Atividades de Análise de dados e informações sociais para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito
Reuni questões de Filosofia para trabalhar análise de dados e informações sociais na 3ª série, com gabarito comentado. O foco está em avaliar fontes, evidências e argumentos sem confundir opinião com conhecimento justificado.
Quem já deu aula de Filosofia na 3ª série sabe que o tema Análise de dados e informações sociais chega com uma cobrança diferente: o aluno precisa dizer por que acredita no que lê, e não apenas o que pensa. Em muitas turmas, o primeiro impulso é aceitar a manchete, o áudio repassado no grupo ou o depoimento que soa convincente. Este texto reúne como eu abordo o assunto na prática, com as questões que uso e os erros que mais aparecem.
Vou aproveitar para organizar tudo em torno da habilidade EM13CHS103, que é a base das questões aqui apresentadas. Se você quiser ver o conjunto completo dessa habilidade, veja as questões da habilidade EM13CHS103.
O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Análise de dados e informações sociais
Na 3ª série, Análise de dados e informações sociais significa avaliar a confiabilidade do que circula: notícias, relatórios, áudios, estatísticas e testemunhos. O aluno precisa distinguir opinião de evidência, entender que uma informação pode ser verdadeira e mesmo assim mal fundamentada, e reconhecer que a origem de uma fonte não basta para validá-la. Os critérios trabalhados nas questões são verificabilidade, revisão independente e intersubjetividade, ou seja, a possibilidade de outras pessoas examinarem os mesmos dados e chegarem ao mesmo resultado. Também entra a ideia de falibilismo: uma hipótese bem construída continua sujeita a revisão quando surgem novos dados. Quando esses pontos ficam claros, o aluno deixa de tratar dados como verdades prontas e passa a perguntar quem produziu a informação, com que método e o que ainda falta confirmar.
O que ele precisa saber antes
Os conceitos de pré-requisito que aparecem nas questões são a diferença entre opinião e evidência, os critérios de validação do conhecimento, a interpretação de textos argumentativos e a noção de injustiça epistêmica. Se a turma ainda não domina essa base, vale revisar antes de aplicar as questões mais longas, porque o enunciado já exige que o aluno compare fontes e avalie pesos de evidência ao mesmo tempo.
Onde os alunos mais erram
O erro que mais observo é o de escolher a fonte que parece mais próxima da realidade, seja um relato local ou um dado ainda não revisado, sem perguntar se ele passou por verificação independente. Outro erro frequente é tomar a quantidade de depoimentos como prova, quando na verdade todos repetem a mesma fonte original. Há também a tendência de aceitar a autoridade institucional como argumento final, como se o cargo garantisse a veracidade. E, do lado oposto, alguns alunos concluem que, como nada é certo, não se pode saber nada. Nesse caso, o problema é o ceticismo paralisante, que ignora que é possível comparar evidências e manter uma conclusão provisória. Nas questões, o distrator mais provável costuma ser justamente a alternativa que parece prudente ou popular, mas não se sustenta nos dados apresentados.
Como trabalhar em sala
- Traga uma notícia real da semana e peça que os alunos listem quais informações foram verificadas e quais foram apenas repetidas.
- Monte uma tabela simples com três colunas: fonte, tipo de evidência e o que ainda falta confirmar. Use-a para analisar um caso de autoria ou um episódio local.
- Faça um debate curto sobre o áudio anônimo que circula no grupo da turma: o que justifica compartilhar, o que justificaria esperar a checagem?
- Proponha que os alunos reescrevam uma conclusão categórica como hipótese provisória, explicando que dado os levaria a revisá-la.
Questões prontas de Análise de dados e informações sociais para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
A seguir estão as oito questões de referência para o tema, com o gabarito comentado de cada alternativa. Use-as como modelo ou aplique diretamente em avaliação.
Questão 1: confiabilidade para políticas de racionamento de água
— Repórter: “Agricultores residentes afirmam que as chuvas diminuíram e observam solo cada vez mais seco.”
— Técnico A: “Nossos pluviômetros registraram queda de 30% no volume pluviométrico, mas o levantamento ainda não passou por uma revisão independente.”
