Atividades de Relação entre textos para o 9º ano com gabarito
Reúna atividades de Relação entre textos para o 9º ano e trabalhe adaptação teatral, leitura de textos informativos e intertextualidade. Inclui oito questões com gabarito comentado e sugestões práticas para a aula.
Quem leciona Língua Portuguesa no 9º ano sabe como é difícil fazer o aluno enxergar que dois textos conversam entre si. Muitas vezes ele lê uma fábula, depois assiste a uma adaptação ou vê um cartaz, e trata tudo como coisas separadas. Por isso, dedico boa parte das aulas de relação entre textos a mostrar como um texto retoma, transforma ou dialoga com outro.
Nesta página, reuno o que costumo observar na prática: onde os alunos tropeçam, o que precisam saber antes e algumas formas de trabalhar o tema em sala. Ao final, há oito questões com gabarito comentado, que você pode aplicar diretamente ou adaptar à sua turma.
O que o aluno de 9º ano precisa saber sobre Relação entre textos
Relação entre textos é a capacidade de perceber como um texto se liga a outro, seja por retomada de um trecho, por adaptação para outro gênero ou por diálogo de sentidos. No 9º ano, o foco está em reconhecer que essa ligação não é apenas uma cópia: ela cria novos efeitos. Quando uma fábula vira história em quadrinhos, por exemplo, a forma muda, mas a moral pode permanecer e até ganhar força com as imagens. Quando um verso famoso reaparece em um cartaz com outras palavras, o leitor precisa reconhecer a referência para entender a crítica. O aluno deve aprender a identificar o texto de origem, comparar o que foi mantido e o que foi alterado, e explicar qual efeito de sentido essa relação produz. Em uma adaptação teatral, por exemplo, isso significa reconhecer que a narração do conto original se transforma em falas de personagens e em indicações cênicas, como iluminação e som. Essa compreensão é a base para qualquer atividade sobre o tema.
O que ele precisa saber antes
Antes de comparar textos, o aluno precisa dominar alguns conceitos básicos. O primeiro é conhecer os elementos do texto teatral: a diferença entre fala de personagem e rubrica, que orienta ações, entonação, cenário e iluminação. Sem essa distinção, ele tende a tratar a indicação cênica como se fosse uma fala. O segundo é a diferença entre fala e narração, já que a adaptação de um conto para o teatro depende de transformar o relato em diálogo e ação. O terceiro é a interpretação de texto literário, com leitura de figuras de linguagem e de recursos como a retomada de versos conhecidos. Se algum desses pontos estiver fraco, vale revisá-lo antes de avançar para a comparação entre textos.
Onde os alunos mais erram
Na minha experiência, o erro mais comum é confundir a indicação cênica com uma fala de personagem ou com a narração do conto original. Quando aparece um trecho entre colchetes em uma adaptação, muitos alunos leem como parte do diálogo, sem perceber que ela orienta a encenação. Outro erro frequente é achar que mudar a forma significa mudar o sentido. Em uma HQ baseada em fábula, o aluno pode concluir que a moral desapareceu porque a história ganhou quadros e balões, quando na verdade a lição permanece e é reforçada pela imagem. Há ainda o erro de transformar um texto em cena apenas reescrevendo-o em versos, o que muda o gênero, mas não cria a estrutura dramática pedida. Por fim, em questões sobre intertextualidade, o aluno costuma escolher a alternativa que fala em originalidade isolada do eu lírico, quando o correto é reconhecer que a retomada atualiza o texto de origem e desloca seu sentido. Vale chamar a atenção para essas armadilhas com exemplos concretos da própria turma.
Como trabalhar em sala
Algumas estratégias que funcionam bem:
- Leve dois textos curtos lado a lado, como uma fábula e sua versão em HQ, e peça que os alunos marquem, com cores diferentes, o que foi mantido e o que foi transformado.
- Faça a turma transformar um trecho narrativo em cena: os alunos escrevem falas e rubricas a partir de um parágrafo de conto, sem material extra.
- Mostre um verso conhecido em um cartaz ou propaganda e pergunte qual sentido a mudança de palavras produz. Peça que o aluno explique com suas palavras.
- Use a lousa para montar um quadro de comparação com três colunas: texto de origem, texto de chegada e efeito de sentido.
- Ao final, peça um pequeno texto em que cada aluno explique uma relação entre dois textos de sua escolha, usando o vocabulário trabalhado na aula.
