, e mostra a confusão entre condição e tempo.
- ❌ B) after — indica tempo posterior a um evento, o que também desloca o sentido da condição.
- ✅ C) if — indica a condição para ir à praia: só podemos ir se a chuva parar.
- ❌ D) then — sugere sequência, não condição.
- ❌ E) because — explica uma razão, mas a ida à praia não é causada pela chuva parar.
Perguntas frequentes
Por que meus alunos sempre escolhem and quando a resposta é but?
Porque and é a primeira conjunção que a maioria aprende e tende a ser usada como padrão para qualquer ligação entre duas orações. O aluno lê a frase, percebe duas ideias e junta com and, sem checar se elas se opõem. A solução não é memorizar a regra, e sim trabalhar a relação de sentido: peça que traduza a frase para o português e pergunte se as ideias se somam ou se se contrariam. Quando percebem o contraste, o but passa a fazer sentido.
Devo ensinar all the conjunctions de uma vez ou em etapas?
Em etapas, começando pelas relações mais frequentes: adição, contraste e causa/consequência. Depois entram as condicionais com if e os conectivos temporais. Ensinar tudo junto costuma gerar confusão, porque o aluno não consegue distinguir as relações. Uma sequência gradual, com verificação antes de avançar, funciona melhor e permite que você identifique onde cada aluno travou.
Como diferenciar because de so na sala de aula?
Use a linha do tempo: escreva as duas orações em ordem e pergunte o que aconteceu primeiro e o que é consequência de quê. Em because, a causa vem depois do conectivo; em so, a consequência vem depois do conectivo. Esse exercício visual costuma resolver a confusão em uma aula, porque o aluno deixa de depender da posição da palavra e passa a pensar na relação.
As questões desse conjunto servem para avaliação formal?
Sim. Nas fichas, as oito questões aparecem como aptas para prova e atividade, e a maioria também serve para diagnóstico e avaliação rápida. O nível de leitura é baixo e o tempo de resolução é curto, o que as torna práticas para o dia a dia. Para avaliações mais longas, combine-as com questões de leitura de texto, que exigem o uso das conjunções em contexto.
O que fazer quando o aluno sabe a resposta na prova, mas erra no exercício?
Isso costuma acontecer quando o aluno decorou a palavra para a prova, mas não entendeu a relação. Use uma conversa individual curta: peça que explique a frase em português e compare com a versão em inglês. Se ele conseguir explicar, o erro foi de atenção; se não conseguir, o conceito ainda não está consolidado e vale voltar à atividade de relações lógicas.
Como começar a usar essas questões na minha turma?
Comece com a atividade diagnóstica de cinco frases do tipo “I like pizza, ___ I don’t like pasta”, sem explicar antes. Veja quais relações a turma domina e quais confunde. Depois, use as questões de consolidação para fechar o conteúdo. Se quiser montar essas atividades rapidamente, o gerador de provas do GeraProva organiza as questões por série e objetivo, e o cadastro grátis libera o acesso.
Se você percebeu que a sua turma também troca but por and, não se preocupe: é um dos erros mais comuns em inglês e tem solução com pouca prática, bastante conversa sobre o sentido das frases e atividades bem escolhidas. Experimente as questões deste guia com a sua turma, observe onde os alunos travam e ajuste a sequência de ensino. Se quiser montar as suas próprias atividades a partir desse conjunto, crie sua conta gratuita no GeraProva e gere a prova em poucos minutos.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Construção de repertório lexical, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