— Pesquisador B: “Um artigo publicado em revista científica correlaciona desmatamento e redução das precipitações, com dados verificados por pares.”
— Morador C: “Sinto que ciclos naturais resolverão a estiagem sem precisão de estudos formais.”
A sessão buscava subsidiar políticas de racionamento de água. Diante dos critérios epistemológicos de verificabilidade, intersubjetividade e revisão por pares, é fundamental avaliar qual argumento oferece maior confiabilidade.
Com base no diálogo e nos critérios epistemológicos apresentados, identifique qual linha argumentativa oferece maior confiabilidade para embasar políticas de racionamento de água.
- ❌ A) Uso de intuição sobre ciclos naturais para predizer a recuperação hídrica — A intuição do morador não é sustentada por estudos formais ou dados verificados, então não satisfaz os critérios de confiabilidade apresentados.
- ✅ B) Uso de estudo publicado em revista científica com verificação por pares — O estudo foi publicado em revista científica e seus dados foram verificados por pares. Essa revisão permite que outros especialistas examinem evidências e métodos, aumentando a confiabilidade.
- ❌ C) Uso de relatórios pessoais dos agricultores que enfatizam experiências locais — Os relatos registram experiências locais, mas não apresentam verificação independente nem revisão por pares.
- ❌ D) Uso de previsões sem dados observáveis para estimar mudanças nas precipitações — Uma previsão sem dados observáveis não atende ao critério de verificabilidade.
- ❌ E) Uso de dados de pluviômetros da cooperativa ainda sem revisão independente — Os pluviômetros registraram uma queda, mas falta a etapa de verificação independente.
Questão 2: autoria de uma escultura em praça pública
— A maquete parece a mesma do caderno de Helena, mas a notícia da época credita a obra ao arquiteto — observou a pesquisadora do museu. Durante a revisão da autoria de uma escultura instalada em praça pública, foram localizados dois bilhetes do arquiteto mencionando que Helena reformulou a composição e as dimensões da peça. Um caderno assinado por ela contém esboços muito próximos da obra final, e uma fotografia mostra a artista ao lado da maquete. O contrato, porém, registra apenas o escritório de arquitetura, enquanto depoimentos de familiares divergem sobre a participação dela. Para Francis Bacon, hipóteses devem ser examinadas por observações variadas, evitando que preferências iniciais determinem a conclusão.
Analise o conjunto de indícios e a orientação epistemológica apresentada. Identifique a tese que o museu pode sustentar de modo mais consistente no catálogo da exposição.
- ❌ A) Sustentar a autoria indicada pelos familiares, pois a memória oral dispensa confirmação por documentos — Apelo acrítico ao testemunho: memórias divergentes precisam ser confrontadas com outras evidências.
- ❌ B) Sustentar a impossibilidade de atribuição, pois fontes divergentes anulam todos os indícios disponíveis — Ceticismo paralisante: divergências não anulam a convergência entre bilhetes, caderno e fotografia.
- ❌ C) Sustentar a autoria exclusiva do arquiteto, pois a notícia contemporânea prevalece sobre fontes particulares — Apelo indevido à autoridade da imprensa: uma notícia não prevalece automaticamente sobre evidências documentais convergentes.
- ❌ D) Sustentar a autoria exclusiva de Helena, pois seus esboços eliminam o valor dos demais registros — Supergeneralização: esboços documentam contribuição, mas não excluem a atuação do arquiteto.
- ✅ E) Sustentar a coautoria provisória de Helena, pela convergência documental, mantendo a conclusão aberta a novos achados — A convergência de fontes independentes sustenta indutivamente a participação autoral de Helena, sem transformá-la em certeza definitiva.