Questões prontas de Relação entre textos para o 9º ano (com gabarito comentado)
As questões abaixo foram elaboradas para verificar se o aluno consegue identificar elementos teatrais, reconhecer adaptações e interpretar relações de intertextualidade. Cada alternativa errada traz a explicação do motivo do erro.
Questão 1: indicação cênica na adaptação teatral
Por que insistimos em contar lendas de antigos viajantes? Na vila de Salinas, um conto falava de uma cabana que surgia apenas sob a luz da lua cheia, guardando segredos de quem ousasse entrar. De trecho original: 'Quando a lua alcançava o ponto mais alto, a cabana aparecia entre árvores retorcidas e ali se ouvia o sussurro do vento.' Adaptação teatral:
Maria: (olhando ao redor, entusiasmada) A cabana está ali! Senti seu chamado.
Joaquim: (com voz grave) Ninguém sabe o que mora dentro dela, Maria.
[As luzes se apagam, restando o brilho prateado do luar sobre a construção]
Maria: Precisamos descobrir seu mistério, mesmo com o medo latejando no peito.
Analise o texto-base e identifique qual trecho corresponde a uma indicação cênica presente na adaptação teatral.
- ❌ A) Quando a lua alcançava o ponto mais alto, a cabana aparecia entre árvores retorcidas e ali se ouvia o sussurro do vento. — O trecho narra o que acontece na história; não indica uma ação para ser realizada no palco.
- ❌ B) Na vila de Salinas, um conto falava de uma cabana que surgia apenas sob a luz da lua cheia, guardando segredos de quem ousasse entrar. — Esse trecho apresenta o contexto da lenda, mas não orienta a encenação.
- ❌ C) Joaquim: Ninguém sabe o que mora dentro dela, Maria. — O trecho contém apenas a fala da personagem; não há nele uma instrução para a encenação.
- ✅ D) A instrução que orienta a iluminação e cria o efeito visual da cena. — Na adaptação teatral, a indicação entre colchetes orienta uma ação relacionada à iluminação e ao efeito visual da cena, em vez de apresentar uma fala de personagem.
- ❌ E) Maria: A cabana está ali! Senti seu chamado. — O trecho contém apenas a fala da personagem, sem orientação de gesto, voz ou cenário.
Questão 2: convenções do gênero teatral
Sussurros cortavam a escuridão do templo abandonado quando Elia descobriu o medalhão oculto sob as pedras quebradas. Diz a lenda que aquele artefato trazia à tona memórias de um reino perdido, capaz de despertar antigas vozes. Enquanto o vento arranhava as colunas de pedra, Elia pensou no mistério que se escondia em cada símbolo gravado no metal frio. A narrativa reconta o momento exato em que ela ergue o medalhão e, com mãos trêmulas, sente o peso das histórias gravadas em sua superfície. Neste trecho, encontram-se os elementos principais do enredo que devem ser transportados para um texto teatral.
Analise o texto-base e selecione a proposta de adaptação que obedece às convenções do gênero teatral, incluindo indicação de cena e diálogo entre personagens.
- ❌ A) Elia encontrou um medalhão sob pedras quebradas e sentiu o peso das histórias antigas enquanto o vento soprava. — A alternativa resume ações e sensações em forma narrativa, sem apresentar indicações de cena ou diálogo entre personagens.
- ❌ B) [Luz baixa] Cenário: templo abandonado. Sussurros ao fundo. Elia segura o medalhão e observa os símbolos. — Há indicações de iluminação, cenário e ação, mas não há falas entre personagens; por isso, o trecho não apresenta o diálogo pedido.
- ❌ C) Quando Elia levantou o artefato, a lenda despertou memórias do reino perdido, delineando o clima sombrio. — O trecho narra os acontecimentos em prosa e não indica uma cena nem organiza falas de personagens.
- ❌ D) ELIA: Encontrei o medalhão. NARRADOR: O vento assobia nas pedras. ELIA: O que devo fazer agora? — As falas são identificadas, mas não há indicação de espaço, iluminação ou outra informação que situe a cena.
- ✅ E) [Luz baixa] Cenário: templo abandonado. Elia: Achei o medalhão. Guia: O que ele revela? — A proposta indica a iluminação e o cenário, além de apresentar falas identificadas de duas personagens, características de uma adaptação teatral.