Questão 3: a ponte que deve receber o nome de uma construtora
Moradores de um distrito solicitaram que uma ponte antiga receba o nome de Joana Alves, apresentada como responsável por sua construção. A comissão local reuniu uma nota de jornal de 1928, que menciona apenas “a senhora encarregada”, depoimentos gravados décadas depois e uma lista de pagamentos com as iniciais J. A. Também encontrou uma carta do empreiteiro afirmando que sua empresa executou a obra. Ao examinar os depoimentos, os integrantes perceberam que todos repetiam um livreto comemorativo publicado em 1960. Os projetos técnicos originais não foram localizados. Antes da cerimônia, a comissão debateu como justificar publicamente a atribuição. Para Descartes, o conhecimento exige evitar aceitar como verdadeiro aquilo que não dispõe de razões suficientes para afastar a dúvida.
Avalie, à luz do método cartesiano e das informações do texto, o procedimento que sustenta de modo mais consistente a decisão da comissão.
- ❌ A) Tratar a ausência de plantas como confirmação indireta, pois documentos técnicos raramente registram autoria — Erro de inferência pela ausência: a falta de projetos não confirma a autoria atribuída.
- ❌ B) Tratar a repetição dos depoimentos como prova suficiente, pois diferentes pessoas confirmam a mesma narrativa — Erro de contagem de fontes: os depoimentos repetem um mesmo livreto, não são confirmações independentes.
- ❌ C) Tratar a homenagem planejada como prova pública, pois a decisão coletiva valida a narrativa histórica — Erro de apelo à aprovação: decisão coletiva legitima uma homenagem, mas não transforma narrativa em conhecimento comprovado.
- ✅ D) Tratar a atribuição como provisória, verificar a dependência entre fontes e buscar registros independentes — A medida reconhece os limites das evidências e busca corroboração autônoma, evitando aceitar uma conclusão sem razões suficientes.
- ❌ E) Tratar a carta do empreiteiro como prova conclusiva, pois ela foi produzida mais perto dos fatos — Erro de autoridade documental: proximidade temporal não torna conclusiva uma carta interessada.
Questão 4: o terreno e o mapa fiscal de 1951
— Se o mapa fiscal de 1951 não aponta um cemitério, não há motivo para proteger o terreno — afirmou um vereador durante uma audiência fictícia sobre a construção de um estacionamento. Três moradores idosos, sem contato prévio entre si, relataram sepultamentos emergenciais naquela área durante a enchente de 1943. Uma notícia do mesmo ano menciona enterros provisórios na margem do rio, mas não informa o local exato. Já uma sondagem geofísica detectou alterações no solo compatíveis com covas, sem identificar restos humanos. Uma consultora lembrou que Hannah Arendt, ao tratar da verdade factual, destacou sua dependência de testemunhos e registros, vulneráveis à contestação e à destruição. O mapa, por sua vez, fora elaborado para fins de tributação fundiária.
Analise os indícios apresentados e a reflexão de Arendt e identifique o argumento que melhor fundamenta uma decisão pública responsável sobre o terreno.
- ❌ A) Rejeitar qualquer proteção do terreno, tomando a omissão no mapa fiscal como prova conclusiva de inexistência — Argumento do silêncio documental: o mapa tributário tinha outra finalidade administrativa.
- ❌ B) Suspender toda deliberação, supondo que fontes divergentes impedem qualquer juízo factual provisório — Ceticismo paralisante: divergências exigem avaliação crítica, não impedem medidas proporcionais.
- ✅ C) Defender proteção cautelar do terreno, relacionando a convergência dos indícios às limitações de cada fonte — A convergência entre testemunhos, notícia e sondagem sustenta cautela, sem transformar indícios em certeza.
- ❌ D) Submeter a decisão apenas à votação dos moradores, atribuindo à maioria a definição da verdade factual — Apelo à maioria: deliberação é importante, mas a verdade factual exige exame de evidências.
- ❌ E) Defender reconhecimento definitivo do cemitério, considerando os testemunhos como prova suficiente por si mesma — Absolutização do testemunho: relatos são relevantes, mas não bastam sozinhos diante das lacunas.
Questão 5: o manifesto operário sem assinatura
Curadores de um museu municipal examinam, em um caso fictício, a autoria de um manifesto operário sem assinatura, atribuído a Amélia Duarte. Um jornal de 1932 publicou trechos do texto, mas preservou o anonimato. Uma carta de 1935, escrita por um colega, relata que Amélia lhe mostrou “um rascunho sobre as condições da fábrica”, sem identificar o documento. Já o registro de doação, preenchido em 1970 por um sobrinho, denomina o manuscrito como “Manifesto de Amélia”. Não foram localizados outros exemplares, nem menções contemporâneas que vinculem diretamente seu nome ao texto. O museu pretende apresentar a atribuição ao público sem converter indícios de diferentes pesos em uma certeza histórica.
Analise as evidências apresentadas e aplique o falibilismo de Karl Popper para identificar o procedimento mais consistente na defesa pública dessa atribuição.
- ✅ A) Tratar a autoria como conjectura provisória e buscar registros contemporâneos independentes que possam contrariá-la — A carta e a doação são indícios limitados; no falibilismo, a hipótese deve permanecer revisável e exposta a possíveis refutações.
- ❌ B) Tratar o registro do sobrinho como prova definitiva, por ter acompanhado a transmissão familiar do manuscrito — Apelo à autoridade familiar: a proximidade não fornece vínculo contemporâneo direto com a autoria.
- ❌ C) Tratar a publicação anônima como confirmação da autoria, pois o texto circulava no período indicado — A circulação confirma a existência do texto, mas não identifica quem o escreveu.
- ❌ D) Tratar os três documentos como evidências equivalentes, somando-os para estabelecer a autoria por maioria — Agregação acrítica: fontes têm pesos e graus de independência distintos.
- ❌ E) Tratar a ausência de prova conclusiva como razão para abandonar qualquer hipótese sobre a autoria — Erro cético paralisante: Popper não exige certeza, exige que hipóteses sejam criticáveis.
Questão 6: a marcação de vídeos manipulados em campanhas
Quem decide o que é “verdadeiro” numa campanha? Em um projeto-piloto, uma plataforma de vídeos passou a marcar como “conteúdo manipulado” materiais que imitavam a voz e o rosto de candidatos. Em duas semanas, 120 vídeos receberam marcação. Antes do aviso, cada um alcançava, em média, 45 mil visualizações; depois, o aumento médio caiu para 5 mil. Em uma enquete com 600 eleitores, 58% disseram ter compartilhado ao menos um vídeo depois desmentido; 64% afirmaram que, ao ver o aviso, passaram a buscar a fonte original; 31% relataram que, diante de tantas manipulações, concluíram que “não dá para saber nada” e reduziram o interesse em acompanhar debates.
Na câmara municipal, discute-se uma lei que obrigue plataformas a manter a marcação e um arquivo público para auditoria, prevendo remoção apenas quando o vídeo atribuir crime a um cidadão comum.
Com base no texto, identifique o argumento que melhor compõe uma hipótese sustentada por evidências para justificar a medida proposta, articulando-a ao princípio do dano em John Stuart Mill.
- ❌ A) Defender a proibição total de vídeos políticos, pois houve engano em compartilhamentos — Paternalismo: generaliza casos de manipulação para banir um gênero inteiro, excedendo o dano indicado.
- ❌ B) Defender a remoção de críticas a candidatos, pois podem afetar reputações — Confunde dano com ofensa: em Mill, incômodo não justifica censura.
- ❌ C) Defender a lei porque o tribunal eleitoral a apoiou — Apelo à autoridade: substitui a argumentação por endosso institucional.
- ❌ D) Defender a ausência de regra, pois parte do público desconfia da verdade — Erro cético-relativista: dificuldade de verificação não significa impossibilidade de conhecer.
- ✅ E) Defender a rotulagem e auditoria dos vídeos, pois o piloto freou a difusão — Usa evidências (queda de alcance e mudança de conduta) e limita apenas o que ameaça a liberdade alheia, como em Mill.