Questão 3: elemento que caracteriza a adaptação teatral
Ao adentrar a antiga biblioteca, Marina descobriu um diário escondido atrás de volumes empoeirados. Nas páginas, leu relatos de viagens fantásticas e pistas enigmáticas que levavam a um tesouro perdido. Encantada, anotou cada detalhe e imaginou como aquela aventura ganharia vida no palco.
Marina: (com entusiasmo) Encontrei o mapa! Se seguirmos as marcações, alcançaremos o vale escondido antes do sol nascer.
Pedro: (aponta para o diário) Aqui há um enigma: “Sob a lua branca, o caminho se desdobra.” Devemos decifrá-lo.
[Cena 2: luzes se intensificam ao fundo. Ao centro, estante com o diário projetado em um painel. Som de vento.]
Analise o texto-base e identifique o elemento que caracteriza a adaptação para o formato teatral.
- ❌ A) Referência extensa à paisagem e suas cores — Descrição de paisagem é narrativa literária, não adaptação teatral.
- ❌ B) Descrição em terceira pessoa do sentimento de descoberta — É recurso narrativo literário, não dramatúrgico.
- ❌ C) Expressão de pensamentos do personagem em itálico — Não há itálico no texto e tal recurso não é exclusivo do teatro.
- ❌ D) Uso de advérbios de tempo para articular sequência de ações — Os advérbios organizam narrativa, não constituem elemento teatral específico.
- ✅ E) Instrução de iluminação e ambientação no palco — As indicações de luzes e som no trecho final são recursos típicos de roteiro teatral.
Questão 4: adaptação que preserva elementos narrativos
Uma densa neblina envolve o antigo casarão na colina, onde João e Laura, curiosos, empurram a pesada porta de carvalho. O rangido ecoa pelo corredor iluminado apenas por velas trêmulas. Cada passo faz o coração acelerar: quadros antigos parecem mover os olhos, portas se fecham sem aviso e um sussurro distante convida-os a avançar. No salão principal, uma mesa exibe um amuleto reluzente. Laura estende a mão, hesitante. O mistério paira no ar, convidando-os a desvendar segredos escondidos nas sombras deste lugar esquecido.
Analise o texto-base e identifique qual das propostas de adaptação teatral preserva os elementos narrativos e cria uma cena dramática adequada.
- ✅ A) [Som de vento e portas rangendo] Laura (hesitante): “Você sentiu isso, João?” João (apreensivo): “A neblina esconde mais do que podemos ver.” [Eles avançam até a mesa onde o amuleto brilha]. — Une direção de som, falas nomeadas e conserva atmosfera de suspense, adequado à adaptação teatral.
- ❌ B) Narrador entra em cena, descreve ambiente e emoções de João e Laura até chegarem ao amuleto reluzente. — Usa voz de narrador sem dividir falas entre personagens, tornando adaptação pouco dramática.
- ❌ C) Laura e João descobrem o amuleto e comentam sobre seu brilho intenso, enquanto o narrador conclui o mistério. — Mantém narrador explicativo com comentários finais, reduzindo dinamismo entre personagens.
- ❌ D) João e Laura entram no casarão. Laura: “O que é esse lugar?” João: “Algo sombrio.” Ambos avançam sem hesitar. — Apresenta apenas diálogo sem direção cênica nem conservação do clima de suspense do texto-base.
- ❌ E) Em versos livres, descreve o casarão, a neblina e o amuleto, convidando leitores a imaginar a cena teatralmente. — Formato poético, não é estrutura típica de texto teatral com falas e indicações de cena.
Questão 5: transformação de texto narrativo em cena teatral
Quando o relógio da rodoviária marcou sete e meia, uma chuva fina começou a riscar os vidros do saguão. Nina apertou contra o peito a caixa de sapatos que carregava desde a manhã. Dentro dela havia cartas antigas da avó, encontradas no fundo de um armário após a mudança da família. Ao ver o ônibus partir sem atraso, o irmão perguntou, apressado, se valia a pena voltar para casa com aquele peso todo. Nina sorriu e respondeu que sim, porque aquelas cartas contavam mais sobre a família do que muitos álbuns. Perto da bilheteria, uma senhora de chapéu azul comentou que alguns objetos guardam a voz de quem já se foi. A conversa terminou em silêncio, enquanto os dois observavam a chuva engrossar e a menina decidir abrir a caixa.
Analise o trecho e identifique o procedimento mais adequado para transformá-lo em uma cena teatral.
- ✅ A) Substituir a narração por falas das personagens e por rubricas que indiquem ações, espaço e tom das falas. — Correta: o texto teatral organiza a ação por meio de falas e rubricas, reduzindo a narração contínua do trecho.
- ❌ B) Reescrever o trecho com versos e estrofes, preservando o sentido e a sequência dos fatos. — Errada: a forma em versos é de outro gênero e não atende à organização dramática pedida.
- ❌ C) Manter a narração em terceira pessoa e acrescentar apenas descrições mais longas do cenário. — Errada: isso preserva o relato em prosa, mas não cria a estrutura própria da cena teatral.
- ❌ D) Trocar as falas por explicações do narrador sobre o sentimento de cada personagem. — Errada: esse recurso reforça a narração, em vez de dramatizar a ação por diálogo e rubricas.
- ❌ E) Eliminar o conflito e reduzir o trecho a um resumo objetivo dos acontecimentos principais. — Errada: um resumo apaga a cena e enfraquece o material necessário para a adaptação teatral.
Questão 6: intertextualidade entre cartaz e poema
Em uma campanha escolar sobre inclusão digital, foi divulgado o cartaz: “Minha terra tem wi-fi, mas nem todo mundo consegue acessar”. A frase retoma o início do poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias: “Minha terra tem palmeiras, / Onde canta o Sabiá”. O cartaz foi produzido para chamar atenção às desigualdades de acesso à internet no Brasil.
Considerando a relação entre o cartaz e o poema de Gonçalves Dias, qual efeito de sentido é produzido pela intertextualidade presente na campanha?
- ❌ A) Apresenta a tecnologia como novo símbolo de superioridade nacional, valorizando o país por oferecer conexão digital a toda a população. — O cartaz não afirma que toda a população possui conexão nem transforma a tecnologia em motivo de superioridade nacional; ao contrário, destaca a falta de acesso para parte das pessoas.
- ❌ B) Abandona o tema da identidade nacional e utiliza a referência literária apenas para divulgar o funcionamento das redes de internet. — A alternativa reduz a campanha a uma explicação técnica sobre redes, embora o enunciado apresente uma discussão social sobre quem consegue ou não acessar a internet.
- ❌ C) Reproduz a idealização da pátria presente no poema, associando o desenvolvimento tecnológico à imagem de uma natureza preservada. — Este distrator confunde a retomada crítica do verso com a manutenção de sua idealização original. O cartaz não menciona natureza nem apresenta o avanço tecnológico como realidade igualmente disponível.
- ❌ D) Substitui a linguagem poética por uma linguagem publicitária neutra, sem preservar relações de sentido com o texto de Gonçalves Dias. — O cartaz preserva a construção sintática e o início marcante do poema, o que permite reconhecer a retomada intertextual. A substituição de elementos não elimina essa relação.
- ✅ E) Reformula a exaltação da terra natal para denunciar que o acesso às tecnologias permanece desigual no país. — A frase do cartaz mantém a estrutura reconhecível do verso de Gonçalves Dias, mas substitui as palmeiras e o sabiá pelo wi-fi. Essa retomada atualiza o texto literário e desloca seu sentido: em vez de apenas exaltar a pátria, a campanha evidencia que nem todos os brasileiros participam igualmente da vida digital. A intertextualidade, portanto, produz uma crítica social sobre a desigualdade de acesso à internet.
Questão 7: adaptação de fábula em HQ
No início de uma HQ inspirada em fábula, um personagem diz: "Hoje eu aprendi o que a esperteza sem ética pode causar." Em seguida, a imagem mostra o outro personagem isolado e arrependido.
— Que relação entre a fábula original e a HQ se evidencia no texto-base?
- ❌ A) A HQ amplia a história para criar um enredo novo, sem qualquer ligação com a intenção educativa da fábula. — O aluno extrapola além do que o texto-base permite. Não há sinal de ruptura total com a fábula nem de abandono da intenção moral; há retomada da lição original.
- ❌ B) A HQ apenas reproduz a fábula, sem alterar a mensagem original, pois o foco está só na sequência dos fatos. — O aluno percebe a relação geral entre os textos, mas ignora que a HQ não se limita a repetir a narrativa: ela reorganiza e reforça a moral por meio de imagem e texto.