Questão 7: abordagens policiais e a credibilidade dos relatos
— “Isso é só impressão de quem não gosta da polícia”, afirmou um vereador ao ouvir moradores relatarem abordagens repetidas em um bairro. Na mesma audiência pública, a secretaria de segurança apresentou um dado: “os roubos caíram 12% no município”. Uma organização local levou outro conjunto de informações, obtidas por pedidos de acesso a registros: em 3 200 abordagens registradas em seis meses, 78% envolveram jovens negros; 4% resultaram em flagrante; e em parte dos casos não havia justificativa escrita. Além disso, foram lidos depoimentos de trabalhadores que passaram a evitar certos trajetos e de comerciantes que dizem ter parado de chamar a polícia por medo de represálias.
A organização propôs a hipótese de que a prática de abordagens, do modo como está, produz muitos “suspeitos” sem evidências sólidas e reduz a cooperação dos moradores, piorando a qualidade das informações que chegam às autoridades. O vereador sugeriu que relatos “não contam” por serem “subjetivos”.
Analise o tratamento dado a dados e depoimentos no texto. Identifique o procedimento que, por analogia à noção de injustiça epistêmica (Fricker), fortalece a hipótese proposta sem desqualificar sistematicamente certas vozes.
- ❌ A) Tratar relatos pessoais como prova decisiva e dispensar qualquer registro sistemático — Anedotismo: toma experiências como conclusão final, sem testes verificáveis.
- ❌ B) Tratar a fala de autoridades como mais confiável por definição, mesmo sem transparência — Apelo à autoridade: confunde cargo com credibilidade epistêmica e reproduz descrédito a certos grupos.
- ❌ C) Tratar versões divergentes como igualmente válidas, sem critérios de avaliação — Relativismo: impede selecionar evidências para a hipótese.
- ✅ D) Tratar testemunhos afetados como evidência, cruzando-os com registros e revisando vieses de credibilidade — Atribui credibilidade sem preconceito e triangula depoimentos com dados, compondo argumento testável e mais justo.
- ❌ E) Tratar estatísticas gerais como prova suficiente e descartar relatos individuais — Reducionismo quantitativista: ignora que números agregados não captam vieses na produção dos registros.
Questão 8: o áudio sobre a barragem
— Você ouviu o áudio sobre a barragem? — perguntou uma comerciante no grupo de mensagens do bairro ribeirinho. A gravação, atribuída a “um funcionário”, dizia que a estrutura “poderia ceder a qualquer momento” e pedia evacuação imediata. Em menos de uma hora, parte dos moradores saiu às pressas; o trânsito travou e uma ambulância demorou a chegar ao posto.
No dia seguinte, a Defesa Civil informou que o áudio era antigo e que a inspeção mais recente não indicava risco iminente. Na reunião comunitária, um morador justificou: “Mesmo sem confirmação, repassei porque era melhor prevenir”. Outra moradora discordou: “Ao espalhar algo sem checar, a gente transforma boato em certeza e enfraquece a confiança nas orientações oficiais, o que aumenta o perigo numa próxima emergência”.
Analise o debate apresentado e identifique a posição filosófica que melhor fundamenta a crítica ao compartilhamento do áudio sem verificação prévia.
- ❌ A) Sustentar que a credibilidade do mensageiro, por suposta proximidade com a barragem, basta para validar a informação — Apelo indevido à autoridade; substitui evidências verificáveis por origem vaga.
- ❌ B) Sustentar que a utilidade de evitar um possível dano torna legítimo adotar e divulgar uma crença mesmo sem prova disponível — Pragmatismo: confunde benefício esperado com justificação epistêmica.
- ❌ C) Sustentar que a verdade de uma informação se define pelo consenso do grupo que a compartilha — Relativismo: toma popularidade como critério de verdade.
- ❌ D) Sustentar que, diante de incerteza, o mais racional é suspender todo juízo e evitar qualquer posicionamento sobre o risco — Ceticismo paralisante: ignora que o debate trata de checagem e responsabilidade.
- ✅ E) Sustentar que é injustificável aceitar e difundir uma crença pública sem respaldo suficiente de evidências, ainda que a intenção seja boa — A crítica apela à responsabilidade epistêmica: crenças e ações públicas devem ser proporcionais às evidências, como defendia Clifford.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Análise de dados e informações sociais, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