- ❌ C) A HQ substitui a moral da fábula por uma interpretação totalmente diferente, deixando de lado a lição ética. — O aluno confunde adaptação com mudança de sentido. A HQ não abandona a moral da fábula; ela a preserva e a evidencia em outra linguagem.
- ❌ D) A imagem serve apenas como decoração, enquanto a mensagem da HQ depende somente do texto escrito. — O aluno inverte a função dos elementos da HQ. No caso, a imagem não é mero adorno; ela contribui diretamente para intensificar o sentido da moral e do arrependimento.
- ✅ E) A HQ retoma a moral da fábula e a reconta com recursos visuais para intensificar o efeito de sentido. — Resposta correta porque reconhece a permanência da moral da fábula, mas destaca a adaptação para a linguagem dos quadrinhos, com apoio da imagem para reforçar a ideia de arrependimento e consequência.
Questão 8: o que deve ser mantido na adaptação de fábula
Uma turma leu uma fábula em que um animal aprende, por meio de uma situação simples, que a pressa pode levar ao erro. Depois, essa mesma história foi transformada em HQ com quadros, balões e cenas visuais que retomavam a lição final.
— Na passagem da fábula para a HQ, o que deve ser mantido para que o sentido principal não se perca?
- ❌ A) Aumentar a quantidade de quadros e de falas para deixar a história mais completa e mais divertida. — O aluno extrapola a adaptação para um objetivo que não foi pedido. Tornar a HQ mais extensa ou mais divertida não garante conservar a ideia central da fábula.
- ❌ B) Conservar apenas os personagens e o cenário, porque isso já garante que a mensagem continue igual. — O aluno troca elementos narrativos externos pelo núcleo de sentido. Personagens e cenário ajudam na ambientação, mas não asseguram sozinhos a manutenção da moral.
- ❌ C) Manter exatamente as mesmas palavras do texto original, sem adaptar nada aos quadros e aos balões. — O aluno percebe que há relação entre os textos, mas reduz a adaptação à cópia literal. O comando pede o que precisa ser mantido para não perder o sentido, e não a repetição integral das palavras.
- ✅ D) Preservar a ideia central e a lição moral, ainda que a narrativa ganhe recursos visuais diferentes. — Resposta adequada: a transformação em HQ pode alterar a forma, mas não deve alterar o sentido principal nem a moral da fábula.
- ❌ E) Trocar a lição final por uma cena de ação, porque em quadrinhos a imagem substitui completamente a reflexão do texto. — O aluno inverte a relação entre forma e sentido: trata o recurso visual como causa suficiente para eliminar a moral, quando a imagem deve reforçar a mensagem, não apagá-la.
Fechamento e próximos passos
Trabalhar relação entre textos exige paciência, mas os resultados aparecem quando o aluno passa a justificar suas escolhas com base no texto. Para aprofundar, você pode consultar as questões da habilidade EF69LP50 e as questões da habilidade EF89LP32, que trazem outros exemplos alinhados à BNCC. Se quiser montar suas próprias provas com esse conteúdo, use o gerador de provas do GeraProva e comece com um cadastro grátis.
Este conteúdo é um apoio para o seu planejamento. Ajuste as questões ao seu material e ao perfil da sua turma, e use o seu julgamento pedagógico para decidir o que funciona melhor na sua sala.
Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
Questões deste artigo com resolução completa
- Por que insistimos em contar lendas de antigos viajantes? Na vila de Salinas, um conto falava de uma cabana…
- Sussurros cortavam a escuridão do templo abandonado quando Elia descobriu o medalhão oculto sob as pedras…
- Ao adentrar a antiga biblioteca, Marina descobriu um diário escondido atrás de volumes empoeirados. Nas…
- Uma densa neblina envolve o antigo casarão na colina, onde João e Laura, curiosos, empurram a pesada porta de…
- Quando o relógio da rodoviária marcou sete e meia, uma chuva fina começou a riscar os vidros do saguão. Nina…
- Em uma campanha escolar sobre inclusão digital, foi divulgado o cartaz: “Minha terra tem wi-fi, mas nem todo…
- No início de uma HQ inspirada em fábula, um personagem diz: "Hoje eu aprendi o que a esperteza sem ética pode…
- Uma turma leu uma fábula em que um animal aprende, por meio de uma situação simples, que a pressa pode levar…
Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Relação entre textos, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
